Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

domingo, 18 de abril de 2010

321. O INCRÍVEL HOMEM QUE ENCOLHEU (1957)

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A vida de um homem muda completamente quando uma bizarra nuvem de poeira atômica atravessa sobre ele, fazendo-o diminuir de tamanho progressivamente. Quanto menor ele fica, maiores são os problemas que ele deve enfrentar como batalhas contra aranhas e até o risco de ser esmagado...

Crítica (by.palanca CST)
Embora fã incondicional de filmes fantásticos já hà algum tempo, apenas em 2001 tive a oportunidade de conferir o clássico "O Incrível Homem que Encolheu" (The Incredible Shrinking Man, 1957), de Jack Arnold. Fiquei impressionado com a competência desse filme. De longe o melhor trabalho do conhecido diretor de "O Monstro da Lagoa Negra" (54), que também é Ótimo.

Escrito e roteirizado pelo mestre Richard Matheson, a partir de seu romance homônino, O Incrível Homem que Encolheu narra a dramática odisséia de Scott Carey (Grant Williams), um pacato cidadão americano que acidentalmente atravessa uma estranha nuvem radioativa durante um passeio de barco e passa a diminuir de tamanho progressivamente, diante da impossibilidade dos médicos de frearem o processo. O pesadelo se inicia. Espiralando-se de encontro ao inevitável, ele sabe que está prestes a dar um mergulho sem volta ao misterioso universo quântico. E se isso NÃO bastasse, ainda existe a certeza de que esse universo é único, inédito; e o pior - ele será engolido e deixado para trás por coisas que anteriormente dominava com indiferença.

O próprio Matheson considerava essa história mais como fantasia do que ficçãoo científica, ou antes um pesadelo de horror, pois a ciência é utilizada de forma frouxa, livre, sem fornecer campo algum para a especulação; mas com esse argumento essencialmente simples em sua estrutura, o autor cria uma avalanche de situações física e emocionalmente assustadoras, que se ancoram nos efeitos especiais magníficos de Clifford Stine para formar um dos maiores clássicos do cinema fantástico.

Pela sutiliza perversa da história e pelo modo como testemunhamos as mirabulosas aventuras do personagem diante de sua tragédia, esse filme é considerado por muitos como uma verdadeira fantasia de horror e medo. Mas aqui o terror NÃO se apresenta com monstros; funciona antes - e muito melhor - na angústia vivida pelo personagem. A verdade que ele precisa escapar de seu próprio gato; precisa derrotar uma aranha para ter domínio completo sobre seu território - o porão -, mas ele sabe (e não sabemos) que a sua luta diária, por mais árdua que seja, terá¡ sido em vão. Quando muito, ele será um vencedor temporário, indo direto ao encontro de novos níveis de perigo, ainda maiores (ou menores?).

Um dos momentos mais angustiantes é quando o desafortunado liliputiano, a ponto de ser tragado por uma inesperada inundação, concentra toda sua energia nos gritos aterrorizados que jamais vibrarão nos tímpanos de um possível salvador. Sua micro voz já NÃO pertence À esfera de nosso mundo. Se houve alguma esperança no passado, ela se desmorona nesse momento.

O mais interessante é que o filme NÃO explora clichês. Seria fácil, por exemplo, dedilhar o roteiro e colocar Scott Carey como um prisioneiro de cientistas "entusiasmados" com sua estranha doença e tendo que fugir (vide O Mundo em Perigo: "não queremos danificar o formigueiro"; ou O Monstro do Ártico: "Precisamos conservá-lo para estudo"...), ou , pior ainda, de maneira ainda mais mirabulosa que o próprio encolhimento, um modo de reverter o processo e trazer o personagem de volta À normalidade.

Seria fácil, mas o que fez a diferença foi Richard Matheson e sua visão do que seria estar verdadeiramente no limiar do desespero sem volta, ainda que o final, contornando o pessimismo completo, se apresente de maneira poética: À proporção que o universo se expande, Corey diminui; pequeno ou grande, porém, ele está dentro desse universo em expansão. A metáfora final se apresenta quando:
bom pessoal, vejam o filme!

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The.Incredible.Shrinking.Man.(1957).(Dual.SPA.ENG).DVDRip.XviD.avi

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

320. TRONO MANCHADO DE SANGUE (1957)

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Japão, século XVI. As guerras civis sacodem o país. Dois valentes samurais, os generais Washizu e Miki, regressam aos seus domínios depois de uma batalha vitoriosa. No caminho, uma misteriosa senhora profetizao futuro de Washizu: o guerreiro se converterá no Senhor do Castelo do Norte. A partir deste fato, Washizu se vê imerso numa trágica e sangrenta luta pelo poder. Kurosawa no ápice de sua carreira e com seu ator predileto (Toshiro Mifune), translada o universo de Shakespeare ao violento japão medieval. A força expressiva de Kurosawa brilha nas sequências antológicas que já fazem parte da história do cinema. A melhor adaptação de "Macbeth".

Curiosidades
- Inicialmente Akira Kurosawa pretendia que o castelo fosse construído em escala menor. Entretanto esta possibilidade foi descartada ao perceber que seria impossível construído com as seções previstas. Desta forma, foi construído um castelo em tamanho natural;
- Para a construção do castelo a produção teve a ajuda do exército americano, dono da área onde foi feita a construção;
- Takeshi Kitô, o guarda que é morto por Toshirô Mifune, estava preocupado com a lâmina da espada de Mifune antes de rodar a cena. Desta forma, colocou um bloco de madeira de forma a proteger o braço. Apesar do cuidado, Mifune usou tanta força ao rodar a cena que perfurou o bloco e machucou o ator.

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Kumonosu.Jô.(1957).(Dual.JAP.ENG.Commentary).DVDRip.XviD-DaveRip.avi [1.47 Gb]

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terça-feira, 13 de abril de 2010

319. NOITES DE CABÍRIA (1957)

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Giulietta Masina interpreta Cabíria, uma prostituta que ganha a vida nas ruas de Roma em meados dos anos 50. Ingênua, ela sonha com o amor perfeito e acredita na bondade das pessoas. Por isso, sofre constantemente desilusões. Em suas andanças pela noite romana, ela se envolve com um astro de cinema em crise conjugai e, também, com um contador, que parece amá-la de verdade. Será que o destino só guarda desencantos para a pobre Cabiria?

Premiações
Ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1958.
Em Cannes (1957), Giulietta Masina , venceu como Melhor Atriz.
O Filme ganhou o prêmio de Melhor Produção no David di Donatello Awards (1957).
Prêmios de Melhor Atriz (Masina), Melhor Diretor (Fellini) e Melhor Atriz Coadjuvante (Franca Marzi) no Italian Nacional Syndicate of Film Journalists

Curiosidade
Noites de Cabiria teve uma passagem vetada pela Igreja na ocasião de seu lançamento, bem mais inocente do que a profissão da protagonista supõe. É o encontro de Cabíria com um benemérito que sai pela cidade distribuindo alimentos aos mendigos em um saco. Para a Igreja, este tipo de caridade individual pressupõe a indiferença da instituição laica frente à miséria, uma passagem mais indecente que o ganha-pão da prostituta mais comovente do cinema.

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Nights.of.Cabiria.(1957).FS.CRiTERiON.DVDRip.XviD.cd1-Schubi.avi [693.07 Mb]
Nights.of.Cabiria.(1957).FS.CRiTERiON.DVDRip.XviD.cd2-Schubi.avi [698.83 Mb]

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domingo, 11 de abril de 2010

318. MORANGOS SILVESTRES (1957)

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Morangos Silvestres conta a história de um médico e professor aposentado, Isaak Borg (Victor Sjostrom), que aos 78 anos será homenageado com o título honorário da Universidade de Lund, sua cidade natal, a qual abandonara em favor de Estocolmo. Desde a véspera até a chegada em Lund, Borg é invadido por recordações do passado que confrontam o seu presente. Sonhos, devaneios e flashbacks conduzem-no a um mergulho no inconsciente, fazendo-o perceber que seu temperamento áspero e distante impossibilita o envolvimento afetivo com familiares e amigos, protegendo-o do sofrimento e, por outro lado, isolando-o. A constatação da velhice e solidão trazem a presença iminente da morte, incitando-o a repensar sua vida durante o percurso que faz até Lund. O desencadeador dessa viagem introspectiva é o sonho que teve na noite anterior à partida para a sua celebração.

Premiações
*Festival Internacional de Berlim, Alemanha
Prêmio Urso de Ouro ( Ingmar Bergman)
Prêmio FIPRESCI (Victor Sjöström)
*Festival de Cinema de Mar del Plata, Argentina
Prêmio de Melhor Filme ( Ingmar Bergman)
Prêmio de Melhor Ator (Victor Sjöström)
*Festival Internacional de Veneza, Itália
Prêmio dos Críticos Italianos de Cinema ( Ingmar Bergman)
*Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
*Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca
Bodil de Melhor Filme
*Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália
Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro
*Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original
*Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Indicado ao Prêmio de Melhor Filme
Indicado ao Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (Victor Sjöström)

Crítica
A obra de Ingmar Bergman já se encontra inscrita no cânone cinematográfico. Tal qual Machado de Assis ou Fiódor Dostoiévski para a literatura universal, só para citar dois exemplos, a produção bergmaniana é preciosa para o cinema.
Sua filmografia é vasta, mas se tivéssemos de resumi-la em uma única palavra, talvez a melhor fosse: interiores. Daí, pode-se desdobrar o que configura a grande busca do diretor: o entendimento do que se passa no coração dos homens, a angústia que qualquer um tem diante da existência e de sua finitude, as incongruências da vida a dois, o silêncio que paira, latente e lancinante, entre os homens, ainda que se fale muito e se dialogue muito. Temas universais, como se vê, ainda que quase toda sua obra tenha sido filmada na longínqua Suécia.
No caso de “Morangos silvestres”, a chave para que se penetre no longa não está presente desde seu título, um tanto obscuro, mas interessante. O interesse de Bergman no filme é flagrar a memória, uma das mais importantes ferramentas que um indivíduo tem, pois se trata de uma aliada do conhecimento.
A memória específica de que o sueco fala no filme é a de um professor de idade avançada, que tem um prêmio importante para receber na cidade onde morou, por sua contribuição como docente e como médico. Para chegar ao local da honraria, toma seu carro, e para lá segue com sua nora. No caminho, é tomado por lembranças de episódios de sua longa vida. Lembranças boas e ruins, que trazem à boca e ao coração gosto de mel ou de fel, como ocorre com qualquer indivíduo. O mergulho feito pelo personagem em suas memórias é acompanhado pelo espectador, que flagra a infância do personagem ,na qual ele costumava colher morangos silvestres, o que justifica o título dado ao filme. O idoso relembra festas, diálogos, pessoas, cores, sabores, texturas e emoções que o atravessaram ao longo do tempo.

Ainda que em preto e branco, a história é contada com belas imagens, e num ritmo lento para os padrões contemporâneos. Lentidão que cabe às recordações de alguém que já não tem mais seus vinte anos. E vale lembrar também que o longa foi rodado no distante ano de 1957, época em que Bergman dirigira outra pérola: “O sétimo selo”. Apesar de longe no tempo, o cinema de Bergman não ficou datado. Suas questões são ainda atuais, pois o ser humano é sempre ser humano, em qualquer lugar ou momento histórico.
Os filmes do cineasta evocam todo tipo de discussão: filosófica, existencial, psicanalítica. A preocupação aqui não é enveredar por nenhum desses caminhos, mas apenas descrever o êxtase gerado pela contemplação de pequenas epifanias de alguém que já percoreu uma extensa trajetória, o que Bergman faz como poucos. Ele desnuda o humano, expondo suas fragilidades, tendo a câmera como cúmplice. É como se, em certa medida, o espectador também fosse desnudado, a partir da identificação que tem com as cenas apresentadas.
São esses fatores que, somados, dão beleza, graça e vitalidade a “Morangos silvestres”. É cinema autoral, que não se faz preocupado em arrebatar grandes platéias, e que deleita olhos enfadados de efeitos visuais escalafobéticos. Um cinema que se faz sem traço algum de maniqueísmo, sem a preocupação de se colocar um herói e seu antagonista. Até porque, sabe-se muito bem, nós mesmos podemos ser nossos maiores inimigos.
Assistir ao filme é tarefa obrigatória. Mas é uma obrigação que e cumpre com extremo prazer por aqueles que se interessam por vislumbrar a dimensão do humano, e que desejam compartilhar, ainda que pela simples contemplação, a dúvida sobre o sentido da vida, a maior inquietação que temos.

Por Patrick Corrêa dos Santos Ferreira MKO 29/09/2009

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Wild.Strawberries.(1957).FS.B&W.DVDRip.XviD-OS.iLUMiNADOS.avi

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317. TARDE DEMAIS PARA ESQUECER (1957)

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Nickie Ferrante (Cary Grant) é um playboy mulherengo, que é considerado o solteiro mais cobiçado da atualidade e está para se casar com Lois Clark (Neva Patterson). Terry McKay (Deborah Kerr) é uma ex-cantora que também está de casamento marcado, com Kenneth Bradley (Richard Denning). Ambos estão em um cruzeiro que parte da Europa rumo a Nova York, no qual se conhecem. Nickie e Terry se apaixonam mas, como ambos têm relacionamentos com outras pessoas, combinam de se encontrar 6 meses após a chegada da viagem, no alto do Empire State. Neste período eles poderão acertar suas vidas e, caso se reencontrem, se casar.

Premiações
- Recebeu 4 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original ("An Affair to Remember").

Curiosidades
- Ingrid Bergman era a 1ª escolha para a personagem Terry McKay.
- Os personagens Nickie e Terry fazem a promessa de se reencontrarem daqui a 6 meses exatamente na metade da duração do filme.
- Nas cenas de canto Deborah Kerr foi dublada por Marni Nixon, que já havia feito o mesmo com a participação da atriz em O Rei e Eu (1956).
- O lançamento de Sintonia de Amor (1993), que possui referências a Tarde Demais para Esquecer, fez com que ressurgisse o interesse pelo filme nos Estados Unidos. Isto fez com que fossem vendidos mais 2 milhões de fitas VHS do filme.
- Refilmagem de Duas Vidas (1939) e refilmado como Love Affair - Segredos do Coração (1994).
- Ocupa o 76º lugar no ranking dos 100 maiores filmes da revista Cahiers du Cinéma

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An.Affair.To.Remember.(1957).DVDRip.XviD.avi

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sábado, 10 de abril de 2010

316. O SÉTIMO SELO (1957)

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Antonius Block retorna das cruzadas e encontra sua vila destruída pela peste negra. Depois disso passa a refletir sobre o sentido da vida, mas a Morte (Bengt Ekerot) aparece para levá-lo. Porém, Block se recusa a morrer sem ter entendido o sentido da vida e propõe um jogo de Xadrez, onde se ele ganhar continua a viver. Apesar de perder o jogo, a Morte continua a perseguí-lo enquanto viaja pela Suécia medieval.

Curiosidades
O título O Sétimo Selo é uma referência ao capítulo 8 do Livro de Apocalipse na Bíblia.
"Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora.Então vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas."
Este é o primeiro de uma série de de dez filmes em que o ator Max Von Sydow trabalhou com o diretor Ingmar Bergman. - Este é o 10º de 13 filmes em que o diretor Ingmar Bergman e a atriz Bibi Andersson trabalharam juntos.
Ingmar Bergman baseou toda a iconografia do filme nos murais de uma igreja onde seu pai, um clérigo, costumava freqüentar e orar.
Entre os mais de 50 filmes dirigidos por Bergaman, este é um de seus favoritos.

Premiações
Festival de Cannes 1957 (França)
* Recebeu o Prêmio do Júri e foi indicado à Palma de Ouro.
Fotogramas de Plata 1962 (Espanha)
* Venceu na categoria de Melhor Ator Estrangeiro (Max von Sydow).
Sindacato Nazionale Giornalisti Cinematografici Italiani 1961 (Itália)
* Venceu na categoria de Melhor Diretor - Filme Estrangeiro (Ingmar Bergman).

Crítica
A primeira reação de um espectador típico do século XXI a “O Sétimo Selo” (Det Sjunde Inseglet, Suécia, 1957) é, normalmente, de estranhamento. A obra-prima de Ingmar Bergman não se encaixa no formato narrativo popularizado pela cultura cinematográfica baseada em Hollywood. Desde que a indústria cinematográfica começou a se firmar, nos idos da década de 1920, a maioria dos filmes tenta reproduzir a realidade. Apenas exceções buscam vias alternativas – e “O Sétimo Selo”, que é baseado em uma metáfora engenhosa e ao mesmo tempo muito simples, se afasta completamente do realismo, incluindo referências e alegorias de caráter religioso que expõem, de forma direta, o grande tema da obra: o silêncio de Deus.

O tema principal de “O Sétimo Selo” é, também, a temática dominante da primeira metade da obra de Bergman, composta de 62 longas-metragens. De meados dos anos 1940 até o princípio dos anos 1960, o diretor sueco trilhou diversas matizes do registro dramatúrgico – comédias, dramas, tragédias – através de variações do mesmo tema, que poderia ser resumido em uma pergunta: se Deus realmente existe, por que ele não fala, ou não interfere no destino trágico da humanidade? Vale ressaltar que aquela era a época do medo do holocausto nuclear, e a Europa ainda vivia o rescaldo da destruição causada na II Guerra Mundial. Tanto sangue derramado havia mergulhado os europeus, os artistas em especial, em uma fase de torturantes dúvidas religiosas.

Este trauma era ainda mais forte, em Bergman, devido ao background pessoal. Filho de um pastor luterano, o cineasta sueco cresceu em um ambiente de enorme repressão. Era constantemente surrado pelo pai, e sofria com a indiferença sentimental que ele lhe dedicava. Ao mesmo tempo, foi doutrinado desde pequeno através de uma educação protestante bastante rígida. O resultado foi o desenvolvimento de sentimentos ambivalentes, no que se refere à religião. Bergman se dizia ateu, mas fez diversos filmes cuja noção de Deus estava fortemente presente. Muitos críticos vêem, na postura crítica do sueco ante a religião, uma revolta contra o próprio pai, e não propriamente contra Deus.

Tudo isso se infiltrou com força em “O Sétimo Selo”, cuja história nasceu de uma peça teatral. Ao adaptar o enredo para o cinema, o cineasta optou por manter os traços não-realistas oriundos da origem nos palcos, e incrementou esta opção através de uma estética derivada de movimentos como o expressionismo, que adotavam técnicas radicais de iluminação para sugerir um cenário além da realidade. Com uma produção pobre, Bergman filmou quase tudo em estúdio, inclusive as cenas que se passam em florestas, o que justifica o uso de muitos planos com a câmera postada próxima aos atores. A história reúne esquetes em torno de uma situação única: uma partida de xadrez, disputada ao longo do filme, entre um homem comum e a Morte.

Bergman decidiu ambientar o enredo na Idade Média por uma razão objetiva: devido à Peste Negra e ao contexto das Cruzadas, aquele é o período histórico que melhor se assemelhava aos sangrentos anos 1950, e portanto se prestava muito bem a discutir o problema do silêncio divino. O protagonista virou um cavaleiro retornando das Cruzadas (Max von Sydow). A imagem adotada para a morte foi exatamente aquela oriunda da Idade Média – um ser encapuzado, vestido de negro, que porta uma foice. Além disso, a fotografia (iluminação, enquadramentos) e a cenografia foram ajustadas para que as diversas seqüências, organizadas de forma não-linear, reproduzissem imagens de afrescos pintados em uma igreja centenária que Bergman freqüentava quando criança.

A metáfora principal do filme, tornada mais clara nas longas conversas mantidas entre a Morte e o cavaleiro, funciona com eficiência – é simples, básica, engenhosa, atinge um nível profundo, quase como uma fábula. Além disso, o sueco pontua toda a ação com alegorias e referências religiosas que nem sempre têm intenção muito clara, mas contribuem para impregnar a obra de uma religiosidade melancólica e tortuosa, o que reforça a investigação do tema.

Um exemplo? Há uma família de andarilhos no filme, que o cavaleiro encontra e toma sob sua proteção, formada por pai, mãe e bebê. Muitos críticos interpretam esta família como uma metáfora para Jesus, José e Maria. Bergman jamais confirmou ou negou esta hipótese, mas ela parece bem plausível, inclusive porque o cavaleiro tem uma epifania justamente quando encontra o trio. Mas, afinal, o que a aparição da família quer dizer? A explicação fica por conta de cada espectador. Na obra de Bergman, não há respostas fáceis.
Fonte

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Det.Sjunde.Inseglet.(1957).DVDRip.XviD.avi

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315. DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA (1957)

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Doze Homens e Uma Sentença (Twelve Angry Men) marcou a estréia na direção do então jovem cineasta Sidney Lumet, em 1957. Inicialmente realizado como uma produção para tevê, o filme acompanha um júri composto de doze homens que devem julgar um jovem porto-riquenho acusado de ter assassinado seu próprio pai. Para o veredicto final, a votação tem que ser unânime e, se for considerado culpado, a lei determina para estes casos que o réu seja condenado à morte.
Rapidamente, onze dos jurados votam pela condenação. Um deles – o arquiteto Davis, interpretado por Henry Fonda – é o único que quer discutir um pouco mais antes de dar a decisão final. Afinal, estavam decidindo se uma pessoa, um jovem , viveria ou morreria. Enquanto Davis tenta convencer os demais jurados , o filme vai revelando a característica de cada um – o estilo e a história de vida, as atividades, as motivações e a influência no grupo – mostrando o que os levou a tentar considerar o garoto como culpado e a desnudar os seus próprios (pre)conceitos.

Premiações
Indicado ao Oscar de Melhor Diretor (Sidney Lumet), Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.
Indicado ao BAFTA de Melhor Ator Estranheiro (Henry Fonda) e Melhor Filme Estrangeiro. Ganhou o BAFTA de Melhor Ator Estrangeiro.
Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme - Drama, Melhor Ator - Drama (Henry Fonda), Melhor Diretor - Drama (Sidney Lumet) e Melhor Ator Coadjuvante - Drama (Lee J. Cobb).

Crítica
Com sua experiência provinda do teatro, não é estranho que Sidney Lumet tenha feito um filme tão bom, totalmente teatral, passado 97% dentro de uma mesma sala. Acreditem, sei que soa estranho quando ouvimos essa característica, porque antes de ver o filme me perguntava se o roteiro teria força o bastante para agüentar uma mesma locação por uma hora e meia sem ficar cansativo, repetitivo, chato e desinteressante. Só que a preocupação ficou completamente de lado enquanto eu assistia essa obra-prima, já que fiquei tão dentro da história, tão envolvido, tão curioso ao ponto de até mesmo me esquecer do mundo por toda sua duração.

A história é bem simples. Doze jurados devem decidir se um jovem, acusado de assassinar o seu pai com uma facada no peito, é culpado ou inocente. Só que onze deles têm a certeza de sua culpa, enquanto o outro não quer votar por culpado apenas por cogitar a possibilidade do réu ser inocente. Não tem a clara certeza de sua culpa, algo que os outros possuem tão claramente. Como a jurisdição americana indica que só deve-se votar pela culpa do réu caso não haja nenhuma dúvida de sua acusação, e como todos os outros onze estão doidos para irem embora e acabarem com aquela 'chatice', o filme começa a criar os seus conflitos. Só que esse pouco caso de seus companheiros de júri acaba servindo de inspiração para que o jurado de número 8, interpretado por Henry Fonda (de Era uma vez no Oeste), busque cada vez mais a certeza dos outros jurados, tentando convencê-los a terem a mesma opinião que a sua, afinal, trata-se de uma vida humana que está em jogo, não um item qualquer.

As discussões são sempre de altíssimo nível. Você vai entrando cada vez mais na história e acaba por tomar partido igualmente aos jurados: ou você vai torcer pela inocência do rapaz, ou pela culpa, ou vai ficar confuso... O impossível é ficar indiferente ao roteiro extremamente bem escrito, curioso e inteligente. E os contra-argumentos são usados de maneira precisa e sem parecerem piegas ou moralistas demais. Vou dar um exemplo. Um jurado, para defender sua posição, utiliza-se de um argumento. Tempos depois, o jurado de número 8 utiliza-se do mesmo argumento para defender a inocência do rapaz. O mesmo jurado que havia utilizado primeiro o argumento, levanta-se e, esperneando, diz que esse tipo de coisa não deve ser levada em consideração. Mas ao invés do personagem de Fonda ir e repronunciar o contra-argumento, ele só olha de um jeito irônico para o outro jurado, que prontamente faz um olhar de perdido no mundo e pronuncia a frase 'isso não quer dizer nada'. Genial esse tipo de situação.

Um recurso que gostei muito é que o início do filme não é guiado por uma narração. Não somos apresentados ao caso por ninguém, não somos introduzidos por falas nem nada. O filme é aberto com imagens do tribunal, uma música suave, depois a situação vai sendo montada aos poucos, tudo através da imagem. Quando menos percebemos, já estamos situados no filme sem que uma palavra sequer seja dita. Depois temos o juiz falando, o que nos dá uma idéia do que está por vir, e todo o resto só sabemos pelo que os jurados falam. Mas sem nunca soar repetitivo, sem nunca nos deixar perdido dos fatos. Vamos construindo mentalmente, junto com eles, tudo o que aconteceu no caso, através do que foi possível entender no testemunho, ou até mesmo com a possibilidade de ter sido apenas um engano de uma pessoa que quis ajudar com seu depoimento.

O interessante é que o ambiente nunca fica cansativo, como poderia facilmente ocorrer. Os ângulos buscam sempre a melhor intensidade dramática, diria que com sucesso, e os planos seqüenciais que acontecem são sempre fantásticos, bem planejados e, o melhor de tudo, necessários para que a cena funcione. Então nunca temos um tom exagerado sendo escrachado na tela. Como falei antes, o olhar é muito valorizado neste filme. Henry Fonda está simplesmente maravilhoso. Em nenhum momento seu personagem diz que o réu é inocente (por completo), ele apenas não tem certeza de sua culpa. E quando os outros estão ansiosos para irem embora, cada briga por uma nova opinião é fantástica. Todos os outros jurados também estão excelentemente bem, conseguem suportar o peso em suas costas das interpretações - de longe, junto com o roteiro, o mais importante do filme.

12 Homens e uma Sentença não fez sucesso quando lançado e, de certa forma, é até compreensível. Mas é inegável que Lumet conseguiu criar uma obra imortal, um profundo estudo sobre reações, preconceitos e estupidez humana. Uma obra que, mesmo com o passar dos anos, continua atual. O mais interessante é que, quem acompanha meus textos há um certo tempo, sabe que não curto muito filmes de tribunais. Mas aqui a trama é tão bem costuradinha, tão bem desenvolvida, os personagens são tão cativantes que fica impossível não adentrar em sua história. Mesmo que esta não saia de uma sala. Mesmo que a sinopse seja tão simples. E mesmo que ela não faça jus ao tamanho da obra que o filme realmente é. É ver para crer. E se impressionar, assim como aconteceu comigo.
por Rodrigo Cunha

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12.Angry.Men.(1957).DVDRip.XviD-JTW.avi

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314. OS DEZ MANDAMENTOS (1956)

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A vida de Moisés (Charlton Heston) é retratada neste longa desde o seu nascimento, quando é colocado em um cesto nas águas do Rio Nilo e a princesa egípcia Bithiah o encontra e resolve criá-lo como príncipe. Quando Moisés descobre tudo sobre sua origem, ele dedicará sua vida a libertar escravos e conduzí-los à Terra Prometida.
Em 1923, Cecil B. DeMille espantou os espectadores com o clássico do cinema mudo Os Dez Mandamentos. Trinta e três anos depois, em 1956, DeMille refez este épico como uma das maiores realizações de todos os tempos. Com um elenco de grandes estrelas, paisagens maravilhosas e revolucionário formato Vista Vision, a versão de Os Dez Mandamentos de 1956 foi um dos maiores espetáculos já apresentados no cinema e um aclamado triunfo da legendária carreira do famoso diretor.

Premiações
- Ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, além de ter sido indicado em outras 6 categorias: Melhor Filme, Melhor Direção de Arte, Melhor Som, Melhor Edição, Melhor Fotografia à Cores e Melhor Figurino à Cores.

- Charlton Herston foi indicado ao prêmio de Melhor Ator de Filme Dramático, no Globo de Ouro (1957).

- Yul Brynner ganhou o prêmio de Melhor Ator, da National Board of Review (1956).

- Foi adicionado ao National Film Preservation Board (EUA), em 1999.

Curiosidades
- O diretor Cecil B. DeMille sofreu um ataque cardíaco durante as filmagens de Os Dez Mandamentos. O diretor ficou alguns dias afastados dos sets de filmagens, mas logo retornou ao trabalho, contrariando as ordens dos médicos.

- A primeira escolha do diretor para interpretar o papel de Moisés em Os Dez Mandamentos foi o ator William Boyd, que terminou recusando o papel e abrindo espaço para a contratação de Charlton Heston.

- A escolha inicial de DeMille para o papel de Nefretiri foi a atriz Audrey Hepburn. Porém, em virtude do seu perfil corporal pouco voluptuoso para as exigências do papel, a atriz Anne Baxter foi contratada em seu lugar.

- A atriz Nina Foch, que interpretou o papel de Bitia (a mãe egípcia de Moisés), é na verdade um ano mais nova que Charlton Heston, que interpretou Moisés.

- Os custos de produção de "Os Dez Mandamentos" foram de 13,5 milhões de dólares, um verdadeiro absurdo para a época, mas que deu um retorno à altura: o filme rendeu mais de 80 milhões e faturou um merecido Oscar de efeitos especiais, sendo ainda indicado em mais seis categorias.

- A imagem sempre exibida no início dos filmes da Paramount, uma montanha com um céu azul ao fundo, neste épico de DeMille é substituída pela imagem do Monte Sinal envolto num céu de cor vermelha.

- Para criar no filme o efeito da tempestade de areia, o diretor Cecil B. DeMille pediu emprestado à Força Aérea Egípcia uma máquina especial, destinada a criar ventanias.

- O ator H.B. Warner, velho amigo de Cecil B. DeMille e que faz o papel de Jesus Cristo no filme "The King of Kings" (1925), tem em Os Dez Mandamentos seu último papel com falas no cinema. Warner no filme interpreta um senhor de idade que pede para morrer, durante a sequência do êxodo dos hebreus pelo deserto.

- Inicialmente, o responsável pela música de Os Dez Mandamentos seria Victor Young, que trabalhava com Cecil B. DeMille desde 1940. Entretanto, Young não pôde aceitar o convite para este novo trabalho, devido a motivos de saúde, o que abriu espaço para a contratação de Elmer Bernstein.

- A voz de Deus na seqüência da sarça ardente é a própria voz de Charlton Herston, numa mixagem um pouco mais grave e em rotação um pouco mais lenta. A voz do ator foi gravada numa capela de mármore em Santa Ana, Carolina. A voz de Deus dando os Dez Mandamentos é um coro de várias vozes masculinas, incluindo as dos próprios Herston e DeMille, que foram gravadas e mixadas eletronicamente. Consta que, dada a tecnologia da época, este foi um processo bastante lento e dificultoso quanto à sua execução.

- Os Dez Mandamentos é a refilmagem do filme de mesmo nome lançado em 1923 e dirigido também por Cecil B. DeMille. Além disto, esta 2ª versão do diretor inspirou o longa de animação O Príncipe do Egito, lançado 42 anos depois.

Crítica
Era batata: durante toda a minha infância, na época da Semana Santa, era obrigatória uma sessão de Os Dez Mandamentos na casa de alguém, ou na programação da TV durante a madrugada. Isso não quer dizer que, sendo um épico bíblico, o filme esteja (ou seja) restrito apenas a exibições em feriados sacros. Há muito mais do que se possa imaginar neste longa-metragem. E como bem se sabe, seu diretor e produtor, Cecil B. DeMille, nunca foi conhecido pela fidelidade nas suas adaptações de histórias religiosas, e sim por transformar simples passagens em verdadeiros espetáculos visuais. Por sua tendência natural ao maniqueísmo e pelo teor moralista, muita gente acusava as produções de DeMille de “alienadas” ou “rasas”. Mas a verdade é que, em um momento crítico para o cinema (ameaçado, na metade do século XX, pela concorrência da televisão), épicos como este ajudaram a perpetuar o glamour e a própria sobrevivência da indústria cinematográfica.

Filmes como Os Dez Mandamentos foram feitos para “encher” os olhos da platéia. Graças a DeMille e seus imitadores, comparecer ao cinema tornou-se uma espécie de ritual, onde o sagrado e o profano misturavam-se com uma sutileza impecável. Sem dúvidas, Os Dez Mandamentos representa a maior contribuição de DeMille ao gênero épico bíblico. Refilmagem apoteótica - carnavalesca, até - da aventura homônima de 1923 (também dirigida pelo próprio DeMille), o filme conta a história da vida de Moisés, desde recém-nascido, quando foi colocado nas águas em um cesto e acabou sendo adotado por uma princesa egípcia. Depois de anos e após ter as suas origens hebraicas reveladas pelo invejoso Ramsés (Yul Brynner, sensacional), é expulso da corte egípcia, torna-se escravo e, após anos de peregrinação no deserto, torna-se o líder político e espiritual de seu povo.

À frente do elenco, o astro que redefiniu o conceito de herói épico a partir da década de 1950, Charlton Heston. O filme custou absurdos 13,5 milhões de dólares, mas a ousadia foi recompensada: a epopéia do herói Moisés rendeu mais de 80 milhões e faturou um merecido Oscar de efeitos especiais, sendo ainda indicado em mais seis categorias. Independente da religião, Os Dez Mandamentos é um filme pra ser apreciado por todos. São quase 4 horas de puro entretenimento histórico. Grandioso e esplêndido, colorido e impressionante, são alguns adjetivos básico que só quem assistiu pode descrever. Uma jornada definitivamente inesquecível. É ver pra crer.

Cena Clássica: A cena da abertura do Mar Vermelho ainda é, sem exagero, impressionante, pelo simples fato de que, naquela época, computação gráfica era coisa de ficção científica distópica. E mesmo hoje, 50 anos depois de seu lançamento, é impossível não ficar de queixo caído. Ela demora a acontecer, mas a espera compensa.

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The.Ten.Commandments.(1956).(Dual.PTBR.ENG).DVDRip.XviD-by.cinefila.avi

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

313. ALTA SOCIEDADE (1956)

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C.K. Dexter-Haven (Bing Crosby), um bem-sucedido músico do jazz, mora numa mansão ao lado da propriedade da família de sua ex-esposa, Tracy Lord (Grace Kelly). Ela está a ponto de se casar com um homem muito mais seguro e responsável que Dex, que ainda tenta reconquistá-la. Mike Connor (Frank Sinatra), um repórter de tablóide disfarçado, também se apaixona por Tracy enquanto faz a cobertura da cerimônia de casamento para a Spy Magazine. Tracy, então, precisa escolher entre os três homens.

Curiosidade
Uma atualização em forma de musical da comédia romântica Núpcias de Um Escândalo de George Cukor (The Philadelphia Story)

Indicado ao Oscar de melhor canção original (Cole Porter, for the song "True Love") e melhor Trlha Sonora (Johnny Green, Saul Chaplin) em 1957

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High.Society.(1956).DVDRip.XviD.avi

Legenda Link Direto (postada por OliviaBiba do MKO, necessita boa correção ortográfica)