Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

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domingo, 15 de agosto de 2010

418. MARNIE, CONFISSÕES DE UMA LADRA (1964)

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O mestre do suspense enveredou pelos caminhos tortuosos do inconsciente para realizar " Marnie, Confissões de uma Ladra ". Nesta obra singular de Hitchcock, Mark Rutland (Sean Connery) apaixona-se por uma funcionária (Tippi Hedren) de sua empresa. Ela de fato é linda. Mas sua especialidade é utilizar falsas identidades e disfarces para aplicar grandes golpes em empresários, levando deles somas consideráveis. Ao descobrir que foi roubado, Mark tem uma atitude inusitada: casa-se com a ladra. Ele descobre que seu verdadeiro nome é Marnie, e que ela tem uma profunda aversão por homens. Casou-se apenas para não ser presa. Por trás das estranhas atitudes de Marnie, há um terrí­vel segredo, do qual ela mesma não tem consciência. Mas Mark está disposto a descobri-lo.

Crítica
Adornado por um péssimo subtítulo brasileiro, Marnie - Confissões de uma Ladra é mais um trabalho muito bem executado por Alfred Hitchcock. Se aqui não há o suspense que caracteriza muitas de suas produções, outros elementos surgem para capturar o interesse do público. Marnie conta a história de uma moça (Tippi Hedren) que costuma limpar o cofre da empresa em que trabalha e depois sumir. Ela utiliza o dinheiro para sustentar a mãe. Além disso, sabe-se que estranhos traumas atormentam Marnie. As coisas ganham novo rumo quando seu novo patrão (Sean Connery) a reconhece e, mais que isso, passa se interessar por ela.

Marnie é, acima de tudo, um filme de personagem. Na verdade, de uma só: embora Sean Connery tenha uma presença forte, seu Mark Rutland apenas serve de amparo para o desenvolvimento e a construção da complexidade de Marnie. É nisso que o filme se baseia: nos dois eixos da ladra. Um é o caminho adiante, a trajetória dela que está sendo contada; outro é uma busca atrás de respostas no seu passado que ajudem a entender o comportamento no presente narrativo.

A opção por executar um movimento em ambas as direções funciona, pois mantém duas tensões armadas: os conflitos que acontecem e a busca pelos que aconteceram. Para tornar a trama mais tensa, vários elementos são adicionados, como o constante medo de que ela seja descoberta. É interessante o fato de Rutland fazer um esforço enorme para, ao mesmo tempo, esconder dos outros o passado da amada e tentar, ele, desvendar os mistérios dela.

Hedren consegue personificar toda a frieza da personagem. Seu olhar tem o tom exato, em que há alguma docilidade por trás da fortaleza exibida. Talvez seja isso que desperte o interesse do personagem de Connery: ter visto a fragilidade por trás da mulher de pedra. Essa dualidade no caráter de Marnie é mais um elemento que enriquece o filme.

Há, no entanto, problemas. O roteiro não é, pode-se dizer, redondo, e algumas coisas parecem ficar fora do lugar, enquanto que outras são explicativas demais, quando poderia haver mais espaço para a construção do público. Além disso, a solução final tem algo de artificial. É esse traço meio caricato, que surge em determinadas situações – como em momentos da própria atuação de Hedren –, que diminui um pouco o impacto. O que poderia ter sido uma obra-prima torna-se apenas um bom filme.

É evidente que isso não é pouco, e Marnie tem seus méritos. Há diversas cenas construídas com brilho, como a do roubo (em que há tensão total) e a do beijo, visualmente belíssima. O domínio da linguagem cinematográfica por Hitchcock é evidente, porém o diretor parece ter sido menos perfeccionista nesta obra que em outras que o consagraram. Mesmo assim, Marnie é válido pela boa narrativa e pela complexa composição da protagonista.

(por Rodrigo Rosp - Cineplayers)

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domingo, 18 de julho de 2010

396. OS PÁSSAROS (1963)

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Quando a bela loira Melanie Daniel (Tippi Hedren) chega a Bodega Bay perseguindo o solteirão Mitch Brenner (Rod Taylor), ela é inexplicavelmente atacada por uma gaivota. Inesperadamente, milhares de pássaros aparecem na cidade, alimentando-se de crianças e residentes numa terrível série de ataques. Logo Mitch e Melanie estão lutando por sua vidas contra uma força mortal que não pode ser explicada e tão pouco detida. Um dos filmes mais assustadores do mestre Hitchcock. Indicado para o Oscar de efeitos especiais.

Curiosidades
- O diretor Alfred Hitchcock tentou convencer o roteirista Joseph Stefano, com quem trabalhara em Psicose, a escrever o roteiro de Os Pássaros, mas ele não se interessou pela história.
- A atriz Tippi Hendren chegou a sofrer um corte no rosto por um dos pássaros, durante as filmagens de uma cena do filme.
- Os Pássaros não possui trilha sonora. Por causa disto, o compositor Bernard Herrman, colaborador de Hitchcock em grande parte de seus filmes, aparece nos créditos apenas como "consultor de som".
- O pôster original de Os Pássaros causou uma grande controvérsia na Inglaterra, por causa do slogan "The Birds is coming", que gerou protestos por parte dos professores britânicos.
- No final de Os Pássaros não aparece o tradicional "The End", por opção do próprio Alfred Hitchcock. A intenção do diretor era passar ao público a impressão de que havia um terror sem fim no filme.

Crítica
Embora não seja um filme premiado, "Os Pássaros" é mais uma excelente obra de suspense do mestre Hitchcock. Evan Hunter baseou seu roteiro numa coleção de pequenas histórias escritas pela romancista Daphne du Maurier.
Ao invés da costumeira trilha musical, Hitchcock preferiu usar uma trilha eletrônica, incluindo grasnadas de pássaros, com o compositor favorito de Hitchcock atuando como consultor de som.
Além do magnífico trabalho de Hitchcock, destacam-se a atuação brilhante de Tippi Hedren, o bom trabalho de Jessica Tandy e Suzanne Pleshette, e os maravilhosos efeitos especiais e visuais.
Enfim, "Os Pássaros" é mais um filme imperdível do mestre do suspense.
(70 Anos de Cinema)

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

363. PSICOSE (1960)

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Psicose começa com a secretária Marion dando um desfalque de 40 mil dólares na imobiliária onde trabalha. É uma tarde quente de sexta-feira e ela pede licença ao patrão para sair mais cedo, e leva consigo o pacote contendo o dinheiro, certa de que seu crime só seria percebido após o final de semana. Com pouco mais de dois dias para fugir, Marion sai dirigindo sem destino pelas estradas. Cansada, vai parar no Motel Bates, um lugar decadente, que quase fechou suas portas após o desvio da auto-estrada. Lá, é recepcionada por um simpático mas estranho rapaz, Norman Bates, um tímido, dominado pela mãe. Após um bate-papo e um rápido sanduíche, acontece o inesperado.

Premiações
Oscar 1961 (EUA)
* Foi indicado nas categorias de melhor atriz coadjuvante (Janet Leigh), melhor fotografia, melhor direção de arte e melhor direção.
Globo de Ouro 1961 (EUA)
* Venceu na categoria de melhor atriz coadjuvante (Janet Leigh).
Prêmio Edgar 1961 (Edgar Allan Poe Awards, EUA)
* Venceu na categoria de melhor filme.

Curiosidades
* Psicose foi filmado em preto e branco porque Hitchcock temia que a cena do chuveiro ficasse chocante demais, com o vermelho do sangue.
* A tradicional aparição de Hitchcock, neste filme, acontece durante aproximadamente quatro minutos, do lado de fora do escritório em que Marion trabalha, e ele está usando um chapéu de cowboy.
* Janet Leigh não estava nua na famosa cena do chuveiro: ela usava uma roupa colante à pele. Uma dublê de corpo também foi utilizada.
* O som das facadas, nesta mesma cena, na realidade é o som de um melão sendo esfaqueado.
* O sangue desta mesma cena é, na verdade, calda de chocolate.
* O chuveiro que se vê filmado de baixo para cima na realidade tinha dois metros de diâmetro, para que a câmera captasse os jatos d'água com maior intensidade.
* A cena do chuveiro demorou sete dias para ser filmada, e utilizou 70 diferentes posições de câmera.
* Hitchcock recebeu uma carta de um pai enfurecido, dizendo que sua filha, apavorada, recusava-se a entrar no chuveiro, após ver o filme. Hitchcock respondeu a carta, sugerindo ao pai que levasse a garota para uma lavagem a seco.
* Psicose é o primeiro filme da história do cinema americano a focalizar um vaso sanitário dando descarga, o que era considerado de mau gosto, na época.
* Houve três sequências: Psicose 2 foi lançada em 1983, Psicose 3 em 1986, e o capítulo final foi lançado em 1990. Houve também um especial chamado Bates Motel em 1987 e um remake em 1998.

Crítica
Clássico dos clássicos do cinema mundial. Psicose não é só um dos melhores filmes da história, mas também um dos mais plagiados, satirizados e ousados também. Partindo de uma premissa bem simples, o filme virou o marco que é por ter um segredo muito bem guardado, um roteiro que se desenvolve de maneira bem assustadora, atores inspirados conduzidos de maneira mágica pelo gênio Alfred Hitchcock e muito mais. Para mim, sua obra máxima.

A história é baseada em um livro de Robert Bloch e teve seu roteiro escrito por Joseph Stefano, sendo muito feliz na adaptação. Marion Crane é uma bela secretária de uma imobiliária. Certo dia, após seu patrão ter fechado um belo negócio e recebido 40.000 dólares em dinheiro, a loira dos olhos claros não resiste à tentação e rouba a quantia, a fim de conseguir viver com seu amante. Assim se tem início uma fuga da loira para que seu patrão e os outros não a capturem. Só que esse desenvolvimento não é como nos filmes atuais, cheio de perseguição, explosões e ação desenfreada, e sim é um minucioso desenvolvimento psicológico de Marion, onde você sente claramente tudo o que ela está sentindo, sejam pelas falas bem escritas ou pela perfeita direção de Hitch. As expressões de Janet falam por si só muitas das vezes.

O fato curioso é que, no meio da história, o filme troca de protagonistas. Marion deixa de importar para entrar em cena um dos personagens mais marcantes da história: Norman Bates (Anthony Perkins). Norman é dono de um motel de estrada deserto e cuida da mãe, que nunca o deixa se relacionar com outras mulheres, talvez pelo medo de perder o filho para uma moça qualquer. Só que o rapaz se importa, e muito, a ponto de fazer qualquer coisa para que a polícia não descubra um crime que sua mãe cometeu em um passado recente. É nessa parte que temos o brilhantismo e a profundidade do personagem trabalhado. Perkins convence a todo o momento, seu olhar cínico para os policiais, seu carisma, tudo faz com que nos identifiquemos com ele. E tudo contribui para a surpresa que o final do filme nos reserva.

O legal é que nenhum personagem do filme está lá gratuitamente, todos têm sua importância, mesmo que não seja de maneira tão clara. O amante, por exemplo, aparece só no início, mas no final ele retorna e tem uma importante participação no caso. O detetive dá um ponto de equilíbrio para o raciocínio dos personagens envolvidos na história. O policial que pára Marion serve para aprofundar ainda mais o estado psicótico dela. Enfim, nada é gratuito, nada é por acaso. Muito menos as cenas de suspense.

Psicose possui uma das cenas que considero dentre as três mais famosas da história do Cinema: o assassinato no chuveiro. A cena é perfeita. Desde o momento em que o assassino entra no banheiro até a parte final, em que a vítima fica com o rosto colado no chão, sem piscar, enquanto a câmera vai afastando de um lindo close, tudo funciona da maneira certa. Os cortes são usados de maneira rítmica. Ao mesmo tempo em que é desferida uma facada, há um corte. É uma dança de montagem, tudo perfeitamente acompanhado pelo clássico tema de Bernard Herrmann. Como curiosidade, o sangue que rola na cena, na verdade, é calda de chocolate, e os barulhos das facadas são, na verdade, facas sendo encravadas em melões. A ousadia também marca a cena: além de uma dublê nua em certos momentos (nada absurdo, tudo com a sutileza típica de Hitch), nesse filme é que foi pela primeira vez exibido um vaso sanitário nas telas, até então item proibido pela censura.

Outro fator curioso é que Psicose foi extremamente barato. Custou apenas 800.000 dólares e faturou mais de 40 milhões somente em bilheterias. Lógico, digo ‘apenas’ por causa dos padrões cinematográficos de orçamento, mas até para a época o custo foi baixo, mesmo se comparado a outros filmes anteriores de Hitch, como Um Corpo que Cai e Intriga Internacional, que custaram mais de 3 milhões de dólares cada. O custo foi muito bem utilizado, como o preço dos direitos autorais do livro (apenas 9 mil) e ter-se a participação de vários atores do show que Hitch tinha na TV. Orçamento não foi o motivo que levou o diretor a filmar em preto-e-branco, e sim porque ele achava que o filme ficaria sangrento demais à cores, o que acabou acontecendo com a recente refilmagem.

O tema criado por Bernard Herrmann já foi citado anteriormente, mas não é só da música que Psicose brilha na parte sonora. Claro, ela ajuda muito a manter o clima de tensão que quase sempre está presente, mas o som também é usado de maneira brilhante no aspecto narrativo. Além de criar totalmente um personagem, há momentos interessantíssimos que valem ser citados, como quando Maire está fugindo de carro. A imagem fica fixa no rosto da atriz, mas o som está em outro lugar, mais precisamente onde o chefe se encontra procurando a secretária em fuga. Ficamos vendo seu rosto, completamente alterado do estado normal, enquanto o som nos ambienta do que está acontecendo em outro lugar.

Recentemente, mais precisamente em 1998, o filme recebeu uma péssima refilmagem. Dirigida por Gus Van Sant (que não é um mau diretor), o remake peca em tudo o que pretendeu. Desde a personificação de Norman Bates, que aqui está caracterizado de uma forma que estrague tudo o que Hitch preservou em guardar segredo, Gus ainda usa exatamente todos os planos idênticos a versão de 1960. Ao invés de criar sua versão sobre o filme, ele apenas fez uma cópia barata, menor e dispensável. Transformou o clássico em um banho de sangue, além de estragar para muitas pessoas toda a surpresa que Hitch preservava em guardar (tanto que, em 1960, não era permitida entrar em uma sessão de Psicose após ela já ter tido início).

O filme também passou em branco na premiação do Oscar na época. Chegou a ser indicado para 4 estatuetas, de melhor diretor (prêmio nunca recebido pelo gênio em questão), atriz coadjuvante, fotografia e direção de arte. Nem a melhor filme chegou a ser indicado, uma das maiores injustiças das inúmeras que a Academia já cometeu. Pelo menos Janet recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Globo de Ouro do ano. Mas vamos deixar as dores de cotovelo de lado, pois o filme supera tudo isso.

Talvez a única falha de Psicose seja justamente o finalzinho do filme, o final mesmo, os últimos instantes, que o torna auto-explicativo demais, quando não era necessário e todas as cartas da manga já haviam sido reveladas. Tudo o que era necessário para a compreensão de tudo o que houve na trama já havia sido dito. Mas não é um defeito grave, é apenas uma cena gratuita para os que não acompanharam as resoluções dos acontecimentos, nada que atrapalhe o resultado final da obra.

Psicose é tudo isso e mais um pouco. Poderia escrever páginas e mais páginas me desmanchando em elogios ao filme, mas não conseguiria dizer o quanto o aprecio. É o thriller número 1 de todos os tempos no AFI, está entre os 25 mais votados no popular TOP 250 do site imdb, entre muitas outras importantes posições. É uma pedida indispensável para todos que curtem o bom cinema.

(por Rodrigo Cunha)

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

340. INTRIGA INTERNACIONAL (1959)

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O executivo publicitário Rogher O. Thornhill é confundido com um agente do governo por uma gangue de espiões. A partir daí, envolve-se em uma série de desventuras incríveis e passa a ser perseguido pelos Estados Unidos, tanto pelo governo quanto pelos espiões.

Premiações
-Festival Internacional de San Sebastián, Espanha
Prêmio Concha de Prata de Melhor Direção (Alfred Hitchcock)
-Indicado em 1960 ao Oscar de Melhor Direção de Arte, Melhor Edição e Melhor Roteiro Original.

Crítica
"Intriga Internacional" está entre as seis melhores realizações do grande cineasta do suspense, Alfred Hitchcock, e é sem dúvida uma de suas obras-primas.

A marca principal de "Intriga Internacional" é a forma como Hitchcock desenvolve o nível de tensão, num filme repleto de emoção e reviravoltas. O grande mestre trabalha como um verdadeiro arquiteto: cada cena, cada diálogo é muito bem estudado, antes de ter a versão final.

As cenas de ação são de tirar o fôlego como, por exemplo, nas seqüências em que Thornhill é perseguido por um avião monomotor ou na perseguição que tem efeito nas encostas do Monte Rushmore.

Como em "Janela Indiscreta", o protagonista tem uma garota que aceita incondicionalmente sua versão da história, mas, como em "Um Corpo Que Cai", ela não é exatamente o que inicialmente aparenta ser.

A trilha sonora é excelente, assim como, o trabalho de edição. No elenco, os maiores destaques ficam por conta das atuações de James Mason, Eva Marie Saint e Cary Grant.
(Fonte)

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North.By.Northwest.(1959).DVDRip.XviD.cd1-iNCiTE.avi
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sábado, 15 de maio de 2010

334. UM CORPO QUE CAI (1958)

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Scottie (James Stewart), um ex-detetive de polícia de São Francisco, se aposenta após um acidente derivado de sua vertigem, seu medo de altura, durante uma perseguição. Gavin Elster (Tom Helmore) contrata os serviços de Scottie para vigiar sua mulher Madeleine (Kim Novak), que possui tendências suicidas estranhas e segue uma rotina durante o dia que a própria não se lembra que fez. Só que tudo se complica quando a situação se mostra infinitamente mais complexa do que parecia ser à primeira vista.

Curiosidades
- O diretor Alfred Hitchcock aparece em cena aos exatos 11 minutos de Um Corpo Que Cai, caminhando com um terno em frente ao estaleiro de Gavin Elster.
- Um Corpo Que Cai é baseado no livro "D'Entre les Morts", da dupla Pierre Boileau e Thomas Narcejac. O livro foi escrito especialmente para Hitchcock, após os autores tomarem conhecimento de que o diretor tentara comprar os direitos de adaptação para o cinema de seu livro anterior, "Diabolique".
- Apesar dos créditos indicarem o roteiro como de autoria de Alec Coppel e Samuel A. Taylor, Coppel não escreveu uma palavra sequer da versão final do roteiro. Seu nome apenas apareceu nos créditos por questões contratuais, já que Taylor desenvolveu o roteiro final baseando-se apenas nos relatos de Alfred Hitchcock, sem ter lido nem o script original nem o livro em que a história foi baseada.
- Hitchcock inventou para Um Corpo Que Cai a sequência de zooms e afastamento da câmera, que dá ao público a sensação de vertigem sentida pelo personagem de James Stewart. Por apenas alguns poucos segundos utilizando esta sequência foi pago cerca de US$ 19 mil.
- Um Corpo Que Cai esteve inacessível ao público em geral durante décadas. Isto porque Hitchcock comprou de volta os direitos de 5 de seus filmes e os deixou de legado para sua filha. Estes filmes receberam o apelido de "os 5 filmes perdidos de Hitchcock" e apenas estiveram novamente ao alcance do público em 1984, quando foram relançados nos cinemas, com uma distância de quase 30 anos desde seu primeiro lançamento. Os demais filmes do pacote eram Festim Diabólico (1948), Janela Indiscreta (1954), O Homem Que Sabia Demais (1956) e O Terceiro Tiro (1955).

Premiações
- Recebeu 2 indicações ao Oscar: Melhor Som e Melhor Direção de Arte
- Vencedor do NYFCC Awards e no San Sebastian International Film Festival

Crítica
"Um Corpo Que Cai" é mais um excelente filme do mestre Hitchcock. Seu ótimo roteiro, escrito por Alec Coppel e Samuel A. Taylor, foi baseado no livro "D'entre les morts", escrito em 1954 por Pierre Boileau e Thomas Narcejac.

A trama é bastante complexa e Hitchcock consegue dosar, de forma irretocável, o seu costumeiro suspense com um comovente romance. A grande reviravolta, em torno das personagens vividas por Kim Novak, é um dos pontos altos do filme.

Além dos magníficos trabalhos dos roteiristas e de Hitchcock, "Um Corpo Que Cai" apresenta ainda a excelente música de Bernard Herrmann, a bela fotografia de Robert Burks e as primorosas atuações dos principais atores. James Stewart está irretocável no papel de Scottie. Por outro lado, Kim Novak está maravilhosa ao interpretar basicamente três personagens: o da verdadeira Madeleine, o de Judy Barton e o de Judy fazendo-se passar por Madeleine. A química entre ela e Stewart é perfeita. Em papéis menores, merecem, destaques as atuações de Barbara Bel Geddes e Tom Helmore.
(Fonte)

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segunda-feira, 15 de março de 2010

311. O HOMEM ERRADO (1956)

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Baseado na história verídica de ‘Manny’ (Henry Fonda), um pai de família exemplar que é confundindo com um ladrão e, devido a uma série de equívocos, incriminado em todos os delitos que este último cometeu.

Crítica
...The Wrong Man é uma das obras máximas de Alfred Hitchcock: um exemplo fabuloso de storytelling visual, onde cada plano possui uma beleza e significado fortíssimos, onde cada personagem é estudada com grande inteligência, defendida por excelentes atores, enfim... onde tudo funciona às mil maravilhas. E é também um dos filmes mais "sérios" do mestre, na linha I Confess, com Henry Fonda na pele de Manny Balestrero, um homem de família tipicamente americano (a quem o filho se dirige como "o melhor pai do mundo", como não podia deixar de ser) acusado, por razões inicialmente não perceptíveis, de um crime que não cometeu. O filme abre com Hitchcock, ao fundo, a explicar-nos que a história que vamos ver, contada tal e qual como aconteceu, é mais estranha do que muitas ficções, e os minutos que se seguem provam-nos isso precisamente. Por vezes, essa descrição é utilizada como forma de conferir credibilidade ou, se quisermos, respeitabilidade aos próprios filmes, mas neste caso específico, sabê-lo de antemão confere uma aura de estranho fascínio, até porque se trata de um caso de troca de identidades mais digno de um delírio de David Lynch (como em Lost Highway) e o espectador mal pode esperar por saber como tudo acaba. Seja como for, The Wrong Man não se limita a esperar por esse final (até porque ele, apesar de tudo, acaba por se revelar especialmente banal) mas sim a construir um magnífico filme em seu redor, e afinal de contas, uma obra tipicamente hitchcockiana. Talvez inspirado pela onda neo realista italiana, Hitchcock situa a sua trama num ambiente particularmente sujo, onde cada cenário soa totalmente real, e onde os artifícios luxuosos de Hollywood se escondem para nos dar um ar da verdadeira Nova Iorque da época em que a história teve o seu lugar, ao mesmo tempo que mergulha o filme em tons muito noir. Assim, de cada vez que saímos do bar onde
Manny trabalha como músico, tudo parece sujo, desencantado e demasiado
claustrofóbico. Mas o melhor é que ainda assim, o mestre manteve-se totalmente fiel ao seu cinema, construindo planos e cenas onde a sua marca é bem notória. O melhor exemplo será mesmo uma seqüência onde, sem diálogos, Manny entra pela primeira vez na prisão, e o seu estado de espírito é rapidamente transferido para o espectador, funcionando a sua câmara, como quase sempre, como uma espécie de extensão da mente dos seus protagonistas, talvez de uma forma tão genial que só Vertigo conseguiu igualar. Espantoso é, portanto, como apesar de todo este virtuosismo, The Wrong Man consegue também transformar-se num dos seus filmes mais sentidos e humanos, no sentido mais terno da palavra. Henry Fonda é perfeito a encarar este aparentemente banal ser humano, e o espectador às suas custas parece mais facilmente não só identificar-se como ele como também com as personagens que o rodeiam. Nesse sentido, arrisco mesmo dizer que a relação de Manny com a sua mulher (excelente Vera Miles) é das mais trágicas e incômodas que o cinema alguma vez nos ofereceu. E desse desencanto o realizador não só não se pretende afastar, como acaba mesmo por nos levar com ele - ao que parece, Hitchcock nunca apreciou particularmente a história entre Manny e a sua mulher, mas a verdade é que a partir dela conseguiu alguns dos momentos mais altos da sua filmografia, e como se sabe, isso já é dizer mais do que muito...
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(Postado pelo amigo Parente do MKO)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

307. O HOMEM QUE SABIA DEMAIS (1956)

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Durante suas férias no Marrocos, Ben McKenna (James Stewart), um médico, e sua família se envolvem acidentalmente em uma trama internacional de assassinato, quando um moribundo fala ao ouvido de Ben algumas palavras. Para impedi-lo de denunciar a trama à polícia, os conspiradores resolvem então sequestrar seu filho.

Crítica
Baseado na obra de Charles Bennett e D. B. Wyndham-Lewis, "O Homem Que Sabia Demais" é mais um excelente filme do grande mestre, Alfred Hitchcock, embora não chegue à altura de um "Rebecca, A Mulher Inesquecível", ou de "Quando Fala o Coração", ou de "Janela Indiscreta", ou ainda de "Psicose", entre mais alguns.

O roteiro de John Michael Hayes é bem estruturado e, na nas mãos de Hitchcock, nos brinda com grandes momentos de tensão, como nas cenas da tentativa de assassinato do Primeiro Ministro, no Royal Albert Hall, ou nas seqüências finais que envolvem o resgate na Embaixada do jovem Hank.

A trilha sonora, conduzida pelo legendário colaborador de Hitchcock, Bernard Herrmann, é um dos pontos fortes do filme. A performance de Doris Day, nas cenas da Embaixada, ao cantar a música ganhadora do Oscar, "Whatever Will Be, Will Be" (Que será, será), enquanto o marido tenta localizar o filho seqüestrado, contribui para o aumento da tensão exigida pela trama.

A fotografia de Robert Burks também merece menção, assim como as magníficas atuações de Doris Day e James Stewart. Doris Day mostra uma forte presença de cena, demonstrando segurança e, várias vezes, sobrepujando o grande James Stewart.
(Contracampo 70 anos de cinema)

Premiações
- Ganhou o Oscar de Melhor Canção Original ("Que Sera, Sera").
- Indicado ao Palma de Ouro em 1956

Curiosidades
- Em suas clássicas aparições, o diretor Alfred Hitchcock surge de costas para a câmera vendo acrobatas em um mercado marroquino, pouco antes do assassinato.

- O compositor Bernard Herrmann, responsável pela trilha sonora de O Homem Que Sabia Demais, aparece como regente da orquestra na sequência do Albert Hall.

- A sequência do Albert Hall dura 12 minutos e não possui uma única palavra de diálogo.

- O Homem Que Sabia Demais esteve inacessível ao público em geral durante décadas. Isto porque Hitchcock comprou de volta os direitos de 5 de seus filmes e os deixou de legado para sua filha. Estes filmes receberam o apelido de "os 5 filmes perdidos de Hitchcock" e apenas estiveram novamente ao alcance do público em 1984, quando foram relançados nos cinemas, com uma distância de quase 40 anos desde seu primeiro lançamento. Os demais filmes do pacote eram Festim Diabólico (1954), Janela Indiscreta (1954), Um Corpo Que Cai (1958) e O Terceiro Tiro (1955).

- Refilmagem de O Homem Que Sabia Demais, filme dirigido pelo próprio Alfred Hitchcock em 1934.

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The.Man.Who.Knew.Too.Much.(1956).DVDRip.DivX3LM-SOUTHSiDE.avi

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

274. JANELA INDISCRETA (1954)

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1950 - Em Greenwich Village, Nova York, o fotógrafo profissional L. B. Jefferies se vê obrigado a ficar confinado numa cadeira de rodas, em seu apartamento, enquanto se restabelece de um acidente no qual quebrou a perna.
Para passar seu tempo, ele começa a observar o que ocorre com os moradores dos prédios que ficam do outro lado do pátio que dá para sua janela. Tal passatempo termina se transformando numa forte obsessão pelos dramas privados dos seus vizinhos. Há a Srta. Coração Solitário, tão desesperada com seu amante imaginário, a ponto de sempre colocar um prato na mesa de jantar para ele. Há um compositor frustrado que passa algum tempo em seu piano. Há a escultora que toma banho de sol, a escultural bailarina, o casal de meia-idade com seu cachorro... e um vendedor que vive com sua esposa.
Um dia, quando a mulher do vendedor desaparece misteriosamente, ele se convence de que o homem que ele observava, matara sua esposa e escondera seu corpo. O que o desespera é o esforço para convencer sua deslumbrante namorada e 'socialite', Lisa, sua enfermeira, seu melhor amigo e até outros vizinhos, do que vira... até que o assassino se prepara para matar outra vez. A partir daí, Jefferies tenta, com suas limitações físicas, investigar a cadeia de acontecimentos altamente suspeitos e pede que Lisa o ajude nessa tarefa.

Premiações

Grace Kelly recebeu o prêmio de Melhor Atriz pelo Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA. E janela Indiscreta foi indicada aos Oscars de Melhor Fotografia, Melhor Direção (Alfred Hitchcock),Melhor Gravação de Som e Melhor Roteiro.

Curiosidades
- Em suas clássicas aparições em seus filmes, Alfred Hitchcock surge aos 26 minutos, ajustando o relógio do compositor, que mora no prédio em frente ao apartamento de Jeffries.
- O set de filmagens de Janela Indiscreta foi todo ele baseado em uma quarteirão real da cidade de Nova York. O filme inclusive indica o endereço do apartamento de Jeffries - 125 7th Street -, mas este endereço não existe realmente.
- A trilha sonora de Janela Indiscreta feita por Franz Waxman recicla músicas de outras duas trilhas sonoras feitas por ele: Um Lugar Ao Sol (1951) e No Caminho dos Elefantes (1954).
- Em 1954, quando Janela Indiscreta foi lançado nos cinemas, a distribuição coube à Paramount. Já em 2000, quando foi lançada uma nova cópia remasterizada, a distribuição coube à Universal Pictures.
- Janela Indiscreta teve uma refilmagem em 1998, de mesmo nome e protagonizada por Christopher Reeve e Daryl Hannah.
- Janela Indiscreta esteve inacessível ao público em geral durante décadas. Isto porque Hitchcock comprou de volta os direitos de 5 de seus filmes e os deixou de legado para sua filha. Estes filmes receberam o apelido de "os 5 filmes perdidos de Hitchcock" e apenas estiveram novamente ao alcance do público em 1984, quando foram relançados nos cinemas, com uma distância de quase 40 anos desde seu primeiro lançamento. Os demais filmes do pacote eram Festim Diabólico (1954), O Homem Que Sabia Demais (1956), Um Corpo Que Cai (1958) e O Terceiro Tiro (1955).

Crítica
"Janela Indiscreta" é mais um excelente filme de Hitchcock, com alguns momentos maravilhosos. Com um ótimo roteiro e um suspense crescente, o filme prende a atenção do espectador até a última cena. Os diálogos são inteligentes.

Grace Kelly e James Stewart estão perfeitos em seus papéis. O elenco de apoio também tem uma atuação de destaque, com ênfase para Thelma Ritter, como a enfermeira Stella, e Wendell Corey, como o tenente Doyle.

Entretanto, a grande estrela do filme é a direção de Hitchcock.
(Fonte)

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