Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

379. CRÔNICA DE UM VERÃO (1961)

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No verão de 60, Jean Rouch e Edgar Morin saem às ruas de Paris questionando as pessoas sobre felicidade. O que parecia um simples questionamento virou um retrato de estudantes, operários e imigrantes manisfestando seus medos e angústias. Crônica de um verão é um documentário que não apresenta atores. É considerado o marco do Cinéma Verité (cinema verdade). Todas as pessoas que participaram dele discorrem sobre suas experiências reais de vida

Premiações
- Prêmio da crítica do Festival de Cannes.

Crítica
Crônica de um verão criou uma nova estética em detrimento ao documentário clássico. Com o auxílio da inovação de equipamentos mais leves que permitiam a filmagem de imagens de boa qualidade na rua e com uma equipe pequena. Como uma vanguarda, Crônica de um verão, pois em crise o estilo que distanciava o narrador do objeto. Afastando qualquer questionamento como "o que é a verdade?", no final do filme Jean Rouch e Edgar Morin indagam aos participantes se houve algum tipo de exagero ou suposta ensenação. Cada um deles dá sua opinião sobre as cenas, deixando claro não se ter um ideal de verdade, mas a verdade de cada um exposta na tela

Screens


Link ed2K (postado Originalmente por Dyrtautre do MKO)
Chronique.d'un.été.(1961).DVDRip.DivX5.avi

Legenda
Chronique.d'un.été.(1961).DVDRip.DivX5.ptbr.srt
ou
Link Direto

sábado, 23 de janeiro de 2010

288. OS MESTRES LOUCOS (1955)

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Filmado em apenas um dia, o filme revela as práticas rituais de uma seita religiosa. Os praticantes do culto Hauka, trabalhadores nigerienses reunidos em Accra, se reúnem à ocasião de sua grande cerimônia anual. Começa o rito da possessão, saliva, tremedeiras, respiração ofegante…são os signos da chegada dos 'espíritos da força', personificações emblemáticas da dominação colonial : o cabo da polícia, o governador, o doutor, a mulher do capitão, o general, o condutor da locomotiva, etc… A cerimônia atinge seu ápice com o sacrifício de um cão, o qual será devorado pelos possuídos. No dia seguinte, os iniciados retornam às suas atividades cotidianas.

Crítica
Foi provavelmente da paixão pela etnologia que nasceu o ímpeto documentarista de Jean Rouch. Com uma câmera - instrumento seu de investigação e registro, porém sempre voltado à experimentação - partiu para a África em expedição, descendo o Niger da nascente até o mar. E dessa sua primeira experiência cinematográfica (em 1946), levaria influências que marcariam o seu cinema. Uma delas, e talvez a mais evidente, é a sua paixão pelo continente africano. Outras, certamente mais conceituais, o levariam a delinear um dos grandes movimentos cinematográficos: o Cinema Verdade.

Encampando o esforço de uma revolução técnica – a invenção do som direto e de câmeras mais ágeis; renovando a linguagem do documentário – antes sedimentada na forma de exposição didática; Jean Rouch projeta sua câmera – e por vezes a si mesmo – para dentro da cena. Negando a participação silenciosa, tida como regra para documentaristas, Rouch ilustra em seus filmes que a presença da câmera e da equipe podem trabalhar como estimuladores das verdades de seus personagens, criando situações e propondo espaços que a princípio as personagens não teriam acesso.

Claro exemplo desta tese é o filme Crônica de Um Verão que, com a 'simples' questão: "Você é feliz?", promove uma experiência única. Tanto em um nível pessoal, na medida em que obriga as personagens a pensarem sobre sua própria vida no momento de sua fala e a repensarem em um momento posterior à visualização do filme (também documentado); quanto em um nível cinematográfico, quando seu filme difunde um novo conjunto de propostas que iriam influenciar a Nouvelle Vague francesa. Ainda hoje a influência de Jean Rouch e de seu 'cinema verdade' têm caráter fundamental na cultura documental brasileira – exemplo máximo se transfigura na obra de Eduardo Coutinho ( Cabra Marcado para Morrer , Edifício Máster e Peões entre outros ) .

Screens


Link ed2K (postado originalmente por Shenmue_GdA do MKO)
Les.Maitres.Fous.(1955).(Legendado.PTBR).DVDRip.DivX5