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O pianista de um bar, Charlie Koller (Charles Aznavour), é na verdade o concertista Edouard Saroyan, que resolveu mudar de nome após o suicídio de sua esposa, Thérèse (Nicole Berger). Sua vida começa a complicar quando seu irmão Richard Saroyan (Jean-Jacques Aslanian), que é um vigarista, se refugia no bar, pois está sendo caçado por dois gângsters, Momo (Claude Mansard) e Ernest (Daniel Boulanger). Richard é cúmplice de Chico (Albert Rémy), que é também seu irmão e outro pilantra. Charlie começa a temer pela segurança do irmão mais novo, Fido (Richard Kanayan), que mora com ele. Após esta noite Charlie caminha para casa com sua colega de trabalho, Léna (Marie Dubois). Ele se sente interessado nela, mas não tem coragem de segurar sua mão. Charlie retorna para seu apartamento e passa a noite com Clarisse (Michèle Messier), uma amigável prostituta que mora no mesmo andar e cuida de Fido. Seu apartamento continua sendo vigiado por Momo e Ernest, que planejam seqüestrar Fido no caminho da escola. Porém os bandidos acabam mesmo pegando Charlie e Lena. Eles conseguem escapar quando o carro é parado por um policial, em virtude de uma infração provocada por Lena, mas os problemas deles estão bem longe de terminar.
Crítica
Segundo longa-metragem de François Truffaut (1932 – 1984), Atirem no Pianista (Tirez sur le Pianiste) dá início ao percurso que o cineasta francês de Os Incompreendidos empreenderia pela obra de escritores de novelas policiais da série negra norte-americana que ele tanto amava. O filme está em cartaz no Espaço Unibanco – Sala Norberto Lubisco, em Porto Alegre, encerrando a primeira temporada do projeto Estação de Clássicos.
Aqui Truffaut utiliza um dos mais conhecidos romances de David Goodis como base para um filme policial que faz uma espécie de homenagem aos filmes hollywoodianos do gênero, produções de segunda linha, os chamados filmes B da produção dos grandes estúdios. Essa trajetória seria seguida ao longo da carreira de Truffaut com a adaptação de obras de autores como Cornell Woolrich/William Irish (A Noiva Estava de Preto, A Sereia do Mississipi), Henry Farrell (Uma Jovem tão Bela Como Eu) e Charles Williams (De Repente num Domingo), seu último filme.
Charles Aznavour, um dos grandes cantores franceses de todos os tempos, é o protagonista de Atirem no Pianista. Ele vive o papel de um virtuoso do paino que, depois da morte da mulher, entra em depressão. Torna-se pianista de um bar. Lá ele conhece uma garota que namora o dono do bar, a quem o pianista mata durante uma cena de ciúmes. Em companhia da garota, ele se refugia na casa de seu irmão que, por sua vez, é perseguido por dois gângsteres.
Para contar essa história, Truffaut faz um policial com uma batida diferente daqueles da série negra que ele admirava. Ou dos similares franceses do gênero assinados por Alex Joffé ou Ralph Habib. O tom descontraído da narrativa de Truffaut não exclui o suspense, mas privilegia o lado humano do drama de cada um dos personagens.
Além de Aznavour, o elenco de Atirem no Pianista inclui alguns rostos conhecidos dos primeiros anos da nouvelle vague e do cinema francês da época. Entre as estrelas, Marie Dubois, Nicole Berger e Michèle Mércier, que depois interpretaria os famosos filmes da série Angélica, a Marquesa dos Anjos. À sua maneira, Truffaut acrescenta alguns inesperados toques de humor à narrativa, sendo sempre citados dois deles. Em um desses momentos, um gângster diz a seu parceiro que sua mãe morreria se ele estivesse mentindo. No plano seguinte, uma velha cai morta no chão. Em outra cena, o cantor Bobby Lapointe interpreta a canção francesa Avanie et Framboise.(Tuio Becker/Zero Hora/Agência RBS)
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