Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

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sábado, 9 de janeiro de 2010

282. O INTENDENTE SANSHÔ (1954)

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No final do período Heian (século XI-XII), uma mulher da aristocracia, acompanhada do filho Zushio, da filha Anju e de uma serva, viaja por uma praia de Echigo. A mulher é Tamaki, esposa de Masauji Taira, exilado por tentar defender camponeses pobres. Durante a jornada, os viajantes são enganados por mercadores de escravos. Tamaki é levada para a longíqua ilha Sado, a criada se mata e os dois irmãos são vendidos como escravos ao cruel intendente Sansho.
Passam-se dez anos. Quando chega ao campo de trabalho uma escrava vinda de Sado, os irmãos ficam sabendo que na ilha vive uma mulher que todos os dias canta uma triste canção por Zushio e Anju. Para que o irmão consiga fugir do campo, Anju atrai os guardas e sacrifica sua vida. O jovem vai a Kyoto, apela para o conselheiro do imperador e consegue provar que é filho do finado Masauji Taira.
Nomeado governador de Tango - a província onde fica o campo de trabalho do intendente Sansho - Zushio liberta todos os escravos e confisca a propriedade. Dando por encerrada sua tarefa, Zushio renuncia ao cargo de governador e parte para a ilha Sado à procura da mãe.

Premiações
O filme recebeu o Leão de Prata em 1954, dando a Mizoguchi seu terceiro prêmio consecutivo no Festival de Veneza.

Curiosidade
O filme se baseia no romance de Ogai Mori ( 1862-1922), que por sua vez se inspirou no conto popular conhecido como Anju e Zushio. Mizoguchi faz uma descrição realista do sistema feudal e da escravidão no período medieval japonês. Além de sua equipe habitual, o diretor contou com a colaboração de especialistas como Yoshikasu Fujiwara (arquitetura) e Hosei Ueno (figurinos). Elogiado pela perfeição visual, "O Intendente Sansho" é ritmado pelo canto da mãe que chama pelos filhos. Através da lenta elaboração dos elementos visuais e sonoros, o estilo de Mizoguchi conduz a um sutil despertar dos sentidos. Em sua última noite de liberdade, os irmãos vão procurar lenha para o fogo e penduram-se num galho que se quebra. Os dois caem por terra, e nesse momento ouvem a voz da mãe, que modula seus nomes em infinitas variações. Dez anos depois, no campo de Sansho, Anju é fiel ao passado mas Zushio endureceu-se com os sofrimentos da escravidão. Uma noite, sem se dar conta, os dois repetem os gestos do passado. O galho partido provoca uma vaga lembrança e novamente se ouve a voz da mãe. Real ou fantástico, o chamado tem o dom de provocar a súbita iluminação de Zushio.

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Sansho.the.Bailiff.(1954).CRiTERiON.B&W.FS.DVDRip.XviD-[gx].avi

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

266. CONTOS DA LUA VAGA (1953)

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Durante a guerra civil japonesa no século 16, dois camponeses ambiciosos pretendem fazer fortuna. O ceramista Genjuro quer vender toda sua mercadoria por um preço alto. O cunhado Tobei deseja se tornar um samurai. Mas quando o vilarejo deles é atacado, ambos se vêem na obrigação de priorizar seus objetivos. E o primeiro deles é defender suas famílias.

Premiações
Indicado ao Oscar de Melhor Figurino em 1956 e Ganhou o Leão de Prata no festival de Veneza de 1953

Crítica
Obra-prima do diretor japonês Kenji Mizoguchi (1898-1956), o filme mais famoso de sua curta carreira de apenas dez anos, durante a qual ficou conhecido como o "cineasta das mulheres", por sua paixão em retratar o sofrimento e espírito de sacrifício femininos. Que tinha origem na infância do diretor, quando o pai se envolveu em negociações infelizes dilapidando a fortuna da família e levando a irmã querida a ser vendida como gueixa.

Daí ser muito pessoal e próxima ao diretor essa fábula baseada em contos famosos de Akinari Ueda e que se passa no Japão feudal do século XVI, durante a guerra civil, tratando justamente da ambição sem consciência que leva à ruína e tragédia. Não aos homens que buscam miragens, mas sim às suas sensatas e amorosas esposas. Tudo é narrado com poesia e grande beleza visual em uma cuidadosa reconstituição de época, com muitos planos gerais em belos enquadramentos e movimentos de câmera delicados e discretos.

E mais um toque de sobrenatural, com a predileção que os japoneses têm por fantasmas e espíritos que voltam do além. Um grande clássico do cinema japonês, ganhador do Leão de Prata em Veneza (e que, curiosamente, concorreu ao Oscar de melhor figurino). A cena mais lembrada do filme é a do lago que sintetiza seu clima misterioso. A tradução literal do título original é "Contos da Lua Vaga Depois da Chuva". A atriz que faz o fantasma Machiko Kyo é a mesma de "Rashomon", de Kurosawa, e trabalhou no cinema americano em "A Casa de Chá do Luar de Agosto" (1956), com Marlon Brando. por Rubens E.F.

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Ugetsu.Monogatari.(1953).(Dual.JAP.+ENG.Commentary).CRiTERiON.DVDRip.XviD.avi

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Ugetsu.Monogatari.(1953).(Dual.JAP.+ENG.Commentary).CRiTERiON.DVDRip.XviD.srt

(Postado Originalmente pelo amigo UserOffline do CSTBR.ORG)

terça-feira, 7 de julho de 2009

120. CRISÂNTEMOS TARDIOS (1939)

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Uma das obras-primas de Mizoguchi no período anterior à Segunda Guerra, o filme foi realizado quando o Japão estava em guerra com a China e o cinema era rigidamente controlado pelo governo militar. O desempenho pouco refinado do ator Kikunosuke é motivo de comentários maldosos, em meados da era Meiji (1868-1912), em Tóquio. Filho adotivo de um renomado artista do teatro Kabuki, é sempre poupado das críticas. Somente uma empregada da família tem coragem de lhe dizer a verdade. Sente-se grato e acaba se apaixonando pela moça. A família a despede e ele decide viver com ela em Osaka. A ex-empregada é a única a incentivá-lo a continuar na profissão, sacrificando-se para que ele tenha uma nova chance numa companhia teatral.

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Zangiku.Monogatari.(1939).DVDRip.XviD.avi

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