Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

365. A TORTURA DO MEDO (1960)

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IMDb

Quando estreou na Inglaterra, em 1960, Peeping Tom foi, de imediato, denegrido pela crítica e alvo de severas condenações por parte do público. As reações foram tão hostis que o distribuidor retirou o filme das salas ao fim de apenas uma semana de exibição e a carreira de Michael Powell sofreu um forte revés. O autor de obras tão estimadas como The Thief of Bagdad (1940), Black Narcissus (1946) ou Red Shoes (1948), foi ostracizado pela indústria cinematográfica, realizando apenas mais três filmes nos trinta anos que se seguiram, até à sua morte, em 19 de Fevereiro de 1990.

Muitas das reações negativas que o filme despertou relacionam-se, por um lado, com o fato de Powell traçar um retrato de um pervertido sexual que, apesar de cometer as mais terríveis atrocidades, revela uma enorme vulnerabilidade a ponto de inspirar no público sentimentos de pena e simpatia e, por outro, com a insinuação sutil de que o espectador é, também ele, um voyeur e, de certa maneira, um cúmplice da sua crueldade assassina.

Com Peeping Tom, Powell e o argumentista Leo Marks criaram uma das mais perturbadoras e inquietantes explorações psicológicas e visuais de uma obsessão sádica pelo medo vivida por um assassino psicopata. O protagonista do filme é Mark Lewis , um fotógrafo e operador de câmara que leva uma vida discreta e aparentemente normal mas que esconde, no seu íntimo, um terrível segredo: na penumbra sombria do seu quarto dedica-se ao visionamento das imagens que capta dos últimos momentos de vida das mulheres que matou.

Crítica
Do you know what the most frightening thing in the world is…? É a pergunta essencial em torno da qual se constrói um dos mais desprezados e vilificados filmes da história do cinema britânico, Peeping Tom, que destruiu a carreira do realizador Michael Powell.

É difícil de acreditar nestes tempos em que a sociedade é completamente submersa em voyeurismo a uma escala sem precedentes que um dos mais laureados realizadores britânicos da idade de ouro do cinema clássico tenha sido totalmente crucificado pela crítica porque se atreveu a criar o que era visto como uma aberração na altura (1960), sendo forçado a pôr um fim à sua gloriosa carreira de cineasta.

Michael Powell é talvez mais conhecido pela sua associação a Emerich Pressburger, a lendária colaboração que originou alguns do melhores filmes das décadas 40 e 50, como A Matter of Life and Death, The Red Shoes, Black Narcissus, The Life and Death of Colonel Blimp, Tales of Hoffman.

Todos nós já vimos pelo menos um filme da dupla Powell & Pressburger, mesmo que os nomes não sejam familiares. A criatividade de ambos tornou-se icónica e hoje muitos dos seus filmes são clássicos bem amados que expressaram a admiração de Powell & Pressburger por arte e literatura, bem como o compromisso que assumiram perante a realidade da vida.

Para compreender Peeping Tom é necessário compreender como é uma criação muito à frente do seu tempo. Do lado americano, a década de 60 iniciou-se com dificuldades financeiras para os grandes estúdios e os primeiros sinais do fim da era clássica dourada são as fracas receitas de bilheteira do dispendioso épico Cleopatra e a compra dos estúdios por companhias multinacionais que levou ao início do novo cinema moderno e independente. Muitos consideram The Misfits, com duas grandes estrelas da era clássica (Marilyn Monroe e Clark Gable no que foi curiosamente o último filme de ambos em vida) como o filme de transição de uma idade em crepúsculo para uma nova era florescente a anunciar os novos rumos da sétima arte.

Mas há muito a dizer sobre a influência dos britânicos na produção cinematográfica da década de 60. Se por um lado, providenciaram um contributo decisivo na preservação dos valores clássicos em filmes históricos como Lawrence of Arabia, Dr. Zhivago, A Man For All Seasons, The Lion of Winter, por outro, deram origem a novos dramas de angry men que se procuravam libertar das expectativas da sociedade, com realizadores a descreverem as suas vidas de uma forma honesta e crua nunca antes vista.

E é nesse contexto que se insere Peeping Tom. O seu conteúdo afasta-se da visão puritana herdada do cinema clássico, e aproxima-se do britânico Kitchen Sink Drama que iria destruir as aparências e abrir todas as cortinas de realidade, quebrando os mitos tão esforçadamente criados pelos grandes estúdios de cinema.

Se Peeping Tom teve uma recepção exacerbadamente negativa à altura é porque o seu realizador, Michael Powell, era um dos cineastas britânicos mais consagrados e cada novo filme seu produzia elevadas expectativas por parte de um público e crítica que exigiam mais do mesmo material.

Mas Peeping Tom é matéria da mais negra. Mark Lewis (o alemão Karl Böhm), fotógrafo de profissão, leva uma vida normal e discreta, encerrado num sótão do seu próprio casarão. Nas sombras cerradas do seu quarto esconde um terrível segredo. Observa filmes por ele criados dos últimos momentos de vida de mulheres que matou. Observa, fascinado e obcecado pelos rostos de medo que ele próprio induz.

O que eleva Mark Lewis para além da figura redutora de um psicopata é a justificação psicológica para as suas acções. Um homem torturado na sua infância pelas experiências científicas do seu pai, nunca tendo conhecido um momento de privacidade, foi sempre constantemente perseguido pelas câmaras do seu pai, e foi de tal modo absorvido por esse pesadelo orwelliano que cresce para se tornar num assassino voyeur que se deleita com o terror estampado nos rostos das suas vítimas.

Longe de ser retratado como um monstro de enorme crueldade e um pervertido sexual, Mark revela, apesar de tudo, uma enorme vulnerabilidade e em vez de o público fugir do horror dos seus actos, não pode deixar de sentir pena e até simpatia para com o diabo. O seu lado mais sensível é revelado através da sua inquilina, Helen, a quem ele gradualmente revela a negritude da sua infância.

O filme caminha para o seu fim inevitável trágico. Mark pergunta a Helen Do you know what the most frightening thing in the world is…? Para induzir o terror nas suas vítimas, Mark força-as a assistir aos seus próprios rostos distorcidos por medo, retirando daí satisfação dos seus desejos mais negros. A presença omnipotente da câmara no filme, o objecto fetiche de Mark, força-nos a associar os homens por detrás da câmara a voyeurs, intrusos na privacidade, vítimas de desejos inconfessados.

Moira Shearer, a estrela de The Red Shoes, tem um pequeno papel como uma das vítimas de Mark, enterrando ainda mais Michael Powell no desagrado da crítica, incapaz de o perdoar por sujeitar uma das mais estrelas adoradas do cinema e ballet à temática perturbante de Peeping Tom.

Mas é a figura do pai a mais perturbadora, revelada através de filmes antigos. Ele é o principal vilão, responsável pela tragédia do seu filho, e ao colocar-se a si próprio na pele da figura do pai, Michael Powell é condenado, incompreendido, para sempre marginalizado pela crítica. O seu primeiro compromisso era para com as histórias que queria contar, as visões que queria denunciar, indiferente aos gostos e expectativas do público. O realizador nunca mais voltou a fazer filmes à altura das suas glórias passadas (realizou apenas mais três filmes até à sua morte) e foi preciso outra década e realizadores em ascendência como Martin Scorsese e Francis Ford Coppola para reabilitar a imagem de Michael Powell e redefinir a sua obra cinematográfica, incluíndo Peeping Tom, como uma das mais influentes e precursoras do século XX.
Fonte

Curiosidades
- As primeiras escolhas para o papel de Mark incluíram Dirk Bogarde e Laurence Harvey.
- A revista Première elegeu o filme como um dos 25 mais assustadores de todos os tempos.

Screens


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Peeping.Tom.(1960).CRiTERiON.DVDRip.AC3.XviD-C00LdUdE.avi

Legenda
Peeping.Tom.(1960).CRiTERiON.DVDRip.AC3.XviD-C00LdUdE.ptbr.srt
ou
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

211. OS SAPATINHOS VERMELHOS (1948)

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Este clássico de Powell e Pressburger é considerado um dos maiores filmes já realizados. A trama se desenvolve quando uma famosa companhia de dança, que está para montar Os Sapatinhos Vermelhos, escolhe a protagonista do espetáculo. A jovem bailarina selecionada (Moira Shearer) divide seu amor entre o compositor (Marius Goring) e o empresário (Anton Walbrook). O sucesso do espetáculo é mundial mas há um triângulo amoroso no ar e o dilema da bailarina, entre o amor (do compositor) e o poder (representado pelo empresário) aparece explicitamente na coreografia de Red Shoes

Premiações
1948 – GOLDEN LION – INDICADO COMO MELHOR DIREÇÃO
1949 – GANHOU 1 OSCAR – Melhor Direção de Arte (Hein Heck e Arthur Lawson)
1949 - GANHOU 1 OSCAR – Melhor Música (Brian Easdale)
1949 – OSCAR - INDICADO PARA MELHOR FOTOGRAFIA
1949 – OSCAR - INDICADO PARA MELHOR EDIÇÃO DE FILME
1949 – OSCAR – INDICADO PARA MELHOR ROTEIRO
1949 – BAFTA AWARD – INDICADO PARA O MELHOR FILME INGLÊS
1949 – GANHOU O GLOBO DE OURO – O MELHOR FILME

Curiosidade
Conto de fadas adaptado da obra de Hans Christian Andersen, o filme influenciou vários gerações de cineastas.

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The.Red.Shoes.(1948).DVDRip.XviD.avi

Legenda (postada no MKO por PARENTE sync e corrigido erros de ocr para este release by.alsena)
The.Red.Shoes.(1948).DVDRip.XviD.srt

sábado, 8 de agosto de 2009

194. NARCISO NEGRO (1946)

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Atormentados por incertezas e desejos proibidos, cinco freiras, guiadas pela irmã Clodagh (Deborah Kerr), lutam para estabelecer uma escola na desolação do Himalaia. Os elementos da arte cinematográfica estão perfeitamente fundidos pelos diretores Michael Powell e Emeric Pressburger (de Sapatinhos Vermelhos), num fascinante drama sobre o antigo conflito entre o espírito e a carne, em grandiosa locação e com magistral fotografia colorida de Jack Cardiff, Narciso Negro é até hoje saudado como um dos mais refinados e eróticos filmes já feitos. Um clássico do cinema.

Premiações
Vencedor do Oscar de Direção de Arte e Fotografia Colorida em 1948 e do Globo de Ouro na Categoria de Melhor Fotografia no mesmo ano

Curiosidades
O filme foi totalmente rodado em estúdios na Inglaterra. As magníficas paisagens do Himalaia eram fotografias colorizadas. Os personagens de origem indiana foram recrutados entre famílias de trabalhadores dessa origem.

Crítica
Todos os elementos da arte cinematográfica se fundem de forma perfeita nesta monumental obra-prima de Michael Powell e Emeric Pressburger, um fascinante estudo sobre o conflito, velho como o mundo, entre a carne e o espírito, sob o pano de fundo dos grandiosos picos cobertos de neves eternas de Kanchenjunga.

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Black.Narcissus.(1947).CRiTERiON.FS.DVDRip.XviD.avi

Legendas (postada originalmente no MKO por mfcorrea)
Black.Narcissus.(1947).CRiTERiON.FS.DVDRip.XviD.srt

191. NESTE MUNDO E NO OUTRO (1946)

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IMDb

Um piloto da Segunda Guerra Mundial (David Niven) cai durante um vôo e só não morre por causa de um problema burocrático no céu. Cabe a ele convencer os responsáveis lá de cima a não o manterem por lá.

Curiosidade
-O "Céu" foi filmado em preto e branco.

Screens



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A.Matter.of.Life.and.Death.(aka.Stairway.to.Heaven).(1946).FS.DVDRip.DivX3LM.avi

Sem Legendas até o Momento

181. SEI ONDE FICA O PARAÍSO (1945)

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IMDb

Wendy Hiller é a estrela deste clássico romântico sobre uma jovem mulher que descobre o verdadeiro sentido do quanto os menores gestos valem no mundo. Joan Webster sempre planejou sua vida a começar pelo seu casamento com um rico industrial. Mas ela não pode deter os fenômenos da natureza, principalmente quando uma tempestade a deixa perdida numa ilha escocesa em companhia apenas de um marinheiro. Ela também não imagina que a estadia naquele lugar a fará ver aquele belo rapaz que está sempre pronto para ajudá-la, de outro modo. Filmado em belíssimas locações da ilha de Mull, "Sei Onde Fica O Paraíso" é uma das obras-primas da dupla Michael Powell e Emeric Pressburger (Sapatinhos Vermelhos, Narciso Negro), é considerado por especialistas como um dos melhores filmes românticos de todos os tempos..

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Em Breve

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I.Know.Where.I'm.Going.(1945).(Dual.SPA.ENG).DVDRip.XviD.avi

Sem Legendas até o momento

domingo, 19 de julho de 2009

160. CORONEL BLIMP - VIDA E MORTE (1943)

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IMDb

Esse magnífico épico de Michael Powell e Emeric Pressburger dramatiza as paixões e as amarguras de um soldado cuja vida inteira é dedicada à instituição militar. Enquanto ele luta para manter sua conduta de cavalheiro, durante um romance, três guerras e um mundo em mudança. Interpretado por Anton Walbrook e Deborah Kerr, no seu primeiro trabalho como protagonista (com três papéis diferentes!), esse vibrante e controverso filme foi censurado pelo governo inglês durante a Segunda Guerra por mostrar a natureza imperfeita de um oficial das forças inglesas e passou no resto do mundo numa cópia com menos de duas horas de duração. A versão do diretor, que tinha 157 minutos de duração só foi recuperada nos anos 80 pelo próprio Michael Powell.

Screens
Em Breve

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The.Life.And.Death.Of.Colonel.Blimp.(1943).DVDRip.DivX5.cd1.avi
The.Life.And.Death.Of.Colonel.Blimp.(1943).DVDRip.DivX5.cd2.avi

Legendas
The.Life.And.Death.Of.Colonel.Blimp.(1943).DVDRip.DivX5.srt

(Postado Originalmente por Casatle do cstbr.org)