Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

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sábado, 30 de julho de 2011

524. W.R.: MISTERIJE ORGANIZMA (1971)

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O filme do polêmico diretor iugoslavo Dusan Makavejev, inspirado na vida e obra do Dr. Wilhelm Reich, é uma fantástica viagem sexual, política e anarquista. São mostradas as teorias do Dr. Reich em relação ao que ele chamava de energia vital, ou Teoria do Orgone, focando o orgasmo como a maior forma de energia humana e necessário para a vida livre e plena. Trata-se de um formato diferente, misturando imagens e gravações reais com ficção, retratando a vida de duas jovens iugoslavas, uma comunista e outra viciada em sexo, que conhecem um importante patinador russo em uma apresentação na cidade de Belgrado. Tudo se mistura, como metáforas da relação entre Rússia e Iugoslávia, bem como analogias ao Stalinismo como uma forma de repressão sexual freudiana.
Filme completo para os amantes do orgasmo, comunismo, leste europeu e obra do famoso psiquiatra e psicanalista Dr. Wilhelm Reich.

Premiações
Vencedor do FIPRESCI Prize e do Interfilm Award no Festival Internacional de Filmes em Berlim em 1971

Crítica
Difícil identificar os poucos países nos quais W.R. - Mistérios do Organismo, lançado em 1971, não enfrentou problemas com a Censura. Sardônico, contundente e por demais hermético para os padrões da cinematografia ocidental, o filme conquistou a Crítica da época, trazendo ao seu realizador o status de cineasta de linguagem complexa e anti-comercial. Na verdade, W.R. são as iniciais do psicanalista austríaco Wilhelm Reich, notabilizado pela associação do orgasmo com a capacidade para se obter desta energia benefícios que estariam além da compreensão humana.
Reich bolou um tipo de “máquina geradora do prazer” (o polêmico Orgone Acumulator), cuja estrutura de caixote reservava ao usuário a oportunidade de fruir dos maravilhosos efeitos decorrentes da descarga de prazer fosse via masturbação ou ato sexual. O objetivo de Makavejev na primeira meia hora do filme, é inserir o espectador numa espécie de documentário ilustrado por depoimentos de gente que conviveu com o gênio, habitantes da cidadezinha norte-americana onde se exilou após a fuga da ditadura bolchevique, colegas de experimentos, simpatizantes e opositores.
São inseridas performances de grupos artísticos, sketches aleatórios nos quais a sexualidade é pintada como componentes indissociável da liberdade e um tênue fio narrativo dedicado a duas moças liberais em plena Cortina de Ferro dos anos 1960, quando a antiga União Soviética vivia sob o peso da mentalidade stalinista. Desse mosaico abstrato, sincopado por feéricas explosões de euforia, gozo e sofrimento -vide as chocantes imagens de eletro-choques reais em pacientes de um manicômio- Makavejev espreme o sumo de uma verdade que já estava implícita nos estudos do mestre austríaco perseguido pelo conservadorismo tacanho das correntes tradicionalistas: a potência do orgasmo, se manipulada, seria capaz de mudar o mundo, alterar o comportamento das sociedades e concretizar a utopia de uma civilização onde o significado mais próximo da doutrina comunista libertar-se-ia do jugo histórico de opressão ao qual terminou sendo associado.
Por vezes incômoda, a fita celebra a supremacia do falo, expande os conceitos da heterossexualidade e ataca o totalitarismo, o rancor e a hipocrisia. Pouco entretanto restou para que as futuras gerações a partir dali aprendessem de fato a lição.

Por Rodrigo Hammer em Fator RH

Curiosidade
-O Filme influenciaria o cult Natural Born Killers, de Oliver Stone.

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W.R.-Misterije.Organizma.(1971).DVDRip.XviD.avi

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(Informações retiradas do post do usuário Saraiva do MKO)

523. WANDA (1971)

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Casada com um mineiro da Pensilvânia e mãe de duas crianças, Wanda não trata deles, nem da casa, e passa a maior parte do dia no sofá as sala, em roupão, chinelos e rolos de cabelo. Sem desejos, motivações ou força de caráter, Wanda deixa que o marido peça o divórcio e fique com a custódia dos filhos. Sozinha, sem casa, nem dinheiro, Wanda vagueia sem destino. Até que acaba por conhecer um ladrão, Dennis, de quem se torna amante e cúmplice. Um dos mais cultuados e idolatrados filmes americanos dos anos 70.

Crítica
Barbara Loden não é propriamente uma estranha para aqueles que amam o universo da sétima arte, já que estamos a falar daquela que foi mulher do cineasta Elia Kazan, para o bem e para o mal. Possuidora de uma beleza cativante, começa a sua carreira no mundo da moda, surgindo como capa em muitas revistas, mas aquela loura tinha muito mais para oferecer e será no Teatro que Kazan a irá conhecer e dirigir, oferecendo-se então para a introduzir no mundo do cinema em “Wild River” / “Quando o Rio se Enfurece” (ela é a secretária de Montgomery Clift) e no mais que famoso “Esplendor na Relva” / “Splendor in the Grass” (ela é a irmã de Warren Beatty). Após estas aparições, ela torna-se esposa oficial do realizador, mas esse estatuto não lhe irá abrir as portas do cinema como actriz, regressando aos palcos, onde interpreta a célebre peça de Tennesse Williams “Jardim Zoológico de Cristal”, participando também em algumas produções na televisão. Mas será a convivência com Elia Kazan que lhe irá abrir os horizontes da realização. Porém os tempos são outros e todas as portas se fecham aos seus projectos, recorde-se que nessa época o cineasta tinha trocado a câmara pela caneta e dedicava-se à literatura. Começa então a fervilhar na sua cabeça o projecto “Wanda” e com ajuda do marido consegue o financiamento para o filme, que será uma verdadeira pedrada no charco da indiferença.

“Wanda” é simultaneamente o nome da personagem principal e o título do filme, porque o que nasce perante os nossos olhos é a história de uma mulher que perdeu tudo: o emprego, o marido, os filhos e que só deseja partir estrada fora ao encontro dessa encruzilhada da vida que nos reserva um destino. Depois de travarmos conhecimento com a forma como Wanda encara a vida, temos que estar atentos à forma como essa mesma vida é filmada por Nicholas Proferes, que também escreveu o argumento a meias com Barbara Loden e assinou a montagem, num 16 mm onde o grão prolifera, oferecendo-nos de forma perfeita os tons sombrios da vida sem rumo de Wanda. A pouco e pouco vamos assistindo à via-sacra da protagonista, rejeitada por tudo e todos, terminando por oferecer o seu corpo a um gangster de terceira ordem, que depois de ter roubado o dinheiro da caixa de um bar que estava a encerrar, mata o proprietário e descobre depois que não estava só… porque Wanda mais uma vez estava no sítio errado à hora errada. O pequeno gangster planeia atacar um banco e decide fazer de Wanda a sua cúmplice; ela, a rapariga sem eira nem beira, irá segui-lo e obedecer às suas ordens, só que para sua sorte desta vez irá chegar tarde demais ao local do assalto conseguindo desta forma salvar a vida para retomar o seu calvário, rumo a um paraíso inexistente.

O realismo que nos é oferecido neste filme por Barbara Loden (um verdadeiro road-movie do desespero) é de uma lucidez absoluta, todos aqueles personagens, verdadeiros filhos bastardos da vida, surgem perante o nosso olhar em profunda perdição, aqui não há lugar para o politicamente correcto, aqui habitam pessoas de carne e osso sem qualquer luz de esperança ao fundo do túnel. E aqui o único responsável é, na realidade, Barbara Loden que veste a pele da protagonista de forma sublime e filma a dor e a angústia sem qualquer rasgo de esperança, porque o mundo é cruel para os que não se integram na sociedade ou são expulsos por ela.

Barbara Loden, após a feitura de “Wanda”, viu mais uma vez as portas fecharem-se-lhe no rosto, ela era/é uma cineasta inconformada e as feridas que mostrava o seu filme deviam permanecer invisíveis. Por esta mesma razão, o seu projecto seguinte de passar ao grande écran o romance de Kate Chopin,“The Awakening”, nunca viu nascer a luz do dia. Depois a doença decidiu tomar conta do seu corpo e embora tenha realizado duas curtas-metragens cinco anos depois (“The Frontier Experience” e “The Boy Who Loved Deer”), viria a morrer em 1980 sem nunca ter visto seu filme “Wanda” estreado comercialmente nos Estados Unidos. Descobrir “Wanda” é obrigatório para todos aqueles que gostam de cinema, ao mesmo tempo que prestamos uma justa homenagem a uma cineasta chamada Barbara Loden.

Por Rui Luís Lima e Paula Nunes Lima em A Memória do Cinema

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Wanda.(1970).DVDRip.AC3.XviD-MKO.avi

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(Todas as Informações , inclusive o rip foram retirados do post do usuário guilherme giorgio do MKO)

terça-feira, 24 de maio de 2011

511. WOODSTOCK, ONDE TUDO COMEÇOU (1970)

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Documentário histórico de "Woodstock": três dias de paz, música e amor, em que cerca de 500.000 pessoas se reuniram no Verão de 69 numa área de 600 acres de terreno (a fazenda de Max Yasgur, na cidade rural de Bethel, Nova Iorque) para, com um único espírito colectivo, ouvirem alguns dos seus heróis prediletos. Nenhum outro festival de música teve tanta repercussão e tanta importância como este. Para entender o fenômeno é preciso voltar atrás no tempo. O mundo, e especialmente os Estados Unidos, passava por tempos difíceis de guerra, violência e desilusão. A década de 60, a mais conturbada do século, chegava ao fim, com uma sensação reinante de “e agora ?” no ar. E é nesse clima de final de festa, no último ano da década, que o maior evento de música já realizado encontra terreno fértil para se consolidar.

O festival foi idealizado e levado a cabo por quatro jovens: John Roberts, Joel Rosenman, Artie Kornfeld e Michael Lang. John era o mais velho dos quatro, tinha 26 anos, e era o herdeiro da fortuna de uma farmácia e de uma fábrica de pasta de dentes. Ele e o seu amigo Joel possuiam um capital para investir e colocaram um anúncio no Wall Street Journal e no New York Times: «Jovens com capital ilimitado procuram oportunidades de investimento legítimas e propostas de negócios interessantes e originais.» Lang e Kornfeld tinham as idéias interessantes e originais, mas não tinham o dinheiro. Os dois pensavam fundar uma gravadora independente especializada em rock, localizada numa cidade afastada de Manhattan chamada Woodstock ou em realizar um festival misto de exposições e música ao vivo. Esta última foi a ideia que acabou por vingar.

Vieram de Norte a Sul do Pais. Durante três dias viveram, comeram, dormiram lado a lado para ouvirem a música rock de um geração perdida no tempo - os hippies, uma cultura de gente que pregava Paz e Amor, no final da «sua» década. O filme "Woodstock", realizado por Michael Wadleigh (com Martin Scorsese como adjunto) e estreado apenas em 1970, apresenta-nos os preparativos para o grande concerto histórico: as torres de som, o palco, helicópteros trazendo músicos, as reações dos habitantes locais bem como a declaração de Woodstock como concerto grátis quando se concluiu que era impossível controlar aquela multidão habituada a não pagar para ouvir música. "Woodstock" mostra-nos a tempestade que alagou os campos mas que não fez desistir aquelas centenas de milhares de espectadores à espera daquele que foi o maior concerto da história. "Woodstock" é um dos pontos altos da tomada de consciência da geração dos anos sessenta nos EUA e, principalmente do movimento de contestação à Guerra do Vietna que viria a culminar na marcha sobre Washington.

A música começou na tarde de 15 de Agosto, sexta-feira, às 17:07h e continuou até a metade da manhã do dia 18 de Agosto, segunda-feira. O festival fechou a via expressa do Estado de Nova Iorque e criou um dos piores engarrafamentos da nação. Também inspirou um monte de leis locais e estatais para assegurar que nada como aquilo jamais aconteceria novamente. "Woodstock", como poucos eventos históricos, tornou-se uma espécie de herança cultural, para os EUA e para o mundo. Assim como “Watergate” representa a crise nacional americana, “Woodstock” é hoje sinônimo do poder dos jovens e dos excessos dos anos 60. «O que nós tivemos aqui foi algo que ocorre uma vez na vida», diz o historiador Bert Feldman. Dickens disse isto primeiro: «Foi o melhor dos tempos. Foi o pior dos tempos.» É uma mistura que nunca será reproduzida novamente.

O evento tornou-se um verdadeiro ícone da contracultura. A força jovem e a liberdade assustaram os mais velhos e conservadores. Muitos dizem que "Woodstock" foi o fim de toda a ingenuidade e utopia que cercavam os anos 60. Outros dizem que foi o apogeu de todas as mudanças e desenvolvimento na sociedade. Mas todos concordam que o festival foi um marco incontornável na história da música.

Curiosidades
- A montagem do filme teve por base 120 horas de material filmado.

- A edição do realizador, feita em 1994, apresenta pela primeira vez diversas atuações não incluídas na versão estreada nos cinemas: Grateful Dead, Janis Joplin, Jefferson Airplane ou Canned Heat. Outros grupos, que atuaram no festival, nunca apareceram em qualquer versão do filme. Casos dos Creedence Clearwater Revival (estes a pedido expresso de John Fogerty, devido a problemas registrados no som, durante a atuação do grupo), Mountain, The Band e Tim Hardin.

- Apesar de ter atuado com Crosby, Stills And Nash, Neil Young não aparece no filme (apenas na banda sonora, nos temas “Sea of Mdness” e “Wooden Ships”).

- Joni Mitchell foi convidada para participar no Festival, mas o seu empresário não a autorizou a deslocar-se para garantir a sua presença no programa televisivo “The Dick Cavett Show”. Companheira de Graham Nash na altura, Joni compôs depois o tema “Woodstock”, que foi um enorme êxito para os Crosby, Stills And Nash.

- O tema “Freedom”, que tornou a actuação de Richie Havens uma das mais míticas do festival e do filme, nem sequer constava do alinhamento inicial. Foi devido à muita insistência do público que Havens resolveu cantá-la.

- Os Led Zeppelin, grupo que na época se encontrava no topo, declinou o convite para actuar em Woodstock. Nesse mesmo fim-de-semana deram um concerto em New Jersey, não muito longe do local onde decorria o festival. Também Bob Dylan, The Jeff Beck Group (com Rod Stewart), Iron Butterfly, Jethro Tull, Procol Harum, The Byrds e The Moody Blues, entre outros, não aceitaram tocar em Woodstock. Os Beatles chegaram a ser contactados, mais por cortesia do que por qualquer esperança na sua aparição pública (como se sabe o grupo tinha abandonado há já alguns anos os espectáculos ao vivo). No entanto John Lennon chegou a equacionar a sua presença como integrante da Plastic Ono Band.

- O festival redundou num enorme fiasco financeiro. Os únicos itens que deram algum dinheiro foi o filme e a banda-sonora, precisamente onde os promotores não tinham investido.

-Performances - ( Aparecem no Documentário) Crosby, Stills & Nash, Canned Heat, Richie Havens, Canned Heat, Joan Baez, The Who, Sha-Na-Na, Joe Cocker and the Grease Band, Audience, Country Joe and the Fish, Arlo Guthrie, Ten Years After, Jefferson Airplane, John Sebastian, Country Joe McDonald, Santana, Sly and the Family Stone, Janis Joplin, Jimi Hendrix
(Omitidos) Sweetwater, Incredible String Band, Bert Sommer, Tim Hardin, Ravi Shankar, Melanie, Quill, Keef Hartley, Mountain, Grateful Dead (although an interview with Jerry Garcia was included), Creedence Clearwater Revival, The Band, Blood, Sweat & Tears, Johnny and Edgar Winter, Paul Butterfield

Informações retiradas de Ratocine Blogspot

Premiações
Ganhou O Oscar de Melhor Documentário em 1971 e foi indicado nas categorias de Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora no mesmo ano.

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Woodstock.3.Days.Of.Peace.&.Music.(1970).DVDRip.XviD-BLiTZKRiEG.avi


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domingo, 14 de novembro de 2010

465. WEEK-END À FRANCESA

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Um casal ambicioso e inescrupuloso planeja uma viagem ao interior da França, na tentativa de conseguir uma herança. No meio do caminho, encontra estradas completamente engarrafadas, acidentes automobilísticos graves, personagens de histórias infantis e guerrilheiros. O que se segue é uma constante e complexa reflexão sobre o modo de vida burguês e os contrastes sociais sublinhados pela sociedade de classes.

Curiosidade
Livre adaptação do conto A Auto-estrada do sul, de Julio Cortázar, publicado no livro Todos os fogos o fogo.

Crítica
Só o título desta extraordinária sátira política é casual e inocente. O escritor-diretor Jean-Luc Godard tem o dom de tornar o contemporâneo satírico e fantástico. Ele começa com apenas uma ligeira estilização da atual vida civilizada – as pessoas são mais adúlteras, mercenárias de maneira mais crua, mais melindrosas. Têm armas e as usam à menor provocação, e parece perfeitamente lógico que entrem em seus carros e batam uns nos outros e comecem a se amontoar nas estradas. O congestionamento do tráfego é um prelúdio às auto-estradas desordenadas com carros em chamas e cadáveres. Enquanto Godard fica com os carros como símbolo do materialismo burguês, a barbárie desses burgueses – a ganância e o amor-próprio que projetam em suas posses – é exata e divertida. O filme vai muito além – às vezes de forma majestosa, às vezes com detalhes surreais que indicam uma afinidade entre Godard e Buñuel. Há trechos extraordinários, como a confissão erótica da mulher de um burguês, e uma seqüência longa e virtuosa de travelings de carros enguiçados nas rodovias, com os motoristas tocando as buzinas, que soam triunfantes, como os trumpetes em Purcell. Embora bastante imperfeito, este filme tem mais profundidade que qualquer outro dos trabalhos anteriores de Godard. Trata-se de sua visão do inferno, e ela se classifica entre as melhores. Como filme místico, Weekend à francesa é comparável a Sétimo selo e Vergonha, de Bergman, a Fogo na Planície, de Ichikawa, e a alguns trechos de Kurosawa, embora mal tenhamos consciência da magnitude da concepção do roteirista-diretor até o momento em que somos capturados na comédia de horror, que continua se desenvolvendo cada vez mais e tornando-se mais proximamente inescapável, como Viagem ao fim da noite.

Premiações
Indicado ao Urso de Ouro no Berlin International Film Festival em 1968.

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

434. THE WAR GAME (1965)

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Produção que pinta um cenário dos mais catastróficos para o mundo diante de uma possível Terceira Guerra Mundial e na qual bombas nucleares simplesmente aniquilam qualquer tipo de vida na Terra. Apesar de ter ganhado o Oscar de melhor documentário, trata-se de uma ficção. O filme foi produzido para um programa especial britânico a ser exibido na rede BBC, mas acabou sendo banido por causa das cenas de violência.

Premiações
*Vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 1967
*Vencedor de um BAFTA AWARD de Melhor curta metragem e do UN Award
*Venceu o Special Prize no Festival de Veneza em 1966

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The.War.Game.(1965).DVDRip.XviD.avi

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sábado, 15 de agosto de 2009

226. WINCHESTER '73 (1950)

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Lin McAdam (James Stewart) e Frankie "High Spade" Wilson (Millard Mitchell), seu melhor amigo, chegam em Dodge City para um concurso de tiro, cujo prêmio é um rifle Winchester tão perfeitamente fabricado que é conhecido como "Um em Mil". No saloon Lin se depara com Dutch Henry Brown (Stephen McNally), sendo que eles não atiraram um no outro pelo simples fato de que o xerife, Wyatt Earp (Will Geer), não permite que ninguém ande armado pela cidade. Após uma acirrada disputa com Dutch, Lin vence o concurso. Entretanto logo em seguida Lin é atacado por Brown e seus cúmplices, que lhe roubam o rifle e fogem através do deserto, indo parar em um lugar remoto onde está um negociante de armas, que espera o momento certo para negociar com os índios. Brown e seus amigos têm apenas o Winchester sem munição, pois ao fugirem deixaram suas armas em Dodge City. Como as armas ali são vendidas por um preço muito caro, Dutch pega toda a quantia que tem e vai jogar pôquer para tentar ter dinheiro para comprar as armas. Ele perde tudo, então pressionado pelo amigo vende o rifle por 300 dólares. Ao tentar recuperar a arma, Dutch aposta todo o dinheiro em uma única jogada e perde novamente. Mais tarde o mercador se encontra com os índios, que não gostam da mercadoria pois são armas usadas. Quando o chefe dos índios vê o rifle decide ficar com ele e mata o negociante. É o início da trajetória do rifle, que logo irá mudar de dono.

Curiosidades
- Os produtores de Winchester '73 não tinham dinheiro suficiente para pagar a quantia que James Stewart costumava receber para atuar em um filme, então lhe fizeram uma proposta pouco usual na época: um salário menor e uma participação na bilheteria do filme.
- Este é o 1º de 8 filmes em que o diretor Anthony Mann e o ator James Stewart trabalharam juntos. Os demais foram E o Sangue Semeou a Terra (1952), Borrasca (1953), Música e Lágrimas (1953), O Preço de um Homem (1953), Região do Ódio (1954), Comandos do Ar (1955) e Um Certo Capitão Lockhart (1955).
- Refilmado como Winchester '73 (1967), para a TV americana, e como Hell's Belles (1970).
- Dan Duryea também estrelou a refilmagem de 1967.

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Winchester.73.(1950).FS.DVDRip.XviD-FRAGMENT.avi

Legendas (by.Palanca CSTBR.ORG)
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