Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

539. A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA (1971)

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Entre a 2ª Guerra Mundial e a Guerra da Coréia dois jovens, Duane Jackson (Jeff Bridges) e Sonny Crawford (Timothy Burrows), vivem em Anarene, uma pequena cidade no Texas. Eles se parecem fisicamente, mas mentalmente e emocionalmente vivem em diferentes planos, sendo que enquanto Duane é agressivo, Sonny é bem mais sensível. Boa parte do tempo deles é passado no cinema e no salão de sinuca. Enquanto Duane tenta se firmar freqüentando festas de embalo, Sonny é iniciado no sexo por Ruth Popper (Cloris Leachman), a frustrada esposa do seu treinador. Porém, independente do que aconteça, a cidade está morrendo silenciosamente e lentamente.

Premiações
*Oscar 1972 - Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
- Vencedor nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Ben Johnson)e Melhor Atriz Coadjuvante (Cloris Leachman).
- Indicado nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Filme, Melhor Direção (Peter Bogdanovich), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator Coadjuvante (Jeff Bridges), Melhor Atriz Coadjuvante (Ellen Burstyn).

*BAFTA 1973 - Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
- Vencedor do Prêmio de Melhor Roteiro Adaptado, Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Ben Johnson)e do Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Cloris Leachman).
- Indicado aos Prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção (Peter Bogdanovich)e Melhor Atriz Coadjuvante (Eileen Brennan)

*Globo de Ouro 1972 - EUA
- Vencedor na Categoria de Melhor Ator Coadjuvante (Ben Johnson).
- Indicado nas Categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Direção (Peter Bogdanovich), Melhor Atriz Coadjuvante (Ellen Burstyn e Cloris Leachman)e Melhor Revelação Feminina (Cybill Shepherd)

*NYFCC Award 1971 - Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
- Vencedor dos Prêmios de Melhor Roteiro, Melhor Ator Coadjuvante (Ben Johnson), Melhor Atriz Coadjuvante (Ellen Burstyn).

*APCA Trophy 1973 - Associação Paulista de Críticos de Arte
- Vencedor do Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Peter Bogdanovich)

Curiosidades
- O ator John Ritter esteve cotado para interpretar o personagem Sonny Crawford.
- As atrizes Sissy Spacek e Morgan Fairchild estiveram cotadas para interpretar a personagem Jacy Farrow.
- Estréia de Cybill Shepherd no cinema.
- A atriz Cybill Shephard foi contratada tendo a opção de se recusar a rodar cenas de nudez, se assim quisesse. Shepherd apenas concordou em realizar cenas de nudez para A Última Sessão de Cinema após consultar outras três atrizes do elenco, Ellen Burstyn, Cloris Leachman e Eileen Brennan. Todas concordaram que Shepherd deveria realizar as cenas.
- Toda a trilha sonora do filme, com exceção dos créditos de encerramento e da banda tocando ao vivo na festa de Natal, é tocada como música de fundo através de rádios, jukeboxes ou vitrolas portáteis.
- A versão especial contém 7 minutos de cenas extras, que não foram incluídas na versão original do filme.
- O orçamento de A Última Sessão de Cinema foi de US$ 1,3 milhão.
- Seguido por Texasville (1990).

Crítica
Permanecer imóvel diante das profundas e intensas mudanças ocorridas no mundo durante os fins dos anos 60 e começo dos 70, não era o objetivo de Hollywood. Era necessário mostrar ao revolucionário cinema europeu que também sabia fazer filmes tão sérios quanto eles. Produções fantasiosas como os Westerns, Musicais , Gangsters entre outros gêneros, com suas histórias de vilão e mocinho, enredos ingênuos e cheio de fantasias , foram deixados de lado. Já não havia muito espaço para o glamour e o melodrama.

Surgiram cineastas comprometidos em criar um caráter mais autoral às produções hollywoodianas, e as atenções voltaram-se para a realidade, abordando a vida cotidiana das pessoas nas grandes ou pequenas cidades. Teríamos agora , anti-herois, protagonistas ambivalentes, em lugar de heróis impecáveis. O ser humano seria mostrado com todos os seus defeitos. Teríamos ate filmes fazendo reflexões existenciais em plena Hollywood. Entre os diretores autorais surge Peter Bogdanovich e sua obra-prima A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA.

Baseado no romance de Larry Mcmurtry, e vencedor de 2 oscars ( ator e atriz coadjuvantes ), A ultima sessão de cinema é mais um dos novos filmes incluidos pelos críticos da AFI na nova atualização da lista dos 100 melhores. Se a escolha foi justa ou não, particularmente, é uma afirmação dificil de ser feita, pois o clássico de Bogdanovich não despertou grandes elógios de minha parte, mas tem um tom autoral que raramente filmes Hollywoodianos possuem.

Não é um filme inesquecível, emocionante ou apaixonante para se ver várias vezes: é apenas uma rara obra de arte poética, impessoal, e objetiva produzida por Hollywood. Assim como Antonioni mostra o tédio da burguesia em filmes como a Aventura (60) , Bognadovich o faz neste: a vida tão monótona e vazia de pessoas sem perspectiva alguma em uma pequena cidade do Texas. A história de jovens adolescentes e suas descobertas e a história dos mais velhos e suas perdas.

É claro, ao explorar o tédio, o filme também passa a se mostrar cansativo, lento, vazio, e chato para muitos. Mas é inegavel a beleza da fotografia e direção de arte. O talento de um bom elenco e a escolha perfeita da linda atriz Cybil Shepherd, como a jovem e sedutora Jacy. Quem naquela pequena cidade resistiria a tanta beleza? Cybil Shepherd compensa toda a monotonia do filme, e foi o que me motivou a assistir a este clássico dos anos 70 ( fiquei encantado ao vê-la em Táxi- Driver).

Enfim, é um filme que não assemelha-se a um filme hollywoodiano, não é um filme sobre cinema como diz o título ( o cinema da cidade serve apenas como uma metáfora para indicar a decadencia dos personagens, já que o local acaba falindo e fechando suas portas), não possui uma trilha sonora, escutamos apenas as músicas tocadas no rádio, tem um ótimo elenco e uma linda Cybil Shepherd, o suficiente para prender a atenção do espectador.

por Jackson Moreira Ferreira em Cineplayers

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terça-feira, 1 de junho de 2010

353. A UM PASSO DA LIBERDADE (1959)

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Homem que divide a cela numa prisão em Paris com mais de quatro priosioneiros, aceita elaborar um meticuloso plano de fuga com os companheiros. Explêndida e sombria direção, com uma iluminação fantástica, excelente interpretações e um roteiro que é uma verdadeira aula. Maravilhoso testamento fílmico de Becker, sem dúvida seu melhor filme.

Crítica
“A Um Passo da Liberdade” (ou, em tradução literal do título francês, “o buraco”) conta a história de cinco prisioneiros que tentam escapar da prisão La Santé, em Paris, pelos esgotos.

O diretor e roteirista Jacques Becker insistia que a história era totalmente baseada em fatos reais. Reforça essa suposta fidedignidade o fato de Jean Keraudy, um dos envolvidos no caso real, atuar como Roland, que praticamente é o líder dos fugitivos. É ele, também, que faz uma breve introdução ao filme, antes dos créditos iniciais. Além disso, outros dois participantes na fuga ajudaram na reconstituição dos detalhes, durante as filmagens.

Já bastante doente durante a produção, Becker, que morreria apenas alguns dias depois, teve a ajuda de seu filho, o também diretor Jean Becker, em algumas cenas.

O uso de atores não-profissionais em quase todos os papéis principais, aliado aos inúmeros longos planos dando ênfase às tarefas repetitivas da prisão e aos preparativos relacionados à fuga, garantiram uma narrativa naturalista, quase de documentário, que é o ponto alto do filme. O “realismo” é reforçado também pela ausência de qualquer música, até os créditos finais, sendo a trilha sonora composta unicamente pelos mais variados ruídos (como os de buracos sendo abertos em pisos e paredes ou de grades sendo serradas). É impossível não fazermos uma analogia com “Rififi” (“Du Rififi Chez Les Hommes”, dir. Jules Dassin, 1955) e sua antológica cena do assalto, com 27 minutos de duração sem qualquer trilha sonora ou diálogo. Também em “Le Trou”, os ruídos, sem música que os amenize, vão gradativamente criando uma enorme tensão no espectador.

Roland, Manu, Monsigneur e Geo dividem uma cela e planejam a fuga. Quando chega um novo preso para sua cela, Claude, hesitam em inclui-lo nos planos, afinal pode se tratar de um “dedo-duro” plantado ali por conta de alguma suspeita do diretor do presídio. Mais tarde, porém, Claude, que dizia ter sido preso injustamente, por conta de uma acusação falsa de sua esposa, ganha certa confiança dos demais (que nunca é total) e assume algumas tarefas nos preparativos.

As incursões dos presos aos subterrâneos, durante os preparativos, proporcionam cenas marcantes. Quando Manu e Claude conseguem abrir a última passagem e chegar até a rua (sem, no entanto, fugir, já que a fuga seria no dia seguinte, com todos os demais), Claude vê um táxi passando e diz que “quase poderia pegá-lo”. É o típico momento “tão perto, tão longe”.

“Le Trou” é, para mim, filme de prisão e fuga que pode facilmente ser colocados entre os melhores do gênero. Filmaço!
Fonte

Premiações
Indicado ao BAFTA nas categorias de Melhor Filme e Melhor Ator para Philippe Leroy, Indicado ao Palma de Ouro em 1960

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

256. A UM PASSO DA ETERNIDADE (1953)

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Em 1941, Robert E. Lee Prewitt (Montgomery Cliff) pede transferência do exército e vai parar na base militar de Schofield, no Havaí. Seu novo capitão, sabendo que ele é um exímio boxeador, deseja que ele faça parte da equipe de boxe, mas ele se recusa terminantemente. Irritado, o capitão consegue que seus subordinados transformem a vida do novo recruta em um inferno. Paralelamente, o Sargento Warden (Burt Lancaster), ouvindo histórias que a esposa do capitão procura relações extra-conjugais por ter sérios problemas no casamento, começa a se interessar por ela e acaba sendo correspondido. Para complicar a situação na base, Maggio (Frank Sinatra), um amigo de Prewitt, é vítima de Fatso (Ernest Borgnine), um sádico sargento, e Prewitt se apaixona por uma prostituta. Mas enquanto todos estes acontecimentos têm andamentos algo muito mais grave está para acontecer: o ataque japonês a Pearl Harbor.

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sábado, 28 de novembro de 2009

251. UMBERTO D. (1952)

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Itália, início dos anos 50. Enquanto a economia do país renasce das ruínas da Segunda Guerra, os idosos sofrem com as suas miseráveis aposentadorias. Em Roma, Umberto Domenico Ferrari, um funcionário público aposentado, é ameaçado de despejo por não conseguir pagar o aluguel. Na companhia de seu único amigo, o cachorrinho Flike, Umberto vaga pelas ruas, buscando apenas um objetivo: viver com dignidade.

Premiações
De Sica levou 3 prêmios de Melhor Direção.O Filme foi indicado para o Grande Prêmio do Festival de Cannes e ainda indicado ao Oscar de Melhor Roteiro.

Crítica
Umberto D. é um clássico sobre o drama do abandono na velhice, marcando o apogeu da parceria entre o mestre Vittorio De Sica e o roteirista Cesare Zavattini, a dupla responsável por obras-primas do neo-realismo italiano, como Ladrões de Bicicleta, Milagre em Milão e Vítimas da Tormenta.

História sensível e comovente em um clássico europeu de personagens fortes e marcantes.Considerado o grande filme de Vittorio de Sica ao lado de Ladrões de Bicicletas (embora bem menos popular do que este último), Umberto D. conta, em sua narrativa, os problemas enfrentados por um senhor aposentado em uma Itália afundada na crise econômica. Apesar de possibilitar várias leituras, considerando os contextos políticos (governo irresponsável), sociais (crise de emprego) e até mesmo geográficos (Itália pós-guerra), a minha preferida é a mais óbvia, e é a leitura que vem da enorme sensibilidade da história. Umberto D. faz de tudo para sobreviver (dê uma ênfase ao prefixo “sobre”), e acompanhar sua jornada é simplesmente emocionante.
Apesar de se passar na Itália em um período específico da história daquele país (o pós-Guerra, quando a inflação devorava rapidamente o dinheiro do povo), a situação de Umberto Ferrari é atemporal e, também, poderia se passar em qualquer país. Desde os problemas comuns e mais abrangentes como o abandono dos idosos, governo irresponsável, arrogância dos ricos para com os pobres; até situações mais pessoais, como a solidão e a tristeza. O filme funciona como um prato-cheio de emoções tristes. Não há como não torcer para que Umberto encontre um final feliz. Mas, ao fazer isso, o espectador sabe que pode estar se enganando: como terminar bem com um cenário tão ruim ao seu redor?
Umberto tem apenas duas coisas com quem contar: seu cachorro (que acabaria por ser o responsável por um dos finais mais arrebatadores, em minha opinião, do cinema da década de 1950) e a empregada da pensão, uma jovem grávida que possui seus próprios problemas e, por isso talvez, entenda os problemas de Umberto muito bem. Todos os outros personagens significam adversidade: desde a dona da pensão até os velhos amigos que não querem (ou não podem) ajudar Umberto financeiramente. Por conta das adversidades, Umberto nem sempre consegue ser um personagem moralmente estável. Quando a necessidade aperta, ele é capaz de tomar decisões bastante desumanas, o que torna seu personagem completo e real, acima de tudo.
À época de seu lançamento, o filme foi um fracasso de crítica e de público. Talvez este não tenha gostado de assistir a uma história tão deprimente, sendo que o mundo ainda reconstruía-se depois da guerra. Hoje o filme é revisitado por críticos e cinéfilos e reverenciado como um ótimo exemplo de cinema, o que pode ser visto como uma atitude bem merecida. De Sicca conseguiu criar um filme cheio de complexidades que se mantém simples em sua essência, atingindo quaisquer objetivos que o diretor tenha almejado com total eficiência.
Tecnicamente belo, o trabalho do diretor italiano encontra-se situado em um momento de transformação do cinema. O filme encontra resquícios do cinema clássico, do expressionismo (longas sombras projetadas), mas serve para apresentar, de certa forma, o novo cinema, o cinema que ficaria famoso em Fellini, principalmente por este também ser italiano, e Antonioni. O cinema sendo utilizado como crítica social e política, mais do que nunca.
Agora, independente da técnica utilizada, o filme deixa sua marca na história do cinema é pela sua belíssima história. Como comentei lá no começo desta matéria, Umberto D. possui personagens muito fortes (mesmo o cãozinho tem grande importância e significado) e humanos, capazes de realizarem boas e más ações, geralmente com boas intenções (e por isso não há personagens estereotipados). Permanece aqui, então, a recomendação de mais um clássico do cinema europeu, tão ou mais valoroso que o popular Ladrões de Bicicletas.
Por Alexandre Koball, 02/10/2007

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(Legenda e info by Cris bsb do MKO)

domingo, 19 de julho de 2009

147. O ÚLTIMO REFÚGIO (1941)

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Em razão de um indulto concedido pelo governador, Roy Earle (Humphrey Bogart) é libertado do Presídio Mossmoor, após cumprir pena de 8 anos por assalto a banco. Ele se encontra com um ex-tira, Jake Kranmer (Barton MacLane), que é capanga de Big Mac (Donald MacBride), um chefão do crime que quer Earle comandando um roubo num hotel em uma estância de férias na Califórnia, Tropico Springs, onde só ricos se hospedam. Kranmer dá para Earle dinheiro e um carro, dizendo para que vá para uma pousada nas montanhas. Lá ele se encontra com dois pistoleiros, Red Hattery (Arthur Kennedy) e Babe Kozak (Alan Curtis), que o ajudarão no roubo. Earle vê que Babe tem uma namorada, Marie Garson (Ida Lupino), que trabalhava num bar de strip-tease. Ele não gosta de sua presença e ordena para Red que se livre dela, mas Marie fala com Earle e contorna a situação dizendo que sabe o que acontece ali, pois o contato deles, Louis Mendoza (Cornel Wilde), disse tudo para ela. Assim Earle não precisa se preocupar com ela e sim com Mendoza. Esta conversa faz Earle mudar sua posição, concordando que ela fique pelo menos alguns dias. Ao conhecer Mendoza, Earle indiretamente o ameaça de morte, se "alguém" abrir o bico. Já em Los Angeles, Earle encontra Big Mac doente. No dia do assalto Marie os acompanha para ajudá-los, mas nem tudo sai como o planejado.

Curiosidades

- Inicialmente o personagem Roy Earle seria interpretado por Paul Muni. Entretanto o ator não gostou da 1ª versão do roteiro, escrito apenas por John Huston, tendo reclamado com o produtor Hal B. Wallis. O produtor contratou W.R. Burnett, autor do livro o qual o filme é baseado, para ajudar Huston numa 2ª versão do roteiro. A nova versão foi entregue a Muni, que mais uma vez não gostou e desistiu de vez do projeto.
- Após a desistência de Paul Muni, o produtor Hal B. Wallis queria que George Raft interpretasse Roy Earle. Nesta mesma época o produtor já havia recebido um telegrama de Humphrey Bogart, no qual reiterava que estava interessado no papel.
- Como sabia que George Raft desejava mudar sua imagem no cinema e se afastar dos filmes de gângsters, Humphrey Bogart lhe disse que o estúdio queria contratá-lo para estrelar mais um filme de gângsters. Assim Raft foi ao escritório de Wallis e recusou o papel, o que fez com que Bogart fosse posteriormente contratado.
- Este é o 3º de 5 filmes em que o diretor Raoul Walsh e o ator Humphrey Bogart trabalharam juntos. Os demais foram Heróis Esquecidos (1939), Dentro da Noite (1940), Comboio para o Leste (1943) e Um Preço para Cada Crime (1951).
- As filmagens ocorreram entre 15 de agosto e 17 de setembro de 1940.
- Este foi o último filme que Humphrey Bogart fez em que não era o 1º nome do elenco a aparecer nos créditos. O estúdio decidiu apostar em Ida Lupino, já que ela tinha feito sucesso com Dentro da Noite (1940).
-Refilmado como Golpe de Misericórdia (1949) e Morrendo a Cada Instante (1955).
- O orçamento de O Último Refúgio foi de US$ 455 mil.

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Em Breve

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(postado e legendado originalmente por Palanca do cstbr.org..+1..rsrs)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

79. O ÚLTIMO CHÁ DO GENERAL YEN (1933)



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Em meio à guerra civil chinesa, Megan Davis (Barbara Stanwyck), uma missionária norte-americana, viajou a Xangai para se casar com seu amigo de infância. Separados durante um ataque, Megan é levada como prisioneira pelo comandante militar local, General Yen (Nils Asther), que, intrigado por sua inocência e força, a leva para seu palácio de verão. Megan, a princípio, sente repulsa pelo comportamento bárbaro do seu capturador, mas logo percebe que por trás da crueldade de Yen existe a alma de um poeta e filósofo. E conforme a guerra explode ainda mais ao redor deles, estes dois estranhos acabam envolvidos em uma perigosa teia de desejo, traição e amor impossível.

Crítica
Frank Capra é um dos mais célebres diretores do cinema clássico americano. Celebrado principalmente por suas obras contextualizadas na Depressão. Filmes que mostram um mundo justo, e que transpiram esperança, sentimento mais necessário naqueles difíceis momentos. Seus títulos mais conhecidos estão nessa fase: O Galante Mr. Deeds, Do Mundo Nada se Leva, A Mulher Faz o Homem, A Felicidade Não se Compra... Porém, antes de virar um fenômeno com Aconteceu Naquela Noite, em 1934, Capra realizou significantes películas.

O Último Chá do General Yen é talvez a mais expressiva. Mais, até, que algumas de suas consagradas obras. Nessa história de amores clandestinos, Capra utiliza o refinamento estético contemplativo dentro do classicismo, ou seja, por mais que seja convencional na maneira de filmar – já que dentro dessa lógica, isso era um meio -, ele não ignora o tempo tão significativo no cinema moderno. Há o tempo de transcendentalizar pelo apuro visual, pelo olhar de uma beleza inerente ao contexto. É uma mera contemplação, e para isso necessita-se um tempo, que não chega a ser considerado morto, mas é um tempo inanimado. Tal aspecto aguça-se com o decorrer da história. É ritmado com a paixão a se distinguir.

A sincronia entre o vislumbramento e as múltiplas sensações de afeto caracteriza o lado romântico de seu cinema, tão atípico. Por mais que viria a fazer dramas, a comédia sempre lhe seria um fator integrante, agregador e imprescindível. São poucos os seus filmes que mantêm o drama e o romance como focos. Ao fazê-lo, mostra-se eclético, pois mesmo que o autor esteja em formação, as qualidades são naturais. Faz com apreço.

O filme conta a história de uma missionária que vai à China, durante diversos conflitos, para se casar. Problemas ocorrem na trajetória, e ela se vê raptada pelo bronco General Yen. A princípio, fê-lo com objetivo de atingir o grupo de missionários, mas por ela se encantou, e prolongou a situação.

Por mais que o conteúdo sofra influências de um clássico romantismo, em que primeiro vem o conflito odioso para depois vir a comunhão, a história soa verdadeira para os parâmetros atuais, e isso independente da habilidade de transportar-nos para dentro dele. Antes de tudo, percebe-se uma admiração mútua, porém enrustida – e assim fica até o derradeiro final. Porém os atos contradirão as palavras, e o desprezo proferido por ela torna-se tolo ao ver que passam mais tempo juntos, sempre buscado por ela. É quando o tempo da contemplação torna-se intrínseco a O Último Chá do General Yen. É parte da personagem. A câmera olha para o general sem apontar de quem é a visão subjetiva, mas não há necessidade. A atmosfera criada torna óbvio tal movimento.

Nesse filme de momentos sublimes busca-se o olhar do exótico, sem torná-lo caricato, mas sempre tentando entendê-lo, e ver o belo. A história paralela da servente é uma adaptação disso para relação hierárquica. Os desgostos artificiais entre o general e a missionária tornam-se superficiais, quando ele finalmente se prova um homem de honra, e que sua personalidade é parte de um cultural diferente da ocidental. O último chá do título refere-se a uma última decisão, a mais difícil. O chá representa a essência do general, o tradicionalismo. A conturbação causada por uma estranha e bela personalidade funde elementos, especialmente os sensoriais. A contemplação da câmera exerce a transformação dos sentidos. Torna-se tão forte, que nos é quase físico. É uma realidade imposta e desconcertante, de caráter lúdico, que perpassa a existência: torna-se espiritual.

Em O Último Chá do General Yen, Capra assiste a tragédia do homem e o nascimento da paixão através da observação. E no sentir ele vislumbra um mundo novo, assim como seus personagens. Independente do que ocorra, o que existiu está marcado. O que fazer: olhar e olhar.

Por Gabriel Carneiro, em Revista Zingu

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The.Bitter.Tea.Of.General.Yen.(1933).(Dual.RUS.ENG).DVDRip.XviD.avi

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The.Bitter.Tea.Of.General.Yen.(1933).(Dual.RUS.ENG).DVDRip.XviD.srt

(Todas as inf foram obtidas no MKO postadas por mfCorrea, many tks)

domingo, 19 de abril de 2009

24. A ÚLTIMA GARGALHADA (1924)



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A Última Gargalhada conta a trágica história de um auto-confidente porteiro de hotel, brilhantemente retratado por Emil Jannings, que é rebaixado para atendente de toilet. A identidade inteira do porteiro é baseada em sua posição e especialmente em seu uniforme que simboliza poder e respeito para a sua comunidade pobre de amigos e familias. O momento mais chocante e brutal do filme é quando o gerente do hotel sem cerimonias despe o porteiro de seu uniforme; é como se a pele do porteiro estivesse sendo arrancada.Mas este é apenas o inicio de seu julgamento.

"- Emil Jannings (o porteiro do filme) foi um ator de muito sucesso na Alemanha e posteriormente no mundo, graças as suas participações nos filmes do expressionismo. Ganhou o oscar de 1928 (o primeiro oscar que houve) com o filme "Tentação da carne).

- Porém com a chegada do som no cinema Jannings não conseguiu se adaptar com a lingua inglesa e desiste de ser ator nos Estados Unidos.

- De volta para a Alemanha Jannings foi um dos poucos grandes que se ofereceu a Hitler, sendo nomeado em 1940, presidente da UFA.

- Jannings estava terminando de filmar Wo ist Herr Belling? em 1945 quando a guerra acabou. Detido foi liberado do julgamento devido ao seu passado conhecido. Retirou-se para Viena, onde viveu até sua morte de cancer em 1950, aos 66 anos.

- Formado em História da Arte F.W.Murnau (1888-1931) trabalhou como assistente de Max Reinhardt. Lutou como piloto na Ia guerra.

- Estreou com o filme O menino vestido de azul em 1919 e dirigiu filmes clássicos e marcantes do movimento expressionista como Tartuffo, Aurora, A ultima Gargalhada e Nosferatu, Fausto e Dr. Jekyll and Mr. Hyde.

- O filme usa apenas cartões de titulo para explicar a troca de emprego e no fim para o epílogo; mas nenhum fora usado para diálogo.

- O Diretor F.W. Murnau and screenwriter Carl Mayer queriam originalmente que o filme terminasse com a morte do porteiro no banheiro. Executivos da UFA os pressionaram para filmarem um final feliz antes da premiere do filme no sentido de maximizar seu potencial economico. Murnau e Mayer, obviamente se chatearam com isto, criando um epilogo cinico, mostrando o porteiro tendo herdado de um excentrico hospede do hotel uma fortuna, que deixou para a ultima pessoa que viu antes de morrer. Os executivos tambem os pressionaram para mudar o titulo de "The Last Man" para "The Last Laughter".

- Este filme pode ter sido o primeiro a usar uma camera segurada na mão na história do cinema. Karl Freund, na primeira cena, colocou a camera presa ao seu peito e rodou ao redor do lobby do hotel em uma bicicleta.

- De acordo com Alfred Hitchcock, que estava trabalhando na Alemanha na época pelos UFA studios, F.W. Murnau tinha todos os sinais da rua, posters e letreiros de compra feitos na versão em Esperanto.

- Em a ultima gargalhada é feito uma combinação de elementos expressionistas como angulos extremos da camera, sonhos de imagens distorcidas e luzes pertubadoras com efeitos de sombras, incluindo um estudo psicologico complexo do personagem principal e sua queda do privilégio."

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Der.Letzte.Mann.(1924).DVDRip.XviD.avi

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