Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

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sábado, 10 de abril de 2010

314. OS DEZ MANDAMENTOS (1956)

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A vida de Moisés (Charlton Heston) é retratada neste longa desde o seu nascimento, quando é colocado em um cesto nas águas do Rio Nilo e a princesa egípcia Bithiah o encontra e resolve criá-lo como príncipe. Quando Moisés descobre tudo sobre sua origem, ele dedicará sua vida a libertar escravos e conduzí-los à Terra Prometida.
Em 1923, Cecil B. DeMille espantou os espectadores com o clássico do cinema mudo Os Dez Mandamentos. Trinta e três anos depois, em 1956, DeMille refez este épico como uma das maiores realizações de todos os tempos. Com um elenco de grandes estrelas, paisagens maravilhosas e revolucionário formato Vista Vision, a versão de Os Dez Mandamentos de 1956 foi um dos maiores espetáculos já apresentados no cinema e um aclamado triunfo da legendária carreira do famoso diretor.

Premiações
- Ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, além de ter sido indicado em outras 6 categorias: Melhor Filme, Melhor Direção de Arte, Melhor Som, Melhor Edição, Melhor Fotografia à Cores e Melhor Figurino à Cores.

- Charlton Herston foi indicado ao prêmio de Melhor Ator de Filme Dramático, no Globo de Ouro (1957).

- Yul Brynner ganhou o prêmio de Melhor Ator, da National Board of Review (1956).

- Foi adicionado ao National Film Preservation Board (EUA), em 1999.

Curiosidades
- O diretor Cecil B. DeMille sofreu um ataque cardíaco durante as filmagens de Os Dez Mandamentos. O diretor ficou alguns dias afastados dos sets de filmagens, mas logo retornou ao trabalho, contrariando as ordens dos médicos.

- A primeira escolha do diretor para interpretar o papel de Moisés em Os Dez Mandamentos foi o ator William Boyd, que terminou recusando o papel e abrindo espaço para a contratação de Charlton Heston.

- A escolha inicial de DeMille para o papel de Nefretiri foi a atriz Audrey Hepburn. Porém, em virtude do seu perfil corporal pouco voluptuoso para as exigências do papel, a atriz Anne Baxter foi contratada em seu lugar.

- A atriz Nina Foch, que interpretou o papel de Bitia (a mãe egípcia de Moisés), é na verdade um ano mais nova que Charlton Heston, que interpretou Moisés.

- Os custos de produção de "Os Dez Mandamentos" foram de 13,5 milhões de dólares, um verdadeiro absurdo para a época, mas que deu um retorno à altura: o filme rendeu mais de 80 milhões e faturou um merecido Oscar de efeitos especiais, sendo ainda indicado em mais seis categorias.

- A imagem sempre exibida no início dos filmes da Paramount, uma montanha com um céu azul ao fundo, neste épico de DeMille é substituída pela imagem do Monte Sinal envolto num céu de cor vermelha.

- Para criar no filme o efeito da tempestade de areia, o diretor Cecil B. DeMille pediu emprestado à Força Aérea Egípcia uma máquina especial, destinada a criar ventanias.

- O ator H.B. Warner, velho amigo de Cecil B. DeMille e que faz o papel de Jesus Cristo no filme "The King of Kings" (1925), tem em Os Dez Mandamentos seu último papel com falas no cinema. Warner no filme interpreta um senhor de idade que pede para morrer, durante a sequência do êxodo dos hebreus pelo deserto.

- Inicialmente, o responsável pela música de Os Dez Mandamentos seria Victor Young, que trabalhava com Cecil B. DeMille desde 1940. Entretanto, Young não pôde aceitar o convite para este novo trabalho, devido a motivos de saúde, o que abriu espaço para a contratação de Elmer Bernstein.

- A voz de Deus na seqüência da sarça ardente é a própria voz de Charlton Herston, numa mixagem um pouco mais grave e em rotação um pouco mais lenta. A voz do ator foi gravada numa capela de mármore em Santa Ana, Carolina. A voz de Deus dando os Dez Mandamentos é um coro de várias vozes masculinas, incluindo as dos próprios Herston e DeMille, que foram gravadas e mixadas eletronicamente. Consta que, dada a tecnologia da época, este foi um processo bastante lento e dificultoso quanto à sua execução.

- Os Dez Mandamentos é a refilmagem do filme de mesmo nome lançado em 1923 e dirigido também por Cecil B. DeMille. Além disto, esta 2ª versão do diretor inspirou o longa de animação O Príncipe do Egito, lançado 42 anos depois.

Crítica
Era batata: durante toda a minha infância, na época da Semana Santa, era obrigatória uma sessão de Os Dez Mandamentos na casa de alguém, ou na programação da TV durante a madrugada. Isso não quer dizer que, sendo um épico bíblico, o filme esteja (ou seja) restrito apenas a exibições em feriados sacros. Há muito mais do que se possa imaginar neste longa-metragem. E como bem se sabe, seu diretor e produtor, Cecil B. DeMille, nunca foi conhecido pela fidelidade nas suas adaptações de histórias religiosas, e sim por transformar simples passagens em verdadeiros espetáculos visuais. Por sua tendência natural ao maniqueísmo e pelo teor moralista, muita gente acusava as produções de DeMille de “alienadas” ou “rasas”. Mas a verdade é que, em um momento crítico para o cinema (ameaçado, na metade do século XX, pela concorrência da televisão), épicos como este ajudaram a perpetuar o glamour e a própria sobrevivência da indústria cinematográfica.

Filmes como Os Dez Mandamentos foram feitos para “encher” os olhos da platéia. Graças a DeMille e seus imitadores, comparecer ao cinema tornou-se uma espécie de ritual, onde o sagrado e o profano misturavam-se com uma sutileza impecável. Sem dúvidas, Os Dez Mandamentos representa a maior contribuição de DeMille ao gênero épico bíblico. Refilmagem apoteótica - carnavalesca, até - da aventura homônima de 1923 (também dirigida pelo próprio DeMille), o filme conta a história da vida de Moisés, desde recém-nascido, quando foi colocado nas águas em um cesto e acabou sendo adotado por uma princesa egípcia. Depois de anos e após ter as suas origens hebraicas reveladas pelo invejoso Ramsés (Yul Brynner, sensacional), é expulso da corte egípcia, torna-se escravo e, após anos de peregrinação no deserto, torna-se o líder político e espiritual de seu povo.

À frente do elenco, o astro que redefiniu o conceito de herói épico a partir da década de 1950, Charlton Heston. O filme custou absurdos 13,5 milhões de dólares, mas a ousadia foi recompensada: a epopéia do herói Moisés rendeu mais de 80 milhões e faturou um merecido Oscar de efeitos especiais, sendo ainda indicado em mais seis categorias. Independente da religião, Os Dez Mandamentos é um filme pra ser apreciado por todos. São quase 4 horas de puro entretenimento histórico. Grandioso e esplêndido, colorido e impressionante, são alguns adjetivos básico que só quem assistiu pode descrever. Uma jornada definitivamente inesquecível. É ver pra crer.

Cena Clássica: A cena da abertura do Mar Vermelho ainda é, sem exagero, impressionante, pelo simples fato de que, naquela época, computação gráfica era coisa de ficção científica distópica. E mesmo hoje, 50 anos depois de seu lançamento, é impossível não ficar de queixo caído. Ela demora a acontecer, mas a espera compensa.

Fonte


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The.Ten.Commandments.(1956).(Dual.PTBR.ENG).DVDRip.XviD-by.cinefila.avi

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

313. ALTA SOCIEDADE (1956)

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C.K. Dexter-Haven (Bing Crosby), um bem-sucedido músico do jazz, mora numa mansão ao lado da propriedade da família de sua ex-esposa, Tracy Lord (Grace Kelly). Ela está a ponto de se casar com um homem muito mais seguro e responsável que Dex, que ainda tenta reconquistá-la. Mike Connor (Frank Sinatra), um repórter de tablóide disfarçado, também se apaixona por Tracy enquanto faz a cobertura da cerimônia de casamento para a Spy Magazine. Tracy, então, precisa escolher entre os três homens.

Curiosidade
Uma atualização em forma de musical da comédia romântica Núpcias de Um Escândalo de George Cukor (The Philadelphia Story)

Indicado ao Oscar de melhor canção original (Cole Porter, for the song "True Love") e melhor Trlha Sonora (Johnny Green, Saul Chaplin) em 1957

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High.Society.(1956).DVDRip.XviD.avi

Legenda Link Direto (postada por OliviaBiba do MKO, necessita boa correção ortográfica)

sábado, 20 de março de 2010

312. DELÍRIO DE LOUCURA (1956)

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Um professor descobre que está com uma rara inflamação nas artérias e tem poucos meses de vida. Ele concorda, então, em tomar uma droga experimental e começa a se recuperar. Porém, ao abusar na dose do remédio, ele começa a ter reações imprevisíveis.

Crítica
O que será para Nicholas Ray aquilo que ele chama de maior que a vida no título original de Delírio de Loucura (1956)? Será o vício ou o cinema? As forças são irmãs, incontroláveis, incontornáveis, e no entanto cabem num corpo ou numa tela. Acontece que não há a distinção plena entre as duas, e portanto, não há uma resposta. Ray coloca tudo aquilo que move a vida, o cinema e o vício nos mínimos movimentos dos personagens de Delírio de Loucura. Não é a questão de um mundo privado sendo destruído pela droga. Nem da vida a se dar à humilhação de ser menor. O que ocorre, então, é a estruturação de uma história, de certas motivações, de certos caminhos intransponíveis, já que tudo é claramente um vício, uma torrente. Se não há a destruição nestes termos, esta virá pela presença do cinema, que suscita ao filme - e cobra dele - uma história. Nós de cá, eles de lá, sobreviveremos das duas faces da moeda - o vício, o erro, a vida. O que talvez faça dos filmes de Nicholas Ray o próprio cinema, como já o dizia Jean-Luc Godard, seja mesmo sua afecção a um desejo realmente maior, que dá aos seus filmes o ar de perfeição estética, de um cinema com vida própria. Perfeição, entendida em Delírio de Loucura, como a observação constante de que cada gesto de pai (James Mason), mãe (Barbara Rush) e filho (Christopher Olsen) estão lá como uma força hercúlea que só e somente só o cinema compreenderia.

Se em Juventude Transviada (1955) já antevíamos a jaqueta vermelha de James Dean mostrando sua condição indefesa, em Delírio de Loucura, Ray não só a repete como a coloca a vestir uma criança - e ainda coloca o vermelho na cena final, apagando-se na parede do quarto de hospital, como um final da insegurança e da urgência em entender algo maior do que o seu universo infantil. O mundo doméstico que ele vivencia é ainda mais cruel, com motivações bem mais físicas do que as supostas sem causa do filme anterior (já que elas vêm de um emaranhado estudo da condição psicológica das famílias dos personagens de Dean, Nathalie Wood e Sal Mineo). Ao mesmo tempo que não pode separar o cinema do vício, Nicholas Ray não poderá evitar o conflito infinito entre os dois. Um conflito impressionante.

A beleza do filme é se prender neste labirinto: o cinema em Delírio de Loucura se instala porque não há uma morte e com isso ele vai sobreviver cruelmente do vício do Ed Avery de James Mason para se constituir plenamente. A partir do momento que Ed volta para casa, depois de um dia difícil de trabalho na escola e no trabalho secreto numa companhia de táxis, o filme começa a se envenenar. Envenenar pela música que parece descrever a tensão que há nas interpretações, o algo-errado que não passa despercebido, mas que é amplificado. O cinema com vida própria aparece com força um pouco mais à frente, quando Ed volta do hospital, depois do seu esgotamento e da descoberta da doença incurável. Este cinema não vai se preocupar de forma alguma com o sofrimento. Viverá dele, viverá do vício como opção à morte. Sim, porque Delírio de Loucura é, antes de qualquer coisa, um filme que filma uma opção de vida, um impasse decisivo que resultará em outro envenenamento, o de Ed pela cortisona que tornará sua vida (im) possível. Cinema com vida própria, mas um cinema parasita, sem saída, vivendo num dilema que só mesmo sua narrativa sem maiores perspectivas (o final é uma mera e genial farsa que insinuará um novo começo - qualquer cura não será possível nem com a felicidade) solucionará. O filme só acaba porque o cinema não se perdeu no vício, mas se fez junto a ele. Tão junto como a palavra dor está ligada, numa cena impressionante de imagens sobrepostas, ao oposto da palavra cortisona. Forças irmãs, mas antagônicas. Vício e cinema. Vício no cinema. Dor como cura da dor.

Este antagonismo, claro, estará presente no efeito do vício. Ed não será mais, por diversos momentos, aquele insatisfeito que tem nas paredes de casa cartazes com a sua visão do paraíso (diversas cidades italianas que seu pouco dinheiro com certeza não pagaria a viagem). Será um auto-suficiente, paradoxalmente cada vez mais que depende da droga, cada vez mais que o cinema depende do vício e nós do cinema - Ed será um outro; o cinema será mais do que qualquer cinema, ou do que um cinema qualquer. O caminho natural, então, será aquele que ele percorre, o de transformar seu filho num pequeno viciado, numa pequena réplica da perfeição que a droga lhe imprime. Um pequeno igual ao novo e eterno Ed degenerado pela droga. À resistência Ed oporá novas idéias sobre si e sobre todos que estão à sua volta - e também ao seu espaço, o da casa, que parece mudar a iluminação apenas para que suas projeções em sombras tomem conta de todo o lar e o sufoque, como na cena em que ele força o filho a responder uma questão de matemática e sua sombra se projeta na parede como que a engolir tudo. A cada cena, um novo mundo a destruir, um novo modelo de algo a combater e desfigurar e se fazer presente, apossar-se.

Não à toa que Delírio de Loucura talvez seja o filme de Nicholas Ray mais próximo de Douglas Sirk. Há um cuidado muito grande na significação e no uso dos objetos em cena, principalmente os espelhos, e como estes revelam a supremacia de Ed no espaço. Aquela cena em que a esposa de Ed quebra o espelho do banheiro em diversas partes é uma coisa absurda, porque o objeto revelará o futuro da condição do personagem em cada estilhaço partido. Um homem perdido para sempre. Os the end's dos filmes de Nicholas Ray são sempre o momento conciliador do cinema com a vida e com o vício (pela droga ou pela violência - como o Robert Ryan de Cinzas que Queimam). A próxima imagem, depois do final, ficará sempre na nossa memória, porque há a tal batalha infinita, que recomeçará entre estas instâncias. Principalmente porque não há a resposta para o que seria maior do que a vida: se o próprio cinema, se as imagens sobrepostas associando o fim da dor ao começo de uma nova dor, ou se Deus teria seu papel, maior do que tudo, na narrativa. Mas, nas palavras de Ed Avery, "Deus estava errado". Imprima-se, então, a força do delírio, antes e maior do que tudo.
by.Ranieri Brandão

Premiações
Indicado ao Leão de Ouro de Veneza em 1956

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Bigger.Than.Life.(1956).DVDRip.XviD.avi

Legenda (by.nandodejejus e ranieri do MKO)
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segunda-feira, 15 de março de 2010

311. O HOMEM ERRADO (1956)

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Baseado na história verídica de ‘Manny’ (Henry Fonda), um pai de família exemplar que é confundindo com um ladrão e, devido a uma série de equívocos, incriminado em todos os delitos que este último cometeu.

Crítica
...The Wrong Man é uma das obras máximas de Alfred Hitchcock: um exemplo fabuloso de storytelling visual, onde cada plano possui uma beleza e significado fortíssimos, onde cada personagem é estudada com grande inteligência, defendida por excelentes atores, enfim... onde tudo funciona às mil maravilhas. E é também um dos filmes mais "sérios" do mestre, na linha I Confess, com Henry Fonda na pele de Manny Balestrero, um homem de família tipicamente americano (a quem o filho se dirige como "o melhor pai do mundo", como não podia deixar de ser) acusado, por razões inicialmente não perceptíveis, de um crime que não cometeu. O filme abre com Hitchcock, ao fundo, a explicar-nos que a história que vamos ver, contada tal e qual como aconteceu, é mais estranha do que muitas ficções, e os minutos que se seguem provam-nos isso precisamente. Por vezes, essa descrição é utilizada como forma de conferir credibilidade ou, se quisermos, respeitabilidade aos próprios filmes, mas neste caso específico, sabê-lo de antemão confere uma aura de estranho fascínio, até porque se trata de um caso de troca de identidades mais digno de um delírio de David Lynch (como em Lost Highway) e o espectador mal pode esperar por saber como tudo acaba. Seja como for, The Wrong Man não se limita a esperar por esse final (até porque ele, apesar de tudo, acaba por se revelar especialmente banal) mas sim a construir um magnífico filme em seu redor, e afinal de contas, uma obra tipicamente hitchcockiana. Talvez inspirado pela onda neo realista italiana, Hitchcock situa a sua trama num ambiente particularmente sujo, onde cada cenário soa totalmente real, e onde os artifícios luxuosos de Hollywood se escondem para nos dar um ar da verdadeira Nova Iorque da época em que a história teve o seu lugar, ao mesmo tempo que mergulha o filme em tons muito noir. Assim, de cada vez que saímos do bar onde
Manny trabalha como músico, tudo parece sujo, desencantado e demasiado
claustrofóbico. Mas o melhor é que ainda assim, o mestre manteve-se totalmente fiel ao seu cinema, construindo planos e cenas onde a sua marca é bem notória. O melhor exemplo será mesmo uma seqüência onde, sem diálogos, Manny entra pela primeira vez na prisão, e o seu estado de espírito é rapidamente transferido para o espectador, funcionando a sua câmara, como quase sempre, como uma espécie de extensão da mente dos seus protagonistas, talvez de uma forma tão genial que só Vertigo conseguiu igualar. Espantoso é, portanto, como apesar de todo este virtuosismo, The Wrong Man consegue também transformar-se num dos seus filmes mais sentidos e humanos, no sentido mais terno da palavra. Henry Fonda é perfeito a encarar este aparentemente banal ser humano, e o espectador às suas custas parece mais facilmente não só identificar-se como ele como também com as personagens que o rodeiam. Nesse sentido, arrisco mesmo dizer que a relação de Manny com a sua mulher (excelente Vera Miles) é das mais trágicas e incômodas que o cinema alguma vez nos ofereceu. E desse desencanto o realizador não só não se pretende afastar, como acaba mesmo por nos levar com ele - ao que parece, Hitchcock nunca apreciou particularmente a história entre Manny e a sua mulher, mas a verdade é que a partir dela conseguiu alguns dos momentos mais altos da sua filmografia, e como se sabe, isso já é dizer mais do que muito...
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The.Wrong.Man.(1956).DVDRip.XviD-C00LdUdE.avi

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The.Wrong.Man.(1956).DVDRip.XviD-C00LdUdE.srt
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(Postado pelo amigo Parente do MKO)

310. VAMPIROS DE ALMAS (1956)

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Um médico descobre que a pequena cidade em que vive está sob a invasão de alienígenas, que produzem cópias exatas das pessoas para substituí-las.

Curiosidades
- Durante anos Sam Peckinpah, que aparece em uma ponta, reclamou que também tinha trabalhado no desenvolvimento do roteiro, apesar de não ser creditado. Entretanto os que trabalharam no filme declararam que, se Peckinpah fez alguma modificação no roteiro, foi apenas em poucos diálogos.
- As filmagens ocorreram entre 23 de março e 20 de abril de 1955.
- A cena do túnel foi rodada na caverna Bronson em Griffith Park, local que ficou bastante conhecido por ser também o cenário da Batcaverna.
- Em 1979 foi relançado em uma versão com 76 minutos, na qual o estúdio retirou o prólogo e o epílogo com Whit Bissel e Richard Deacon.
- Existe uma versão colorida por computação, lançada pela Republic Pictures.
- Esta é a 1ª de 4 versões do livro de Jack Finney para o cinema. As posteriores foram Invasores de Corpos (1978), Invasores de Corpos (1993) e Invasores (2007).
- O orçamento de Vampiros de Almas foi de US$ 417 mil.
- Apenas US$ 15 mil do orçamento foi utilizado na confecção dos efeitos especiais do filme.

Crítica
Um clássico de 1956,”Vampiros de Almas” começa com o também clássico “Tudo começou assim”. E é incrível que o roteiro consiga criar tanta tensão mesmo com o final revelado de antemão. A grande atuação de Kevin McCarthy consegue liderar um crescendo de paranóia que atinge uma eficiência total. A direção de Don Siegel (”Dirty Harry”) também é responsável pelo ritmo perfeito e pelo tom impecável que é impresso ao filme. Usando de informações breves e diálogos concisos, o roteiro cria uma ficção científica sutil, mas de impacto: a primeira visão dos casulos é repentina, e convence graças a efeitos especiais de primeira.

E é interessantíssimo ver como as discussões filosóficas são tratadas com cuidado, pois são a cerne da profundidade da história. A visão dos “aliens” é totalmente coerente (quem nunca pensou utopicamente num mundo sem religião e ambições?), mostrando que o roteirista não quis facilitar a história e marginalizar, intelectualmente, os vilões. Tanto que são eles que recitam algumas das frases mais brilhantes do filme, que é cheio delas.

“A mente é uma coisa estranha e maravilhosa. Não tenho certeza se ela um dia conseguirá se compreender. Tudo, desde o átomo até o universo, tudo a não ser ela mesma.“

Para completar, a marcante trilha de Carmen Dragon, o ótimo design de som (a cena da fuga é intensificada pela sinistra sirene, que não para de tocar) e as surpresas arrepiantes do roteiro - a cena em que Miles dá o último beijo em Becky é inesquecível, assim como a icônica frase “They’re here!” - são perfeitos. De vez em quando a sacarose lambuza a história demais, mas nada que tire o brilhantismo de uma obra freqüentemente citada - e refilmada - no cinema de ficção científica.
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Invasion.Of.The.Body.Snatchers.(1956).DVDRip.DivX3LM.avi


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Invasion.Of.The.Body.Snatchers.(1956).DVDRip.DivX3LM.srt
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(Postado por dr.strangelove no MKO)

sábado, 13 de março de 2010

309. TUDO O QUE O CÉU PERMITE (1956)

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Cary Scott é uma respeitável viúva da alta classe média, que sente-se frustrada mas reencontra o amor ao se apaixonar por Ron Kirby, seu jardineiro. Apesar de ser 15 anos mais velha e ter um casal de filhos já crescidos, ela decide assumir esta paixão. Entretanto Cary encontra preconceito em vários de seus amigos íntimos e até mesmo nos filhos, que não aceitam que a mãe tenha tal relação.

Crítica
Douglas Sirk será sempre lembrado como o mestre supremo do melodrama. Por cerca de dez anos, realizou uma série de trabalhos para a Universal que lotavam as salas de cinema e que dobravam as vendas de lenços de papel. Eles eram recebidos com frieza pelos críticos da época; hoje, porém, a situação é inversa. Filmes como Sublime Obsessão e Almas Maculadas são menosprezados pelo grande público e laureados por cinéfilos e especialistas do mundo inteiro. A revista francesa Cahiers du Cinéma foi uma das pioneiras a reconhecer a importância de Sirk. Então vieram os elogios de cineastas consagrados. Rainer Werner Fassbinder era o seu mais devoto seguidor; Pedro Almodóvar estudou sua filmografia como uma lição de casa; e Todd Haynes quis copiá-lo uma vez.

Palavras ao Vento é sempre citado como “a obra-prima de Douglas Sirk”. É um belo trabalho, mas meu favorito tende a ser o romântico Tudo o que o Céu Permite, de 1955 (ainda que Imitação da Vida, de 1959, esteja lá, coladinho, quase ocupando a vaga). É mais um daqueles filmes com uma história de amor impossível, com um casal lutando para ficar junto em meio a um ambiente hostil e antagônico, mas tudo filmado com um estilo singular. E que estilo!
Imaginem: uma viúva rica, de boa aparência, na casa dos cinqüenta, mãe de dois filhos adultos, apaixona-se por um jardineiro pobre, quer se casar com ele e viver num velho moinho reformado. Parece a sinopse de alguma telenovela mexicana ou uma produção do tipo que a Regina Duarte estrela a cada dois anos na rede Globo. Pois nas mãos de Douglas Sirk, o roteiro se transforma numa obra de arte. Sem exageros.

A marca registrada do diretor era o visual cafona, com cenários supercoloridos, muito glamour, heróis corretos e vilões exageradamente cruéis, artifício que tentava mascarar críticas severas à sociedade americana do pós-Guerra. Seus temas prediletos eram pauta de discussão política e religiosa: adultério, racismo, luta de classes, alcoolismo, riqueza, sexualidade, etc. O estilo folhetinesco tornava esses assuntos menos chocantes para o público da época e, ao mesmo tempo, tornava-os ainda mais diretos. Quem não fica comovido com Imitação da Vida, por exemplo, em que a empregada negra de uma famosa atriz é repudiada pela própria filha por causa de sua origem étnica? Estava lançada uma proposição contundente à filosofia. Ora, não é isso o que os autores de novela costumam fazer hoje em dia?

O velho moinho que Ron Kirby (Rock Hudson) reforma para morar é a representação simbólica de Cary Scott, interpretada por Jane Wyman. Ela também está velha, ainda que muito bem-conservada, e passa a idéia de ser uma mulher fria, quase assexuada, com relação aos homens ricos que se aproximam, no entanto ela fica mais rejuvenescida — e até mais sensual — após iniciar um romance com seu jardineiro. Daí, como já era aguardado, ela deve enfrentar o olhar reprovador da alta sociedade e a incompreensão dos dois filhos. Todo mundo acha que ela deve, sim, casar-se de novo. Mas com um homem mais jovem e, ainda por cima, um jardineiro pobretão!!? Já é demais...

Cary pensa em ceder. Com enorme sofrimento, ela decide romper seu namoro com Ron e, com isso, recupera o respeito dentro de casa. Mas o que será dela quando seus filhos, que já são praticamente adultos, forem embora? Uma cena em particular, ambientada numa festa de Natal, é a mais memorável do filme, um ponto-chave que definirá o futuro dos personagens.

Tudo o que o Céu Permite foi diversas vezes fruto de releituras. Fassbinder deu um toque mais brutal e realista ao tema com O Medo Devora a Alma, de 1974, ao narrar a história de uma sexagenária que é marginalizada por todos ao se casar com um imigrante marroquino 20 anos mais jovem. Longe do Paraíso, de 2002, do americano Todd Haynes, trouxe à tona a mesma hipocrisia e intolerância racial e foi, de todas, a refilmagem mais próxima do original, ainda que elementos tenham sido modificados ou acrescentados. As duas versões mais modernas são excepcionais também, vale dizer. A conclusão que se chega é a de que Douglas Sirk estave à frente de seu tempo. Rever sua obra é uma experiência prazerosa, excitante.

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All.That.Heaven.Allows.(1955).CRiTERiON.DVDRip.AC3.XviD-C00LdUdE.avi

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All.That.Heaven.Allows.(1955).CRiTERiON.DVDRip.AC3.XviD-C00LdUdE.srt
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sábado, 27 de fevereiro de 2010

308. ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE (1956)

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Uma grandiosa saga no coração de um dos maiores estados norte-americanos. Assim Caminha a Humanidade conta a história de três gerações de influentes texanos e seus conflitos familiares, amorosos, raciais e as disputas econômicas entre os tradicionais pecuaristas e os novos ricos magnatas do petróleo do Novo Oeste.

Premiações
- Ganhador do Oscar de Melhor Diretor, além de ter recebido 9 indicações para Melhor Filme, uma dupla indicação de Melhor Ator com Rock Hudson e James Dean, Melhor Atriz Coadjuvante com Mercedes McCambridge, Melhor Direção de Arte - A Cores, Melhor Figurino - A Cores, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro Adaptado;

- Vencedor na categoria Melhor Produção Estrangeira do Prêmio David di Donatello, na Itália;

- Indicado ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme Drama e Melhor Diretor;

- Prêmio de Melhor Filme - Drama, da Associação Nacional dos Roteiristas dos EUA.

Curiosidades
- Inicialmente era intenção do diretor George Stevens que o ator Alan Ladd interpretasse o personagem Jett Rink. Ladd apenas não aceitou o papel ao seguir as recomendações de sua esposa, já que estava naquele momento enfraquecido, recuperando-se de uma doença;

- Antes de Elizabeth Taylor, o papel de "Leslie" foi oferecido à Grace Kelly;

- Antes desse filme as calças jeans eram consideradas roupas de trabalhador, ou, para ser direto, roupa para "peão", não para gente "decente", mas com o personagens do filme as usando, em especial o de James Dean, durante quase todo o filme, houve uma popularização e elas se tornaram mania;

- O personagem Jett Rink foi inspirado na vida de Glenn McCarthy (1908/1988), imigrante irlandês que se tornou um dos principais petroleiros no Texas, o homem que deu a imagem que existe de opulência ao Texas, abrindo um dos mais luxuosos hotéis do mundo para a época, o Shamrock Hotel, aberto no dia do padroeiro da Irlanda, São Patrício, ou melhor, 17 de março de 1949;

- Este foi o primeiro grande filme do ator Dennis Hopper, aqui fazendo o papel do jovem Jordan Benedict III, na fase adulta e adolescência;

- A estréia do filme foi atrasada em alguns meses até que a atriz Elizabeth Taylor, que estava grávida, tivesse o seu filho;

- Inspirado no best-seller de Edna Ferber, "Assim..." também enfrentou a mesma onda de indignação pelo qual a escritora sofreu. Quando Ferber se propôs a escrever um romance que tratasse da nova classe de texanos que, de uma hora pra outra, se tornava milionária graças aos poços de petróleo descobertos em suas fazendas, lembrando e muito, em parte, a história de Glenn McCarthy, um fazendeiro de Houston que virou um grande magnata da sociedade americana, graças ao dinheiro do petróleo, os texanos ficaram extremamente irritados. Se só no filme já podemos perceber os estereotipo do homem mexicano, e afinal, para os americanos mais racistas, o Texas faz divisa com um país renegado, imaginem então como deve ser no livro. De fato, houveram muitas críticas a Edna Ferber, e isso se estendeu a pré-produção do próprio filme. Os texanos receavam que suas piores manias fossem rechaçadas na película, já que, no decorrer da História, o Estado do Texas sempre foi motivo de piadinha para os estadunidenses. O certo é que Texas tinha e ainda tem o seu diferencial. O que, claro, acaba sempre chamando a atenção de quem quer que seja;

- O que mais chama a atenção é que, antes de "Assim Caminha a Humanidade", não havia sido filmado, na história do Cinema Americano, nenhuma personagem feminina, texana, de tão forte personalidade. Uma personagem capaz de se impor diante ao preconceito perpetuado ao longo das gerações de que as mulheres não são capazes de participar de conversas de mais “conteúdo”, como assuntos políticos, por exemplo. Impedida de participar de uma dessas conversas, Leslie explode: “Arrumem o tear, meninas. Logo me juntarei ao harém”. E assim o filme todo vai cativando o público, com sutis, mas antológicas passagem que continuam no imaginário daqueles que contemplaram o filme.

- Todas as pinturas usadas na mansão dos Benedict agora são propriedade do Hotel Menger, na cidade de San Antonio, no estado do Texas. Elas estão em uma ala exclusiva do hotel, e são uma atração a parte dele, trazendo mais turistas para ele do que hóspedes;

- Rock Hudson, nascido Leroy Scherer Junior, em Illinois, Estados Unidos, no dia 17 de Novembro de 1925, e falecido em Beverly Hills, California, no dia 2 de Outubro de 1985, foi um ator norte-americano. Ele teve uma vida conturbada. Aos quatro anos foi abandonado pelo pai passando a ser educado com muita dificuldade pela mãe. Ele foi carteiro na cidade em que nasceu no estado de Illinois, mecânico e caminhoneiro. Entrou para a universidade e orientado por um professor mudou o nome, tirou várias fotos e as enviou para vários agentes de artistas de Hollywood. Rock Hudson estreou em 1948 no filme "Sangue, Suor e Lágrimas" (Fighter Squadron), como coadjuvante e assinou um contrato com os Estúdios Universal que lhe garantiram a realização de 22 filmes em quatro anos. Seu primeiro grande papel a chamar atenção da crítica e do público foi no drama "Sublime Obsessão" (Magnificent Obsession), de 1954. Bem apessoado e com 1m93 de altura, a partir daí sua carreira decolou como galã em vários Faroestes e comédias ao lado de Doris Day. Foi indicado ao Oscar apenas uma vez, em 1956, por este "Assim Caminha a Humanidade", que fez o lado de Elizabeth Taylor, atriz que se transformaria em uma de suas melhores amigas fora das telas, e de James Dean. Em compensação ganhou quatro vezes o Globo de Ouro. Nas décadas de 50 e 60 figurou entre os dez astros de maior sucesso de bilheteria do cinema norte-americano. Quando os rumores começaram a circular em Hollywood que, ao contrário dos amantes românticos que ele interpretava no cinema, sua orientação sexual era a de homossexual, seu agente cinematográfico arrumou o casamento de Rock Hudson com Phyllis Gates, que era sua secretária. O casamento durou menos de três anos e terminou em divórcio em 1958. Sua última aparição no cinema foi em 1984 no filme "O Embaixador" (The Ambassador), co-estrelado por Robert Mitchum. Desde o início da década de 80 com os primeiros indícios da Aids, o ator passou a fazer mais séries e seriados para a TV, como "O Casal McMillan" e seu último trabalho foi em vários capítulos da série "Dinastia". Ele só assumiu a doença três meses antes de morrer, ao anunciar que doaria US$ 250 mil para uma Fundação recém aberta para cuidar de pesquisas sobre o vírus da Aids. Ele também estava escrevendo uma biografia, cujo título provisório era "Minha História", e cuja renda seria revertida toda para essa Fundação;

- "Assim Caminha a Humanidade" é o último filme do ator James Dean, ele morreu 3 dias após o término das filmagens deste filme, em um acidente automobilístico, sendo indicado postumamente para o Oscar de Melhor Ator;

- O filme é um marco do passado. Um elo com o Texas de outrora, dona de uma terra invejável e de povo bravio. O único azar de Assim Caminha a Humanidade foi o de ter sido feito no mesmo ano de O Rei e Eu, A Volta ao Mundo em 80 Dias e Os Dez Mandamentos. Dos dez Oscar a que concorreu, só levou o de direção. Por outro lado, sua grande “sorte” foi ter sido envolvido pela mística do nome de James Dean. É um filme gigante em todos os aspectos, desde o tamanho das fazendas, do tom épico sentido na maneira de filmar do cineasta, as magníficas interpretações dos jovens astros... Enfim, é um grande clássico que sempre vai ganhar lugar de destaque no coração de muitos cinéfilos pelo mundo afora. Simplesmente sem mais comentários, baixem ele e assistam!

(Postado por ElWoOdBlUeS do MKO)

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307. O HOMEM QUE SABIA DEMAIS (1956)

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Durante suas férias no Marrocos, Ben McKenna (James Stewart), um médico, e sua família se envolvem acidentalmente em uma trama internacional de assassinato, quando um moribundo fala ao ouvido de Ben algumas palavras. Para impedi-lo de denunciar a trama à polícia, os conspiradores resolvem então sequestrar seu filho.

Crítica
Baseado na obra de Charles Bennett e D. B. Wyndham-Lewis, "O Homem Que Sabia Demais" é mais um excelente filme do grande mestre, Alfred Hitchcock, embora não chegue à altura de um "Rebecca, A Mulher Inesquecível", ou de "Quando Fala o Coração", ou de "Janela Indiscreta", ou ainda de "Psicose", entre mais alguns.

O roteiro de John Michael Hayes é bem estruturado e, na nas mãos de Hitchcock, nos brinda com grandes momentos de tensão, como nas cenas da tentativa de assassinato do Primeiro Ministro, no Royal Albert Hall, ou nas seqüências finais que envolvem o resgate na Embaixada do jovem Hank.

A trilha sonora, conduzida pelo legendário colaborador de Hitchcock, Bernard Herrmann, é um dos pontos fortes do filme. A performance de Doris Day, nas cenas da Embaixada, ao cantar a música ganhadora do Oscar, "Whatever Will Be, Will Be" (Que será, será), enquanto o marido tenta localizar o filho seqüestrado, contribui para o aumento da tensão exigida pela trama.

A fotografia de Robert Burks também merece menção, assim como as magníficas atuações de Doris Day e James Stewart. Doris Day mostra uma forte presença de cena, demonstrando segurança e, várias vezes, sobrepujando o grande James Stewart.
(Contracampo 70 anos de cinema)

Premiações
- Ganhou o Oscar de Melhor Canção Original ("Que Sera, Sera").
- Indicado ao Palma de Ouro em 1956

Curiosidades
- Em suas clássicas aparições, o diretor Alfred Hitchcock surge de costas para a câmera vendo acrobatas em um mercado marroquino, pouco antes do assassinato.

- O compositor Bernard Herrmann, responsável pela trilha sonora de O Homem Que Sabia Demais, aparece como regente da orquestra na sequência do Albert Hall.

- A sequência do Albert Hall dura 12 minutos e não possui uma única palavra de diálogo.

- O Homem Que Sabia Demais esteve inacessível ao público em geral durante décadas. Isto porque Hitchcock comprou de volta os direitos de 5 de seus filmes e os deixou de legado para sua filha. Estes filmes receberam o apelido de "os 5 filmes perdidos de Hitchcock" e apenas estiveram novamente ao alcance do público em 1984, quando foram relançados nos cinemas, com uma distância de quase 40 anos desde seu primeiro lançamento. Os demais filmes do pacote eram Festim Diabólico (1954), Janela Indiscreta (1954), Um Corpo Que Cai (1958) e O Terceiro Tiro (1955).

- Refilmagem de O Homem Que Sabia Demais, filme dirigido pelo próprio Alfred Hitchcock em 1934.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

306. PALAVRAS AO VENTO (1956)

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Mitch Wayne e Kyle Hadley são amigos desde criança. A irmã de Kyle, Marylee, pretende se casar com Mitch. Mas este considera a jovem praticamente uma irmã e na verdade está apaioxonado por Lucy. O problema é que Kyle também está e é ele quem acaba se casando com Lucy, antes mesmo que Mitch pudesse expressar seus sentimentos. Kyle, antes um playboy e bebedor, com o tempo passa a ter mais responsabilidade. Mas então descobre que é estéril e mergulha com tudo na bebida. Marylee, movida pelo ódio de ter sido rejeitada, sugere ao irmão que Mitch e Lucy são amantes. E quando Lucy revela estar grávida, Kyle acusa o amigo Mitch de ser o pai.

Crítica
Baseado no livro de Robert Wilder, "Palavras ao Vento" é um dos ótimos dramas dos anos 50. Realizado pelo grande cineasta Douglas Sirk, o filme fala de temas como alcoolismo, impotência e ninfomania dentro de uma abastada família do ramo do petróleo.

A direção de Sirk é consistentemente muito boa. A fotografia de Russell Metty e a música de Victor Young são dois pontos altos do filme.

No elenco, o maior destaque fica por conta da atuação de Dorothy Malone, no papel de uma jovem ninfomaníaca, por ter sido rejeitada pelo seu grande amor de infância. Robert Stack também apresenta uma ótima interpretação no papel de um rico playboy que vive a se embebedar. (70 Anos de Cinema)

Premiações
Dorothy Malone venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1957, neste mesmo ano Robert Stack foi indicado a Melhor Atro Coadjuvante e "Written on the Wind" foi indicado a melhor canção original. Ainda em 1957 Dorothy Malone concorreu ao Golden Globe na categoria de melhor Atriz Coadjuvante.

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