Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

200. O CONDENADO (1947)

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IMDb

Militante, líder de uma Organização anti-governista e ex-presidiário, organiza um assalto a uma fábrica em forma de protesto. Envolvido numa imprevisível reação dos seguranças, termina gravemente ferido e abandonado pelos amigos. Vagará sem rumo encontrando apoio entre pessoas desconhecidas, carregando a possibilidade de ter assassinado um dos seguranças. Na verdade, a culpa é o que lhe dói mais. Como sobreviver ao peso de um crime? Como limpar e esquecer as mãos sujas de sangue inocente?

Premiações
Vencedor do BAFTA como melhor filme.
Indicado ao OSCAR por melhor edição.
Indicado no Festival de VENEZA pela direção (Carol Reed).

Curiosidades
O filme foi baseado num livro de F. L. Green e roteirizado pelo próprio escritor.

Crítica
O primeiro filme de Carol Reed após a Guerra coincide com o início do que pode ser considerada uma grande trilogia sobre Culpa e Inocência. Todas as questões morais envolvidas em O Condenado serão prosseguidas por suas próximas obras: O Ídolo Caído (1948) e O Terceiro Homem (1949). E não apenas elas, mas inúmeras outras características que conferem uma impressionante coerência ao universo dos 3 filmes. A mais notável, provavelmente, consiste na excelência técnica envolvida para a criação do suspense. Poucos cineastas conseguiram naquela época construir e sedimentar uma carreira com bases tão sólidas nesse nobre gênero cinematográfico, o que faz de Reed não apenas um conterrâneo do grande mestre Hitchcock, mas uma voz independente e notória na utilização do medo como motor narrativo.

“Em meu trabalho não existe o bem ou o mal, só inocência ou culpa.” Essa é uma das frases ditas pelo investigador em sua busca incessante contra o fugitivo, muito bem ecoada pela própria voz de Reed. Com sua discreta maneira de abordar o político através do espetáculo audiovisual no que ele pode oferecer de mais catártico, Reed compõe em O Condenado um grande leque de situações antológicas, inundadas por um sem número de personagens caricatos e inesquecíveis, cada um com uma maneira de olhar a culpa do protagonista. Aliás, esse último, numa visceral interpretação de um James Mason moribundo, nada mais será do que uma representação da própria culpa humana, uma expiação, num sacrifício e paixão cristãos, constantemente confirmados pela intertextualidade bíblica que a obra transborda.

O agonizar do homem, entremeado por inúmeras reviravoltas pelas ruas irlandesas, tão bem exploradas nos expressivos jogos de luz e sombra, fazem desse filme um dos exercícios mais físicos de Reed. Toda a inquietação moral e ética sobre o crime se delineará através de uma filmagem em incessante e rigorosa ação, encontrando no cinema o escape perfeito para perguntas que não calam na alma. Reed, consciente de seu lugar na sétima arte, tirará proveito como poucos dessa linguagem. Nesse sentido, ele é um grande culpado.

nandodijesus

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(postado originalmente por nandodijesus no MKO)

199. O FANTASMA APAIXONADO (1947)

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Um ano após a morte do marido, Lucy Muir (Gene Tierney)decide não mais viver com a sogra e a cunhada e aluga o "Chalé Gaivota", uma casa a beira-mar, e para lá se muda com sua filha e sua empregada. Porém, logo o fantasma de Daniel Gregg (Rex Harrison), o falecido proprietário da casa que morrera em um suposto suicídio, surge para a amendrontá-la, mas isto não surte efeito e entre os dois nasce gradativamente uma amizade. Assim, quando ela se vê em uma grave situação financeira, ele decide lhe narrar sua vida para ser transformada em livro e tirá-la deste aperto. Posteriormente, Lucy acaba conhecendo um escritor de histórias para crianças e pensa em se casar com ele. Apesar de não concordar com esta decisão, Daniel decide não mais aparecer e fazer com que Lucy acredite que todas as conversas que tiveram juntos foi produto da imaginação dela.

Premiações
- Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Fotografia - Preto e Branco.

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198. FUGA DO PASSADO (1947)

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Este filme de mistério significou o primeiro papel como protagonista para Robert Mitchum. Escrito por Geoffrey Homes (pseudonimo de Daniel Mainwaring),o filme narra a história do reservado dono de um posto de gasolina, Jeff Bailey (Mitchum), em conflito com o seu passado. Por meio de um flashback, ficamos sabendo que Jeff trabalhou anos atrás como detetive. O gângster Whit Sterling (Kirk Douglas) o contratara para localizar a sua amante Kathie (Jane Greer), que teria fugido com 40 mil dólares depois de atirar nele. Jeff a encontra em Acapulco, apaixona-se por ela e acaba envolvido em uma história de enganos e crime. Agora ele aceita se reencontrar cara a cara com Whit, que parece não guardar nenhum rancor. E mais: o gângster lhe pede como ressarcimento que recupere alguns papéis em mãos de um advogado (Ken Niles). Mas quando a atrativa Meta (Rhonda Fleming) leva Jeff ao escritório do advogado, este descobre que foi enganado. Já é tarde: o advogado aparece assassinado e Jeff é o principal suspeito do crime. Dirigida por Jacques Tourner, "Fuga ao Passado" é um film noir tão perfeito que é considerado um paradigma do gênero. Foi filmado de novo em 1984 (Contra Vento e Maré), com Jane Greer como a mãe de sua personagem original.

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197. MONSIEUR VERDOUX (1947)

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O trabalho de Henri Verdoux requer que ele viaje muito. Seus negócios envolvem fazer amizade com ricos empresários e conquistar suas confianças para então assasiná-los, já pensando na próxima vítima. Charles Chaplin, diferentemente de tudo o que já fizera, tira de cena o lado alegre de sua obra e joga nas telas uma sublime comédia de humor negro sobre um homem que usa o assassinato como artifício secreto para sustentar seus filhos e sua mulher deficiente. É inegável que um pouco do Vagabundo sobrevive em Verdoux, já que o "dândi" tem um pouco da graça chapliniana em suas veias. Na época de seu lançamento, Monsieur Verdoux afastou o público, desacostumado a tratar temas como a morte frente a frente. Passados tantos anos do lançamento, o filme figura com um dos melhores trabalhos de Chaplin. Uma comédia de matar.

Premiações
-Apesar de não muito bem sucedido nos EUA (foi melhor na Europa), o filme foi indicado ao Oscar de 1948 como "Melhor Roteiro Original".

Curiosidades
A idéia do roteiro é atribuída a Orson Welles,que teria se inspirado no caso do assassino real Henri Désiré Landru, chamado pela imprensa de "Barba Azul". Welles iria dirigir o filme com Chaplin como o protagonista, mas no último minuto o ator desistiu, pois nunca havia sido dirigido antes. Chaplin comprou o roteiro e o reescreveu parcialmente, dando o crédito da idéia a Welles. Outra versão diz que o roteiro não havia sido ainda escrito, havia apenas a idéia de Welles quando este procurou Chaplin e lhe contou.

Crítica
Monsieur Verdoux é o primeiro filme que realmente rompe com a maneira Chaplin de fazer comédia. Não só o contexto era outro, mas a cabeça do criador mudara. A idade o amadureceu, e Verdoux talvez seja o seu trabalho mais maduro, mais sóbrio, e, porque não, o mais filosófico. Chaplin discute nessa comédia de costumes a questão da moral, da ética. Com o Crack da Bolsa, em 1929, o banqueiro Henri Verdoux é despedido.A maior parte dos críticos, profissionais ou não, falam que esse filme é um dos mais sóbrios e diferentes de Chaplin.

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