Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

sexta-feira, 21 de maio de 2010

339. OS INCOMPREENDIDOS (1959)

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Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) é o filho negligenciado de Gilberte Doinel (Claire Maurier), que parece ter tempo para tudo menos o bem-estar da criança. Julien Doinel (Albert Rémy) não é o pai biológico, mas cria o menino como se fosse seu filho. Gilberte está tendo um caso e não se surpreende quando, por acaso, Julien fica sabendo que Antoine não está indo à aula, pois ela sabia que na hora do colégio o filho a tinha visto com seu amante. A situação se agrava quando Antoine, para justificar sua ausência no colégio, "mata" a mãe. Quando seus pais aparecem na escola, a verdade é descoberta e Julien o esbofeteia na frente de seus colegas. Após isto ele foge de casa e arruma um lugar para dormir. Paralelamente seus pais culpam um ao outro pelo comportamento dele, após lerem a carta na qual ele se despede. No outro dia Antoine vai à escola normalmente. Lá sua mãe o encontra e se mostra preocupada por ele ter passado a noite em uma gráfica. Ela alegremente o aceita de volta, mas os problemas não acabam. Antoine se desentende com um professor, que o acusa de plagiar Balzac. Como ele odeia a escola, sai de casa de novo e para viver é obrigado a fazer pequenos roubos.

Premiações
- Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original.
- Recebeu 2 indicações ao BAFTA, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Revelação (Jean-Pierre Léaud).
- Ganhou o Prêmio Bodil de Melhor Filme Europeu.
- Ganhou o prêmio de Melhor Diretor e o Prêmio OCIC, no Festival de Cannes.

Curiosidades
- Filme de estréia de François Truffaut como diretor.
- O título original é uma referência à expressão francesa "faire les quatre cents coups".
- As filmagens ocorreram entre 10 de novembro de 1958 e 5 de janeiro de 1959.
- O diretor François Truffaut aparece em uma pequena ponta, como um homem fumando um cigarro.

Crítica
"Os Incompreendidos" é um excelente filme e um dos marcos da "nouvelle vague" francesa. Dirigido e produzido pelo grande cineasta François Truffaut, que também co-escreveu o roteiro, o filme conta o destino de um adolescente em período de crise. Em "Os Incompreendidos", o modelo paternal não existe. Na casa de Antoine, é a mãe que toma as decisões, ficando a autoridade paterna excluída. Na casa de René, a autoridade paterna também não existe. Os adultos parecem egoístas, indiferentes, violentos, fracos e incapazes de responderem às necessidades dos jovens. Em "Os Incompreendidos", reconhece-se Truffaut no personagem de Antoine, já que ele teve também uma infância difícil ao lado da mãe e do padrasto.

Com a magnífica direção de Truffaut e, fotografado em preto e branco, o filme conta ainda com a ótima atuação de Jean-Pierre Léaud, na época com apenas 15 anos de idade.
(70 anos de Cinema)

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Les.Quatre.Cents.Coups.(aka.The.400.Blows).(1959).(+Comment.x2).CRiTERiON.B&W.DVDRip.XviD.avi

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Les.Quatre.Cents.Coups.(aka.The.400.Blows).(1959).(+Comment.x2).CRiTERiON.B&W.DVDRip.XviD.ptbr.srt
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OBS :Este release tem dois áudios comentários além do áudio original em francês, um comentário em Inglês do professor de cinema Brian Stonehill e outro em francês de um amigo de longa data de François Truffaut , Robert Lachenay.

A Nouvelle Vague - O Movimento

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A Nouvelle vague (Nova onda) foi um movimento artístico do cinema francês que se insere no movimento contestatário próprio dos anos sessenta. No entanto, a expressão foi lançada por Françoise Giroud, em 1958, na revista L’Express ao fazer referência a novos cineastas franceses. Sem grande apoio financeiro, os primeiros filmes conotados com esta expressão eram caracterizados pela juventude dos seus autores, unidos por uma vontade comum de transgredir as regras normalmente aceites para o cinema mais comercial

História
Com a decadência, logo após a Segunda Guerra Mundial, do realismo poético francês, escola cinematográfica em que o roteirista ganha muito destaque em detrimento do papel do diretor, alguns jovens cinéfilos e críticos de cinema se reuniram para restabelecer o conceito de cinema de autor que vigorou na França até o início da década de 1930. O marco inaugural deste movimento é considerado o filme Nas Garras do Vício (Le Beau Serge), do diretor Claude Chabrol. Logo em seguida, surgiram filmes que se tornaram clássicos como O Acossado (A Bout de Souffle, 1959) e Alphaville (1965), de Jean-Luc Godard, e também Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups, 1959) e Jules et Jim (1962) de François Truffaut

Cineastas
Os cineastas mais relevantes desse movimento são Jean-Luc Godard, François Truffaut, Alain Resnais, Jacques Rivette, Claude Chabrol e Eric Rohmer, sendo que grande parte trabalhava com crítica de cinema na revista Cahiers Du Cinéma.

São muitos os autores que a partir desse momento são "rotulados" com a “nouvelle vague”, apesar de muitos, depois, terem seguido caminhos mais académicos, como Roger Vadim que rapidamente passou de "autor de cinema" para director de filmes mais comerciais, ao revés das normas estabelecidas pelo estilo. Do mesmo é acusado Claude Chabrol (autor de obras importantes da vaga, como "Um Vinho Difícil" ou "Entre Primos")..

Características
As características mais marcantes deste estilo são a intransigência com os moldes narrativos do cinema estabelecido, através do amoralismo, próprio desta geração, presente nos diálogos e numa montagem inesperada, original, sem concessões à linearidade narrativa. Os autores desta nova forma de filmar detestavam muitos dos grandes sucessos caseiros do cinema francês. Votaram ao anátema as obras de Jean Delannoy, Christian-Jacque, Gilles Grangier, Aurenche e Bost (argumentistas). Ao mesmo tempo elevaram à divindade os mestres do film noir americano, Jean Renoir, Robert Bresson, Jacques Tati e Jean Vigo

De fato, foram essencialmente os colaboradores da revista Cahiers du cinéma que, depois de teorizarem sobre a sétima arte e as exigências de um cinema de autor – postulando a importância decisiva do realizador na autoria do filme – se lançam na criação do que consideraram ser o cinema.

Fonte Wikipédia

terça-feira, 18 de maio de 2010

338. A SALA DE MÚSICA (1958)

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Rodado entre o segundo e terceiro episódio da trilogia Apu , este estranho e maravilhoso filme conta a história de um aristocrata decadente. A única riquesa que sobrou na sua vida é a música. O último representante de uma alta casta insiste em manter o padrão de vida de seus antepassados, mesmo vivendo uma situação cada vez mais difícil. Uma das coisas da qual não abre mão é a enorme sala de música de sua mansão. Seu amor à música e seus atos acabam levando sua família à ruína.

Crítica
Por Tom Vick: " Feito na segunda metade dos anos 1950, no auge da criatividade de Satyajit Ray, A Sala de Música é em geral obscurecido pela sua trilogia de Apu. Um fracasso comercial, foi lançado entre o segundo e o terceiro filme da série, Aparajito e Apur Sansar, mas ao longo dos anos passou a ser visto como uma de suas maiores realizações. O filme exibe uma profundidade emocional e uma riqueza visual como nos melhores trabalhos do cineasta, e a interpretação do ator Chhabi Biswas é nada menos que devastadora. Uma única tomada da face de Roy enquanto ele está embevecido pela música ou refletindo sobre os erros da sua vida diz mais do que um grande número de páginas de diálogo. As seqüências dos concertos são esplêndidas. Ray empregou alguns dos melhores músicos da Índia para o filme, e suas apresentações, mostradas em sua totalidade, adicionam outra camada de riqueza a este que é um dos melhores trabalhos de Ray.”

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Jalsaghar.(aka.The.Music.Room).(1958).FS.DVDRip.XviD.avi

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337.MEU TIO (1958)

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O senhor e a senhora Arpel têm uma casa moderna num quarteirão asséptico. Eles têm tudo, conseguiram tudo, na casa deles é tudo novo: o jardim é novo, a casa é nova, os livros são novos. Neste universo tão confortável, tão clean, tão high-tech, tão bem programado, o humor, os jogos e a sorte não têm lugar. E o filho Gérard aborrece-se de morte. É então que irrompe o irmão da senhora, o tio, o Sr. Hulot. Personagem inadaptada, habituada ao seu mundo caloroso, vai, para delírio do sobrinho, virar tudo de pernas para o ar.

Premiações
Oscar 1959 (EUA)
Venceu na categoria de melhor filme em língua estrangeira
Festival de Cannes 1958 (França)
Recebeu o Grande Prêmio do Júri.
Indicado à Palma de Ouro.
Prêmio NYFCC 1958 (New York Film Critics Circle Awards, EUA)
Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.

Crítica
Enquanto mostra sua casa, comenta a viciada em limpeza Madame Arpel com sua vizinha “E essa é minha sala de estar”, que prontamente responde “Ela é um pouco vazia, não?”. Surpresa, a anfitriã retruca: “Mas é moderno!”. A óbvia relação entre vazio e moderno é atual, mas Jacques Tati havia nos avisado disso lá em 1958, ao lançar Meu Tio, seu filme francês de menor sucesso comercial à época, mas o mais reconhecido (tardiamente), tendo, inclusive, conquistado o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro na premiação do ano seguinte.

Aparentemente simples e direto, conta a história de uma família totalmente dependente da tecnologia fútil, tudo automatizado e superficial; e até hoje penso se o fato do chefe da família e da madame Arpel serem gordinhos foi mera coincidência ou se Tati já estava criticando o ócio da sociedade perante a automatização. O fato é que o filho do casal, Gerard, vê aquilo tudo com tédio e desgosto, tanto que é muito mais próximo de seu atrapalhado tio Hulot, interpretado pelo próprio Tati, um sujeito gente boa, mas bem desligado das coisas que está fazendo, acabando sempre caindo em confusões por isso.

Ao passo em que vamos acompanhando as críticas feitas por Tati, percebemos que todas elas podem ser vistas atualmente. Pense, por exemplo, na empregada com medo de passar nas luzes e ser eletrocutada; nos dias de hoje, ela teria medo de pegar câncer. Mas não há como não se impressionar com a fluidez e simplicidade que a história é contada pelo roteiro: tudo vai acontecendo devagar, sem explicações redundantes, ou você capta o que ta assistindo ou se perde em meio aos diversos efeitos sonoros que o filme apresenta para brincar com nossos raciocínios.

Só que essa simplicidade é superficial, pois o longa é lotado de pequenos detalhes que o enriquecem de maneira fantástica: o muro que divide a cidade moderna vazia da “realidade” na periferia em que vivem a maioria dos personagens, incluindo o simpático Sr. Hulot, pode ser percebido também como divisor desse contraste óbvio entre dois mundos completamente distintos (algo acentuado ainda mais nos dias de hoje, a desigualdade social).

E dito isso, volto a falar do pequeno Gerard: do lado “moderno” da cidade, onde ele pode brincar com seus trens e bolas, o menino está sempre fechado e só ri quando seu tio, vindo do "outro lado", começa a aprontar suas trapalhadas. Porém, quando o garoto está neste lado mais humilde, fica com os outros jovens, aposta moedas para fazer travessuras, come sonhos gigantes feitos por um doceiro de mão suja, enfim, diverte-se da forma mais ingênua e sincera que uma criança é.

Aproveitando a deixa da diversão, gostaria de comentar o ponto crucial para o filme funcionar: as piadas. Apesar das críticas e conteúdo, Tati não fez um filme chato ou pesado. Baseado no choque de características de seus personagens, diversas cenas hilárias são criadas, fazendo desde crianças até adultos rirem com tiradas inteligentes e ingênuas no melhor estilo “Chaves” de ser. Sr. Hulot é um personagem que não fala, seus atos são todos “Chaplinianos”, reforçados por uma genial marcação de efeitos sonoros que brinca a todo momento com o contraste entre imagem e som. A seqüência em que Charles Arpel estaciona seu carro, enquanto o velhinho levanta o braço para evitar uma colisão e, ao mesmo tempo, interrompe o som é genial. Como dito anteriormente, esses efeitos são importantíssimos para a compreensão do que está acontecendo e para a construção geral do longa.

Não lembro onde li algo sobre músicas que pode ser repetido para os filmes: “aquela que você ouve e gosta instantaneamente, ouvirá um mês e irá enjoar dela; agora aquela que você vê e não sabe se gostou ou não é a que ficará marcada para sempre”. É bem essa a sensação de ver Meu Tio hoje, depois de tantos anos e tantos filmes lançados e perceber, curiosamente, que apesar de falar de tecnologia é mais atual que muitos trabalhos lançados hoje. É o tipo de filme que vamos assistir mais de uma dezena de vezes e gostar de todas elas, cada vez mais.

Por Rodrigo Cunha
09/10/2008

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domingo, 16 de maio de 2010

336. O VAMPIRO DA NOITE (1958)

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Adaptação feita pela Hammer do clássico da literatura de horror "Drácula", de Bram Stoker. O conde Drácula (Christopher Lee) é um nobre eslavo, condenado àvida eterna. Ele deixa sua terra natal, na Transilvânia, e vai a Londres em busca de novas vítimas. Seus hábitos noturnos chamam a atenção do Dr. Van Helsing (Peter Cushing), um cientista que se torna inimigo implacável do conde, determinado a por um fim na sede de sangue do Vampiro da Noite.

Curiosidades
- Este filme foi feito após o sucesso de A Maldição de Frankenstein (1957), mantendo a mesma dupla de atores: Christopher Lee e Peter Cushing, que acabariam por tornarem-se os mais conhecidos atores a interpretar esta história no cinema.
- O Vampiro da Noite consagrou os estúdios Hammer como um dos mais bem sucedidos na produção do horror, e introduziu uma nova era para o gênero.

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(postado por darkwave do CST)

sábado, 15 de maio de 2010

335. CINZAS E DIAMANTES (1958)

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Em 1945, no último dia da guerra, um jovem mercenário é contratado por uma organização de direita para matar um líder comunista em uma aldeia. O guerrilheiro cai de amores por uma garçonete e começa e pensar em desistir de sua vida de combatente.

Premiações
Indicado a 2 premios BAFTA em 1960

Crítica
Nos dois filmes anteriores que compõem a trilogia de Andrzej Wadja sobre a Segunda Guerra Mundial, o cineasta já ensaiava uma posição crítica diante do domínio comunista sobre a Polônia. O segundo exemplar, “Kanal”, inclusive encerrava com uma alegoria que expunha, de modo velado (para afastar a censura), a insatisfação dos poloneses com o iminente domínio russo sobre o país, nos dias finais do conflito. Em “Cinzas e Diamantes” (Popiól i diament, Polônia, 1958), obra que encerra a trilogia e é considerada um dos filmes de guerra mais importantes do século XX, Wadja expõe abertamente essa insatisfação, enfrentando a censura comunista sem medo. O diretor já era internacionalmente conhecido, pois com “Kanal” faturara o Prêmio do Júri em Cannes. Desfrutando dessa fama, Wadja podia se dar ao luxo de bater de frente com o governo polonês da época. E fez isso escolhendo como trama do terceiro filme um episódio ficcional envolvendo um homem da Resistência encarregado de eliminar o secretário do Partido Comunista na capital do país. Ambientado no último dia da guerra, 7 de maio de 1945, “Cinzas e Diamantes” deixa muito claro que, após o fim da ameaça nazista, os poloneses passaram a combater de imediato uma outra ameaça: o totalitarismo soviético. Trata-se, portanto, de um filme de denúncia, só que não mais contra a violência alemã no conflito. “Cinzas e Diamantes” é uma obra política, mas não no sentido clássico da palavra, uma vez que o cinema de Wadja é profundamente impregnado de humanismo. Para o cineasta, o indivíduo vem antes do coletivo; o drama pessoal é mais importante do que a guerra. Os dois filmes anteriores já deixavam isso evidente, mas Wadja reafirma com convicção esse credo ao mostrar como a força de uma paixão inesperada consegue alterar, em um único dia, o modo de pensar de um homem. O protagonista de “Cinzas e Diamantes” é Maciek (Zbigniew Cybulski). Jovem integrante da Resistência polonesa, ele é o encarregado de eliminar Szczuka (Waclaw Zastrzezynski), o futuro todo-poderoso do governo comunista na Polônia. Embora jamais seja dito claramente no filme, o objetivo da ação é evidente: impedir, ou pelo menos dificultar, que a União Soviética use o Partido Comunista polonês como marionete para controlar o país. Mantendo-se fiel à visão de mundo que expôs nos primeiros dois filmes da carreira, Wadja modela Maciek como um jovem impetuoso que cumpre suas missões sangrentas com a eficiência burocrática de um assassino de aluguel. No atentado que abre o filme, ele ataca de maneira letal, mas mata a pessoa errada; por isso, dá um jeito de se hospedar no mesmo hotel que Szczuka, a fim de cumprir a missão. O problema é que, durante uma passadinha no bar do estabelecimento, ele conhece Krystyna (Ewa Krzyzewska) e se apaixona. Isso muda tudo. De repente, o homem que sempre cumpriu ordens sem questioná-las tem um objetivo pessoal, que importa mais do que o desejo dos superiores. Além disso, ele tem medo de morrer. Toda a galeria de personagens, desde os figurantes com poucas falas até o protagonista, são homens de carne e osso. Eles têm um passado, buscam um futuro e têm preocupações cotidianas. Sim, todos possuem ideais políticos – às vezes diferentes entre si –, mas põem acima deles seus destinos individuais. Um quer conseguir um trabalho melhor, outro deseja voltar à cidade natal, um terceiro arde de paixão. Até mesmo Szczuka, que representa o maior posto comunista na Polônia, tem um objetivo pessoal que põe acima dos camaradas: reencontrar o filho, com quem perdeu contato durante a guerra. Há um diálogo brilhante, travado entre personagens secundários, que resume a filosofia de Andrzej Wadja. Ele ocorre logo no começo do filme, quando dirigentes comunistas tentam justificar a morte de inocentes no atentado cometido por Maciek. “Todo mundo pode morrer. Hoje, amanhã ou depois. Eu, você ou qualquer um”, diz um integrante do Partido. “Sabemos disso. Mas quem vai dar a notícia à mulher dele?”, responde um dos camponeses que presenciou o crime, apontando para o cadáver. A mensagem é clara: o foco de “Cinzas e Diamantes” é o indivíduo, não o sistema. Uma mensagem puramente humanista. Ao assinar o longa-metragem como co-roteirista, Wadja também começou a abandonar, em definitivo, o virtuosismo visual que marcou seus primeiros trabalhos, para se concentrar na narrativa. De modo geral, a fotografia é mais simples, sem abusar das longas tomadas sem cortes que marcaram “Kanal”, por exemplo. É verdade que Wadja e o fotógrafo Jerzy Lipman ainda fazem composições com cuidado, mostrando enquadramentos refinados e exibindo ações acontecendo em segundo plano, à moda de Orson Welles (observe, por exemplo, a cena em que Maciek e sua amada conversam em uma igreja abandonada, com um crucifixo de cabeça para baixo em primeiro plano). Como nos dois filmes anteriores da trilogia, “Cinzas e Diamantes” também apresenta uma tomada virtuosa de abertura, com a câmera saindo de uma cruz no topo de uma igreja e descendo até mostrar o assassino e um colega descansando sobre um gramado. Dessa vez, porém, a técnica apurada funciona de maneira mais contida, a favor da ação, sem chamar demais a atenção para si. Aqui, a grande estrela são os diálogos, algumas vezes inesquecíveis, que capturam com fidelidade o clima caótico da Polônia do pós-guerra, incluindo o trauma de ter uma de suas principais cidades quase totalmente destruída (“Sem Varsóvia, não é a mesma coisa. É como perder um braço”, reflete um personagem). Algumas pessoas não entendem o título do filme, traduzido literalmente para o português. É uma frase lapidar, que resume perfeitamente o humanismo do cineasta. As cinzas, claro, se referem aos escombros da guerra, à destruição que está perto de acabar; os diamantes, não há dúvida, são as pessoas. Porque é isso que, no fim das contas, importa para Wadja: as pessoas. O resto... são cinzas.

Rodrigo Carreiro (Cine Repórter)

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Ashes.And.Diamonds.(1958).DVDRip.DivX.avi

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(postado pelo usuário sandovalpacino do MKO)

334. UM CORPO QUE CAI (1958)

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Scottie (James Stewart), um ex-detetive de polícia de São Francisco, se aposenta após um acidente derivado de sua vertigem, seu medo de altura, durante uma perseguição. Gavin Elster (Tom Helmore) contrata os serviços de Scottie para vigiar sua mulher Madeleine (Kim Novak), que possui tendências suicidas estranhas e segue uma rotina durante o dia que a própria não se lembra que fez. Só que tudo se complica quando a situação se mostra infinitamente mais complexa do que parecia ser à primeira vista.

Curiosidades
- O diretor Alfred Hitchcock aparece em cena aos exatos 11 minutos de Um Corpo Que Cai, caminhando com um terno em frente ao estaleiro de Gavin Elster.
- Um Corpo Que Cai é baseado no livro "D'Entre les Morts", da dupla Pierre Boileau e Thomas Narcejac. O livro foi escrito especialmente para Hitchcock, após os autores tomarem conhecimento de que o diretor tentara comprar os direitos de adaptação para o cinema de seu livro anterior, "Diabolique".
- Apesar dos créditos indicarem o roteiro como de autoria de Alec Coppel e Samuel A. Taylor, Coppel não escreveu uma palavra sequer da versão final do roteiro. Seu nome apenas apareceu nos créditos por questões contratuais, já que Taylor desenvolveu o roteiro final baseando-se apenas nos relatos de Alfred Hitchcock, sem ter lido nem o script original nem o livro em que a história foi baseada.
- Hitchcock inventou para Um Corpo Que Cai a sequência de zooms e afastamento da câmera, que dá ao público a sensação de vertigem sentida pelo personagem de James Stewart. Por apenas alguns poucos segundos utilizando esta sequência foi pago cerca de US$ 19 mil.
- Um Corpo Que Cai esteve inacessível ao público em geral durante décadas. Isto porque Hitchcock comprou de volta os direitos de 5 de seus filmes e os deixou de legado para sua filha. Estes filmes receberam o apelido de "os 5 filmes perdidos de Hitchcock" e apenas estiveram novamente ao alcance do público em 1984, quando foram relançados nos cinemas, com uma distância de quase 30 anos desde seu primeiro lançamento. Os demais filmes do pacote eram Festim Diabólico (1948), Janela Indiscreta (1954), O Homem Que Sabia Demais (1956) e O Terceiro Tiro (1955).

Premiações
- Recebeu 2 indicações ao Oscar: Melhor Som e Melhor Direção de Arte
- Vencedor do NYFCC Awards e no San Sebastian International Film Festival

Crítica
"Um Corpo Que Cai" é mais um excelente filme do mestre Hitchcock. Seu ótimo roteiro, escrito por Alec Coppel e Samuel A. Taylor, foi baseado no livro "D'entre les morts", escrito em 1954 por Pierre Boileau e Thomas Narcejac.

A trama é bastante complexa e Hitchcock consegue dosar, de forma irretocável, o seu costumeiro suspense com um comovente romance. A grande reviravolta, em torno das personagens vividas por Kim Novak, é um dos pontos altos do filme.

Além dos magníficos trabalhos dos roteiristas e de Hitchcock, "Um Corpo Que Cai" apresenta ainda a excelente música de Bernard Herrmann, a bela fotografia de Robert Burks e as primorosas atuações dos principais atores. James Stewart está irretocável no papel de Scottie. Por outro lado, Kim Novak está maravilhosa ao interpretar basicamente três personagens: o da verdadeira Madeleine, o de Judy Barton e o de Judy fazendo-se passar por Madeleine. A química entre ela e Stewart é perfeita. Em papéis menores, merecem, destaques as atuações de Barbara Bel Geddes e Tom Helmore.
(Fonte)

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Vertigo.(1958).REMASTERED.iNTERNAL.DVDRip.XviD.cd1-qix.avi
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terça-feira, 4 de maio de 2010

333. ACORRENTADOS (1958)

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Joker Jackson e Noah Cullen são dois prisioneiros que conseguem fugir depois que o ônibus que os transportam para o presídio sofre um acidente. Ocorre que eles estão acorrentados um ao outro. E pior: Jocker é branco e Noah é negro. Ao mesmo tempo em que ambos tentam de lidar com suas ''diferenças'', precisam contar um com o outro para poder escapar dos policiais que os perseguem. Quando conseguem se libertar das correntes, finalmente eles percebem que a hostilidade que havia transformou-se em amizade e respeito.

Premiações
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Roteiro Original

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (Sidney Poitier)
Prêmio Nações Unidas

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Direção (Stanley Kramer)
Prêmio de Melhor Roteiro

Festival Internacional de Berlim, Alemanha
Prêmio Urso de Prata de Melhor Ator (Sidney Poitier)

Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca
Bodil de Melhor Filme Americano

Indicações
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Direção (Stanley Kramer)
Oscar de Melhor Ator (Tony Curtis e Sidney Poitier)
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Theodore Bikel)
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Cara Williams)
Oscar de Melhor Edição

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (Tony Curtis)

Festival Internacional de Berlim, Alemanha
Prêmio Urso de Ouro (Stanley Kramer)

Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Direção (Stanley Kramer)
Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Sidney Poitier e Tony Curtis)
Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Cara Williams)
Prêmio de Melhor Filme a Promover a Paz entre os Povos

Curiosidades
- Marlon Brando e Frank Sinatra chegaram a cogitar assumirem o papel que acabou entregue a Tony Curtis.

Crítica
Um dos filmes mais contundentes exportados para todo o mundo pela outrora competente Hollywood que aborda o racismo e suas implicações é “Acorrentados” (The Defiant one) de 1958. O desafiador projeto baseado na estória de Nedrick Young, com roteiro de Harold Jacob Smith só foi levado às telas devido à ousadia e firmeza de propósito do produtor e diretor Stanley Kramer. Caso contrário, o enredo seria simplesmente atirado numa gaveta e esquecido. Para atrair a atenção da maior quantidade possível de público, Kramer contratou dois dos mais populares astros de então, Sidney Poitier e Tony Curtis.
O enredo inicia numa prisão que mais proporciona violência e hostilidade do que reabilita o interno para o posterior convívio com a sociedade. Durante o transporte dos internos, o camburão sofre um acidente e eles fogem. Coincidentemente se dirigem na mesma direção, os personagens antagônicos que conduzem a narrativa cheia de revelações até o final surpreendente.
Recentemente, houve uma refilmagem, mas sem o mesmo impacto do original porque mesmo que ainda haja um preconceito velado, o negro hoje já conquistou o seu espaço em todos os setores da sociedade, principalmente no cinema.
Entre outros exemplares dignos que atacam de frente o racismo podemos citar, “A Libertação de L.B Jones(William Wyler), O Mundo não Perdôa (Clarence Brown), O que a Carne herda(Elia Kazan),O Incerto amanhã (Otto Preminger), Os violentos homens do klan (Terence Young) e o mais violento de todos, Mississipi em chamas(Alan Parker).

Aprígio Netto é cinéfilo e colunista do Fanzine Episodio Cultural

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The.Defiant.Ones.(1958).DVDRip.XviD.avi

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332. GIGI (1958)

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Na Paris da virada do século, Gaston Lachaille desfruta a vida da melhor maneira, assim como seu tio Honore. Mas Gaston fica enfastiado com tudo, especialmente as mulheres. A única coisa que tem prazer é quando visita uma velha amiga de seu tio, Madame Alvarez, e sua preciosa sobrinha Gigi. Ela está sendo preparada para seguir os passos de sua avó, uma famosa cortesã. De repente ocorre a Gaston que ele pode ser seu protetor, mas a situação fica desconfortável depois que ele descobre estar apaixonado por Gigi e quer casar-se com ela.

Premiações
- Ganhou 9 Oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia - Colorida, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Canção Original ("Gigi"), Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro Adaptado.
- Ganhou 3 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Musical, Melhor Diretor e Melhor Atriz Coadjuvante (Hermione Gingold). Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Ator - Comédia/Musical (Maurice Chevalier) e Melhor Atriz - Comédia/Musical (Louis Jourdan e Leslie Caron)
- Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme.
- Ganhou o Grammy de Melhor Trilha Sonora.

Curiosidades
- O produtor Arthur Freed se interessou em Gigi em 1953, após Anita Loos manifestar interesse em levar sua peça teatral para o cinema como musical. Freed pagou então US$ 125 mil ao viúvo de Colette e US$ 87 mil a Loos, para ter os direitos de adaptação da história.
- A 1ª opção para interpretar Gigi era Audrey Hepburn, que já havia interpretado a personagem no teatro em 1952. Entretanto a atriz não pôde aceitar o convite por estar rodando na época Cinderela em Paris (1957).
- A voz de Leslie Caron nas canções foi dublada por Betty Wand.
- A canção "Say a Prayer For Me Tonight" foi originalmente composta para a versão da Broadway de "My Fair Lady", lançada em 1956, mas foi excluída da versão final da peça. Alan Jay Lerner, um dos compositores da canção, era contra a inclusão da música em Gigi, mas teve sua vontade desconsiderada pelo diretor Vincente Minnelli, pelo produtor Arthur Freed e por Frederick Loewe, o outro compositor da canção.
- O gato que aparece em cena tinha reações violentas sempre que estava com Leslie Caron. Como o diretor Vincente Minnelli insistiu em usar exatamente este gato, ele teve que ser dopado para que as cenas em que aparecia com a atriz pudessem ser rodadas.
- No dia seguinte à conquista dos 9 Oscars pelo filme os funcionários da MGM foram orientados a atender os telefonemas com a frase "Hello, M-Gigi-M".
- É o ganhador do Oscar de melhor filme de menor título na história da premiação.
- Filmado anteriormente como Gigi (1925) e Gigi (1949).
- O orçamento de Gigi foi de US$ 3,3 milhões.

Crítica (Alexandre kobal - Cineplayers)
"Gigi" é mais um excelente musical da rica safra dos anos 50. Dirigido por Vincente Minnelli, o filme apresenta belas canções e todo o charme da atmosfera parisiense. A trilha sonora e a direção musical de Conrad Salinger e André Previn são excepcionais. A fotografia é esplêndida. A direção de Minnelli consegue produzir uma maravilhosa química entre os dois fotogênicos atores. Louis Jourdan tem, possivelmente, nesse musical, o melhor desempenho de sua carreira. Leslie Caron, no papel título, também está ótima. Maurice Chevalier, como o charmoso tio de Gaston, e Hermione Gingold também merecem destaques.
65anosdecinema

‘’ Gigi é um filme bobinho, que possui fraquíssimos números musicais e é extremamente entediante. Leslie Caron, a moça do título, interpreta uma adolescente gentil e bem-educada, de família rica e parentes milionários, em uma Londres do século XVIII de pessoas vazias, desinteressantes, e movidas pela fofoca alheia. Não é exatamente um ambiente excitante, nem mesmo propício para um musical, mas muita gente acabou gostando, e hoje Gigi é considerado um pequeno clássico do gênero. Tenho certeza que muitos discordarão de mim, dizendo que os musicais de Gigi são encantadores, o clima do filme é um sonho e os personagens são interessantes, afinal, o filme é reconhecido como um clássico, como já foi comentado. E ganhou nove (!!!) Oscars, entre eles o de filme, direção e roteiro adaptado. Mas comigo nada disso funcionou. Considero Gigi o mais fraco dos vencedores do Oscar de todos os tempos, um filme até mesmo ofensivo pra inteligência do espectador, de um mal gosto artístico e musical realmente marcante. As interpretações são ordinárias e não há nada de realmente diferente neste filme para justificar seu sucesso crítico. Envelheceu muito mal. O filme de 1958 vencedor do Oscar é, pra mim, provavelmente o pior dos vencedores do Oscar. Estamos ainda na época de ouro dos musicais, embora nos dirigindo para o final dela, já que daí pra frente poucos musicais realmente se destacaram (A Noviça Rebelde é um deles).’’

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