Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

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domingo, 17 de julho de 2011

522. O JARDIM DOS FINZI-CONTINI (1970)

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No final dos anos 30, em Ferrara, Itália, os Finzi-Contini são uma das importantes famílias da cidade. São aristocratas, ricos e judeus. Os filhos mais velhos - a bela Micol e o refinado Alberto - sempre reúnem os amigos para disputadas partidas de tênis, além de promover festas muito alegres. Giorgio é um dos amigos da família, apesar de ser um judeu de classe média. Ele está apaixonado por Micol. Mas eis que os italianos fascistas se aliam aos alemães nazistas, dando início à perseguição dos judeus.

Premiações
*Oscar 1972 (EUA)
-Venceu na categoria de Melhor Filme (estrangeiro) (Itália).
-Indicado na categoria de Melhor Roteiro (adaptado).
*BAFTA 1973 (Reino Unido)
-Recebeu o Prêmio UN.
-Indicado na categoria de Melhor Fotografia.
*Festival de Berlim 1971 (Alemanha)
-Recebeu o Urso de Ouro (Melhor Filme) e o Prêmio Interfilm - Prêmio de Cinema Otto Dibelius.
*Prêmio David di Donatello 1971 (Itália)
-Venceu na categoria de Melhor Filme e recebeu um Prêmio David especial.

Críticas
"A perseguição sob o fascismo de uma família de judeus cujos sonhos e esperanças são carregados pela tempestade antissemita. Do belo romance de Bassani, o filme consegue reconstituir a atmosfera às vezes singular e cativante. São sensíveis aqueles que observam de longe a vida de uma família judia muito aristocrata retraída entre seus vastos domínios e que, os anos passando, terminam por se aproximar, sem verdadeiramente reduzir, a distância daquela sociedade."
"O filme não é verdadeiramente um quadro da sociedade italiana de 1929 até 1943, nem uma evocação do meio judeu de Ferrara, mesmo que não faltem as cenas saborosas ou trágicas. Ele sugere, sobretudo, isso que poderia ter sido a cultura refinada e discreta dessa elite judia que a Europa do século XIX admitiu pouco a pouco e que ela em seguida quis exterminar. A personagem de Micol, moderna e impenetrável, é de uma grande poesia."
"marcou o retorno internacional de um diretor que nunca tinha deixado de trabalhar, mas cuja fama tinha decaído desde os tempos de obras-primas neo-realistas como Umberto D (1952)”. “Estilisticamente, o filme não é nenhuma obra-prima. Mas ganha vida nos momentos em que De Sica gruda sua câmara em closes de suas estrelas fascinantes (Dominique Sanda e Helmut Berger, especialmente) para observar o dardejar furtivo de seus olhos nobremente expressivos. O Jardim dos Finzi-Contini é uma parábola aguda e tocante sobre a relação entre os dramas pessoais e políticos, privados e públicos. O drama social que invade a história torna as palpitações românticas por vezes insignificantes, desesperadas, absurdas e pungentes."

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Il.Giardino.Dei.Finzi-Contini.(1970).DVDRip.XviD.avi


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sábado, 28 de novembro de 2009

251. UMBERTO D. (1952)

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Itália, início dos anos 50. Enquanto a economia do país renasce das ruínas da Segunda Guerra, os idosos sofrem com as suas miseráveis aposentadorias. Em Roma, Umberto Domenico Ferrari, um funcionário público aposentado, é ameaçado de despejo por não conseguir pagar o aluguel. Na companhia de seu único amigo, o cachorrinho Flike, Umberto vaga pelas ruas, buscando apenas um objetivo: viver com dignidade.

Premiações
De Sica levou 3 prêmios de Melhor Direção.O Filme foi indicado para o Grande Prêmio do Festival de Cannes e ainda indicado ao Oscar de Melhor Roteiro.

Crítica
Umberto D. é um clássico sobre o drama do abandono na velhice, marcando o apogeu da parceria entre o mestre Vittorio De Sica e o roteirista Cesare Zavattini, a dupla responsável por obras-primas do neo-realismo italiano, como Ladrões de Bicicleta, Milagre em Milão e Vítimas da Tormenta.

História sensível e comovente em um clássico europeu de personagens fortes e marcantes.Considerado o grande filme de Vittorio de Sica ao lado de Ladrões de Bicicletas (embora bem menos popular do que este último), Umberto D. conta, em sua narrativa, os problemas enfrentados por um senhor aposentado em uma Itália afundada na crise econômica. Apesar de possibilitar várias leituras, considerando os contextos políticos (governo irresponsável), sociais (crise de emprego) e até mesmo geográficos (Itália pós-guerra), a minha preferida é a mais óbvia, e é a leitura que vem da enorme sensibilidade da história. Umberto D. faz de tudo para sobreviver (dê uma ênfase ao prefixo “sobre”), e acompanhar sua jornada é simplesmente emocionante.
Apesar de se passar na Itália em um período específico da história daquele país (o pós-Guerra, quando a inflação devorava rapidamente o dinheiro do povo), a situação de Umberto Ferrari é atemporal e, também, poderia se passar em qualquer país. Desde os problemas comuns e mais abrangentes como o abandono dos idosos, governo irresponsável, arrogância dos ricos para com os pobres; até situações mais pessoais, como a solidão e a tristeza. O filme funciona como um prato-cheio de emoções tristes. Não há como não torcer para que Umberto encontre um final feliz. Mas, ao fazer isso, o espectador sabe que pode estar se enganando: como terminar bem com um cenário tão ruim ao seu redor?
Umberto tem apenas duas coisas com quem contar: seu cachorro (que acabaria por ser o responsável por um dos finais mais arrebatadores, em minha opinião, do cinema da década de 1950) e a empregada da pensão, uma jovem grávida que possui seus próprios problemas e, por isso talvez, entenda os problemas de Umberto muito bem. Todos os outros personagens significam adversidade: desde a dona da pensão até os velhos amigos que não querem (ou não podem) ajudar Umberto financeiramente. Por conta das adversidades, Umberto nem sempre consegue ser um personagem moralmente estável. Quando a necessidade aperta, ele é capaz de tomar decisões bastante desumanas, o que torna seu personagem completo e real, acima de tudo.
À época de seu lançamento, o filme foi um fracasso de crítica e de público. Talvez este não tenha gostado de assistir a uma história tão deprimente, sendo que o mundo ainda reconstruía-se depois da guerra. Hoje o filme é revisitado por críticos e cinéfilos e reverenciado como um ótimo exemplo de cinema, o que pode ser visto como uma atitude bem merecida. De Sicca conseguiu criar um filme cheio de complexidades que se mantém simples em sua essência, atingindo quaisquer objetivos que o diretor tenha almejado com total eficiência.
Tecnicamente belo, o trabalho do diretor italiano encontra-se situado em um momento de transformação do cinema. O filme encontra resquícios do cinema clássico, do expressionismo (longas sombras projetadas), mas serve para apresentar, de certa forma, o novo cinema, o cinema que ficaria famoso em Fellini, principalmente por este também ser italiano, e Antonioni. O cinema sendo utilizado como crítica social e política, mais do que nunca.
Agora, independente da técnica utilizada, o filme deixa sua marca na história do cinema é pela sua belíssima história. Como comentei lá no começo desta matéria, Umberto D. possui personagens muito fortes (mesmo o cãozinho tem grande importância e significado) e humanos, capazes de realizarem boas e más ações, geralmente com boas intenções (e por isso não há personagens estereotipados). Permanece aqui, então, a recomendação de mais um clássico do cinema europeu, tão ou mais valoroso que o popular Ladrões de Bicicletas.
Por Alexandre Koball, 02/10/2007

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(Legenda e info by Cris bsb do MKO)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

201. LADRÕES DE BICICLETA (1948)

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A história se passa logo após a Segunda Grande Guerra, com a Itália destruída e o povo passando necessidade. Ricci (Lamberto Maggiorani) consegue um emprego após muita espera. Só que esse emprego, de colador cartazes na rua, lhe pedia como obrigação uma bicicleta. Ricci e sua mulher Maria (Lianella Carell) conseguem um dinheiro para uma, possibilitando que ele realize o seu trabalho. Há também o menino Bruno (Enzo Staiola), filho do casal. Fascinado por bicicletas, o menino cai de cabeça com o pai na busca pela bicicleta que lhes foi roubada, quando Ricci trabalhava apenas em seu primeiro dia.

Premiações
* Locarno International Film Festival, Switzerland: Special Prize of the Jury, Vittorio De Sica; 1949.
* National Board of Review: NBR Award, Best Director, Vittorio De Sica; Best Film (Any Language), Italy; 1949.
* New York Film Critics Circle Awards: NYFCC Award, Best Foreign Language Film, Italy; 1949.
* Academy Awards: Honorary Award, Italy. Voted by the Academy Board of Governors as the most outstanding foreign language film released in the United States during 1949; 1950.
* Bucharest Film Festival: Golden Wolf for Best Film; 1950.
* British Academy of Film and Television Arts: BAFTA Film Award, Best Film from any Source; 1950.
* Bodil Awards, Copenhagen, Denmark: Bodil, Best European Film (Bedste europæiske film), Vittorio De Sica; 1950.
* Golden Globes: Golden Globe, Best Foreign Film, Italy; 1950.
* Cinema Writers Circle Awards, Spain: CEC Award, Best Foreign Film (Mejor Película Extranjera), Italy; 1951.
* Kinema Junpo Awards, Tokyo, Japan: Kinema Junpo Award, Best Foreign Language Film, Vittorio De Sica; 1951.
* Best Cinematography (Migliore Fotografia), Carlo Montuori.
* Best Director (Migliore Regia), Vittorio De Sica.
* Best Film (Miglior Film a Soggetto).
* Best Score (Miglior Commento Musicale), Alessandro Cicognini.
* Best Screenplay (Migliore Sceneggiatura), Cesare Zavattini, Vittorio De Sica, Suso Cecchi d'Amico, Oreste Biancoli, Adolfo Franci, and Gerardo Guerrieri.
* Best Story (Miglior Soggetto), Cesare Zavattini.
* Academy Awards: Oscar, Best Writing, Screenplay, Cesare Zavattini; 1950.

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Bicycle.Thieves.(1948).CRiTERiON.DVDRip.XviD-[fb].avi

Legenda (sync by.alsena)
Bicycle.Thieves.(1948).CRiTERiON.DVDRip.XviD-[fb].srt

"Este é um dos meus filmes favoritos, simplesmente inesquecível e apaixonante a dura realidade do pós guerra transformada em poesia por isso busquei a melhor ripagem para que todos possam apreciar, só fui conhecer através do compartilhamento me foi indicado por uma grande amiga a gatíssima do eDonkers, este ripe não tem legendas em inglês forçadas, aproveitem"