Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

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sábado, 15 de agosto de 2009

223. ORFEU (1949)

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Orfeu é um poeta que se envolve na morte de um rival e é convidado por uma estranha mulher, uma princesa, para segui-la num Rolls Royce negro, sem desconfiar que é a própria Morte disfarçada. Apaixona-se por ela enquanto um criado, também já morto, Heurtebise, se apaixona pela mulher de Orfeu, Eurídice, que está em perigo de morte. Quando ela realmente morre, este o conduz até os infernos para tentar resgatá-la, sem poder porém olhá-la no rosto.

Crítica
O melhor filme de Cocteau. Tenha o cuidado de ver este filme antes de sua continuação, "Testamento de Orfeu", dez anos depois. O que vai chocar a princípio é como o namorado de Cocteau (que era homossexual assumido mas na época não se comentava abertamente essas coisas) Jean Marais (1913-98) é maneiroso e efeminado, por vezes parece um garoto malcriado. É preciso desculpar isso, assim como a teatralidade de Maria Casarès como a Morte (ela tem porém uma figura impressionante e por isso seria grande sucesso nos palcos).
Mas o filme é extremamente bem construído e contém efeitos especiais muito engenhosos utilizando temas recorrentes de Cocteau, como o espelho (por onde eles entram para o Reino dos Mortos, tem uma frase memorável e certa: "fique olhando sempre para o espelho que você verá a morte", ou seja, sua própria decadência que levará inevitavelmente à morte). Também a atualização para a época dos existencialistas em Paris é muito curiosa (a musa deles, Juliette Gréco, faz figuração apenas nas cenas iniciais e na invasão da casa).
A verdade é que fazer delírios poéticos é um gênero muito difícil e este Orfeu é dos mais estilizados e bem sucedidos (de forma que ficam marcantes os motoqueiros policiais que levam os mortos e outras imagens, como eles caminhando pelos infernos). Resiste a uma revisão e junto com os outros filmes reabilita a obra de Cocteau, até agora quase só julgada por seu "A Bela e a Fera".
Cocteau (1889-1963), foi poeta, dramaturgo e diretor francês. Feliz ou infelizmente as modas passam depressa. O gênio de ontem pode estar completamente esquecido hoje. Neste caso, era difícil se ter um juízo imparcial. Durante sua vida, Jean Cocteau foi considerado aquilo que chamam de "Renaissance Man", um homem que sabe tudo, entende de tudo, não erra nunca. Culto, fino, dita as normas do comportamento em sociedade.
Conhecido como artista plástico (escultor, pintor, desenhista), era também dramaturgo, poeta, romancista e também diretor de cinema. Suas fitas refletem seu universo estilístico, ficando num meio termo entre o baile de carnaval, o desfile de escola de samba, o kitsch requintado ou o simplesmente bizarro. Por outro lado, ocasionalmente há boas idéias, conceitos emprestados aos surrealistas, principalmente no seu "Orfeu" mais do que em "A Bela e a Fera". Aquilo que era considerado artístico em seu maior esplendor há 60 anos, hoje corre o risco de ser brega.
Não se pode porém negar a influência que Cocteau e sua obra tiveram tanto na França quanto no Cinema de Arte do resto do mundo. Nascido em 5 de julho em Maisons-Lafitte, também ator, escreveu histórias para balé de Erik Satie, Stravinsky e também novelas, aforismos, além dedesenhos e pinturas. Seus filmes, influenciados pelo surrealismo, expandiram os limites do cinema Poético (também é interessante que desde os anos 20 o artista foi viciado em ópio).
Muita gente vê em sua obra uma espécie de catálogo de suas obsessões, lembranças, crenças e fantasias. Por isso extremamente pessoais (embora pareçam ter influenciado Buñuel, André Delvaux, Georges Franju). Escreveu peças e muitos roteiros para outros cineastas ("A Princesa de Cléves", "A Coroa Negra", "Ruy Blas", 1947; La Comédie de Bonheur, 1940; "L'Éternel Retour", 1943; "Les Enfants Terribles", 1949, de Jean Pierre Melville - Cocteau teria dirigido um dia da filmagem quando o realizador ficou doente etc)

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222. UM DIA EM NOVA YORK (1949)

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Os marinheiros Gabey (Gene Kelly), Chip (Frank Sinatra) e Ozzle (Jules Munshin) irão aproveitar a folga para passar um dia inteiro em Nova Iorque. E a cidade nunca mais será a mesma!Cada um tem seu próprio plano de divertimento - Chip quer ver o máximo da cidade possível utilizando um antigo guia datado de 1905 que seu pai um dia lhe dera, Ozzie deseja encontrar-se com varias mulheres e Gabey, o mais sério, anseia por encontrar a mulher da sua vida.A aventura dos nossos amigos começa realmente com a bela modelo Ivy Smith (Vera-Ellen) e diz ter encontrado a mulher de seus sonhos, arrastando seus melhores amigos a uma busca de sua paixão.
Primeiro filme do renomado diretor Stanley Donen, de "Cantando na Chuva", "Cinderella em Paris" e "Dancando nas Nuvens", este filme conta também com um excelente elenco, belas coreografias e uma trilha sonora de tirar o fôlego, vencedora do Oscar de 1950.

Premiações
O filme ganhou o Oscar de Melhor trilha original e foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Fotografia em Cores.

Curiosidades
Este filme ocupa a 19ª colocação na Lista dos 25 Maiores Musicais Americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006.
O filme tornou-se histórico por ter sido o primeiro musical a ser filmado em locação.Gene Kelly insistiu para que algumas cenas fossem feitas em Nova York e não em estúdio, como era comum na época. Foram filmadas no Museu Americano de História Natural, na Ponte do Brooklyn, e no Rockefeller Center.

Crítica
O filme de estréia de Stanley Donen (que dirigiu também "Cantando na Chuva", em parceria de Gene Kelly) é encantador, seja pela impressionante coreografia ou por sua trilha-sonora, que exalta a beleza da cidade de Nova York e as aventuras de três marinheiros no local.Gene Kelly e Frank Sinatra já haviam feito algo do tipo em "Marujos do Amor", quando interpretaram dois marujos que ganham dias de licença por bravura. Por esse filme, Kelly recebeu a sua única indicação ao Oscar. Dessa vez, os dois estão acompanhados por Jules Munshin, Ann Miller (de "Do Mundo Nada se Leva") e Vera-Ellen, que interpreta a doce Ivy Smith a quem Gabey (Gene Kelly) se apaixona ao ver um pôster com sua foto no metrô.
Desde o início, a trilha-sonora ganhadora do Oscar se faz presente. Músicas como "New York, New York" são envolventes e denunciam um certo ufanismo americano, que exalta o "american way of life". Em uma das cenas, Ivy Smith é revelada como uma boa moça por passar as roupas e cuidar do marido - um estereótipo para as moças da época. Contudo, esse aspecto se torna irrelevante diante da carismática parceria entre Kelly e Sinatra.
Uma das grandes surpresas do longa é Alice Pearce. A atriz que posteriormente ficaria conhecida por interpretar a insuportável Gladys Kravitz, vizinha de Samantha Stephens em "A Feiticeira", já é uma figura engraçada pelo seu jeito atrapalhado de ser.
Em seu primeiro filme, Stanley Donen já demonstra todo o seu potencial, que pode ser visto em obras-primas como "Sete Noivas para Sete Irmãos", "Cinderela em Paris" e o eterno clássico "Cantando na Chuva".

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(Informações e legendas postados pelo usuário valdemar do MKO)

221. O TERCEIRO HOMEM (1949)

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Após o final da 2ª Guerra Mundial, chega em Viena Holly Martins (Joseph Cotten), um escritor americano de 6ª categoria. Holly estava sem dinheiro, mas seu velho amigo Harry Lime (Orson Welles) lhe prometera um trabalho. Holly tenta achar Harry e então fica sabendo que seu amigo foi atropelado e teve morte instantânea. Harry logo foi enterrado e, atordoado, Holly vê o enterro. Perto do túmulo está uma bela jovem, Anna Schmidt (Alida Valli), que após o termino da cerimônia vai embora rapidamente. Depois do breve funeral Holly é parado pelo major Calloway (Trevor Howard), que pergunta ao escritor se quer uma carona para o seu hotel. Holly aceita e os dois acabam indo parar num bar, onde Calloway, um membro da inteligência britânica, começa a tirar de Holly informações sobre Harry, lhe dizendo que ele era um trapaceiro e um assassino. Holly fica tão enfurecido com as acusações que, se não fosse a pronta ação do sargento Paine (Bernard Lee), uma espécie de segurança do major, teria agredido Calloway. Como o major sabia que Holly estava liso, lhe dá algum dinheiro para passar a noite no Sacher's, um modesto hotel, antes de viajar no dia seguinte. Calloway manda Paine levar Harry até lá. No hotel Paine apresenta Holly a Crabin (Wilfrid Hyde-White), que diz representar uma entidade cultural e que gostaria de ter Holly em uma palestra sobre romance contemporâneo, já que os livros de Holly são bem populares por lá. Holly alega que não tem dinheiro para ficar hospedado, então Crabin lhe garante que terá prazer em pagar sua hospedagem pelo tempo que ele quiser. Isto era tudo que Holly queria, para que pudesse fazer sua própria investigação sobre o passado de Harry e limpar o nome do amigo. Kurtz (Ernest Deutsch), um barão empobrecido, entra em contato com Holly e lhe fala que testemunhou a morte de Harry, que cruzou uma rua sem olhar onde ia e foi atropelado por um caminhão. Porém Holly achou a declaração de Kurtz inconsistente e quer conhecer a jovem que estava no enterro. Paralelamente tudo indica que Calloway quer ver Holly fora da Áustria, pois Paine não se cansa de lembrá-lo que ele deve viajar. Ao falar com a atriz Anna Schmidt, a jovem que estava no enterro, uma coisa é levantada: na hora do acidente só haviam amigos de Harry no local, e o mais estranho é que quem atropelou Harry foi seu motorista. Isto faz Anna levantar a hipótese, que não foi acidente. Tentando elucidar um caso confuso, Holly descobre que três pessoas carregaram o corpo de Harry: Kurtz, o romeno Popescu (Siegfried Breuer) e um terceiro homem.

Premiações
- Ganhou o Oscar de Melhor Fotografia - Preto e Branco, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Diretor e Melhor Edição.
- Ganhou o BAFTA de Melhor Filme Britânico, além de ter sido indicado na categoria de Melhor Filme.
- Ganhou o Grande Prêmio do Festival de Cannes.

Curiosidades
- O produtor David O. Selznick inicialmente queria que Noel Coward interpretasse o personagem Harry Lime. Orson Welles apenas foi contratado por insistência do diretor Carol Reed.
- Carol Reed queria que James Stewart interpretasse o personagem Holly Martins. A escolha por Joseph Cotten foi uma exigência do produtor David O. Selznick, que tinha o ator sob contrato na época das filmagens.
- O roteirista Graham Greene baseou o personagem Harry Lime no agente britânico Kim Philby, que foi o superior do próprio Greene no Serviço Secreto de Inteligência Britânico.
- Quando acertou sua participação em O Terceiro Homem foi oferecido a Orson Welles que ele recebesse um alto salário por sua atuação ou uma porcentagem dos lucros que o filme tivesse nas bilheterias. Welles escolheu receber um salário, mas ao perceber que o filme iria se tornar um grande sucesso tentou, sem conseguir, mudar seu pagamento para a porcentagem nos lucros.
- Entre 1951 e 1952 Orson Welles estrelou uma série de rádio que narrava as aventuras de seu personagem em O Terceiro Homem, antes dos eventos mostrados no filme.
- O Grande Prêmio do Festival de Cannes, que foi ganho por O Terceiro Homem, era o equivalente da época à Palma de Ouro, que apenas passou a ser entregue a partir de 1955.

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(Informações retiradas dos posts de Jdsouza do CSTBR e do sandovalpacino do MKO)

220. NA TEIA DO DESTINO (1949)

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Após a morte acidental do amante indesejável de sua filha, Lucia Harper (Joan Bennett) esconde o corpo para proteger sua família. Após um tempo, o parceiro do morto (James Mason) aparece e começa a chantageá-la. O conforto e a segurança de seu mundo está em perigo, logo tudo começa a desmoronar.

Curiosidades
- Foi o Último filme de Max Ophüls filmado na américa , ele em 1950, reiniciou sua filmografia na França onde, com o prestígio de ter sido descoberto pela nova crítica da revista Cahiers du Cinéma, realizou suas obras de maturidade.

Crítica
Clássico filme noir que, embora dirigido pelo alemão Max Ophüls, remete imediatamente às obras de seu conterrâneo Fritz Lang no mesmo período (Scarlet Street, Woman in the Window e Secret Beyond the Door), não só pela presença de Joan Bennett, mas também pela atmosfera angustiante vivida pelo protagonista (neste caso, a própria personagem de Bennett).
Temos aqui também uma ligação direta com Mildred Pierce, filme de 1945 com Joan Crawford, com a mãe arriscando a própria pele para proteger a filha que nem merecia muito.
James Mason perfeito no papel do vilão de bom coração. Aliás, acho que essa era uma característica interessante em Mason, capaz de interpretar vilões inescrupulosos, mas sempre com uma certa fleuma, que os torna até simpáticos.
Max Ophüls (1902 - 1957), nascido Max Oppenheimer, teve uma vida atribulada tanto no âmbito pessoal (era judeu em plena Alemanha nazista) e profissional (tendo imigrado para os EUA em 1941, ficou desempregado até 1946 e mesmo quando começou a dirigir, teve sérios problemas para concluir e distribuir seus filmes, além de nunca ter feito sucesso junto à crítica). Hoje em dia, entretanto, vários de seus filmes são bem considerados (Letter from an Unknown Woman, La Ronde, Lola Montes).
(por Alexandre Cataldo)

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219. FÚRIA SANGUINÁRIA (1949)

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Como um psicótico capanca, devoto a sua mãe cabeça-quente, James Cagney - mais velho, mais amedrontador e simplesmente eletrizante - dá ao público um desempenho à altura de sua atuação em O Inimigo Público Nº 1, vivendo em Fúria Sanguinária, o sangue-frio Cody Jarrett. Mais uma vez dirigido por Raoul Walsh, este thriller traça a vida de Jarrett, dentro e fora da cadeia, sempre marcada pela violência. Jarrett é uma bomba-relógio marcada pelo temperamente impulsivo. Ele mata um cúmplice ferido e se diverte com o ato. Ele rejeita sua mulher (Virginia Mayo) e venera sua mãe possessiva. Trata-se de uma das mais vívidas interpretações da carreira de Cagney e toda a emoção de seu trabalho o colocam no topo do mundo!

Premiações
* O filme foi indicado como melhor roteiro pelo Oscar; e melhor filme para o Prêmio Edgar Allan Poe.
* Em 2003, White Heat foi selecionado para ser preservado pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América.

Curiosidades
-Se a surpresa expressada pelos colegas presos de James Cagney durante a cena de "o jogo do telefone",no refeitório da prisão,parece real é porque ela é. Raoul Walsh não contou ao resto do elenco o que iria acontecer e,por isso,a explosão de Cagney pegou-os de surpresa. De fato, Walsh não sabia o que Cagney tinha planejado; como a cena prevista no roteiro não estava funcionando,Cagney teve uma idéia...
-Na cena no refeitório da prisão quando Cody Jarrett descobre que sua mãe morreu, um dos condenaods que o informam é Jim Thorpe ,uma lenda dos esportes.
-O relacionamento possessivamente incomum entre Cody Jarrett e sua mãe dominadora inspirou-se na vida real dos ladrões de bancos Kate Barker (aka "Ma Barker") e seus filhos.

Crítica
-"Grande filme. Magro, conspícuo. No ponto, sem sujeiras nem maneirismos formais: conciso, vibrante, com fibra e garra, uma película nada sentimental nem moralista que nos prende e arrebata do princípio até ao derradeiro The End,que aparece escrito, de forma absolutamente adequada,como uma inscrição em lápide.
White Heat (baseado em história de Virginia Kellogg),é um dos grandes filmes de um de meus diretores favoritos no panteão do cinema norte-americano : Raoul Walsh, um homem que,ao longo de várias décadas,produziu inúmeras obras-primas em vários gêneros,desde o “noir” ao western,passando belo bélico e aventura.
Walsh conseguiu,como de costume, construir uma influente obra, catalogada e considerada pela crítica especializada como uma das mais expressivas peças sobre gângsters e do gênero “noir” na história do cinema.
A música de Max Steiner, solene e wagneriana, inclui contrabaixos, instrumentos de corda e trompetes agudos. Adapta-se milimetricamente à ação e combina-se por vezes com os sons das sirenes e o rugir do vento. Sugere sentimentos de angústia e enfatiza o clima de violência. O roteiro, indicado ao Oscar, inspira-se em relato baseado em fatos reais, extraídos da vida de Arthur "Doc" e sua mãe, Ma Barker. A direção de Walsh imprime à ação um ritmo intenso e sustentado, que não decai em nenhum momento.
O movimento dos personagens é magistral, sobretudo na cena em que os presos entram ordenadamente no refeitório a partir de três acessos diferentes.
Walsh era um desses espíritos vitalistas a existência pisando no acelerador e souberam imprimir a todas as suas obras um selo marcadamente pessoal. Na verdade, o grande cinema de Walsh não foi muito diferente deste filme, e surpreende comprovar quantos títulos emblemáticos assinou ao longo de cinco décadas de trabalho incansável.Para mim,Walsh seria importante só pelo fato de ter dirigido O Ladrão de Bagdá,em 1924. Até os títulos menores de Walsh, aqueles que rodou pensando em outra têm sua têmpera e raça, e pelo menos uma seqüência com toda a força de empuxo e encantamento de que era capaz. White Heat, ademais, conta com a presença do fenomenal gigante James Cagney,naquela que talvez tenha sido a maior interpretação de sua carreira e que lhe valeu acolhida apoteótica,e da belíssima Virginia Mayo, em sólido papel de mulher fatal,uma daquelas mulheres dos anos 40 e 50 que Hollywood soube criar para embelezamento das gerações futuras.Resumindo,brutal,estupendo,essencial!"

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White.Heat.(1949).DVDRip.AC3.XviD.cd1-OS.iLUMiNADOS.avi [699.76 Mb] White.Heat.(1949).DVDRip.AC3.XviD.cd2-OS.iLUMiNADOS.avi [699.12 Mb]


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218. ALEGRIAS A GRANEL (1949)

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Um navio naufraga perto de uma ilha, na Escócia, com um carregamento de 50 mil caixas de uísque. Como bons escoceses, os ilhéus não resistem à tentação de "salvar" o máximo que conseguem carregar. Mas o Capitão Waggett (Radford), chefe da guarda, não está de acordo com isso, e lhes ordena que devolvam tudo, até a última garrafa. Eles logo mostram como são criativos para arranjar insólitos lugares onde esconder o preciosíssimo líquido - desde reservatórios de água, até berços de bebês. Quando as autoridades se aproximam do principal esconderijo, na praia, um plano é elaborado para confundi-las, dando tempo para que as garrafas sejam "salvas".

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217. A COSTELA DE ADÃO (1949)

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Quando uma mulher tenta matar o indesejável marido, o advogado Adam Bonner é chamado para defender o quase assasinado. Para a infelicidade de Adam, que surge para ficar ao lado da iminente assassina é a advogada Amanda Bonner - mulher de Adam. Amanda faz de tudo para ganhar o caso, e isso quase enlouquece o marido. Como resultado, aquilo que parecia um casamento perfeito torna-se um inferno.

Premiações
Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original e ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Judy Holliday) em 1951.

Curiosidades
- Este é o 3º de 5 filmes em que o diretor George Cukor e o ator Spencer Tracy trabalharam juntos. Os demais foram Fogo Sagrado (1942), Meu Filho (1949), A Mulher Absoluta (1952) e Papai Não Quer (1953).
- Este é o 7º de 10 filmes em que o diretor George Cukor e a atriz Katharine Hepburn trabalharam juntos. Os demais foram Vítimas do Divórcio (1932), As Quatro Irmãs (1933), Vivendo em Dúvida (1935), Boêmio Encantador (1938), Núpcias de Escândalo (1940), Fogo Sagrado (1942), A Mulher Absoluta (1952), Amor Entre Ruínas (1975) e O Milho Está Verde (1979).
- Este é o 6º de 9 filmes em que Spencer Tracy e Katharine Hepburn atuaram juntos. Os demais foram Fogo Sagrado (1942), A Mulher do Dia (1942), Without Love (1945), Mar Verde (1947), Sua Esposa e o Mundo (1948), A Mulher Absoluta (1952), Amor Eletrônico (1957) e Adivinhe Quem Vem Para Jantar (1967).

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Adams.Rib.(1949).DVDRip.XviD.avi

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216. MORTALMENTE PERIGOSA (1949)

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Desde a infância, Bart Tare é obcecado por armas de fogo. Problemático, já passou por um reformatório. Ele conhece Annie, uma insinuante e misteriosa atiradora, com quem forma uma dupla criminosa.

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Deadly.Is.the.Female.(aka.Gun.Crazy).(1950).FS.DVDRip.XviD-FRAGMENT.avi

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215. AS OITO VÍTIMAS (1949)

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Na véspera de sua execução um nobre condenado à morte começa a recordar toda sua vida, desde quando sua mãe, uma bela jovem que pertencia à aristocracia, decidiu fugir de casa e se casar com um cantor de ópera. Ela logo ficou viúva, mas continuou sendo rejeitada pela família. Quando ela morre em um acidente e lhe é negado o direito de ser enterrado no mausoléu da família, o aristocrata recorda que matará todos os membros da família da sua mãe que forem necessários, para ele ocupar o lugar que tem direito.

Premiações
- Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme Britânico.

Curiosidades
- O título original é uma referência a um poema de Alfred Lord Tennyson, chamado "Lady Clara Vere de Vere" e publicado em 1842. O trecho do poema era: "Kind hearts are more than coronets, and simples faith than Norman blood".
- A cena em que 6 integrantes da família D'Ascoyne são vistos juntos levou 2 dias para ser rodada, já que Alec Guinness interpreta todos os personagens que aparecem.
- No castelo do Duque pode ser vista uma pintura de um dos ancestrais do personagem. Foi o próprio Alec Guinness quem posou para este quadro.
- Também disponível em versão colorizada.

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Kind.Hearts.And.Coronets.(1949).FS.DVDRip.XviD-STF.avi

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(postado originalmente por TiaoMacaleh do cstbr.org)