Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

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domingo, 14 de novembro de 2010

468. À QUEIMA ROUPA (1967)

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Clássico do cinema policial com Lee Marvin como Walker, um delinqüente traído e com um plano de vingança. Mal Reese (John Vernon) convoca seu amigo Walker para participar de um perigoso trabalho na prisão de Alcatraz. A missão consiste em apropriar-se do dinheiro de uma organização mafiosa que será transportado em helicóptero. Mas durante a tarefa, Reese inesperadamente dá um tiro em Walker, o deixa agonizando e foge com a esposa de seu amigo, sua amante Lynne (Sharon Acker). Também leva os 93 mil dólares. Quando sai da prisão, Walker volta para Los Angeles com uma idéia fixa: sua vingança. O "amigo" Reese é agora uma poderosa peça da Organização. Para destruí-lo, Walker utilizará a irmã de sua mulher, Chris (Angie Dickinson), e um misterioso personagem conhecido como Yost (Keenan Wynn). Baseando-se na novela de Donald E. Westlake "The Hunter", John Boorman dirigiu um filme super-violento com os recursos em moda na Europa (imagens oníricas, surrealismo, narratividade abrupta) e os elementos do cinema noir clássico americano.

Crítica
John Boorman é um cineasta de grande categoria. Sua câmera, seu modo de filmar, seu visual, enfim, seu estilo. Essa sua técnica vai impressionando na medida em que o enredo é desenvolvido, e apresentando flashbacks de diferentes tomadas ele vai alucinando o espectador de uma maneira tão expressiva, que meio que nos obriga a chamar Point Blank de “obra de arte”. Sim, OBRA DE ARTE, com letras maiúsculas. Numa analogia bem tosca, é quase um Wong Kar-Wai inserido no gênero ação/policial. Atmosférico, sufocante, criativo e principalmente cheio de minúcias. A expressão no rosto de Lee Marvin (lábios e o olhar sempre incólumes) é pura mistificação, no primeiro contato já percebemos que aquele homem busca recompensa na vingança. Nada pode ser mais gratificante que ter a presença de uma lenda dessas num filme em que a força física e a mente fria triunfam. Se existe mesmo a tal coisa de “o papel foi feito para você”, então aqui está o indicador.

Disparos, socos, pontapés mostram o que um ser humano consegue fazer quando ele está em busca de seu limite. Boorman consegue reduzir o homem a um simples animal selvagem, marca própria do autor. Ao lado de toda essa essência, percorre uma trama cautelosamente bem construída (Point Blank parece mesmo um projeto arquitetônico), cheia de idas e vindas, e com tudo girando em torno de um homem dado como morto. E até aqueles que o devem perceberem que o finado não é mais finado, podem jogar os dados e torcer pela sorte. Você consegue sentir o cheiro de Lee Marvin saindo pela tela, é ele a matéria-prima desse produto bruto que mais do que levar quem o assiste a refletir, nos induz ao puro e simples entretenimento. E a sensação procedente disso, por se tratar de uma obra tão transgressora, não podia ser mais prazerosa.

É a década de 1960 mostrando sua força como a melhor de todas, o gênero policial no cinema americano a partir daqui marcharia por um novo e desvirtuado [e melhor] rumo. John Boorman é mestre, sua capacidade em analisar e transfigurar o caráter de um personagem diante das lentes é espantoso. De certa maneira, é cinema feito para quem busca redenção na arte, porque após sairmos de frente à tela, a única impressão que se tira é de que exaurimos dali toda nossa conformidade com o mundo. Boorman é dos poucos capazes de “nos realizar” desse modo, pelo seu método, e buscar compreendê-lo será continuamente um privilégio.

Fonte : por Caio le Fou em God X Godard

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(Agradecimentos ao usuário deadmeadow do MKO pela postagem)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

454. QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF ? (1967)

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O estreante diretor Mike Nichols fez um excelente trabalho ao levar o roteiro adaptado da peça de Edward Albee para as telonas. Elizabeth Taylor e Richard Burton dão vida a Martha e George, um casal de meia-idade que vivem num mundo de ironia e sarcasmo, e que aproveitam da visita de outro casal para colocar os “pingos nos is” na sua relação.
Em meio a álcool e ofensas, o casal começa a se despir (metaforicamente falando) de todos os pudores e ilusões, fazendo com que a gente perceba o quanto se esconde debaixo do tapete de casamentos por conveniência. Anos de hipocrisia vão aparecendo, até que a mais grave das ilusões é desvendada.

Curiosidades
- Estréia de Mike Nichols na direção. - Este é o 4º de 11 filmes em que Richard Burton e Elizabeth Taylor trabalham juntos. Os demais foram Cleópatra (1963), Gente Muito Importante (1963), Adeus às Ilusões (1965), A Megera Domada (1967), Dr. Faustus (1967), Os Farsantes (1967), Homem que Veio de Longe (1968), Ana dos Mil Dias (1969), Unidos pelo Mal (1972) e Divórcio Dele, Divórcio Dela (1973).
- O personagem Nick chegou a ser oferecido ao ator Robert Redford, que recusou o papel.
- A atriz Sandy Dennis, que estava grávida durante as filmagens de Quem Tem Medo de Virginia Woolf? , teve um aborto espontâneo bem nos sets de filmagens.
- Todos os integrantes do elenco de Quem Tem Medo de Virginia Woolf? foram indicados ao Oscar. O único filme que repetiu esta façanha foi Trama Diabólica (1972).
- O autor da peça desejava Bette Davis e James Mason para os papéis principais, tanto que escreveu uma fala (What a dump!) para o personagem Martha retirada do filme Beyond the Forest, de 1949, interpretado por Davis.
- O nome da peça parodia a célebre canção infantil Quem tem medo do lobo mau? (Who's Afraid of the Big Bad Wolf?) do desenho animado da Disney, Os Três Porquinhos.
- O filme foi realizado na época em que Elizabeth Taylor e Richard Burton eram casados na vida real e os rumores são de que o casal talvez tenha se inspirado nas suas brigas e bebedeiras para interpretar com maestria os protagonistas.

Premiações
*Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Atriz (Elizabeth Taylor)
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Sandy Dennis)
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Figurino
*Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Ator Britânico (Richard Burton)
Prêmio de Melhor Atriz Britânica (Elizabeth Taylor)
*Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Atriz (Elizabeth Taylor)
Foi ainda Indicado ao Oscar de Melhor Filme ,Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Trilha Sonora ,Melhor Edição ,Melhor Ator Coadjuvante (George Segal) ,Melhor Ator (Richard Burton) ,Melhor Roteiro Adaptado ,Melhor Direção (Mike Nichols).
Também Indicado ao Prêmios Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme - Drama ,Melhor Ator Coadjuvante (George Segal) ,Melhor Roteiro ,Melhor Direção (Mike Nichols) ,Melhor Atriz em um Drama (Elizabeth Taylor) ,Melhor Ator em um Drama (Richard Burton) e Melhor Atriz Coadjuvante (Sandy Dennis)

O Filme ocupa o 67° Lugar na lista dos 100 Melhores Filmes Americanos segundo a AFI.

Crítica
"Mike Nichols teve a inteligência básica de não complicar, e soube fazer um filme totalmente carregado de diálogos ficar interessante e dinâmico. O primoroso trabalho de fotografia do Haskell Wexler também ajudou bastante, o preto e branco do filme é lindíssimo... já tinha visto esse filme anos antes, e tinha a noção errada de que o filme era meio "pobre" visualmente, mas não é nada disso, a memória prega peças na gente, às vezes.

Logo, esse filme é fortemente baseado no roteiro e, também, nas interpretações. Pausa para falar das interpretações. É possível que seja o conjunto de interpretações mais brilhante a atuar em um filme... talvez apenas "Uma rua chamada pecado", com Marlon Brando, Vivien Leigh e grande elenco, sejam da mesma excelência artística. Elizabeth Taylor, Richard Burton, Sandy Dennis e George Seagal dão um show do começo ao fim, é de ficar com a boca aberta. Elizabeth Taylor, então, está fenomenal, sendo sempre fantástica em toda a gama de emoções de seu grande papel: Ela é agressiva, bruxa, carente, frágil, estúpida, bêbada, violenta, chorosa... é uma aula de interpretação pelo preço de uma locação (eu recomendo comprar o filme...). Está gorda nesse filme, não está nem um pouco bonita, e isso foi fundamental para sua personagem. De deixar embasbacado mesmo, deve ter ganho o oscar por unanimidade. Richard Burton também está magnífico, sempre variando entre agressor e agredido, com sua inteligência privilegiada. Mesmo George Seagal e Sandy Dennis estão ótimos, seus papéis são riquíssimos, cheios de nuances (principalmente o de Sandy Dennis)... esse é o tipo de filme que demanda que o assistamos várias vezes, para podermos pegar todos os detalhes dele (o roteiro é, por vezes, razoavelmente enigmático). Aliás, deveria ser até proibido se assistir esse filme uma vez só...

"Quem tem medo de Virginia Wool?" é um filme pesado, agressivo, carregado, que definitivamente não é para todos os gostos. Quem gosta só de filmes levinhos deve ignorar totalmente os meus elogios, já que provavelmente detestaria esse filme. É um filme tão tenso e ousado, que no final do filme estamos tão cansados e extenuados como os personagens, depois daquela noite terrível... sentimos como se estivésssemos mesmo no meio daquele fogo cruzado de alto nível. Várias vezes me ajeitei na cadeira, como se fosse eu o próximo a ser debochado! Aliás, esse filme foi o que praticamente botou a pá de cal no Código Hayes, já que Mike Nichols e Edward Albee acabaram conseguindo (depois de muita luta) manter todo o teor da peça no filme (palavrões inclusive). Depois disso a abertura total veio de roldão, beneficiando vários filmes: Porteira que passa boi, passa boiada..."
por Marcelo Renno - Movieland

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Who's.Afraid.of.Virginia.Woolf.(1966).DVDRip.DivX5.avi

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domingo, 18 de julho de 2010

393. O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE ? (1962)

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Numa mansão de Hollywood vivem Jane Hudson (Bette Davis) e sua irmã Blanche (Joan Crawford). Jane foi uma famosa atriz-mirim e hoje vive em decadência; Blanche é obrigada a suportá-la por estar em uma cadeira de rodas por conta de um acidente trágico. Ambas convivem de forma triste uma vida de mágoas, ressentimentos e inveja - principalmente Baby Jane, que não aceita o fato de não ser mais um sucesso.

Premiações
*Oscar (1963)
-Vencedor na categoria de melhor figurino
-Indicado nas categorias de melhor ator coadjuvante (Victor Buono),melhor atriz (Bette Davis),melhor fotografia em branco-e-preto (Ernest Haller) e melhor som.
*BAFTA (1964)
-Indicado na categoria melhor atriz estrangeira (Bette Davis e Joan Crawford)
*Festival de Cannes (1963)
-Indicado à Palma de Ouro
*Globo de Ouro (1963)
-Indicado nas categorias de melhor atriz dramática (Bette Davis) e melhor ator coadjuvante (Victor Buono).

Curiosidades
-O astro do rock, Alice Cooper, disse que se inspirou para fazer a maquiagem que usava nos shows dos anos 70, na de Bette Davis quando ela interpretara Baby Jane.
-Bette Davis mandou instalar uma máquina de Coca-Cola no cenário de Baby Jane para irritar Crawford, viúva do dono da Pepsi. Como vingança, Crawford colocava pesos nos bolsos antes das cenas em que Davis a tinha de arrastar pelo chão.
-Há rumores que Joan teria uma suposta "quedinha" por Davis. Crawford havia enviado uma cigarreira de prata para Bette. Quando esta recebera tal presente, ficou enfurecida e o jogou contra a parede.
-Bette Davis não admitia o modo pelo qual Joan teria se tornado uma estrela de Hollywood. Segundo ela, "Joan Crawford teria dormido com todos astros da MGM, exceto a Lassie".
-O Que Terá Acontecido com Baby Jane sofreu influência de outros filmes clássicos, tais como: Psycho (a estrutura interna da casa, a filmagem em preto-e-branco propositalmente, o passarinho na gaiola) e Crepúsculo dos Deuses (a ânsia de uma estrela de cinema voltar ao estrelato depois de envelhecida e esquecida).

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What.Ever.Happened.to.Baby.Jane.(1962).SE.DVDRip.XviD-UnSeeN.avi

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sábado, 22 de maio de 2010

341. QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (1959)

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Chicago, 1929. Joe e Jerry são músicos desempregados, que estão desesperados por trabalho. Eles acidentalmente testemunham o Massacre do Dia de São Valentim, assistindo o criminoso Spats Colombo e seu cúmplice aniquilarem Toothpick Charlie e sua gangue. Forçados a apressadamente deixarem a cidade, Joe e Jerry pegam o primeiro trabalho que podem arrumar: tocar na banda de garotas da Sweet Sue e suas Sincopadoras. Em trajes femininos, os dois se juntam ao resto da banda em um trem que vai para Miami, Flórida. Diante desta situação, Joe adota o nome de Josephine e Jerry torna-se Daphne. De repente eles vêem Sugar Kane, a vocalista da banda de Sweet Sue. Jerry se apaixona na hora, mas Joe o lembra que ele não pode se fazer notar. Porém, após chegarem a Miami, um milionário se apaixona por Daphne e Joe resolve se fazer passar por um milionário para tentar conquistar Sugar, tudo isto em meio à uma reunião dos Amigos da Ópera Italiana, uma convenção de criminosos que traz à cidade Spats Colombo e sua gangue.

Premiações
- Ganhou o Oscar de Melhor Figurino - Preto e Branco, além de ter recebido outras 5 indicações: Melhor Diretor, Melhor Ator (Jack Lemmon), Melhor Direção de Arte - Preto e Branco, Melhor Fotografia - Preto e Branco e Melhor Roteiro Adaptado.
- Ganhou 3 Globos de Ouro: Melhor Filme - Comédia/Musical, Melhor Ator - Comédia/Musical (Jack Lemmon) e Melhor Atriz - Comédia/Musical (Marilyn Monroe).

Curiosidades
- Inicialmente era idéia do diretor Billy Wilder que Frank Sinatra interpretasse Jerry e Daphne.
- A escolha inicial de Billy Wilder para a personagem Sugar Kane não foi Marilyn Monroe, mas sim Mitzi Gaynor.
- Marilyn Monroe queria que "Quanto Mais Quente Melhor" fosse rodado a cores, já que seu contrato estipulava que todos os seus filmes deveriam ser a cores. Monroe somente concordou com que o filme fosse rodado em preto e branco após ser convencida por Billy Wilder, que usou como argumento o fato de que a maquiagem utilizada por Jack Lemmon e Tony Curtis ao se travestirem de mulher deixava suas peles com um tom esverdeado.
- Foram necessárias 47 tomadas para que a cena em que a personagem de Marilyn Monroe diz a fala "It's me, Sugar" ficasse pronta. A atriz sempre trocava a fala ou para "Sugar, it's me" ou para "It's Sugar, me". Após a 30ª tomada, o diretor Billy Wilder resolveu escrever em um quadro-negro a fala correta, para que Monroe não mais se confundisse.
- Outra cena que precisou de um grande número de tomadas foi quando a personagem de Marilyn Monroe procurava em várias gavetas e precisava dizer "Where's the bourbon?". A atriz trocava sempre a fala para "Where's the whiskey?", "Where's the bottle?" ou "Where's the bonbon?" e, após a 40ª tomada, o diretor Billy Wilder resolveu escrever dentro de uma das gavetas a frase correta. Como ainda assim Monroe se confundia, pois se esquecia em qual gaveta estava a fala que precisava dizer, Wilder escreveu "Where's the bourbon?" dentro de todas as gavetas as quais a atriz precisaria abrir. Esta cena precisou ser rodada 59 vezes até que ficasse na forma correta.
- Após várias tomadas de uma cena em que precisava beijar Marilyn Monroe, o ator Tony Curtis comparou a sensação de beijar a atriz como sendo idêntico a beijar Adolph Hitler.
- Em uma pré-estréia de teste, o público riu tanto na cena em que Jack Lemmon anunciava seu noivado que muitos diálogos não foram acompanhados pelo público. O diretor Billy Wilder resolveu então rodar novamente a cena, colocando algumas pausas entre as falas e adicionando o movimento dos chocalhos, feito por Lemmon.

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Some.Like.It.Hot.(1959).HDRip.XviD.cd1-TLF.avi [697.98 Mb]
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

326. QUANDO VOAM AS CEGONHAS (1957)

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Durante os ataques alemães às tropas russas no estopim da Segunda Guerra, o jovem rapaz Boris decide se alistar, deixando sua amada Veronika à esperar por ele em Moscou. Com o passar dos meses, nenhuma notícia chega de Bóris, apesar das outras mulheres da vizinhança receberem com frequência cartas dos fronts, Veronika acaba se casando com Mark, um primo de Bóris. Mas o desespero e falta de aceitação dos absurdos da guerra fazem com que ela fique na eterna espreita, esperando a volta do antigo namorado.

Premiações
O filme venceu o Palma de Ouro em 1958, e foi indicado ao BAFTA nas categorias de Melhor Filme e Melhor Atriz Estrangeira Tatyana Samojlova.

Crítica
"...A inventividade da dupla Kalatozov/Urusevsky impressiona pela composição dos planos. A fotografia de Urusevsky (que é um elemento de forte destaque em Soy Cuba) é composta de fortes contrastes entre os tons de branco e preto, até mesmo nos closes dos personagens (como o close de Veronika que aparece nessa sequência).

O rigor na escolha dos enquadramentos, a câmera na mão (influência que será de grande valia para os cubanos) e os diversos plano-sequência impressionam pelo efeito que geram sobre a trama. Escolhas certas." por Renato Batata

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The.Cranes.Are.Flying.(aka.Letyat.Zhuravli).(1957).DVDRip.XviD.avi

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sábado, 23 de janeiro de 2010

290. O QUINTETO DA MORTE (1955)

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Quinteto da Morte, apesar do nome, é uma divertida comédia conduzida por cinco distintos bandidos e uma senhora muita esperta.Para elaborar um plano de assalto, uma gangue decide alugar uma casa nos arredores de Londres. A dona do lugar, uma velhinha alcoviteira de olhos bem abertos, descobre a tramoia e acaba se tornando alvo dos bandidos.Só que eles não esperavam que seria tão difícil matar uma mulher...

Premiações
* Recebeu 4 indicações ao Bafta (1957), ganhando em duas categorias: Melhor Atriz - Katie Johnson e Melhor Roteiro - William Rose
* Recebeu uma indicação ao Oscar (1956), Melhor roteiro Original - William Rose

Crítica
A estréia do filme aconteceu no mesmo mês em que foi anunciada a venda da Ealing para a BBC. Ele forma, com As Oito Vítimas, de Robert Hamer, também com Guinness, a dupla de comédias de mais humor negro da Ealing, e é o melhor filme de Alexander Mackendrick. A personagem central é a viúva Louisa Wilberforce, encantadoramente interpretada por Katie Johnson, que nunca fez tão bem a típica velhinha inglesa, personagem que repetiu em outros filmes.

Ela mora numa decadente casa vitoriana, perto da estação ferroviária de St. Pancras (as filmagens foram em King's Cross e nos estúdios de Londres). E vive freqüentando a delegacia local, onde já é bem conhecida, para falar sobre crimes que jura ter testemunhado. Mrs. Wilberforce admitiu um inquilino, o estranho professor Marcus, de dentadura proeminente e cara simpática. Este talvez seja o disfarce mais engraçado de Alec Guinness, que o ator Peter Ustinov costumava chamar de "o máximo poeta do anonimato". Marcus tem quatro bizarros companheiros, que o visitam regularmente, com a finalidade de - segundo explicam a ela - formar um conjunto que toca música de câmera. Na verdade, eles planejam um grande assalto a um trem, que traz um carregamento de dinheiro, e pretendem usar a casa como base de operações.

O grupo é bem heterogêneo. One-Round (Green) é um lutador peso-pesado meio retardado. O Major Courtney (Parker), um ex-oficial que vive de vigarices. Harry (Sellers), ex-delinqüente juvenil, agora delinqüente adulto. E Louie (Lom), um gângster do Soho londrino. A presença desses dois últimos antecipa a participação deles na série da Pantera Cor-de-Rosa, de Blake Edwards, uma década depois. Mrs. Wilberforce acaba descobrindo a intenção dos "músicos", mas trata-os como crianças que se comportam mal na creche. Eles resolvem matá-la mas não chegam a uma conclusão sobre qual deles vai cometer o assassinato. O final do filme é original e amoral.

Um dos poucos filmes da Ealing em cores (Technicolor), a direção de arte produz um delicioso cenário, com a delicadeza da decoração vitoriana, em contraste com a violência pretendida pelo quinteto. Há, ainda um papagaio - o General Gordon - que proporciona momentos de pura farsa, quando escapa e tem que ser capturado pelo inquilino e seus amigos. O mundo da Ealing não ficou datado. Isso fica bem comprovado tanto nos aspectos técnicos - direção de arte, iluminação - quanto na excelência dos roteiros e diálogos (no caso, o fino humor negro: "Não, não, não. Não na frente do papagaio", diz o major, quando designado para matar Mrs. Wilberforce).

A velhinha é a Inglaterra do cotidiano, sem sofisticações, quando suspira: "Já passou muiito da minha hora de dormir, e tive um dia exaustivo", ou quando se lembra do falecido marido. Marcus é um grande personagem inglês, meio monstro, meio acadêmico. Os outros são produtos híbridos do cinema britânico da década de 1950 e criminosos típicos do cinema americano. A comicidade está, principalmente, no contraste entre a brutalidade dos homens e a fragilidade de Mrs. Wilberforce. A cena do chá entre os assaltantes e os convidados dela é um dos pontos altos do filme. Foi o último de Mackendrick para a Ealing. Depois, ele partiu para os Estados Unidos.

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The.Ladykillers.(1955).(Dual.EN.SPA).DVDRip.XviD-DXC.avi

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

175. QUANDO FALA O CORAÇÃO (1945)

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A Dra. Constance Petersen (Ingrid Bergman) trabalha como psicóloga em uma clínica para doentes mentais. O local está prestes a mudar de direção, com a substituição do dr. Alexander Brulov (Michael Chekhov) pelo Dr. Edward (Gregory Peck). Ao chegar o dr. Edwards surpreende os médicos locais pela sua jovialidade e também por seu estranho comportamento. Logo Constance descobre que ele é na verdade um impostor, que perdeu a memória e não sabe quem é nem o que aconteceu com o verdadeiro dr. Edwards.

Premiações
- Ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Michael Chekhov) e Melhor Fotografia - Preto e Branco.

Curiosidades

- Alfred Hitchcock convenceu o produtor David O. Selznick a comprar os direitos de adaptação do livro de John Palmer e Hilary St. George Sanders para o cinema. A quantia paga foi de US$ 40 mil.
- David O. Selznick queria que Quando Fala o Coração fosse baseado em suas experiências com psicólogos, o que fez com que contratasse um deles para ser consultor técnico durante as filmagens.
- É um dos primeiros filmes feitos em Hollywood cuja trama usa a psicanálise.
- Este é o 1º de 2 filmes em que o diretor Alfred Hitchcock e o ator Gregory Peck trabalharam juntos. O posterior foi Agonia de Amor (1947).
- Este é o 1º de 3 filmes em que o diretor Alfred Hitchcock e a atriz Ingrid Bergman trabalharam juntos. Os demais foram Interlúdio (1946) e Sob o Signo de Capricórnio (1949).
- O diretor Alfred Hitchcock aparece em cena aos 40 minutos, ao sair do elevador do Empire Hotel. Ele está carregando um violino e fumando um cigarro.
- A sequência do sonho foi criada por Salvador Dali, que foi convidado a participar do filme por Alfred Hitchcock. O diretor, que era admirador de seu trabalho, acreditava que Dali seria o único que poderia criar uma imagem de sonho que inicialmente seria incompreensível ao público, para depois ser explicada através da psicanálise.
- Na cena em que os personagens John Ballantine e Constance Petersen estão esquiando, a neve que cai era na verdade flocos de milho.
- O roteirista Ben Hecht consultou vários psicólogos enquanto escrevia o roteiro de Quando Fala o Coração.
- David O. Selznick queria que o compositor Miklós Rózsa aumentasse a orquestra de violinos de 14 para 28, para obter um efeito parecido com o obtido por Franz Waxman em Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940).
- Segundo o compositor Jerry Goldsmith, sua carreira foi inspirada na trilha composta por Miklós Rózsa para Quando Fala o Coração.
- O orçamento de Quando Fala o Coração foi de US$ 1,6 milhão.

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Spellbound.(1945).DVDRip.DivX4.avi

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