Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

sábado, 30 de janeiro de 2010

296. JUVENTUDE TRANSVIADA (1955)

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Como seu filho Jimmy acaba arranjando confusão em todos os colégios em que é matriculado, os Stark vivem mudando de cidade em cidade para livrar o filho das más influências. Mas, recém-chegado à Los Angeles, ele é preso por embriaguez e desordem e, no distrito policial, conhece Judy, uma jovem revoltada com o pai, e John Crawford, também conhecido como Plato, um rapaz que atirou em alguns cães. Após ser libertado, tenta se aproximar de Judy, mas cria um desentendimento com o namorado de Judy, que é o líder de uma gangue do colégio. Esta rivalidade vai gerar algumas situações com trágicas conseqüências.

Premiações
Indicado ao OSCAR em 1956 por melhor Roteiro (Nicholas Ray), Atriz (Natalie Wood) e Ator Coadjuvante (Sal Mineo).
Indicado ao BAFTA como melhor Filme e Ator (James Dean).

Crítica
"Juventude Transviada" é mais um clássico do cinema americano dos anos 50. Realizado pelo cineasta Nicholas Ray, sua trama gira em torno da delinqüência juvenil, muitas vezes decorrente de conflitos entre pai e filho, entre pai e mãe, entre jovens e adultos. Se analisarmos o comportamento dos três principais adolescentes, vamos encontrar Jim Stark sofrendo com uma mãe dominadora e um pai totalmente por ela anulado, a jovem Judy revoltada por se sentir completamente rejeitada pelo pai, e o jovem Platão abandonado por ambos os pais.
Nicholas Ray nos apresenta um excelente trabalho na direção, enfatizando os aspectos sociológicos da história. Outros cineastas já haviam abordado o problema da delinqüência juvenil, como foi o caso de László Benedek em "O Selvagem", com Marlon Brando, mas nenhum deles, embora ótimos filmes, alcança o nível de "Juventude Transviada".

Um outro ponto alto desta produção diz respeito ao quesito interpretação: Sal Mineo, Natalie Wood e James Dean estão magníficos em seus respectivos papéis.
(70 Anos de Cinema)

Curiosidades
- Inicialmente Juventude Transviada seria em preto e branco, sendo que inclusive algumas cenas do filme chegaram a ser rodadas desta forma. A mudança para colorido ocorreu devido a uma decisão interna da Warner Bros., que, por razões de prestígio, decidiu que todos os filmes feitos em CinemaScope deveriam ser a cores.
- Nas cenas rodadas em preto e branco o personagem Jim Stark tinha uma concepção diferente, usando uma jaqueta marrom e óculos. Após a Warner ordenar a refilmagem a cores o diretor Nicholas Ray, com o consentimento do figurinista Moss Mabry,
retirou os óculos do personagem e fez com que ele usasse uma jaqueta vermelha.
- O roteiro de Juventude Transviada foi criado se baseando em uma pequena história sobre disputa de gangues de jovens, tendo apenas a sequência do duelo de carros. A Warner comprou esta idéia e, apenas depois, se desenvolveu uma história em torno dela.
- O diretor Nicholas Ray pesquisou o cotidiano das gangues, acompanhando algumas em Los Angeles por várias noites.
- A atriz Jayne Mansfield esteve cotada para interpretar a personagem Judy.
- James Dean teve malária durante as filmagens.
- O ator Frank Mazzola fez parte de uma gangue de rua de Hollywood e ensinou James Dean sobre como lutar de forma realista com uma faca.
- A luta entre os personagens de James Dean e Corey Allen usou facas verdadeiras. Para rodar a cena os atores usaram proteção por baixo de suas roupas.
- A piscina vazia em que os personagens sentam e conversam sobre suas vidas foi especialmente construída para os sets de filmagens de Crepúsculo dos Deuses (1950).
- O orçamento de Juventude Transviada foi de US$ 1,5 milhão.

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Rebel.Without.A.Cause.(1955).(Dual.ENG.PTBR).DVDRip.AC3.XviD.cd1-by.Haas.UnitedShare.avi
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Rebel.Without.A.Cause.(1955).(Dual.ENG.PTBR).DVDRip.AC3.XviD.cd2-by.Haas.UnitedShare.sub
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295. UM CERTO CAPITÃO LOCKHART (1955)

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Um intenso drama sobre justiça com as próprias mãos, Um Certo Capitão Lockhart marcou a última e maravilhosa colaboração de um dos mais importantes times dos filmes sobre o Velho Oeste: o diretor Anthony Mann e o astro Jimmy Stewart. Juntos eles deram ao público oito clássicos do cinema, incluindo Winchester 73 e Comandos do Ar.
Sob a soberba direção de Mann, Stewart parte de seus papéis do bem-amado "herói comum" e apresenta sensacionais interpretações como o implacável perseguidor do homem responsável pela morte de seu irmão. Entre os suspeitos estão um arrogante barão do gado (Donald Krispy), seu filho sádico (Alex Nicol) e o capataz de seu rancho (Arthur Kennedy na melhor atuação de sua carreira). Um explosivo confronto, no qual Stewart é arrastado por um cavalo selvagem e atingido na mão à sangue frio, é uma das sequências mais inesquecíveis da história do cinema. Entre os Western filmados em CinemaScope, Um Certo Capitão Lockhart usa a tencologia do widescreen para enfatizar a paisagem e o poder deste emocionante drama de ação, tornando-o um perfeito exemplo do Western como forma de arte norte-americana.

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The.Man.From.Laramie.(1955).DVDRip.XviD-by.Maceio.avi

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The.Man.From.Laramie.(1955).DVDRip.XviD-by.Maceio.srt

(Poastado por Maceió no CSTBR.ORG)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

294. A MORTE NUM BEIJO (1955)

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Filme noir clássico, baseado no best-seller de Mickey Spillane Kiss me Deadly e magistralmente dirigido por Robert Aldrich. Mike Hammer, é um investigador particular que tenta desvendar o mistério de estranho assinato de uma bela loira a quem dera carona. Apenas no final do filme, Hammer descobre uma misteriosa caixa preta que contém a solução do assassinato. A trama policial noir expõe elementos da modernidade burguesa em crise, com sua sociabilidade fetichizada. O clima de estranhamento percorre toda a trama de Kiss Me Deadly, auxiliado pelo jogo de luz e sombras, influência do expressionismo alemão, que acaba deixando o filme com uma aparência de pesadelo. O próprio detetive não sabe exatamente o que está procurando em suas investigações. A atmosfera de angústia supõe um universo fechado à la Franz Kafka; uma modernidade fetichizada in extremis, onde o sujeito resiste à sua negação pelas coisas. O final apocalíptico vincula a narrativa de Kiss Me Deadly ao tema do cataclismo nuclear, espectro irremediável da autodestruição humana.

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Kiss.Me.Deadly.(1955).(Dual.Spa.ENG).DVDRip.DivX5

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Kiss.Me.Deadly.(1955).(Dual.Spa.ENG).DVDRip.DivX5
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293. BOB, O JOGADOR (1955)

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Bob, Le Flambeur, (literalmente: “Bob, o estroina”) conta-nos a história de um antigo bandido que organiza um assalto ao casino de Deauville, cujo principal percalço será a sua própria paixão pelo jogo. Um filme noturno, sincero, dramático, que também é um magnífico retrato de Paris e um dos grandes momentos da obra de Melville, diretor imensamente admirado pelos maiores nomes da Nouvelle Vague

Curiosidade
Segundo a lenda, quando François Truffaut assistiu a Bob Le Flambeur gritou: "É isso que nós queremos fazer"! E assim nasceu a Nouvelle Vague.

Crítica
Se é certo que Godard apelidou Jacques Becker de frére Jacques, não é menos certo que o verdadeiro pai do movimento, aquele que inspirou e incentivou Godard, Truffaut, Rohmer, Rivette e Chabrol a filmar foi Jean-Pierre Melville.
Acaso restassem dúvidas, bastaria um visionamento de Bob le flambeur para confirmar o que acabou de ser dito. Melville tem todos os traços que nos habituaremos a reconhecer em obras seminais como À bout de souffle ou Les quatre cents coups. Melville, cultor de um genero dito menor, o noir, acabou por desconstruí-lo, sublimando-o e elevando-o a patamares de excelência dificilmente alcançáveis, à imagem do que Sergio Leone veio a fazer com o western. Voltando a Bob le flambeur, teremos o prazer de ver o tratamento de histórias simples, banais e, simultaneamente, teremos a oportunidade de ver a Paris nunca vista. A Paris do milieu, dos pequenos marginais, dos reis de bairro, povoada por figuras curiosas, castiças, irónicas. Enfim, por pessoas que todos nós somos capazes de identificar com facilidade na rua. A isto acresce o privilegiamento - óbvio - da luz natural e do som captado ao vivo, bem como um estilo marcado não para hipnotizar o espectador, mas sim, pelo contrário, para lhe apresentar a realidade à imagem de uma qualquer reportagem.
Melville funciona, pois, como pioneiro e, mais importante, é outro dos belos exemplos que comprovam que o Grande Cinema nasce da escassez de meios. Basta lembrar que Bob le flambeur - filme que poderia ser designado, embora de forma altamente redutora, como o filme da noite e das mesas de jogo - apenas privilegiou os espaços públicos em virtude de Melville não dispor dos meios suficientes para construir cenários. E em boa hora que tal aconteceu. Só assim pode ver a luz do dia uma das obras mais singulares e marcantes do Cinema. Em qualquer caso, essa escassez de meios foi compensada pelos inúmeros movimentos de câmara que, o mais das vezes, fazem com que tudo pareça deslizar diante dos nosssos olhos. Exemplos manifestos de virtuosismo e de talento. Para fazer Cinema é quanto basta.
E assim tivemos a oportunidade de ver, antes do tempo, ambientes em tudo semelhantes aos de obras posteriores como À bout de souffle de Godard ou de Tirez sur le pianiste de Truffaut, obras maiores da Sétima Arte. Porque todos têm gurus e mentores, nunca será demais lembrar e conhecer Melville. Porque é Cinema. Porque é Vida.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

292. A PALAVRA (1955)

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Uma família de fazendeiros, unida por fortes laços emocionais, passa por momentos de tensões provocados por pequenas desavenças. Sua rotina, após retorno de um dos filhos do patriarca, é modificada pela sua aparente loucura, que tudo indica, deriva de um estudo radical teosófico, que o fez acreditar ser Jesus Cristo. Nem todos aceitam que Johannes Borgen seja demente e fanático. E essa situação estará à prova, depois que um ente querido fica doente. Adaptação da peça teatral de Kaj Munk, pastor e dramaturgo, muito conhecido nos países escandinavos, que foi assassinado pelos nazistas. A Palavra é considerado uma obra-prima dentre os filmes que exploram o poder da fé, do amor e do sobrenatural. Isso se deve a maneira "realista" e "naturalista" que enfoca o tema. Ovacionado no Festival de Veneza, com o Leão de Ouro em 1955, é considerado um dos mais belos filmes em preto-e-branco já produzidos. É possível que este filme não influencie a nossa crença religiosa, mas, por meio dele, presenciemos um dos momentos mais marcantes da história da sétima arte.

Premiações
Leão de Ouro em Veneza - 1955
Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro - 1955

Curiosidades
Obra-prima falada do genial Carl Theodor Dreyer. Um dos raros diretores da história da sétima arte que conseguiram fazer obras primas tanto no cinema mudo como no cinema falado. Fundamental diretor da primeira fase do cinema.

Crítica
Há toda uma mítica em torno do cineasta dinamarquês Carl Theodor Dreyer. Muitos consideram seu cinema, de longos e lentos planos-seqüência, insuportável, difícil a beira do irracional, acusando-o por seu rigor excessivo e perfeccionismo. Já uma grande leva de críticos endeusam o diretor a ponto de compará-lo aos grandes mestres do cinema da primeira fase, aqueles que passaram do mudo para o falado, como David W. Griffith e Sergei Eisenstein. Contribui para a aura o fato de sua carreira ter sido um fiasco e de uma de suas atrizes, Maria Falconetti, ter ficado louca depois de ter filmado sua obra mais conhecida, O Martírio de Joana D’Arc (para conseguir o olhar desesperado da personagem, o diretor a trancafiou numa cela por uma semana).

Praticamente desconhecido no Brasil, Carl Dreyer teve seis de seus 14 longa-metragens lançados recentemente pelo selo Magnus Opus. Traz três de seus filmes mudos (A Quarta Aliança da Sra. Margarida, O Martírio de Joana d'Arc e Mikael), os maiores fracassos (O Vampiro e Dias de Ira), além de obras-referência para outros grandes cineastas: A Palavra e Gertrud.

Os elogios, quando existem, são extremos. André Bazin, diretor da Cahiers du Cinéma, disse que, depois de A Palavra, o cinema poderia se render a cor, pois o que era para ser feito em preto-e-branco Dreyer o fez nesse filme. Idem para François Truffaut, ainda crítico na mesma revista, antes de ser tornar cineasta, que tentou entender como o diretor conseguiu o tom leitoso de branco em A Palavra e sua beleza fantasmagórica, que casava com perfeição com a história do filme, praticamente um ensaio metafísico sobre religião, crença, estar no mundo e aceitação da natureza humana.

A história é simples. Um fazendeiro viúvo, ferrenhamente religioso, tem três filhos. O mais velho é ateu. O mais novo quer se casar com a filha do alfaiate, mas ela é de outra religião e o pai não permite. O do meio, para não fugir da sina de rebelde, foi estudar para ser padre, mas, remoído de dúvidas, é acometido de um transe teosófico e pensa que é Jesus Cristo. A aparente loucura do filho é motivo de incômodo para toda a família, que se desmorona quando a mulher do filho mais velho, Ingrid, morre ao tentar dar a luz ao filho. É quando o louco, pensando ter os poderes de Cristo, tenta ressuscitá-la.

Dreyer era religioso fervoroso e adaptou uma peça do padre Kaj Munk, assassinado pelos nazistas - a crítica mais conservadora impôs a Dreyer o estigma de cineasta a serviço do protestantismo. Obcecado com detalhes, foi à loja de roupas com a atriz Birgitte Federspiel para comprar as meias que ela usaria em cena. Não permitia que seus atores se movimentassem em cena nunca mais do essencialmente necessário – e isso poderia significar apenas uma leve inclinação na cabeça durante vários minutos. Esse zelo irascível é considerado o maior responsável por seu fracasso no cinema (vivia das rendas de um teatro público que dirigia) e, claro, sua marca indelével como diretor.

A Palavra é uma epifania e, para quem conseguir entrar no ritmo do cineasta, um dos grandes filmes do cinema. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1955, foi considerado, à época, ultrapassado, pois segundo os jornalistas que cobriram o evento ele tinha uma estética que remetia ao cinema mudo. Sem dúvida, Dreyer com seus planos miraculosos, lembra os quadros maneiristas e o jogo de sombra e luz de Rembrandt e Velásquez em sua composição, de perfeição formal fora do comum, dos melhores diretores da fase áurea da década de 20, como Murnau e Fritz Lang. Portanto, é melhor entender a crítica aqui como um elogio, não o apontamento de um defeito.

Não há motivo para se ter medo de Carl Dreyer. Seu cinema não é tão terrível assim. Apesar de lento, tem senso agudo de narrativa (mas o diretor jamais cedeu a nenhum apelo dramático e nunca acelera a trama, nem nos momentos mais angustiantes). Os diálogos, tensos e densos, são bonitos e sensíveis. Seus atores declamam o texto impassíveis, o que causa distanciamento com o público, é verdade, mas também permite uma profunda identificação com os temas propostos sem tomar para si nenhum ponto de vista.

De qualquer forma, ver A Palavra tem pelo menos um grande motivo: tem uma das mais belas fotografias da história do cinema, quiçá a mais bela de todas. Há também a cena do pai procurando o filho louco pelas belas planícies dinamarquesas. Ou a cena do alfaiate chegando com a filha ao funeral. Todas de uma beleza, não só plástica, mas também sensorial, que faz de A Palavra um momento único e inesquecível.

Por Demetrius Caesar
13/09/2006

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Ordet.(1955).CRiTERiON.B&W.FS.DVDRip.XviD.cd1-SChiZO.avi
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

291. MARTY (1955)



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No Bronx vive Marty Piletti (Ernest Borgnine), um açougueiro italiano solitário com 34 anos que acha que nenhuma mulher vai se interessar por ele, apesar de sua mãe insistir que ele deve encontrar uma jovem para se casar. Numa noite dele sábado, por insistência da mãe, ele vai dançar e conhece uma professora (Betsy Blair), que sente-se rejeitada como ele. Entre os dois surge algo que esperavam há muito tempo, mas ambos também são dominados por uma forte dose de insegurança, que pode prejudicar a relação.

Premiações
- Ganhou 4 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Ernest Borgnine) e Melhor Roteiro. Foi ainda indicado em outras 4 categorias: Melhor Ator Coadjuvante (Joe Mantell), Melhor Atriz Coadjuvante (Betsy Blair), Melhor Direção de Arte - Preto e Branco e Melhor Fotografia - Preto e Branco.
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Drama (Ernest Borgnine).
- Ganhou 2 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Ator Estrangeiro (Ernest Borgnine) e Melhor Atriz Estrangeira (Betsy Blair). Foi ainda indicado na categoria de Melhor Filme.
- Ganhou a Palma de Ouro e o Prêmio OCIC, no Festival de Cannes.
- Ganhou o Prêmio Bodil de Melhor Filme Americano.

Curiosidades
- Foi exibido em Moscou em 1959, como parte de um programa cultural de trocas feito na época entre os Estados Unidos e a União Soviética. Com isso tornou-se o primeiro filme americano a ser exibido na cidade desde o término da 2ª Guerra Mundial.
- É o filme de menor duração na história a ter ganho o Oscar de melhor filme.
- O orçamento de Marty foi de US$ 350 mil.

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sábado, 23 de janeiro de 2010

290. O QUINTETO DA MORTE (1955)

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Quinteto da Morte, apesar do nome, é uma divertida comédia conduzida por cinco distintos bandidos e uma senhora muita esperta.Para elaborar um plano de assalto, uma gangue decide alugar uma casa nos arredores de Londres. A dona do lugar, uma velhinha alcoviteira de olhos bem abertos, descobre a tramoia e acaba se tornando alvo dos bandidos.Só que eles não esperavam que seria tão difícil matar uma mulher...

Premiações
* Recebeu 4 indicações ao Bafta (1957), ganhando em duas categorias: Melhor Atriz - Katie Johnson e Melhor Roteiro - William Rose
* Recebeu uma indicação ao Oscar (1956), Melhor roteiro Original - William Rose

Crítica
A estréia do filme aconteceu no mesmo mês em que foi anunciada a venda da Ealing para a BBC. Ele forma, com As Oito Vítimas, de Robert Hamer, também com Guinness, a dupla de comédias de mais humor negro da Ealing, e é o melhor filme de Alexander Mackendrick. A personagem central é a viúva Louisa Wilberforce, encantadoramente interpretada por Katie Johnson, que nunca fez tão bem a típica velhinha inglesa, personagem que repetiu em outros filmes.

Ela mora numa decadente casa vitoriana, perto da estação ferroviária de St. Pancras (as filmagens foram em King's Cross e nos estúdios de Londres). E vive freqüentando a delegacia local, onde já é bem conhecida, para falar sobre crimes que jura ter testemunhado. Mrs. Wilberforce admitiu um inquilino, o estranho professor Marcus, de dentadura proeminente e cara simpática. Este talvez seja o disfarce mais engraçado de Alec Guinness, que o ator Peter Ustinov costumava chamar de "o máximo poeta do anonimato". Marcus tem quatro bizarros companheiros, que o visitam regularmente, com a finalidade de - segundo explicam a ela - formar um conjunto que toca música de câmera. Na verdade, eles planejam um grande assalto a um trem, que traz um carregamento de dinheiro, e pretendem usar a casa como base de operações.

O grupo é bem heterogêneo. One-Round (Green) é um lutador peso-pesado meio retardado. O Major Courtney (Parker), um ex-oficial que vive de vigarices. Harry (Sellers), ex-delinqüente juvenil, agora delinqüente adulto. E Louie (Lom), um gângster do Soho londrino. A presença desses dois últimos antecipa a participação deles na série da Pantera Cor-de-Rosa, de Blake Edwards, uma década depois. Mrs. Wilberforce acaba descobrindo a intenção dos "músicos", mas trata-os como crianças que se comportam mal na creche. Eles resolvem matá-la mas não chegam a uma conclusão sobre qual deles vai cometer o assassinato. O final do filme é original e amoral.

Um dos poucos filmes da Ealing em cores (Technicolor), a direção de arte produz um delicioso cenário, com a delicadeza da decoração vitoriana, em contraste com a violência pretendida pelo quinteto. Há, ainda um papagaio - o General Gordon - que proporciona momentos de pura farsa, quando escapa e tem que ser capturado pelo inquilino e seus amigos. O mundo da Ealing não ficou datado. Isso fica bem comprovado tanto nos aspectos técnicos - direção de arte, iluminação - quanto na excelência dos roteiros e diálogos (no caso, o fino humor negro: "Não, não, não. Não na frente do papagaio", diz o major, quando designado para matar Mrs. Wilberforce).

A velhinha é a Inglaterra do cotidiano, sem sofisticações, quando suspira: "Já passou muiito da minha hora de dormir, e tive um dia exaustivo", ou quando se lembra do falecido marido. Marcus é um grande personagem inglês, meio monstro, meio acadêmico. Os outros são produtos híbridos do cinema britânico da década de 1950 e criminosos típicos do cinema americano. A comicidade está, principalmente, no contraste entre a brutalidade dos homens e a fragilidade de Mrs. Wilberforce. A cena do chá entre os assaltantes e os convidados dela é um dos pontos altos do filme. Foi o último de Mackendrick para a Ealing. Depois, ele partiu para os Estados Unidos.

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The.Ladykillers.(1955).(Dual.EN.SPA).DVDRip.XviD-DXC.avi

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288. OS MESTRES LOUCOS (1955)

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Filmado em apenas um dia, o filme revela as práticas rituais de uma seita religiosa. Os praticantes do culto Hauka, trabalhadores nigerienses reunidos em Accra, se reúnem à ocasião de sua grande cerimônia anual. Começa o rito da possessão, saliva, tremedeiras, respiração ofegante…são os signos da chegada dos 'espíritos da força', personificações emblemáticas da dominação colonial : o cabo da polícia, o governador, o doutor, a mulher do capitão, o general, o condutor da locomotiva, etc… A cerimônia atinge seu ápice com o sacrifício de um cão, o qual será devorado pelos possuídos. No dia seguinte, os iniciados retornam às suas atividades cotidianas.

Crítica
Foi provavelmente da paixão pela etnologia que nasceu o ímpeto documentarista de Jean Rouch. Com uma câmera - instrumento seu de investigação e registro, porém sempre voltado à experimentação - partiu para a África em expedição, descendo o Niger da nascente até o mar. E dessa sua primeira experiência cinematográfica (em 1946), levaria influências que marcariam o seu cinema. Uma delas, e talvez a mais evidente, é a sua paixão pelo continente africano. Outras, certamente mais conceituais, o levariam a delinear um dos grandes movimentos cinematográficos: o Cinema Verdade.

Encampando o esforço de uma revolução técnica – a invenção do som direto e de câmeras mais ágeis; renovando a linguagem do documentário – antes sedimentada na forma de exposição didática; Jean Rouch projeta sua câmera – e por vezes a si mesmo – para dentro da cena. Negando a participação silenciosa, tida como regra para documentaristas, Rouch ilustra em seus filmes que a presença da câmera e da equipe podem trabalhar como estimuladores das verdades de seus personagens, criando situações e propondo espaços que a princípio as personagens não teriam acesso.

Claro exemplo desta tese é o filme Crônica de Um Verão que, com a 'simples' questão: "Você é feliz?", promove uma experiência única. Tanto em um nível pessoal, na medida em que obriga as personagens a pensarem sobre sua própria vida no momento de sua fala e a repensarem em um momento posterior à visualização do filme (também documentado); quanto em um nível cinematográfico, quando seu filme difunde um novo conjunto de propostas que iriam influenciar a Nouvelle Vague francesa. Ainda hoje a influência de Jean Rouch e de seu 'cinema verdade' têm caráter fundamental na cultura documental brasileira – exemplo máximo se transfigura na obra de Eduardo Coutinho ( Cabra Marcado para Morrer , Edifício Máster e Peões entre outros ) .

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Les.Maitres.Fous.(1955).(Legendado.PTBR).DVDRip.DivX5

287. CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO (1955)

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1945, dois meses após o fim da 2ª Guerra Mundial. No vilarejo de Black Rock chega um idoso desconhecido, John MacReedy (Spencer Tracy), que tem só um braço. Apesar da sua idade e deficiência física, sua presença incomoda cada vez mais os moradores do local, em parte por ser o primeiro visitante em 4 anos (literalmente o trem nunca parava ali) e também por ficar cada vez mais claro que todos estão escondendo algo. Quando ele diz que está procurando Komoko, um japonês, a tensão aumenta e parece que todos obedecem Reno Smith (Robert Ryan), o "dono" de Black Rock.

Curiosidades
Lee Marvin e Ernest Borgnine mais uma vez interpretam uma dupla de vilões dos mais sórdidos, o que era comum para eles nos anos 50. Mas nesse mesmo ano Borgnine ganharia o Oscar por Marty (derrotando o indicado Tracy por este filme), passando a interpretar também com sucesso homens do povo. Já Marvin só ganharia o seu prêmio em 1965 (Cat Ballou), transformando-se definitivamente em astro dos filmes de ação.

Premiações
- Recebeu 3 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Ator (Spencer Tracy) e Melhor Roteiro.
- Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme.
- Ganhou o prêmio de Melhor Ator (Spencer Tracy) no Festival de Cannes.

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Bad.Day.At.Black.Rock.(1955).DVDRip.XviD-VH-PROD.avi

Legenda (Traduzida do PTPT para PTBR by Zhoro do CSTBR)
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