Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

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domingo, 18 de julho de 2010

395. HEAVEN AND EARTH MAGIC (1962)

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Heaven and Earth Magic (also called Number 12, The Magic Feature, or Heaven and Earth Magic Feature) is an American avant garde feature film made by Harry Everett Smith. Originally released in 1957, it was re-edited several times and the final version was released in 1962. The film primarily uses cut-out-animated photographs.

The 66-minute cut of the film is now available on DVD and VHS from the Harry Smith Archives. It is sometimes screened at one-time cinema events, often with some kind of live music instead of the film's soundtrack (which consists solely of sound effects).

This film is screened at John Zorn's Essential Cinema concerts, where a group of musicians perform behind the film. In the liner notes to Naked City's "Heretic" album it says "This record is dedicated to Harry Smith. Mystical Animator, Pioneer Ethnomusicologist, Hermetic Scholar, Creator of Heave + Earth Magic, one of the greatest films of all time."

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Heaven.And.Earth.Magic.(1962).mpg

394. VIVER A VIDA (1962)

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Viver a Vida é a primeira das obras-primas de Jean-Luc Godard na maturidade. Um relato episódico da curta vida de uma jovem prostituta (Anna Karina). Mantendo sua característica, Godard, neste filme cria uma atmosfera analítica e sensual, conseguindo resgatar uma beleza gélida e austera. Os primeiros pontos referenciais impressos nesta produção são: a rigorosa espiritualidade dos cineastas Carl Theodor Dreyer e Robert Bresson, e a sensibilidade esquecida do cinema mudo. Essas influências aparecem de maneira marcante, na sequência em que a nossa protagonista (Anna Karina) antevê seu trágico futuro, nas cenas do clássico mudo de Dreyer, O Martírio de Joana D´Arc.

Premiações
Vencedor de dois Premios no Festival de Veneza em 1962, Pasinetti Award e Special Jury Prize indicado ainda ao Leão de Ouro.

Crítica
Vivre Sa Vie é considerado por muitos como a obra-prima de Godard. É de facto um dos seus filmes mais poderosos, por ser dos filmes mais despojados de efeitos, de jogos e de experiências. Um filme profundamente iconoclasta, mas extremamente sóbrio. Apesar da nudez feminina, não há aqui a exploração do corpo da mulher como haverá com Bardot em Le Mepris. Apesar do final da personagem principal, não há aqui uma tendência para a dramatização da vida. Tudo é feito com naturalismo, como se a água do rio corresse para o mar, calmamente, sabendo que lá chegando, se perderia na imensidão do oceano, mas, mesmo assim, não se importante, continuando a sua longa viagem.

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Vivre.sa.vie.(aka.My.Life.to.Live).(1962).BDRip.XviD-KG.avi

Legenda (resync e correção ortográfica by.alsena)
Vivre.sa.vie.(aka.My.Life.to.Live).(1962).BDRip.XviD-KG.ptbr.srt
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393. O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE ? (1962)

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Numa mansão de Hollywood vivem Jane Hudson (Bette Davis) e sua irmã Blanche (Joan Crawford). Jane foi uma famosa atriz-mirim e hoje vive em decadência; Blanche é obrigada a suportá-la por estar em uma cadeira de rodas por conta de um acidente trágico. Ambas convivem de forma triste uma vida de mágoas, ressentimentos e inveja - principalmente Baby Jane, que não aceita o fato de não ser mais um sucesso.

Premiações
*Oscar (1963)
-Vencedor na categoria de melhor figurino
-Indicado nas categorias de melhor ator coadjuvante (Victor Buono),melhor atriz (Bette Davis),melhor fotografia em branco-e-preto (Ernest Haller) e melhor som.
*BAFTA (1964)
-Indicado na categoria melhor atriz estrangeira (Bette Davis e Joan Crawford)
*Festival de Cannes (1963)
-Indicado à Palma de Ouro
*Globo de Ouro (1963)
-Indicado nas categorias de melhor atriz dramática (Bette Davis) e melhor ator coadjuvante (Victor Buono).

Curiosidades
-O astro do rock, Alice Cooper, disse que se inspirou para fazer a maquiagem que usava nos shows dos anos 70, na de Bette Davis quando ela interpretara Baby Jane.
-Bette Davis mandou instalar uma máquina de Coca-Cola no cenário de Baby Jane para irritar Crawford, viúva do dono da Pepsi. Como vingança, Crawford colocava pesos nos bolsos antes das cenas em que Davis a tinha de arrastar pelo chão.
-Há rumores que Joan teria uma suposta "quedinha" por Davis. Crawford havia enviado uma cigarreira de prata para Bette. Quando esta recebera tal presente, ficou enfurecida e o jogou contra a parede.
-Bette Davis não admitia o modo pelo qual Joan teria se tornado uma estrela de Hollywood. Segundo ela, "Joan Crawford teria dormido com todos astros da MGM, exceto a Lassie".
-O Que Terá Acontecido com Baby Jane sofreu influência de outros filmes clássicos, tais como: Psycho (a estrutura interna da casa, a filmagem em preto-e-branco propositalmente, o passarinho na gaiola) e Crepúsculo dos Deuses (a ânsia de uma estrela de cinema voltar ao estrelato depois de envelhecida e esquecida).

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What.Ever.Happened.to.Baby.Jane.(1962).SE.DVDRip.XviD-UnSeeN.avi

Legenda (resync e correção ortográfica by.alsena)
What.Ever.Happened.to.Baby.Jane.(1962).SE.DVDRip.XviD-UnSeeN.ptbr.srt
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392. O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA (1962)

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A cidade de Shinbone, no Velho Oeste, recebe a visita de Ransom Stoddard (James Stewart), um senador que foi para o funeral de Tom Doniphon (John Wayne), um desconhecido vaqueiro do qual era muito amigo. Ao ser entrevistado por um repórter sobre o que fazia na cidade, Ransom começa a contar que sua fama começou quando ainda era um advogado recém-formado e Liberty Valance (Lee Marvin) matou um perigoso bandoleiro. Em flashback é narrado todo este período de sua vida.

Crítica
"O Homem Que Matou o Facínora" é, sem dúvida, um dos clássicos filmes de faroeste. Realizado pelo grande cineasta John Ford, representa um marco no gênero, na medida em que mostra a passagem de um Oeste selvagem para um estado de ordem e lei.
O trabalho de Ford é consistentemente muito bom, embora a primeira meia-hora seja certamente a melhor. "O Homem Que Matou o Facínora" apresenta, ainda, um ótimo roteiro, uma bela trilha sonora e excelentes interpretações. Juntar num mesmo faroeste John Ford, John Wayne, James Stewart e Lee Marvin só poderia resultar num filme de qualidade.
A trama brinda o espectador com grandes momentos de suspense e emoção.

Premiações
Indicado ao Oscar de Melhor Figurino em 1963

Curiosidades
- O filme foi feito em preto e branco para diminuir os custos. Além disso os atores interpretariam personagens 30 anos mais jovens do que realmente eram, e a fotografia colorida mostraria com mais nitidez.
- Nos cartazes de promoção, o nome de James Stewart aparece em cima nos créditos, mas no filme mesmo, o de John Wayne aparece antes.
- Último filme de John Ford em preto e branco.
- Último filme de Stuart Holmes.

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The.Man.Who.Shot.Liberty.Valance.(1962).B&W.DVDRip.DivX5.avi

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The.Man.Who.Shot.Liberty.Valance.(1962).B&W.DVDRip.DivX5.ptbr.srt
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391. O PAGADOR DE PROMESSAS (1962)

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Zé do Burro (Leonardo Villar) e sua mulher Rosa (Glória Menezes) vivem em uma pequena propriedade a 42 quilômetros de Salvador. Um dia, o burro de estimação de Zé é atingido por um raio e ele acaba indo a um terreiro de candomblé, onde faz uma promessa a Santa Bárbara para salvar o animal. Com o restabelecimento do bicho, Zé põe-se a cumprir a promessa e doa metade de seu sítio, para depois começar uma caminhada rumo a Salvador, carregando nas costas uma imensa cruz de madeira. Mas a via crucis de Zé ainda se torna mais angustiante ao ver sua mulher se engraçar com o cafetão Bonitão (Geraldo Del Rey) e ao encontrar a resistência ferrenha do padre Olavo (Dionísio Azevedo) a negar-lhe a entrada em sua igreja, pela razão de Zé haver feito sua promessa em um terreiro de macumba.

Curiosidades
* O pagador de promessas foi o primeiro (e até agora o único) filme brasileiro a ser premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
* O diretor Anselmo Duarte e a equipe do filme foram recebidos com um desfile público em carro aberto, ao desembarcar no Brasil após o recebimento do prêmio em Cannes.
* Conforme contou no programa de Jô Soares, Anselmo Duarte foi homenageado em sua terra natal e, dentre as honrarias, havia o discurso de um famoso político local. No decorrer do discurso, o político insistia em pronunciar o nome de "Anselmo" como "Ansérmo", o que causava risos nos presentes. Percebendo a reação, o político disse que falava a liguagem do povo, mas que também se expressava na linguagem culta. Logo em seguida, tentou corrigir o erro, mas acabou por dizer "Ansérmo Dualte".
* Mais de vinte anos mais tarde, Gomes adaptou sua própria obra para a Rede Globo, no formato de minissérie. Esta versão foi, no entanto, censurada a pedido dos patrocinadores, que não teriam gostado das menções positivas feitas à reforma agrária.

Premiações e Indicações
*Oscar 1963 (EUA)
Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
*Festival de Cannes 1962 (França)
Ganhou a Palma de Ouro.
*Festival de Cartagena 1962 (Colômbia)
Ganhou o Prêmio Especial do Júri.
*San Francisco International Film Festival 1962 (EUA)
Ganhou o Prêmio Golden Gate nas categorias de Melhor Filme e Melhor Trilha Sonora.

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O.Pagador.De.Promessas.(1962).DVDRip.XviD.cd1.avi
O.Pagador.De.Promessas.(1962).DVDRip.XviD.cd2.avi

390. LOLITA (1962)

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Adaptação do romance homônimo de Vladimir Nabokov, "Lolita" narra a trágica história de Humbert, um homem de meia-idade, erudito professor universitário britânico, que vai trabalhar nos Estados Unidos e lá fica tão obcecado por uma ninfeta de 14 anos, chamada Lolita, tornando-se ela sua paixão e obsessão. O professor Humbert Humbert vê a garota pela primeira vez tomando sol de maiô. Como num conto de fadas, Kubrick cria, então, um caso de amor entre o príncipe Humbert, a princesa Lolita, e a bruxa má, a mãe da menina, que está sempre perto pra atrapalhar. No desespero da paixão, Humbert decide se casar com a mãe da garota para se aproximar da filha, porém, quando a esposa morre atropelada ele acredita ser o momento adequado para seduzir a enteada, mas algo acontece que pode prejudicar seus planos.

Curiosidades
- Laurence Olivier, Noel Coward e David Nivem foram considerados para o papel de Humbert.
- Tuesday Weld foi considerada para o papel título.
- Errol Flynn também foi considerado para o papel de Humbert, mas acabou morrendo antes.
- Sue Lyon foi considerada para o papel em parte devido ao tamanho de seus seios, já que os censores não permitiriam uma garota tão infantilizada.
- A Lolita do livro tinha 12 anos, no filme tem 14.
- Quase 800 garotas fizeram o teste para seleção da personagem Lolita.
- Cary Grant ficou indignado com o convite para o filme.
- Este foi o primeiro filme de Stanley Kubrick produzido de forma independente, na Inglaterra.
- Primeiro filme de Ed Bishop.
- No romance, Lolita é uma morena, no filme loira.
- Rumores indicam que o livro de Vladimir Nabokov foi baseado na história real de Charles Chaplin e sua segunda esposa, Lita Grey, mais conhecida como Lolita.

Premiação
- Indicação ao Oscar de Roteiro Adaptado.

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Lolita.(1962).DVDRip.AC3.XviD.cd1-OS.iLUMiNADOS.avi
Lolita.(1962).DVDRip.AC3.XviD.cd2-OS.iLUMiNADOS.avi

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389. SOB O DOMÍNIO DO MAL (1962)

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Raymond Shaw (Laurence Harvey) é um militar americano que, ao retornar da Guerra da Coréia, recebe as mais altas homenagens pelos seus atos de heroísmo. Mas em seu pelotão há incerteza de como tais atos de bravura foram cometidos e quando Bennett Marco (Frank Sinatra), seu oficial comandante e outro soldado começam a ter freqüentes pesadelos relacionados com a Coréia, eles chegam à conclusão de que todo o pelotão foi submetido à uma lavagem cerebral e que o "herói" era na verdade um soldado, que tinha sido programado como assassino sem sentimento de culpa ou lembrança do seu crime (dois soldados mortos do seu batalhão na verdade tinham sido mortos pelo "herói", quando a ordem de matar foi dada a ele), tendo se tornado apenas uma peça controlada pelos inimigos. Após seu retorno ao serviço, Raymond deixa ser excessivamente protegido por sua mãe (Angela Lansbury) e o marido dela, o senador John Iselin (James Gregory), que é dominado por uma orientação fascista. Raymond vai trabalhar como jornalista, mas quando seu controlador o contata através de um código, ele se torna um robô sem nenhum sentimento de culpa ou lembrança do seu crime, e sua primeira vítima é o editor de uma coluna liberal. Raymond agora está casado e recebe ordem de matar sua esposa e seu sogro, um senador liberal. Mas quando a lavagem cerebral deixa de atuar em Bennett, ele consegue determinar como Raymond é controlado e passa a buscar os autores de todo o plano.

Premiações
- Recebeu 2 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Atriz Coadjuvante (Angela Lansbury) e Melhor Edição.
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Angela Lansbury).

Curiosidades
- Ainda antes do início das filmagens, Frank Sinatra tentou fazer com que a atriz Lucille Ball fosse contratada para interpretar a personagem Sra. Iselin, que terminou ficando com Angela Lansbury.
- Durante as filmagens de Sob o Domínio do Mal, Frank Sinatra chegou a quebrar um dos dedos da mão, ao realizar a cena de luta com o ator Henry Silva.
- Apesar de no filme interpretar a mãe do personagem de Laurence Harvey, a atriz Angela Lansbury é apenas 3 anos mais velha que Harvey.
- Em vários momentos do filme aparecem referências ao presidente americano Abraham Lincoln, em alusão ao seu assassinato.
- Refilmado como Sob o Domínio do Mal (2004).

Crítica
"Na época do lançamento de Sob o Domínio do Mal, a Guerra Fria ainda pairava como uma ameaça sobre o mundo. O conflito ideológico entre o capitalismo e o comunismo começava a se recuperar da paranóia do McCarthysmo, mesmo que estivesse longe de acabar, como ficou comprovado com a crise dos mísseis de Cuba. Durante esse período, incontáveis produções chegaram ao cinema tratando do tema das mais diversas formas. Algumas se perderam em mera propaganda, outras funcionaram para a sua época e, ainda, houve as que conseguiram resistir ao cruel critério do tempo. Sob o Domínio do Mal encaixa-se nessa última categoria.

A trama tem início em 1952, na Guerra da Coréia. Um batalhão de soldados americanos é capturado e sofre uma espécie de lavagem cerebral por especialistas russos. Quando retornam, o sargento Raymond Shaw é agraciado com a medalha de honra. No entanto, um dos integrantes do batalhão começa a ter sonhos estranhos, desconfiando que há algo errado com Shaw e que ele está sendo manipulado por comunistas para cometer algum crime que pode desestabilizar o país.

Sob o Domínio do Mal é, provavelmente, o melhor filme realizado pelo falecido Franhenheimer. É uma produção praticamente impecável, onde todas as peças se encaixam de forma exemplar. Possui um roteiro surpreendente, que combina consciência política com desenvolvimento dos personagens, boas atuações e uma direção incrivelmente segura, que mantém a tensão e o ritmo até a conclusão da obra.

As qualidades do filme podem ser percebidas logo em seu início. Os primeiros quinze minutos de Sob o Domínio do Mal já funcionam como uma porrada no espectador e parecem não ter perdido seu impacto ao longo dos anos. Em um interessantíssimo trabalho de edição e direção, o espectador acompanha o batalhão sendo apresentado diante do grupo responsável pelo plano. No entanto, os soldados acreditam estar diante de um grupo de jardineiras, fato que Franhenheimer captura com brilhantismo, ao intercalar imagens de senhoras com as dos homens que os capturaram. Além disso, os dois assassinatos ocorridos logo nesses primeiros minutos demonstram coragem por parte de Frankenheimer e do roteirista George Axelrod, deixando bem claro que Sob o Domínio do Mal não será um filme covarde; pelo contrário, terá muito a oferecer.

Talvez mais satisfatório do que acompanhar essas primeiras cenas é perceber que a obra não perde sua qualidade e ritmo até o “The End” surgir na tela. Em uma época onde ainda era dada importância à história, é do roteiro de Axelrod que vem grande parte da força do filme. Seu grande mérito é conseguir equilibrar de forma magistral o desenvolvimento de cada personagem com as surpresas da trama. Outrossim, Axelrod não deixa de fora os comentários acerca do cenário político do momento, ganhando mais alguns pontos pela ousadia. Não obstante as referências diretas à Guerra Fria e ao comunismo – talvez aí more a maior surpresa de Sob o Domínio do Mal – o filme não parece datado visto hoje em dia. Esse fato pode ser atribuído ao restante das qualidades da obra, que conseguem superar o problema de a história ser característica de uma determinada época. Isso porque, mais do que um filme-símbolo de um tempo, Sob o Domínio do Mal é, pura e simplesmente, Cinema em sua melhor forma.

Como todo grande filme, Sob o Domínio do Mal apóia-se no tripé direção/roteiro/atuações. Se os dois primeiros já foram comentados aqui, é fundamental oferecer algumas linhas ao trabalho do elenco. Nesse sentido, o grande destaque é, indiscutivelmente, a brilhante performance de Angela Lansbury. Aproveitando-se do rico material em mãos, Lansbury constrói uma personagem fascinante na figura da mãe de Raymond Shaw. Manipuladora e altamente perigosa, ela não hesita em utilizar seu próprio filho para atingir os objetivos. Lansbury incorpora a sra. Iselin de forma magnífica, transformando-a em um personagem digno de entrar na galeria dos maiores vilões da Sétima Arte.

Mas se Lansbury é o destaque, o restante do elenco segue logo atrás. Laurence Harvey parece, no início, ser um ator inexpressivo, incapaz de assumir um papel de tamanha importância. No entanto, no decorrer da obra, Harvey vai crescendo, demonstrando sutileza e talento em momentos importantes, como na conversa que tem com Sinatra. O cantor, aliás, é outro que se sai bem, mostrando a dualidade de seu personagem, que tenta manter-se centrado na solução do problema ao mesmo tempo em que enfrenta seus problemas relacionados ao que o grupo passou.

Sob o Domínio do Mal apenas não recebe nota máxima por pequenos deslizes por parte de Frankenheimer e Axelrod. Em certos momentos, por exemplo, paira a dúvida a respeito de Shaw estar ou não sob o efeito da hipnose, confundindo o espectador. Da mesma forma, o roteiro passeia por caminhos desnecessários, como a mal explicada inserção da personagem de Janet Leigh ou a cena envolvendo outro soldado do batalhão sofrendo com o sonho que atormenta o personagem de Sinatra. São situações que não comprometem o resultado final, mas também nada acrescentam à trama.

Mesmo tendo se passado mais de quarenta anos de seu lançamento, Sob o Domínio do Mal continua atingindo altos níveis de suspense e tensão, justificando sua alcunha de clássico. Continua uma referência do gênero, tanto que recebeu uma refilmagem em 2004, dirigida por Jonathan Demme e estrelada por Denzel Washington e Meryl Streep. E o fato de a obra de Frankenheimer ser mais lembrada que a nova versão já diz muita coisa."

Silvio Pilau (cineplayers)

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The.Manchurian.Candidate.(1962).SE.DVDRip.AC3.XviD.cd1-WRD.avi
The.Manchurian.Candidate.(1962).SE.DVDRip.AC3.XviD.cd2-WRD.avi

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The.Manchurian.Candidate.(1962).SE.DVDRip.AC3.XviD-WRD.ptbr.srt
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388. O SOL É PARA TODOS (1962)

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Baseado num romance de Harper Lee, To Kill a Mockingbird é um filme de tribunal que apresenta, sob a ótica de duas crianças, preceitos básicos como a ética e a dignidade. Após a Crise de 1929, os habitantes da pacata Maycomb, no Alabama, são na grande maioria pequenos agricultores. Em 1932, vivem ali os irmãos Jem e Scout Finch, órfãos de mãe criados pela babá negra Calpurnia e o pai Atticus Finch, advogado íntegro e respeitado na cidade, que atende gratuitamente aos mais pobres. A infância dividida entre a escola e as fantasias acerca do vizinho, o "malvado" Sr. Radley, cede espaço ao contacto com a discriminação quando seu pai resolve defender o negro Tom Robinson, acusado de ter estuprado uma moça branca. A conservadora cidade se volta contra ele, apesar de a inocência do rapaz ser evidente. Robert Duvall faz uma pequena ponta no papel de Boo Radley, um jovem maltratado pelo pai com um passado misterioso que é motivo de medo e fascínio para os filhos de Atticus. Eles colecionam os pequenos objetos que Boo deposita na árvore em frente a sua casa.

Premiações
*Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Roteiro Adaptado
Oscar de Melhor Ator (Gregory Peck)
Oscar de Melhor Direção de Arte
*Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Gary Cooper (Robert Mulligan)
*Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Gregory Peck)
Prêmio de Melhor Trilha Sonora Original
Prêmio de Melhor Filme a Promover a Paz entre os Povos
*Prêmios David di Donatello, Itália
David de Melhor Ator Estrangeiro (Gregory Peck)

Indicações
*Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Direção (Robert Mulligan)
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Mary Badham)
Oscar de Melhor Trilha Sonora
*Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (Gregory Peck)
*Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Palma de Ouro (Robert Mulligan)
*Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme - Drama
Prêmio de Melhor Direção (Robert Mulligan)

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To.Kill.A.Mockingbird.(1962).DVDRip.DivX.cd1-SMB.avi [699.81 Mb]
To.Kill.A.Mockingbird.(1962).DVDRip.DivX.cd2-SMB.avi [694.14 Mb]

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