Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

sábado, 8 de agosto de 2009

186. PAIXÃO DE FORTES (1946)

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Depois que James, irmão de Wyatt Earp (Henry Fonda), é assassinado por ladrões de gado, o homem-lenda da fronteira deixa Dodge City e acaba tornando-se xerife de Tombstone e vai em busca de vingança. Dividido entre o distintivo e sua fúria, Earp enfrenta os prováveis assassinos, a famosa família fora-da-lei do Velho Clanton (Walter Brennan). Está montado o palco do famoso tiroteio de O.K. Corral. Por outro lado, Earp apaixona-se por uma professora chamada Clementina (Cathy Downs), o que o joga contra o encrenqueiro Doc Holliday(Victor Mature,excepcional). Paixão dos Fortes jamais perdeu seu dinamismo como um filme de faroeste eletrizante, e, ao mesmo tempo, é uma bela história de amor. O filme é um dos clássicos do faroeste dos anos 40 e tem, além de grandes atuações, uma história forte e a direção característica de John Ford, que é a marca de todas as suas produções desse estilo.

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My.Darling.Clementine.(1946).FS.DVDRip.XviD-C00LdUdE.avi

Legendas (postadas por Zape do MKO, senha para descompactar euzape)
My.Darling.Clementine.(1946).FS.DVDRip.XviD-C00LdUdE.srt

185. O DESTINO BATE A SUA PORTA (1946)

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A placa do lado de fora do restaurante de estrada diz "Homem Procurado" - frase que pode ter mais de um significado. Frank Chambers sabe e percebe isso no momento em que conhece Cora, a jovem noiva do proprietário do restaurante.
Baseado no romance de mesmo título de James M. Cain, esse requintado clássico do film-noir combina o brilho dos estúdios com a fixação de Cain por atrações assassinas. Johm Garfield e Lana Turner mostram performances marcantes como Frank e Cora, amantes que arruinam a primeira tentativa de assassinar o noivo de Cora, traem-se mutuamente no julgamento e, ainda assim, acabam se dando bem. Mas, esse conto volátil não acaba por aqui. Como o título do filme indica, o destino com certeza baterá novamente.

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The.Postman.Always.Rings.Twice.(1946).FS.DVDRip.XviD.cd1-FiNaLe
The.Postman.Always.Rings.Twice.(1946).FS.DVDRip.XviD.cd2-FiNaLe

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(Ripagem e sync by.PedroMiranda do MKO many tks)

184. PAISÁ (1946)

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Paisà traz seis episódios que mostram a luta das tropas aliadas para libertar diferentes regiões da Itália do domínio nazista, entre 1943 e 1944. São histórias de amor, amizade e lealdade, que focalizam o relacionamento do povo italiano com os soldados estrangeiros.No segmento inicial um soldado americano, Joe (Robert Van Loon), tem a tarefa de proteger uma jovem siciliana, Carmela (Carmela Sazio), em um castelo velho abandonado. Ela nada diz ou demonstra alguma emoção, enquanto Joe tenta suplantar a barreira do idioma. O 2º segmento se passa em Nápoles, nele um soldado americano negro tem seus sapatos roubados por um moleque de rua. Ele procura pelo garoto e descobre que o menino vive com vários napolitanos sem-teto. O 3º segmento se passa em Roma, nele um outro soldado americano, Fred (Gar Moore), chega na cidade com seu tanque e lhe é oferecida água por uma amável jovem, Francesca (Maria Michi), e ele rapidamente se sente atraído por ela. Meses mais tarde ele está bêbado e a encontra novamente, quando ela caminha pelas ruas procurando "clientes". Ele então se lembra de Francesca, mas não percebe que a prostituta e Francesca são a mesma pessoa. O 4º episódio acontece em Florença, quando uma enfermeira americana, Harriet (Harriet Medin), e um guerrilheiro italiano tentam atravessar as linhas alemãs. No 5º segmento há 3 capelães americanos: um católico, um protestante e um judeu, que pedem para monges franciscanos autorização para passar a noite no monastério deles. Os monges estão desacostumados com religiosos protestantes e judeus, mas descobrem que estão todos unidos sob o mesmo Deus. No 6º capítulo há um forte tiroteio entre forças britânicas e alemãs, em que há grandes perdas para ambos os lados.

Premiações
- Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro.
- Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme.
- Recebeu 7 prêmios em festivais diversos.

Curiosidades
- Existem versões do filme com 115 (a do link ed2K) e 90 minutos.
- É o 2 º filme da chamada Trilogia da Guerra, dirigida por Roberto Rossellini. Os demais filmes são Roma, Cidade Aberta (1945) e Alemanha, Ano Zero (1947).

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Paisa.(1946).DVDRip.XviD-Making.Off.avi

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Paisa.(1946).DVDRip.XviD-Making.Off.srt

(Postado Originalmente por parkyns do MKO)

183. DESENCANTO (1946)

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Laura (Celia Johnson) e Alec (Trevor Howard) se conhecem por acaso em uma estação de trem, quando ele remove um cisco do olho dela. Ele é um médico, ela é uma dona de casa. Ambos são de classe média, têm meia-idade e são razoavelmente felizes em seus casamentos. Em pouco tempo passam a se encontrar todas as quintas-feiras, mas apenas como bons amigos. Gradativamente surge uma paixão mútua e eles continuam a se encontrar regularmente, apesar de saberem que este amor é impossível.

Crítica
"Desencanto" é um clássico do cinema britânico. Realizado pelo consagrado cineasta inglês, David Lean, narra o breve relacionamento extra-marital envolvendo duas pessoas de meia-idade da classe média.
Seu roteiro foi adaptado e baseado na peça "Still Life" de Noel Coward, de 1935. O trabalho de Lean é impecável e marcado por sua atenção para os detalhes.
No elenco, o grande destaque é o trabalho de Celia Johnson, brilhante no papel de Laura Jesson, seguido da atuação de Trevor Howard, estreando no cinema.

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Brief.Encounter.(1946).DVDRip.DivX3LM-LIGHTNiNG.avi

Legenda.TV (by.marcoalauten)

182. OS MELHORES ANOS DE NOSSAS VIDAS (1946)

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Ao retornar da Segunda Guerra Mundial, três militares têm a dura missão de voltar às suas vidas normais e tentar se readaptar a sociedade.

Premiações

Oscar: Vencedor de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator (Fredric March), Melhor Ator Coadjuvante (Harold Russell), Melhor Montagem, Melhor Roteiro, Melhor Trilha Sonora e Prêmio Especial para Harold Russell, por levar esperança e coragem a seus colegas veteranos de guerra com a sua participação no filme.

Crítica

A 2ª Guerra Mundial separou muitas famílias por vários anos. Com o seu término, verificou-se que inúmeras transformações ocorreram com as pessoas envolvidas: Muitos sobreviventes voltaram mutilados com pernas ou braços amputados; todos sonhavam em esquecer os horrores da guerra e voltar à vida normal, mas encontraram uma realidade bem diferente; esposas e filhos tornaram-se estranhos; casamentos realizados por impulso às vésperas dos maridos partirem para o front, fracassaram; e mulheres que se engajaram no esforço de guerra, enquanto seus maridos lutavam na Europa e no Pacífico, descobriram uma nova independência. "Os Melhores Anos de Nossas Vidas" leva em consideração todos esses fatores.

Embora seja um filme longo, com quase 3 horas de projeção, ele é tão envolvente que a gente não sente o tempo passar. Fredric March tem uma das melhores atuações de sua carreira. Harold Russell também está ótimo no papel de Homer, o marinheiro que retorna da guerra sem as mãos. Merecem ainda destaque as interpretações de Myrna Loy e Dana Andrews.

"Os Melhores Anos de Nossas Vidas" foi agraciado com 7 importantes Oscars do ano, inclusive os de Melhor Filme e de Melhor Direção. Foi ainda indicado a 2 outros Prêmios da Academia de Hollywood.

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The.Best.Years.of.Our.Lives.(1946).FS.DVDRip.DivX5.cd1
The.Best.Years.of.Our.Lives.(1946).FS.DVDRip.DivX5.cd2

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181. SEI ONDE FICA O PARAÍSO (1945)

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Wendy Hiller é a estrela deste clássico romântico sobre uma jovem mulher que descobre o verdadeiro sentido do quanto os menores gestos valem no mundo. Joan Webster sempre planejou sua vida a começar pelo seu casamento com um rico industrial. Mas ela não pode deter os fenômenos da natureza, principalmente quando uma tempestade a deixa perdida numa ilha escocesa em companhia apenas de um marinheiro. Ela também não imagina que a estadia naquele lugar a fará ver aquele belo rapaz que está sempre pronto para ajudá-la, de outro modo. Filmado em belíssimas locações da ilha de Mull, "Sei Onde Fica O Paraíso" é uma das obras-primas da dupla Michael Powell e Emeric Pressburger (Sapatinhos Vermelhos, Narciso Negro), é considerado por especialistas como um dos melhores filmes românticos de todos os tempos..

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I.Know.Where.I'm.Going.(1945).(Dual.SPA.ENG).DVDRip.XviD.avi

Sem Legendas até o momento

NEO-REALISMO ITALIANO

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O Neorrealismo italiano foi um movimento cultural surgido na Itália ao final da segunda guerra mundial, cujas maiores expressões ocorreram no cinema. Seus maiores expoentes foram Roberto Rosselini, Vittorio De Sica e Luchino Visconti, todos fortemente influenciados pelos filmes da escola do realismo poético francês.

O cinema neorrealista italiano caracterizou-se pelo uso de elementos da realidade numa peça de ficção, aproximando-se até certo ponto, em algumas cenas, das características do filme documentário. Ao contrário do cinema tradicional de ficção, o neo-realismo buscou representar a realidade social e econômica de uma época.

O marco inicial do movimento é o lançamento do filme de Rossellini, Roma, città aperta (1944-1945), rodado logo após a libertação de Roma, nitidamente influenciado pelo realismo poético francês. A "paternidade do termo" é de dúbia possibilidade: a primeira diz que seria de Umberto Barbaro quando chamou de "neorrealístico" o filme Ossessione , do qual havia sido montador; e a outra possibilidade atribui o termo a Mario Serandrei, quando este usou o termo em uma resenha do filme Quai des Brumes.

Apesar de Roma... ter marcado o início do movimento, o primeiro filme daqueles dias é o documentário Giorni di Gloria, de Giuseppe de Santis, Marcello Pagliero, Mario Serandrei e Luchino Visconti), que traz cenas reais alternadas com cenas reconstituídas da ocupação nazi-fascista. Porém o filme foi exibido depois de Roma....

Características
O Neorrealismo italiano, por características comuns entre as obras e por uma ideologia difundida entre seus realizadores, tanto estética quanto política, constitui um "estilo de época" do Cinema. Teve lugar e tempo na Itália do final da Segunda Grande Guerra, em processo de "libertação" do regime fascista, como veículo estético-ideológico da resistência. Hasteava a bandeira da representação objetiva da realidade social como forma de comprometimento político. Seu período mais produtivo e significativo ocorreu entre 1945 e 1948.

Seus temas protagonizados por pessoas da classe operária imersas em um ambiente injusto e fatalista, sempre encontrando a frustração na eterna busca por melhores condições de vida, foram trazidos por influência do realismo poético francês.

Apesar de haver um certo consenso quanto às suas características, não existe uma delimitação exata quanto ao período de duração do movimento. Seguindo o paradigma observado na maior parte dos estilos estéticos da História da Arte e do Cinema, o nascimento dessa corrente aconteceu gradualmente, levando algum tempo até que se observasse o aparecimento de um filme genuinamente neo-realista. E, da mesma forma, sofreu uma decadência paulatina, sem um ponto delimitado de começo ou fim.

Neo-realismo como contraponto à estética fascista

Certamente, no entanto, não seria possível falar de Neorrealismo na Itália antes da decadência do regime fascista, que vigorou de 1922 a 1945. Esta, porém, não se limitava apenas a transformações de aspecto político, mas tinha também um projeto estético abrangente e definido. O Fascismo, muito além de puro fenômeno político, trazia consigo uma ideologia estética profundamente fincada em seus valores morais e sociais — e esta era, aliás, uma característica comum às manifestações de ideologias totalitárias.

Entre as várias propriedades dessa ideologia estética, estava a representação da sociedade por meio de uma ótica moralista/positivista, muito mais adequada à legitimação do regime do que à realidade das massas. Conseqüência direta dessa visão de mundo foi a produção em larga escala (estimulada e apreciada pelo governo) de filmes melodramáticos, épicos, romanceados, construindo na tela uma representação um tanto distante da vida cotidiana da sociedade italiana.

Um dos objetivos da geração neo-realista, posteriormente, seria a maior aproximação daquilo que acreditava ser a realidade do povo, para contrapor a essa "falsa imagem" da sociedade; os neo-realistas queriam apresentá-la, e não representá-la.

O que essa vanguarda pretende colocar na tela é um registro da vida das pessoas, no momento atual, contemporâneo à produção. Não interessava mais falar de tempos passados ou das tragédias folhetinescas. O cineasta neo-realista filmará a favela, a vila de pescadores, as ruas cheias de gente nos centros das cidades. A preocupação é com o "hic et nunc", num dos momentos mais críticos da História da Itália, e os jovens diretores acreditam no cinema como forma de expor os problemas — para que sejam resolvidos.

Esse comprometimento com o "retrato da verdade" faz com que a geração que desponta a partir da invasão aliada, em 1944/45 seja identificada como um movimento que os críticos Pietrangeli e Barbaro apelidam de Verismo (do it. vero, verdadeiro). O Neo-Realismo é percebido e nomeado enquanto os filmes estão sendo feitos, ou seja, o estilo é identificado no mesmo momento de sua produção artística, e não posteriormente. No mínimo, isso significa que a Itália notou que algo de diferente estava sendo feito.

Principais Autores e Obras
Luchino Visconti, com seu filme "Ossessione", de 1942, lançou a primeira pá na construção desse movimento. Adaptando o romance "The Postman Always Rings Twice" ("O Carteiro sempre toca duas vezes"), do norte-americano James Cain, o diretor conseguiu retratar um país de contrastes, que destoava da representação estilizada então dominante. Isso chocou os censores que, mesmo tendo aprovado anteriormente o roteiro, engavetaram a produção, até que o próprio Duce o tivesse visto — e apreciado!

Roberto Rossellini, ainda durante a guerra — e, mais especificamente, no próprio campo de batalha — filma "Roma, Città Aperta" (1945), inserindo registros de combates verdadeiros junto à dramatização. Rodado clandestinamente, como a própria resistência dos Partisans, o filme situa-se num limiar entre encenação e documento histórico. E, ainda, peça de propaganda contra o regime agonizante. No ano seguinte, realiza "Paisà", cujos 6 episódios acompanham o trajeto dos "libertadores", do sul para o norte, retratando a convivência entre italianos e aliados estrangeiros (com pessoas atuando nos papéis delas mesmas), com seus conflitos e choques inevitáveis.

Em "Germania, Anno Zero" (1947), Rosselini visita a outra nação derrotada (e destroçada), a Alemanha, para mostrar uma realidade muito semelhante à da Itália. Submetidos novamente a uma ocupação, a restrições e a toda sorte de privações, os alemães violam os valores éticos mais primários por causa da fome, e Rossellini espelha neles a própria crise italiana. Além desses, a "base teórica" do movimento deveu muito ainda a Cesare Zavattini, que adaptou e roteirizou vários dos filmes ("I Bambini Ci Guardano", 1944) ("Sciuscià", 1946) (Umberto D., 1952) e ao produtor/diretor Giuseppe Amato, que saiu da produção ativa do período fascista para patrocinar as experiências ousadas da geração Neo-Realista.

Mas é com Vittorio De Sica que o Neo-Realismo produz uma das obras mais expressivas e emblemáticas de sua estética. O filme Ladri di biciclette (1948) contém os principais elementos do filme Neo-Realista: a temática dos problemas sociais, a criança, os atores iniciantes ou desconhecidos, a ambientação in loco, a ausência de apelos técnicos ou dramatúrgicos e ao mesmo tempo um intenso conflito na trama (também escrita por Zavattini). Pela história do homem recém-empregado que tem seu instrumento de trabalho — a bicicleta — roubado, e assim ameaçado de perder o emprego, De Sica emoldura um quadro da classe trabalhadora urbana de então, assombrada pelo desemprego.

Ramificação e decadência
O mesmo ano de 1948 vê o aparecimento de vertentes distintas do mesmo movimento, que de certo modo significam estágios paralelos de desenvolvimento.

Em "La Terra Trema" (1948, de Visconti (Francesco Rosi e Franco Zeffirelli são os assistentes de direção), pescadores da Sicília interpretam eles próprios, num filme rodado de maneira semi-documental e crua - mais, talvez, do que "Ladri di Biciclette". Mas o apelativo "Riso Amaro", de Giuseppe DeSantis, constitui-se em outra face do movimento, ainda que se situe dentro da maleável fronteira do "estilo" Neo-Realista. Para muitos críticos, porém, observa-se nesse filme o início do declínio do movimento. A estética engajada comprometida em desnudar as contradições da sociedade acaba por se submeter à "exploração comercial", o que provoca "o começo do fim do movimento que havia trazido ao cinema italiano a vitalidade artística e significação social" (Ephraim Katz).

A chamada geração neo-realista— que ainda teve diretores menos significativos como Pietro Germi, Aldo Vergano, Alberto Lattuada, Luciano Emmer, Renato Castellani e Luigi Zampa — acaba, então, sucumbindo às circunstâncias.

Na década de 1950, o cenário já é outro, o quadro de crise econômica e social parece ter sido amenizado, a televisão ganha cada vez mais espaço como mídia e, para enfrentá-la, os produtores passam a investir no cinema do puro entretenimento escapista. Um pouco mais tarde, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni, que tinham participado do Neo-Realismo, afastam-se do Verismo ortodoxo e vão apelar à farsa exuberante ou ao drama existencial para redesenhar a Itália e suas novas questões.

Fonte

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

180. CURVA DO DESTINO (1945)

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Curva do Destino, clássico noir de baixo orçamento, conta em flashback a história de Al Roberts (Tom Neal), um pianista de clubes noturnos de Nova York. Ao se mudar para Hollywood, ele cruza o país de leste a oeste de carro. Numa noite chuvosa, um homem, de quem Roberts se tornou amigo, morre. Com medo da polícia e de ser acusado de assassinato, ele assume a identidade do amigo. Mas essa decisão faz com que, a cada passo que dê, se afunde mais ainda na confusão.
A direção ficou a cargo de Edgar G. Ulmer, diretor austríaco morto em 1972, que realizou mais de 100 filmes. O trabalho de Ulmer, segundo críticos e historiadores, é considerado inovador devido a sua capacidade de ser extremamente criativo, mesmo fazendo filmes que não dispunham de recursos milionários. Curva do Destino, por exemplo, foi filmado em apenas seis dias.
Mas isso não impediu que o filme entrasse na lista do National Film Registry da Biblioteca do Congresso Americano. Em 2004, a revista Time o escolheu como um dos 100 melhores americanos de todos os tempos. Curva do Destino é um melodrama intrigante e que, por isso, acabou ganhando uma aura cult.

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Detour.(1945).DVDRip.XviD.avi

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179. FARRAPO HUMANO (1945)

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Em Nova York, Don Birman (Ray Milland) sonhava ser escritor, mas não consegue seu objetivo por estar sofrendo de um bloqueio. Assim, é completamente dominado pelo álcool e passa a ter como única meta obter dinheiro para continuar se embriagando, se esquecendo que as pessoas que o rodeiam sofrem por vê-lo neste estado e tudo fazem para afastá-lo da bebida. Mas enquanto a namorada, Helen St. James (Jane Wyman), editora de uma revista, quer ajudá-lo, ele bebe cada vez mais.

Premiações
- Ganhou 4 Oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Ray Milland) e Melhor Roteiro Adaptado. Foi ainda indicado em outras 3 categorias: Melhor Fotografia em Preto e Branco, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição.
- Ganhou 3 Globos de Ouro: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor e Melhor Ator - Drama (Ray Milland).
- Ganhou o prêmio de Melhor Ator (Ray Milland) e o Grande Prêmio do Júri, no Festival de Cannes.

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The.Lost.Weekend.(1945).DVDRip.Divx3LM-Shocker.avi

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The.Lost.Weekend.(1945).DVDRip.Divx3LM-Shocker.srt

178. ROMA, CIDADE ABERTA (1945)

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Roma, 1944. Um dos líderes da Resistência, Giorgio Manfredi (Marcello Pagliero), é procurado pelo nazistas. Giorgio planeja entregar um milhão de liras para seus compatriotas. Ele se esconde no apartamento de Francesco (Francesco Grandjacquet) e pede ajuda à noiva de Francesco, Pina (Anna Magnani), que está grávida. Giorgio planeja deixar um padre católico, Don Pietro (Aldo Fabrizi), fazer a entrega do dinheiro. Quando o prédio é cercado, Francesco é preso pelos alemães e levado para um caminhão. Gritando, Pina corre em sua direção e é metralhada no meio da rua. Giorgio foge para o apartamento de sua amante, Marina (Maria Michi), sem imaginar que este seria o maior erro da sua vida.

Premiações
- Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro.(Federico Fellini)
- Ganhou o Grande Prêmio, no Festival de Cannes.

Curiosidades
- Roberto Rossellini usou verdadeiros soldados nazistas como extras em Roma, Cidade Aberta, na intenção de dar às cenas um efeito mais realista.
- É considerado o marco inicial do neo-realismo italiano.
- É o 1º filme da chamada Trilogia da Guerra, dirigida por Roberto Rossellini. Os demais filmes são Paisà (1946) e Alemanha, Ano Zero (1947).

Crítica

Neo-Realismo Italiano
Os traumas do pós-guerra levam cineastas e críticos italianos a assumirem posição mais crítica em relação aos problemas sociais e reagirem contra os esquemas tradicionais de produção. Surge assim, na Itália, o movimento neo-realista. A renovação ocorre na temática, na linguagem e na relação com o público. A experiência neo-realista tem duração relativamente curta mas causa enorme impacto sobre as demais cinematografias e se expressa de diferentes formas em outros países.

Com poucos recursos, linguagem mais simples, temáticas contestadoras, atores não-profissionais e tomadas ao ar livre os filmes retratam o dia-a-dia de proletários, camponeses e pequena burguesia. "Obsessão" (Ossessione - 1943), de Luchino Visconti, é considerada a obra inaugural do neo-realismo. A trilogia de Roberto Rosselini, Roma, "Cidade Aberta" (Roma, città aperta / Rome, Open City - 1945), "Paisà" (Paisà - 1946) e "Alemanha, Ano Zero" (Germania Anno Zero / Germany Year Zero - 1947), ao lado de "Ladrões de Bicicleta" (Ladri di Biciclette / The Bicycle Thief - 1948) e "Umberto D" (Umberto D - 1952), de Vittorio De Sica, constituem os grandes marcos do movimento. Destacam-se também "A Romana" (La Romana / Woman of Rome - 1954), de Luigi Zampa, "O Capote" (Il Cappotto / The Overcoat - 1952), de Alberto Lattuada, "O Ferroviário" (Il Ferroviere / Man of Iron / The Railroad Man - 1956), de Pietro Germi, e "A Terra Treme" (La Terra trema / The Earth Trembles - 1948), de Visconti.

" Por Denise Duarte -Em "Roma, Cidade Aberta", é possível observar claramente os elementos característicos do neo-realismo italiano: gravações em amplos exteriores, planos seqüência, participação de não-atores nos papéis principais (à exceção de Anna Magnani e mais alguns), a temática da miséria, da solidão, do sofrimento, o realismo em primeiro lugar, em certos momentos sendo documental, elementos que vieram influenciar cineastas do mundo inteiro em diferentes épocas, inclusive o Cinema Novo, no Brasil. O filme mostra a situação de opressão, medo e miséria a que ficou sujeita a população italiana durante a ocupação alemã na segunda guerra mundial. Rossellini mostrou ao mundo que, apesar de a Itália ter se aliado a Hitler no conflito, o povo italiano resistiu à ocupação e sofreu de forma similar aos demais povos europeus ocupados. O filme foi feito com muita dificuldade, com pedaços de filmes diferentes, o que é possível verificar pela diferença entre as imagens ao longo da película. Começou a ser rodado ainda durante a ocupação, com tomadas das tropas alemães sendo feitas às escondidas por Rossellini e seus ajudantes, dentre eles Federico Fellini. Este caráter documental do filme lhe soma em densidade. A participação da população de Roma como intérprete lhe presta ainda mais realismo. Na cena em que a personagem de Anna Magnani é morta por soldados alemães, estes são interpretados por soldados alemães presos após a guerra. Nesta mesma cena, diversos populares interpretam a si mesmos durante a ocupação, sendo cercados por alemães. Este realismo, associado a uma conjunção de outros elementos que compõem a narrativa fílmica típica do neo-realismo italiano, anteriormente descritos, faz de "Roma, Cidade Aberta", ainda hoje, uma preciosidade a ser preservada para muito além do século XXI."

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Roma.Citta.Aperta.(1945).(Dual.ITA.SPA).DVDRip.DivX5-by.ANDRES.avi

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177. O BOULEVARD DO CRIME (1945)

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Sinopse e Crítica

Um dos mais importantes representantes do “realismo poético francês”, O boulevard do crime (Les enfants du paradis, 1945), de Marcel Carné.Rodado na França ocupada, em Nice, finalizado em 1943, mas só lançado depois da guerra finda, em 1945, o filme conta, em estilo de superprodução sofisticada, a estória da vida teatral e mundana numa Paris do século XIII.

Dividido em duas “épocas”, a primeira parte, em 1840, faz o encontro do mímico de rua Baptiste (Jean-Louis Barrault) com a prostituta de luxo Garance (Arletty), que se apaixonam, mas, engolidos pelas circunstâncias, não podem consumar o amor. A segunda parte, em 1847, elabora o re-encontro do casal, complicado pelo fato de estarem ambos agora comprometidos.

De todo jeito, Baptiste e Garance são apenas dois títeres, jogados ao meio de toda uma gama de complicados e maldosos personagens do universo teatral e mundano de então, a maior parte, inspirados em figuras verídicas, como o ator Fréderik LeMaitre e o malfeitor Larcenaire, em tempos e modos diversos, amantes da bela e cobiçada Garance, ela própria, como o seu amado Baptiste, também “biográficos”.

Todo rodado em estúdio, o filme de propósito confunde a vida real e a teatral, dentro daquele princípio shakespeariano de que o mundo é um palco. Aliás, o bardo de Stratford é um intextexto recorrente, pois o ator Fréderik é obcecado por Otelo e cita trechos da peça o tempo inteiro, o desenlace do filme coincidindo, em vários sentidos, com o desenlace da peça, no final encenada por Fréderik, que vive o mouro traído.

Não é sem razão que o título original do filme, “Les enfants du paradis”, (‘as crianças do paraíso’) consiste numa referência à linguagem do teatro, indicando, na gíria da época, os pobres (‘les enfants’) que não podiam pagar mais e, por isso, sentavam nas filas de trás (‘paradis’), onde mal ouviam as vozes do atores.

Talvez essa marcada postura metalingüística é que tenha feito alguns – como Sadoul -- julgarem o filme de Carné um tanto frio, porém, perde o espírito da cosia quem faz essa crítica. Nesse sentido, um personagem ilustrativo é Baptiste. Se você tiver chance de ver, ou rever, observe como nunca se sabe quando ele melhor expressa o seu drama interior, sua estória de amor frustrado, se na vida real, ou quando está no palco. Em especial, a pantomina inicial em que, num precário palco de rua, livra, com seus gestos, Garance das garras da polícia, é coisa de gênio, digna de Chaplin.

Não esquecer que O boulevard do crime é um dos muitos trabalhos conjuntos de Carné com o poeta Jacques Prévert, cuja ironia fina se reflete na roteirização, na caracterização e nos diálogos. Somente a participação de Prévert tornaria possível um personagem responder a outro, no meio de uma conversa apressada, como se automaticamente, que “se todas as pessoas que vivem juntas se amassem, a terra seria mais brilhante que o sol”.

Na época nem tanto, mas hoje os franceses muito se orgulham de O boulevard do crime e há quem o considere o E o vento levou francês.

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(legendas e postagem original no CST por tiagossa)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

176. ALMA EM SUPLÍCIO (1945)

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O conhecido bon-vivant Monte Beragon (Zachary Scott) é morto. Logo sua esposa, Mildred Pierce Beragon (Joan Crawford), se mostra muito perturbada, mas isto não a impede de dar a entender para Wally Fay (Jack Carson) que está interessada nele. Como Wally sempre a cortejou, é facilmente levado para a casa de praia dela. Mildred não permite que ele se aproveite da situação e, dizendo que vai mudar de roupa, o deixa só na casa. Quando ele vê que Mildred não responde, considera tudo estranho e tenta achar uma saída, mas o que encontra é o corpo de Beragon. Alguns policiais que estavam fazendo ronda vêem Wally quebrando uma janela, para sair da casa de Mildred. Quando é comunicada da morte do marido, Mildred soube que Bert Pierce (Bruce Bennett), seu 1º marido, é considerado suspeito do assassinato de Monte, o que o faz ser preso. Ela diz que ele não pode ser o assassino, apesar dele ter confessado, pois é uma boa pessoa. Para tentar defendê-lo ela passa a contar parte da história de sua vida, quando a relação entre ela e Bert estava em crise, principalmente por ele estar desempregado e ela ter de fazer bolos, para não deixar faltar nada às filhas Veda (Ann Blyth) e Kay (Jo Ann Marlowe). A primeira era o motivo principal de preocupação de Mildred, que se esforçava para mimá-la, sendo que seu esforço nem sempre era reconhecido. Quando Bert sai de casa a situação se complica, então Mildred arruma emprego como garçonete. Ela aprende rápido e logo abre seu restaurante, que se torna um sucesso. Mildred casa com Monte Beragon, que era o dono do imóvel onde ela montou seu negócio, mas então as coisas começam a dar .

Premiações
- Ganhou o Oscar de Melhor Atriz (Joan Crawford), além de ser indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante (Ann Blyth e Eve Arden), Melhor Roteiro e Melhor Fotografia - Preto e Branco.

Curiosidades
- Bette Davis e Rosalind Russell recusaram a personagem Mildred Pierce. Barbara Stanwyck chegou a disputá-la com Joan Crawford, mas foi preterida pelos produtores.
- Joan Crawford estava sob contrato com a Warner Bros. há 2 anos, antes de estrelar Alma em Suplício. Para obter o papel ela teve que fazer um teste, algo impensável na época em que era contratada da MGM, e recusou vários roteiros oferecidos pela Warner.
- Este é o 1º de 2 filmes em que o diretor Michael Curtiz e a atriz Joan Crawford trabalharam juntos. O posterior foi Caminho de Redenção (1949).
- Shirley Temple esteve cotada para interpretar a personagem Veda Pierce Forrester.
- William Faulkner também trabalhou no roteiro, mas suas contribuições não foram incluídas em sua versão final.
- A casa de praia de Monte Beragon pertencia ao diretor Michael Curtiz. Ela foi construída em 1929 e foi destruída em janeiro de 1983, devido a uma violenta tempestade.
- Também disponível em versão colorida por computadores.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

175. QUANDO FALA O CORAÇÃO (1945)

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A Dra. Constance Petersen (Ingrid Bergman) trabalha como psicóloga em uma clínica para doentes mentais. O local está prestes a mudar de direção, com a substituição do dr. Alexander Brulov (Michael Chekhov) pelo Dr. Edward (Gregory Peck). Ao chegar o dr. Edwards surpreende os médicos locais pela sua jovialidade e também por seu estranho comportamento. Logo Constance descobre que ele é na verdade um impostor, que perdeu a memória e não sabe quem é nem o que aconteceu com o verdadeiro dr. Edwards.

Premiações
- Ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Michael Chekhov) e Melhor Fotografia - Preto e Branco.

Curiosidades

- Alfred Hitchcock convenceu o produtor David O. Selznick a comprar os direitos de adaptação do livro de John Palmer e Hilary St. George Sanders para o cinema. A quantia paga foi de US$ 40 mil.
- David O. Selznick queria que Quando Fala o Coração fosse baseado em suas experiências com psicólogos, o que fez com que contratasse um deles para ser consultor técnico durante as filmagens.
- É um dos primeiros filmes feitos em Hollywood cuja trama usa a psicanálise.
- Este é o 1º de 2 filmes em que o diretor Alfred Hitchcock e o ator Gregory Peck trabalharam juntos. O posterior foi Agonia de Amor (1947).
- Este é o 1º de 3 filmes em que o diretor Alfred Hitchcock e a atriz Ingrid Bergman trabalharam juntos. Os demais foram Interlúdio (1946) e Sob o Signo de Capricórnio (1949).
- O diretor Alfred Hitchcock aparece em cena aos 40 minutos, ao sair do elevador do Empire Hotel. Ele está carregando um violino e fumando um cigarro.
- A sequência do sonho foi criada por Salvador Dali, que foi convidado a participar do filme por Alfred Hitchcock. O diretor, que era admirador de seu trabalho, acreditava que Dali seria o único que poderia criar uma imagem de sonho que inicialmente seria incompreensível ao público, para depois ser explicada através da psicanálise.
- Na cena em que os personagens John Ballantine e Constance Petersen estão esquiando, a neve que cai era na verdade flocos de milho.
- O roteirista Ben Hecht consultou vários psicólogos enquanto escrevia o roteiro de Quando Fala o Coração.
- David O. Selznick queria que o compositor Miklós Rózsa aumentasse a orquestra de violinos de 14 para 28, para obter um efeito parecido com o obtido por Franz Waxman em Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940).
- Segundo o compositor Jerry Goldsmith, sua carreira foi inspirada na trilha composta por Miklós Rózsa para Quando Fala o Coração.
- O orçamento de Quando Fala o Coração foi de US$ 1,6 milhão.

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