Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

381. AMOR SUBLIME AMOR (1961)

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No lado oeste de Nova York, à sombra dos arranha-céus, ficam os guetos de imigrantes e classes menos favorecidas. Duas gangues, os Sharks, de porto-riquenhos, e os Jets, de brancos de origem anglo-saxônica, disputam a área, seguindo um código próprio de guerra e honra. Tony (Richard Beymer), antigo líder dos Jets, se apaixona por Maria (Natalie Wood), irmã do líder dos Sharks, e tem seu amor correspondido. A paixão dos dois fere princípios em ambos os lados, acirrando ainda mais a disputa.

Premiações
- Ganhou 10 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (George Chakiris), Melhor Atriz Coadjuvante (Rita Moreno), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia - Colorida, Melhor Figurino - Colorido, Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora. Foi ainda indicado na categoria de Melhor Roteiro Adaptado.
- Ganhou 3 Globos de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Comédia/Musical, Melhor Ator Coadjuvante (George Chakiris) e Melhor Atriz Coadjuvante (Rita Moreno).
- Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme.
- Ganhou o Grammy de Melhor Trilha Sonora - Cinema/TV.

Curiosidades
- "A história dos Estados Unidos mudou agora" (juiz Felix Frankfurtter, da Suprema Corte, na noite de 20 de agosto de 1957).
Ao fazer esta declaração tão forte, o magistrado Frankfurtter não referia-se a nenhuma questão jurídica. Era apenas a forma com que transmitia sua emoção e entusiasmo - semelhante a de algumas centenas de outras pessoas que, há 34 anos, assistiam a primeira apresentação daquele que, para a história do show business americano, é considerado o mais perfeito musical de todos os tempos: "West Side Story".
- O acerto original dos produtores com os diretores Jerome Robbins e Robert Wise era que Robbins fosse o responsável por rodar as cenas com canções e dança e Wise rodasse todas as demais cenas do filme.
- Jerome Robbins tinha a tendência de rodar as cenas diversas vezes, em busca da tomada perfeita. O preciosismo do diretor fez com que o orçamento do filme e a agenda de filmagens fossem ultrapassados. Quando o filme já estava com 60% de suas cenas já rodadas os produtores decidiram por demitir Robbins e passar para Robert Wise a responsabilidade de concluir o restante do filme.
- Os direitos de adaptação da peça teatral para o cinema custaram US$ 375 mil aos produtores.
- A maior parte do elenco da peça teatral da Broadway foi recusado pelos produtores por serem considerados velhos demais para um filme cujos protagonistas eram adolescentes. Como era costume em Hollywood a dublagem de atores quando estes cantavam em cena, vários atores que não sabiam cantar foram testados para os principais personagens do filme.
- Suzanne Pleshette, Jill St. John, Audrey Hepburn, Anna Maria Alberghetti, Elizabeth Ashley, Anthony Perkins, Warren Beatty, Bobby Darin, Burt Reynolds, Richard Chamberlain, Troy Donahue e Gary Lockwood chegaram a fazer testes para integrar o elenco de Amor, Sublime Amor.
- Seis atores da peça teatral na Broadway estão também presentes na adaptação cinematográfica: Carole d'Andrea, Tony Mordente, William Bramely, Jay Norman, David Winters e Tommy Abbott.
- George Chakiris havia interpretado o personagem Riff na montagem da peça teatral em Londres. Já Tony Mordente já havia interpretado o personagem A-Rab, na Broadway.
- Robert Wise inicialmente queria que Elvis Presley interpretasse o personagem Tony.
- A personagem Maria chegou a ser oferecida a Audrey Hepburn, mas ela teve que desistir da personagem por estar grávida na época das filmagens.
- A atriz Natalie Wood foi dublada nas cenas em que canta por Marni Nixon.
- O ator Richard Beymer foi dublado nas cenas em que canta por Jimmy Bryant.
- A atriz Rita Moreno foi dublada apenas na canção "A Boy Like That", por Betty Wand. Em "America" e "Quintet" é a própria atriz quem canta.
- O ator Russ Tamblyn foi dublado por Tucker Smith na cena em que canta "The Jet Song".
- A sequência de dança da abertura de Amor, Sublime Amor foi realizada no local onde atualmente se encontra o Lincoln Center. Na época a área estava condenada e os prédios seriam demolidos mas, como a demolição sofreu atrasos, a cena de abertura pôde ser realizada no local.
- Os produtores tentaram manter os atores que interpretariam gangues rivais afastados uns dos outros, na intenção de criar antipatia e tensão entre eles.
- Pela 1ª vez na história do Oscar a premiação de melhor direção foi dividida entre dois diretores por um mesmo filme. Esta façanha permanece sendo única até os dias atuais.
- O orçamento de Amor, Sublime Amor foi de US$ 6 milhões.

Crítica
"Um musical que mistura as belas coreografias clássicas com um tema bastante urbano. Vencedor de 10 Oscar, incluindo Filme e Direção.

Se fôssemos tentar resumir Amor, Sublime Amor nos dias de hoje, poder-se-ia dizer que ele é, no mínimo, interessante. Imagine um Romeu e Julieta ambientado em uma Nova York caótica, com brigas entre gangues, mas com um clima de fundo enquadrado no musical clássico dos anos 50, no melhor estilo Sinfonia de Paris e Cantando na Chuva. Essa bagunça toda é Amor, Sublime Amor. Mesmo com quarenta anos de existência, continua funcionando, mesmo que não tenha tanto impacto em algumas pessoas como antigamente.

A sinopse é bem simples: duas gangues disputam um pequeno território do lado pobre de Nova York. Os Jets sempre foram os donos dos locais e já expulsaram outros invasores que tentaram tomar seus lugares. Os Sharks são uma gangue de porto-riquenhos que querem seu lugar ao sol. Ambas as gangues não podem se encontrar que saem faíscas entre elas. Quase sempre há briga e nem mesmo a polícia consegue controlar o caso. Por toda a parte há pichações de ambas as gangues, seja apenas colocando o nome da qual é integrante ou riscando-se o nome da adversária. Em meio a essa guerra urbana, Tony, um ex-Jet, ídolo dos atuais garotos, apaixona-se por Maria, jovem irmã do líder dos Sharks. Claro que isso acirra ainda mais a disputa entre todos e tudo vai tomando proporções catastróficas com o desenrolar da história.

Amor, Sublime Amor é um dos maiores vencedores do Oscar de todos os tempos, faturando dez estatuetas das onze ao qual estava disputando, inclusive filme e diretor. Prêmio, aliás, que foi dividido entre Robert Wise e Jerome Robbins, fato inédito na história da premiação. Robert Wise, famoso também por dirigir a obra-prima familiar A Noviça Rebelde, ficou encarregado de dirigir as partes dramáticas da trama, enquanto Jerome dirigiria os musicais. Jerome fazia um trabalho brilhante, mas de tanto exigir de seus atores (só deixava que parassem se algo acontecesse, como machucar o joelho ou se saísse sangue de seus pés), acabou estourando o orçamento e atrasando todo o cronograma de filmagem do longa, o que resultou em seu afastamento da obra com apenas 60% do planejado na lata.

Só que Robert Wise cumpriu o contrato e chamou Jerome Robbins para editar o longa, já que ambos haviam planejado tudo juntos. E sua ajuda foi fundamental, uma vez que Jerome sabia como ninguém as marcações das cenas de dança, e o ritmo imposto no filme ficou freneticamente delicioso. Não é o tipo de musical que toda hora tem dança, aqui todas são justificadas e de maravilhosas letras. O interessante é que esses números musicais não são ingênuos ou felizes, como a maioria dos musicais são, pois eles conseguem conservar a temática violenta que há de pano de fundo na história. Há algumas letras com grandes gritos de revolta e de opinião forte. Imagine alguém revoltado com a morte de um dos integrantes e cantando para acalmar o ódio que está dentro dele, para que a polícia não desconfie de nada. É mais ou menos assim que Amor, Sublime Amor se desenvolve. O musical seria como uma máscara para o tema violento que aborda.

Existem musicais mais tradicionais também, como o do ginásio da escola (Mambo!) e as declarações de amor entre Tony e Maria. A parte que eles simulam um casamento dentro da loja de roupas é linda! Porém, o que mais gosto é o musical onde as mulheres do Shark discutem com os seus homens os pontos positivos e negativos da América... Além de engraçado, ele tem um profundo ponto crítico que não retira a responsabilidade de tudo o que está acontecendo dos que se dizem prejudicados pelo preconceito, assim como outro número não exclui os jovens de serem burros por fazer o que eles fazem. Esse musical dos Jets, aliás, merece uma dose de atenção extra, uma vez que eles mesmo tentam achar mil e uma razões para serem do jeito que são e, no final, concluem que o defeito está neles mesmo. Não é como Kids ou Aos Treze, que tomam a cômoda posição de jogar a culpa no meio onde os jovens vivem, e sim assumem a responsabilidade por sua parte também.

Imagine uma briga entre gangues com membros saltitantes, coreografias exageradas, dançando no meio da rua como se aquilo tudo fosse normal. Amor, Sublime Amor é assim, por mais estranho que possa parecer. Sobre as danças, minha única reclamação paira sobre o fato desse estilo estar mais presente no início do longa e fica mais raro perto de seu final. Não que tenha sido deixado de lado, ainda está lá, mas apenas em pontos extremamente cruciais da trama, o que deixou o filme um pouco mal balanceado. Outra reclamação é sobre o fato do início do filme ter sido em externa e todo o resto do filme em estúdio. Tudo bem que o início era a única cena diurna do filme e todo o resto se passa à noite, mas ficou algo um pouco estranho, pois a locação funcionou tão bem, mas tão bem que acabou deixando essa má impressão com o passar do filme.

Ainda bem que isso se ameniza pelo fato dos cenários montados serem magníficos, como o estranho vermelho nas paredes do salão de dança ou o incrível pátio onde o confronto final entre as gangues acontece. O vermelho, aliás, é usado em demasia no filme, só que de maneira positiva, aproveitando bem as sensações que a cor consegue gerar. Outro aspecto bastante positivo são os figurinos dos personagens, que refletem bem suas personalidades e origens.

Quanto aos atores, todos estão bem, mas o destaque fica para a dupla porto-riquenha Bernardo e Anita. Ambos os atores, George Chakiris e Rita Moreno, levaram a estatueta de melhores atores coadjuvantes do ano para casa por suas atuações. A química entre Tony e Maria é excelente, com um destaque extra para Natalie Wood, simplesmente encantadora. A menina realmente convence no seu papel de apaixonada, mesmo que o roteiro tenha uma falha de não demonstrar tão bem o início da paixão entre os dois. Ficou algo forçado, mesmo para o estilo do filme. Algumas opções feitas pelos diretores não firmaram, como por exemplo Elvis Presley para o papel de Tony - o que seria perfeito - ou então Audrey Hepburn para o papel de Maria - também cairia bem, porém Audrey não pôde atuar por estar grávida na época.

Assim como outros grandes musicais, todos os atores sabiam que iriam ser dublados, então eles não precisariam necessariamente saber cantar para serem escolhidos para seus papéis. No nível da dança, é incrível ver o que alguns atores conseguem realizar, verdadeiras proezas, que ficaram ainda melhores pelo belíssimo trabalho dos dubladores do filme. Algumas canções se assemelham a óperas devido ao tom que seus cantores alcançam. Nesse ponto, Rita Moreno brilhou mais uma vez, por ter o mérito de não ser dublada em duas canções, devido ao seu maravilhoso desempenho nos sets de filmagem. Já Natalie Wood chegou a se irritar com a dublagem. Pelos extras do DVD, é possível ver algumas de suas cenas com o som original, sua própria voz cantando, o que deixa a certeza de que a opção dos diretores foi acertada ao optar pela dublagem da atriz.

Repetindo o sucesso da Broadway, Amor, Sublime Amor foi um sucesso de crítica e público na época de seu lançamento. Ainda com charme e bastante curioso devido à mistura que faz, o resultado é positivo e resistiu bem com o passar dos anos. Se você curte musicais, deveria dar uma olhada nesse aqui. Com certeza é algo diferente do que você está acostumado a assistir. Se você não curte o estilo, fica mais do que óbvia a minha contra-indicação."

... Rodrigo Cunha

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380. DESAFIO À CORRUPÇÃO (1961)

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"Fast" Eddie Felson é um jogador de sinuca com muito talento, porém com uma atitude destrutiva. Sua ambição faz com que ele desafie o lendário "Minnesota Fats" em uma partida de apostas perigosas, onde ele acaba perdendo tudo. Agora, falido e sem seu técnico, Felson se encontra em uma difícil batalha tentando recuperar sua confiança e seu jogo. Apenas após Felson chegar ao fundo do poço é que ele aceita se juntar com o rígido técnico Bert Gordon. Gordon acaba concordando em levá-lo para estrada a ensina-o a ser um vencedor.

Premiações
- Ganhou 2 Oscars: Melhor Direção de Arte em Preto e Branco e Melhor Fotografia em Preto e Branco, além de ter sido indicado nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Paul Newman), Melhor Atriz (Piper Laurie), Melhor Ator Coadjuvante (Jackie Gleason e George C. Scott) e Melhor Roteiro Adaptado.
- Venceu dois BAFTA , Melhor Filme e Melhor Ator Paul Newman, indicado ainda na categoria de Melhor Atriz Piper Laurie
- Indicado ao Golden Globe nas categorias de Melhor Ator Paul Newman e melhor Ator Coadjuvante Jackie Gleason e George C. Scott
- Robert Rossen venceu o New York Film Critics Circle Awards, como melhor Diretor.

Curiosidade
- Desafio à Corrupção teve muito impacto em ninguém mais, ninguém menos do que Martin Scorsese. Tanto que este dirigiu uma continuação, produzida 25 anos após seu lançamento e chamada A Cor do Dinheiro, com Tom Cruise e Paul Newman retomando ao papel de Eddie Felson (e ganhando, finalmente um merecido oscar).

- Todas as jogadas mostradas no filme foram realizadas pelos próprios atores, com exceção de uma em especial, em que uma bola fazia com que outras duas caíssem na mesma caçapa. Esta jogada foi realizada por Willie Mosconi, 14 vezes campeão mundial de sinuca.

Crítica
"Desafio à Corrupção" é o grande clássico dos filmes sobre sinuca, um jogo plasticamente perfeito para o cinema, e a produção que consagraria Paul Newman, rendendo-lhe uma segunda indicação ao Oscar (após "Gata em Teto de Zinco Quente"). Uma obra-prima de construção cinematográfica do grande diretor e roteirista Rossen (1908-66) em seu penúltimo filme. É um estudo de personagem, no caso um jogador extremamente habilidoso, mas arrogante e descontrolado, cujo esquema é inicialmente esconder seu jogo, a fim de levantar o valor das apostas, e então mostrar tudo que sabe e levar a bolada. Só que sua personalidade difícil (magistralmente exposta em cinco partidas mostradas em detalhe, cada uma revelando uma faceta dele) o atrapalha.

É curioso como Newman se consagrou justamente fazendo o que é basicamente um canalha, um anti-herói, um perdedor nato apesar de seu talento. Ele acaba se envolvendo com uma moça também insatisfeita e alcoólatra (Piper Laurie) e com um empresário ganancioso que o explora e manipula (George C. Scott). Ambos também receberam indicações ao prêmio pelas belas atuações (com Scott, que era contra competições entre colegas, já recusando a nominação, como fez depois quando ganhou por "Patton"). Piper havia sido estrelinha da Universal no começo dos anos 50 junto com Tony Curtis e havia se afastado para a TV para provar que era boa atriz, o que fez aqui e numa sucessão de outros filmes até hoje.

O filme não chega a cair na exibição desnecessária de malabarismos de sinuca, mostrados na medida certa. Mas eles são realmente espetaculares, alguns executados pelo próprio Newman e por Jackie Gleason (1916-87), que faz o mítico e cool jogador Minnesota Fats e também foi indicado ao Oscar. O filme também é valorizado pela notável fotografia (de Eugen Schüfftan), ganhadora do Oscar, que explora as locações autênticas dando-lhes dureza e realismo.

Ganhou ainda o Oscar de cenografia e foi indicado a filme, diretor e roteiro adaptado. O filme teve uma continuação feita por Scorsese, mostrando o personagem mais velho e ensinando a profissão ao jovem Tom Cruise, o bom "A Cor do Dinheiro" (The Color of Money, 1986). Jake LaMotta, o boxeador que Scorsese também retrataria em "Touro Indomável" (Raging Bull, 1980) aparece como ator, fazendo um barman. Curiosamente o papel central foi recusado por Jack Lemmon, e Newman só pôde fazê-lo porque adiaram "Dois na Gangorra", que ele iria estrelar com Elizabeth Taylor. Kim Novak tolamente recusou o papel de Piper.
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379. CRÔNICA DE UM VERÃO (1961)

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No verão de 60, Jean Rouch e Edgar Morin saem às ruas de Paris questionando as pessoas sobre felicidade. O que parecia um simples questionamento virou um retrato de estudantes, operários e imigrantes manisfestando seus medos e angústias. Crônica de um verão é um documentário que não apresenta atores. É considerado o marco do Cinéma Verité (cinema verdade). Todas as pessoas que participaram dele discorrem sobre suas experiências reais de vida

Premiações
- Prêmio da crítica do Festival de Cannes.

Crítica
Crônica de um verão criou uma nova estética em detrimento ao documentário clássico. Com o auxílio da inovação de equipamentos mais leves que permitiam a filmagem de imagens de boa qualidade na rua e com uma equipe pequena. Como uma vanguarda, Crônica de um verão, pois em crise o estilo que distanciava o narrador do objeto. Afastando qualquer questionamento como "o que é a verdade?", no final do filme Jean Rouch e Edgar Morin indagam aos participantes se houve algum tipo de exagero ou suposta ensenação. Cada um deles dá sua opinião sobre as cenas, deixando claro não se ter um ideal de verdade, mas a verdade de cada um exposta na tela

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378. ATRAVÉS DO ESPELHO (1961)

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Uma das principais obras de Ingmar Bergman e o início da "trilogia do silêncio", formada ainda por "O Silêncio" e "Luz de Inverno". Harriet Andersson é a frágil Karin que, afetada por crises de loucura, entra em conflito com seus familiares durante as férias de verão numa ilha distante. Um drama psicológico intenso em que Bergman disseca o processo de degradação de uma família.

Premiações
Oscar (1962)
* Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.
* Indicado na categoria melhor roteiro.
BAFTA (1963)
* Indicado nas categorias de melhor filme e melhor atriz estrangeira para Harriet Andersson.
Festival de Berlim (1962)
* Indicado ao Urso de Ouro

Crítica
Com Através de um Espelho, Ingmar Bergman deu início a sua “Trilogia do Silêncio”, que continuou com Luz do Inverno e terminou em O Silêncio. Todos têm como tema, como o próprio nome indica, o silêncio, seja o silêncio de Deus (recorrente na obra do cineasta), a incapacidade de comunicação ou mesmo o vazio existencial. O tema vem embalado pela música de Bach e pela brilhante, esfuziante, fundamental fotografia de Sven Nykvist (impossível falar da história do cinema sem citar o trabalho do fotógrafo sueco).

Por Através de um Espelho Bergman venceu o primeiro de seus três Oscar de melhor filme estrangeiro - venceria novamente na categoria por A Fonte da Donzela e “Fanny & Alexander”, sendo que os dois últimos venceram e foram indicados em outras categorias, como figurino, direção de arte e o fotógrafo, Sven Nykvist, talvez o maior do cinema em todos os tempos, que também venceu quatro vezes (neste Através de um Espelho seu trabalho é nunca menos que brilhante, criando uma aura especial para os ambientes que se passavam no entardecer e à noite – ele não tinha a mão os artifícios que existem hoje para externas no período noturno.

A trama parece inconcebível para os dias de hoje. Um homem egoísta praticamente abandona os filhos. Está escondendo deles sua mediocridade como escritor, pai e ser humano. Não compartilha da vida deles, renega-lhes atenção, isola-se, sendo que muitas vezes se assusta com o próprio egoísmo e os efeitos perversos que suas atitudes causam.

Sua filha (Harriet Handerson) está com problemas mentais, os mesmos que levaram a mãe à morte, e a enfermidade se agrava rapidamente. O filho, um adolescente carente, faz de tudo para lhe chamar a atenção, mas recebe de volta a frieza, o racionalismo, o desprezo, um tratamento cortês e distante. Há ainda o genro (Max Von Sydow), que cuida com desvelo de sua filha, mas cobra do sogro seu papel na família.

Entre embates verbais ríspidos, planos de tirar o fôlego e uma sobriedade de direção que fizeram o nome de Bergman figurar como um dos maiores do cinema, a trama segue seca, precisa e áspera. O diretor arranca, como de hábito, fenomenais interpretações dos atores. É um filme assustador, que fica na memória e causa enorme desconforto mesmo muito tempo depois de ser visto.

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377. O TERROR DAS MULHERES (1961)

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Saiam da frente, Don Juan e Casanova - vocês têm um concorrente á altura, com ninguém menos que Herbert H. Herbert. Depois de ser chutado por sua garota, o deprimido Herbert jura renegar os relacionamentos romãnticos e decide viver sua vida como um solteirão convicto. Porém, ele arranja emprego em uma hospedaria feminina em Hollywood - e as residentes enlouquecem com o novo ajudante contratado! É então que o desajeitado Herbet deixa de ser um simples empregado para virar O Terror das Mulheres!

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The.Ladies.Man.(1961).(Subb.PTBR).DVDRip.XviD.avi

domingo, 4 de julho de 2010

375. JULES E JIM - UMA MULHER PARA DOIS (1961)

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Dois amigos, o francês Jim (Henri Serre) e o alemão Jules (Oscar Werner), vivem a efervescência das artes e da boemia na Paris da belle époque quando conhecem uma mulher por quem logo se apaixonam: Catherine (Jeanne Moreau). O triângulo se estende alegre e despreocupadamente, até que Catherine resolve casar com Jules - ainda que mantendo o relacionamento com Jim. Mas as coisas já não são como antes e, para aumentar o distanciamento, surge a Segunda Guerra.

Crítica
Realizado a partir do romance de Henri-Pierre Roché, Jules e Jim(1962), a obra prima de François Truffaut, é um híbrido formal. É sabido que o recurso à literatura sempre foi, no cinema, algo bastante aceito. Muitos filmes foram adaptados de romances e peças teatrais.Em Hollywood, por exemplo, trabalharam diretamente como adaptadores e roteiristas escritores proeminentes como Fitzgerald e Huxley. Nesse sentido, Truffaut não esteve à frente de seus antecessores, é verdade. Se há em Jules e Jim um encanto particular é, sem sombra de dúvidas, por ser um daqueles casos raros em que o conteúdo e a expressão se enleiam e conferem a obra total precisão e potência discursiva. Em outras palavras, a história de amor de Jules e Jim não poderia ser, no cinema, contada de outra maneira.
Se a literatura conta com a liberdade imaginativa individual, portanto com nosso pacto de não sufocar demasiado as palavras com as imagens que se desprendem delas, o trabalho do “cinema literário” é de uma delicadeza quase impossível. Uma imagem literária quase sempre surge de maneira difusa, bastante viscosa, poderíamos dizer. Uma imagem duplamente subordinada à matriz textual e à disposição de cada um em gerá-la. Na outra mão, aparentemente, à imagem no cinema nada subordina. A imagem surge ela mesma, impositiva, porque é o que é. Ainda que Truffaut tenha insistido ser “Jules e Jim antes um livro cinematográfico que um pretexto para um filme literário”, não poderá fugir a evidência de ser seu filme uma outra obra.
O filme conta a história de um denso triângulo amoroso vivido na Paris do início do século XX. Jules (Oskar Werner) e Jim (Henri Serre) conhecem-se no ambiente vibrante da noite parisiense e logo partilham suas paixões. Pela literatura, pelas noitadas, pelas mulheres. Partilham as mulheres. Eis uma grande amizade vivida na superfície das afecções. Jules e Jim recriavam para si tudo o que viam e tudo o que viam era um ponto recriador da sua própria relação como amigos. Havia leveza e um certo descompromisso com a objetividade do mundo. Havia leveza até mesmo na obsessão por um busto feminino que os arremata e os silencia por mais de uma hora de deleite. Mas Jules e Jim conhecem Catherine.
Catherine(Jeanne Moreau. é a dimensão trágica que faltava à Jules e Jim. Subitamente os amigos são arrastados pelo real mais real que imagem de Catherine produzia neles. Foi impossível não se deixar arrematarem também por aquele busto de mulher vivo, pela encarnação daquela beleza idealizada no Adriático. Catherine apresentou o amor, tal qual como conhecemos hoje, ao romantismo boêmio de dois amigos até então indiferentes ao mundo.
O amor sobre qual o século XX se jogou e quis dele tirar tudo quanto mais não conseguiu tomar pelos caminhos da guerra. O amor igualmente extremado, sangrento e irremediavelmente trágico, ainda que vivaz, potente e purificador. O amor que quis enterrar de vez o romantismo e suas convenções. Esse foi o amor encarnado por Catherine, uma imagem que se debate sobre si mesma pra continuar viva. Catherine aprisionou Jules e Jim, deu-lhes densidade aos seus sentimentos, era uma linha de morte trançada a uma linha de fuga. Catherine deixava-se ser um quadro limpo de mil inscrições possíveis sobre o qual o desejo de Jules e Jim se inscrevia, sobrescrevia. Ao mesmo tempo, Catherine abandonava seus sobrecódigos a cada respiração, de maneira arbitrária como uma respiração. Deixava para trás sua pele ela toda inutilizável, gravada com palavras sem sentido e sem vida. Devolvia o abismo de si mesmos aos amigos Jules e Jim e os convidava novamente a aprisioná-la. Mas cada reimpressão de sentido, cada corrente que se fechava sobre a intensidade de vida que havia em si, Catherine reencontrava o próprio fantasma vazio de si mesma, como a amoralidade que vira moral, ou o relativismo que não consegue se desterritorializar, ou ainda, à maneira de Nietzsche, como um o oriente que não consegue ir ao oriente de si mesmo.
O destino ofereceu Catherine a Jules e Jim. Truffaut nos ofereceu uma imagem que também quer ela pular, ou deixar que pulemos a partir dela, no abismo da imaginação. A busca pelo mais-ser engendrada pelo devaneio da imagem não acontece sem desdobramentos, articulações múltiplas, litígios de forças. Mesmo no romance a imagem está para o texto como elemento de conteúdo repleto de expressão, ainda que a forma desse conteúdo não nos remeta diretamente a forma de expressão originária do código da linguagem. Na genialidade do cinema literário de Truffaut essa relação é duplicada, quadruplicada...E em algum termo invertida, já que a imagem torna-se, na materialidade da película, também um significante. Nos perdemos na potenciação quadrada das articulações da língua, já não conseguimos distinguir o elemento expressivo do seu conteúdo, nem o operar o oposto. Um desdobramento que também é dobramento.
O abismo de Catherine nos alcança de maneira trágica. Seu jogo moral com Jules e Jim é um tormento maravilhoso. Seu jogo amoroso um constante flerte com a morte. Ao amor desse triângulo não cabem epítetos. Como poderiam caber aos seus amantes? O grande paradoxo é que Jules, Jim e Catherine encarnam suas não-identidades. E não podem deixar de afirmar o significante que são. Como o conteúdo não pode ser subtraído da expressão. A morte surge como a única saída. Daí a grande tragédia inscrita em toda codificação...
Paulo Carvalho

Premiações
*Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca
Bodil de Melhor Filme Europeu
*Festival de Cinema de Mar del Plata, Argentina
Prêmio de Melhor Direção (François Truffaut)
*Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália
Prêmio Fita de Prata de Melhor Direção (François Truffaut)

Indicações
*Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Jeanne Moreau)

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

373. BONEQUINHA DE LUXO (1961)

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"Bonequinha de Luxo" conta a historia de uma garota de programa, Holly Golightly, que mora e ama Nova York e que está decidida a casar-se com um milionário. Holly é uma garota que toma seu café da manhã em frente à joalheria Tiffany’s sonhando com os diamantes que poderia ter quando fosse rica, o que torna mais evidente o título original, "Breakfast at Tiffany’s". Holly é uma jovem que fugiu do interior, de sua vida limitada e aprisionada num casamento sem amor, num mundo pequeno demais para suas ambições. Mora em um apartamento pequeno até que num determinado dia conhece um escritor, Paul Varjak, que passa a ser seu vizinho. O belo rapaz é um jovem sustentado por uma mulher mais velha e casada, Mag Wildwood. A vida dos dois se mistura e se completam, pois se perdem numa mesma ilusão, em seus sonhos, e colocando os próprios conceitos de Holly contra ela mesma ao se relacionarem de forma mais intensa.

Premiações
*Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Canção Original (Moon River)
Oscar de Melhor Trilha Sonora
*Prêmios David di Donatello, Itália
David de Melhor Atriz Estrangeira (Audrey Hepburn)

Indicações
*Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Roteiro Adaptado
Oscar de Melhor Atriz (Audrey Hepburn)
Oscar de Melhor Direção de Arte
*Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme - Musical ou Comédia
Prêmio de Melhor Atriz em um Musical ou Comédia (Audrey Hepburn)

Curiosidades
- Por trás de uma canção maravilhosa, um figurino requintado, uma fotografia cheia de glamour, "Bonequinha de Luxo" não é apenas um filme que fala de amor entre um homem e uma mulher. É, em muitos momentos, uma inovação do pensamento feminino que nesse período (1961) mostra outro lado das concepções entre o "ser" mulher;
- O americano Truman Capote (1924-1984), tem uma obra que reúne vários gêneros. Contos, novelas, romances, peças de teatro. "A Sangue Frio", publicado em 1966, é um marco do jornalismo literário. Preste atenção na elegância da escrita do autor, que, tanto em "Bonequinha de Luxo" quanto nos outros contos que completam a sua obra, sempre sobre tipos à margem da sociedade, trata suas personagens com delicadeza;
- Audrey Hepburn nasceu em 04 de maio de 1929 em Bruxelas, Bélgica, e "morreu" três dias depois, quando os médicos desistiram de reanimá-la sua mãe conseguiu fazer seu coração voltar a bater. A mãe era van Heemstra, e não é surpresa a origem nobre de Audrey, que realmente tem porte de princesa de origem judia, e embora o pai fosse inglês de origem irlandesa, a família teve problemas sérios durante a ocupação nazista e precisou se refugiar no underground. Um meio irmão de Audrey, que é filha única, foi mandado para um campo de concentração. "Ficávamos sem ter o que comer durante tantos dias que eu emagreci até ficar anêmica", lembra ela, mas não gosta de falar no assunto: "foi há muito tempo e estou certa de que já passei por outros períodos mais difíceis na minha vida. O superficial não é importante, as experiências mais profundas é que me formaram. Basicamente, tudo que acontece na vida é essencial, mas o que conta é a experiência, as atitudes que sou capaz de tomar depois".. Já moça mudou-se para os Estados Unidos onde decidiu fazer balé, porém ela já era muito adulta para começar. Estreou na televisão fazendo comerciais. Seu primeiro filme de sucesso foi "A Princesa e o Plebeu"(Roman Holiday), de 1953, onde teve uma interpretação brilhante e ganhou o oscar de melhor atriz. Além de "A Princesa e o Plebeu", Hepburn fez outros filmes de grande sucesso como "Sabrina", de 1954, que foi alvo de refilmagem nos anos 90, "Cinderela em Paris"(Funny Face), de 1957, "Guerra e Paz"(War and Peace), de 1956, "Minha Querida Dama"(My Fair Lady), de 1964, "Charada"(Charade), de 1963 e este "Bonequinha de Luxo"(Breakfast at Tiffany's), de 1961, entre muitos outros, sendo muitas vezes indicada ao oscar. Ao contrário das maiorias das atrizes atuais, que derramam rios de lágrimas para demonstrar tristeza, dão beijos ardentes para demostrar uma paixão, ou grandes sorrisos para demonstrar alegria, Audrey precisava de muita pouca coisa para transmitir os mesmos sentimentos, apenas um olhar ela comseguia passar suas emoções. Foram muitos filmes em um breve espaço de tempo, pois ainda jovem resolveu dedicar-se exclusivamente aos seus dois filhos. Já na decada de 1980 tornou-se Embaixadora da Unicef. Faleceu em 1993, na cidade de Lausanne, Suíça, devido a um câncer de colo de útero;
- O americano Truman Capote (1924-1984), tem uma obra que reúne vários gêneros, contos, novelas, romances, peças de teatro. "A Sangue Frio", publicado em 1966, é um marco do jornalismo literário. Preste atenção na elegância da escrita do autor, que, tanto em "Bonequinha de Luxo" quanto nos seus outros contos, sempre dala e traduz a vida de tipos à margem da sociedade, mas sempre os tratando com delicadeza e dignidade;
- Aliás , vai acontecer (ou dependendo de quando você ver este post, já aconteceu), o leilão do clássico vestido preto usado por Audrey Hepburn no filme, O ato do leilão propriamente dito acontecerá no dia 5 de dezembro, numa casa especializada de Londres. A imagem já clássica de Audrey Hepburn com o vestido deve ajudar nos lances, segundo os organizadores do museu, que esperam ofertas de até 130 mil dólares;
- Inicialmente "Bonequinha de Luxo" seria dirigido por John Frankenheimer e estrelado por Marilyn Monroe. Após a substituição de Marilyn por Audrey Hepburn, a atriz declarou que jamais havia ouvido falar de Frankenheimer e fez pressão para que outro diretor fosse contratado em seu lugar. Foi exatamente o que aconteceu;
- Antes da contratação de Audrey Hepburn a personagem Holly foi oferecida a Kim Novak;
- Alguns elementos da personagem Holly no livro de Truman Capote, como sua suposta bissexualidade, foram omitidos no filme, na intenção de tornar a personagem mais adequada para Audrey Hepburn;
- O personagem Paul Varjak foi oferecido a Steve McQueen, que não pôde aceitá-lo devido ao seu compromisso com a série de TV "Procurado Vivo ou Morto";
- As filmagens de "Bonequinha de Luxo" ocorreram apenas 3 meses após o nascimento do primeiro filho de Audrey Hepburn, Sean Ferrer;
- A canção "Moon River" foi escrita especialmente para Audrey Hepburn, considerando o fato de que a atriz não possuía treinamento para canto na época;
- Apesar de não ser notado no filme, na realização da cena em que a personagem de Audrey Hepburn observava as vitrines da Tiffany's havia centenas de pessoas acompanhando as filmagens. A quantidade de pessoas presente fez com que Hepburn ficasse nervosa e cometesse vários erros, o que obrigou a realização desta cena várias vezes;
- A Tiffany's abriu pela primeira vez em um domingo desde o século XIX, para que as filmagens dentro da loja pudessem ser realizadas;
- Audrey Hepburn declarou que a cena em que atira o gato em uma rua sob forte chuva foi a cena mais detestável que já rodou em toda sua carreira;
- Audrey Hepburn recebeu um salário de US$ 750 mil por sua atuação em "Bonequinha de Luxo", o que a tornou o 2º maior salário pago até então a uma atriz. O 1º era o de Elizabeth Taylor em "Cleópatra", de US$ 1 milhão.
- O orçamento de "Bonequinha de Luxo" foi de US$ 2,5 milhões;
- O grande trunfo do filme, é a atmosfera alegre, de permanente festa e fantasia, o mundo de fantasia em que Holly vive. Há cenas realmente memoráveis, como a da festa no apartamento, a que comparecem toda sorte de tipos amalucados e que culmina com a fuga da anfitriã e de alguns convidados pela janela, ou ainda as aparições sempre hilariantes do senhorio de Holly, o sr.Yunioshi, vivido por Mickey Rooney, irreconhecível devido a maquiagem. E há Hepburn, luminosa, que conduzida por Edwards, e vestida sempre pelo estilista Givenchy, criou a figura mais popular de sua carreira; a Capote restou homenagear Marilyn, sua primeira escolha, anos mais tarde com um belo artigo em seu livro "Os Cães Ladram", pois "Bonequinha de Luxo", tal como ficou conhecido, pertence a Audrey Hepburn e Blake Edwards.

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terça-feira, 29 de junho de 2010

372. LOLA, A FLOR PROIBIDA (1961)

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Em Nantes, na França, um jovem rapaz, Roland, reencontra Lola sua amiga de infância, agora uma dançarina de cabaret. Ela também é mãe solteira e tem esperança que o pai da criança, que a abandonou durante a gravidez, retorne. Roland se apaixona por Lola e finalmente encontra um sentido para a a vida.

Premiações
Indicado ao BAFTA em 2 categorias, Melhor Atriz (Anouk Aimée) e Melhor Filme

Curiosidade
Primeiro longa de Jacques Demy, seguido por Os Guarda-Chuvas do Amor e Duas Garotas Românticas.

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