Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

366. SE MEU APARTAMENTO FALASSE (1960)

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Um funcionário ambicioso (Jack Lemmon) descobre um atalho para subir na companhia em que trabalha: ceder seu apartamento para os encontros amorosos de seus superiores na empresa. A tática inicialmente dá certo, mas passa a ser ameaçada quando ele se apaixona pela amante de seu chefe.

Premiações
- Ganhou 5 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Direção de Arte - Preto e Branco e Melhor Edição. Foi ainda indicado em outras 5 categorias: Melhor Ator (Jack Lemmon), Melhor Atriz (Shirley MacLaine), Melhor Ator Coadjuvante (Jack Kruschen), Melhor Fotografia - Preto e Branco e Melhor Som.
- Ganhou 3 Globos de Ouro: Melhor Filme - Comédia/Musical, Melhor Ator - Comédia/Musical (Jack Lemmon) e Melhor Atriz - Comédia/Musical (Shirley MacLaine).
- Ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza.

Crítica
Bom cinema é muito mais do que a simples soma de palavras e imagens. Os melhores filmes funcionam como passes de mágica. Nestas produções, não é raro que a soma de 2 mais 2 dê 5, ou mais. Os melhores diretores são aqueles que aplicam a teoria básica da montagem de Eisenstein (o significado é construído a partir do choque de duas tomadas) em um nível mais profundo. Você soma diálogos, música, fotografia, direção de arte, atuações para conseguir um significado que dois ou três destes elementos, sozinhos, não dariam conta. Um dos diretores que mais fez filmes neste nível superior foi o austríaco Billy Wilder. “Se Meu Apartamento Falasse” (The Apartment, EUA, 1960), uma das comédias românticas mais brilhantes de todos os tempos, é um deles.

A idéia que está na base de “Se Meu Apartamento Falasse” começou a germinar na cabeça de Billy Wilder quase vinte anos antes, em 1946. O diretor austríaco roubou-a de um filme de David Lean chamado “Desencanto”, que ele viu no mesmo ano. O filme tematizava o affair proibido de um homem e uma mulher, ambos casados com outras pessoas. Para se encontrar, eles usavam o apartamento de um amigo, um sujeito que aparece em apenas duas cenas. Na cabeça de Wilder, este personagem quase invisível tinha uma história mais interessante do que a do casal. Podia virar um protagonista.

No entanto, Wilder não era bobo. Ele sabia que naquela época o sistema de censura existente em Hollywood jamais permitiria um filme cuja trama tinha como base geográfica um apartamento usado para encontros sexuais proibidos. Anotou-a para o futuro. Esperou até 1959, quando a ocasião propícia finalmente apareceu. Na época, vários fatores pareciam convergir em favor do projeto: Wilder se tornara um dos diretores mais respeitados do mundo; a mentalidade das pessoas estava mudando e as noções de infidelidade e sexo fora do casamento eram muito mais naturais; e a censura em Hollywood enfraquecia a olhos vistos.

Para completar, o diretor acabara de encontrar o ator perfeito para o personagem: Jack Lemmon. Junto com o roteirista parceiro I.A.L. Diamond, Wilder desenvolveu o enredo de modo bem diferente de uma comédia romântica clássica, mas de forma que o filme pudesse aproveitar todo o potencial cômico do ator. É uma história simples, calcada em uma situação curiosa: uma das centenas de funcionários anônimos de uma mega-seguradora, C.C. Baxter (Lemmon), empresta seu apartamento em Nova York para que os superiores hierárquicos, como o chefão Sheldrake (Fred MacMurray), possam se encontrar com as amantes, enquanto ele mesmo é obrigado a passar quase todas as noites no frio da calçada, esperando para voltar para casa.

O grande segredo da excelência de “Se Meu Apartamento Falasse” foi o cuidado com que o diretor austríaco construiu os dois personagens principais – além de Baxter, há a ascensorista Fran Kubelick (Shirley MacLaine), que é o interesse romântico do protagonista na história. O cineasta recusou os estereótipos das comédias de costumes tradicionais, onde os protagonistas normalmente têm os perfis situados em situações-limite. Ou seja, em geral os personagens principais de tais filmes são pessoas puras e ingênuas, ou são canalhas a caminho de uma inevitável redenção. Aqui, porém, não há nada disso. Wilder não gosta de pretos e brancos; prefere explorar a área cinzenta e muitas vezes indefinível que fica no meio.

Baxter e Fran são jovens, mas já conhecem os caminhos traiçoeiros da vida. Já levaram muitas sarrafadas do destino e se acostumaram à derrota. Mantêm uma ponta de esperança, sim, mas sem fazer devaneios impossíveis. São dois seres resignados. “Este filme não é sobre como a vida é bela. É sobre como a vida é”, costumava dizer Wilder. Com este conceito em mente, os roteiristas criaram um protagonista rico, complexo, tridimensional, cheio de camadas. Um homem de carne e osso, alguém cuja existência extrapola os limites retangulares de uma tela de cinema.

Seria fácil transformar Baxter em um personagem artificial e unidimensional, uma marionete do diretor, calcada nos clichês do gênero. Ele poderia ser um homem simplório manipulado por gente mais esperta, ou um espertalhão ambicioso que empresta o apartamento aos chefes apenas com a intenção de galgar a hierarquia da empresa. Mas Baxter é ambos, ou melhor, transcende as duas coisas. É um rapaz meio tímido, esforçado no trabalho, à procura de uma chance na vida, e incapaz de dizer “não”. De fato, o roteiro do filme é tão bom que Baxter, quando se vê preso na armadilha do apartamento, desenvolve uma tortuosa linha de raciocínio sobre ser um parasita social. Ele acredita mesmo nisso. Mas a gente sabe que não é verdade. Baxter não passa de um homem comum, alguém que se meteu inadvertidamente em uma situação complicada e não consegue sair dela.

As qualidades impecáveis de Wilder como diretor se manifestam não apenas na construção dos dois personagens inesquecíveis, mas nos outros departamentos. A direção de arte é um excelente exemplo. Observe como o apartamento citado no título parece apertado, sufocante, um peso que o personagem carrega nos ombros; para conseguir este efeito, Wilder mandou o responsável pelo setor, Alexander Trauner, retirar a cor branca dos cenários, de forma a suprimir os espaços vazios e acentuar essa impressão claustrofóbica.

Outro exemplo é a maravilhosa tomada em que Baxter some atrás de uma verdadeira multidão de escrivaninhas, todas idênticas, no espaçoso salão em que os vendedores de seguro, como ele, se acotovelam para trabalhar. A câmera inicialmente mostra apenas o nosso herói, mas aos poucos vai se afastando até revelar a imensidão do escritório – Baxter senta na escrivaninha número 831. Esta tomada mostra como é importante que o movimento da câmera seja planejado não de forma gratuita, mas em função da história. Da forma como a cena foi filmada, Wilder comunica ao público exatamente que tipo de homem é Baxter: um reles funcionário sem importância, um pequeno parafuso numa enorme engrenagem. Um zero à esquerda. Um de nós, enfim.

Quer mais um exemplo? Então confira a antológica seqüência em que Baxter utiliza uma raquete de tênis para escorrer o espaguete, ao cozinhar para a mulher amada. Duas coisas diferentes são comunicadas ao mesmo tempo: o fato de que Baxter é um solteiro bagunçado (caso contrário, certamente teria um escorredor) e, também, que possui um charme espontâneo impossível de ignorar (o ato de cozinhar para uma mulher é sempre simpático). Portanto, a mesma cena estabelece duas características importantes do personagem, e de quebra consegue sacramentar um inspirado e refinado momento cômico.

Se C.C. Baxter é responsável pela maior parte dos bons momentos cômicos, Fran Kubelick é uma personagem dramática por excelência. Ascensorista cobiçada por todos os homens da empresa, ela parece ser a garota dos sonhos de Baxter: linda, simpática, inteligente, não sai com qualquer um. O filme vai revelando aos poucos os detalhes da vida de Fran, até que descobrimos que ela não é o que parece; é na verdade uma mulher presa a uma paixão devastadora, uma paixão da qual não consegue se livrar. Ela sabe que o namoro é um beco sem saída e tem consciência de que deveria seguir em frente, mas simplesmente não consegue – e todos nós já vivemos, ou conhecemos alguém que viveu, uma situação assim, não é mesmo?

Para completar, a escalação do elenco é perfeita, do começo ao fim. Jack Lemmon é tudo o que Jim Carrey gostaria de ser, um ator dramático intenso com timing cômico perfeito. Shirley MacLaine, além de linda, possui um rosto angelical, que exala inocência, o que se revela fundamental para despertar um choque no público, quando passamos a conhecer o atormentado passado dela. Por fim, a cereja no topo do bolo: Fred MacMurray como o chefão Sheldrake, um canalha egoísta, fazendo uma sutil alusão ao papel que o ator interpretou em “Pacto de Sangue” (1944), do mesmo Wilder – Sheldrake seria exatamente o homem que o protagonista do clássico noir teria se tornado, caso não houvesse entrado no mundo do crime, duas décadas antes.

A união de tudo isso resulta em um filme perfeito, romântico de pé no chão, um filme perfeito para casais que, no entanto, jamais abdica de ter um pé da realidade dura e fria (neste caso, considerando o inverno da Nova York mostrada em cena, literalmente). As escolhas estéticas do diretor aperfeiçoam e dão consistência extra ao que realmente importa: uma galeria de personagens maravilhosa, gente de carne e osso, com quem a gente se importa mesmo depois de terminada a projeção.

Tanto isto é verdade que, até o fim da vida, Billy Wilder teve que responder a uma pergunta recorrente dos admiradores: o que ocorreu com Baxter e Fran depois da sensacional frase “cale a boca e dê as cartas”, que encerra a produção? A resposta de Wilder revela o diretor sensacional que ele era: quando escreveu o filme, o diretor pensava que dois personagens tão pobres e sem imaginação não conseguiriam viver juntos por muito tempo; ao terminar de filmar, não tinha mais certeza. Os dois haviam adquirido vida própria.

Por Rodrigo Carreiro (Cine Repórter)

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

349. BEN-HUR (1959)

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Em Jerusalém no início do século I vive Judah Ben-Hur (Charlton Heston), um rico mercador judeu. Mas, com o retorno de Messala (Stephen Boyd), um amigo da juventude que agora é o chefe das legiões romanas na cidade, um desentendimento devido a visões políticas divergentes faz com que Messala condene Ben-Hur a viver como escravo em uma galera romana, mesmo sabendo da inocência do ex-amigo. Mas o destino vai dar a Ben-Hur uma oportunidade de vingança que ninguém poderia imaginar.

Premiações
- Ganhou 11 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Charlton Heston), Melhor Ator Coadjuvante (Hugh Griffith), Melhor Direção de Arte - A Cores, Melhor Fotografia - A Cores, Melhor Figurino - A Cores, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som. Foi ainda indicado na categoria de Melhor Roteiro Adaptado.
- Ganhou 3 Globos de Ouro: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor e Melhor Ator Coadjuvante (Stephen Boyd), além de ter recebido um prêmio especial, dado a Andrew Marton, devido à sua direção na cena da corriga de bigas em Ben-Hur.

Curiosidades
- O ator Burt Lancaster recusou o papel de Judah Ben-Hur porque, segundo o ator, a história continha morais violentas as quais discordava. Além de Lancaster, os atores Marlon Brando e Rock Hudson também recusaram o papel-título de
Ben-Hur.
- A produção de Ben-Hur foi uma bem-sucedida tentativa da MGM de sair da ameaça de falência.
- Gore Vidal declarou certa vez que o roteiro original previa um relacionamento homossexual entre Ben-Hur e Messala. Como o diretor William Wyler sabia que Charlton Heston nunca aceitaria interpretar um personagem com nuances homossexuais, Vidal instruiu Wyler a apenas contar a Stephen Boyd, intérprete de Messala, sobre este relacionamento. Este fato pode ser notado no próprio filme pelas diferenças no modo de falar de Ben-Hur e Messala.
- A MGM, produtora do filme, queria que um autêntico barco romano fosse utilizado nas cenas de batalha de Ben-Hur.Para tanto, contratou um engenheiro que havia estudado durante toda sua carreira arquitetura romana. Quando ele apresentou o design do barco aos engenheiros da MGM, estes disseram que o barco afundaria, pois era muito pesado. Ainda assim o barco foi construído e, ao ser colocado no oceano, inicialmente flutuou. Porém, logo após uma pequena onda fez com que o barco afundasse. Deste modo, a MGM resolveu colocar o barco em um gigantesco tanque onde suas cenas seriam rodadas, com cabos prendendo o barco ao tanque.
- Após a construção do tanque, um problema enfrentado era conseguir dar à água o tom azul-mediterrâneo necessário para que as cenas ali rodadas parecessem reais. A água inicialmente era marrom e escura e, para conseguir a tonalidade de cor necessária, foi utilizado um composto químico que, apesar de fazer com que a água ficasse azul, fez também com que fosse formada uma crosta em toda a superfície da água, que precisou ser toda retirada do tanque por operários da MGM.
- Durante as filmagens de uma das cenas de batalha realizadas no tanque, um dos extras caiu na água e lá ficou por muito tempo. Ao sair, este extra estava totalmente azul e teve seu salário pago pela MGM até que a cor saísse de sua pele.
- Só a construção do circo para a corrida de quadrigas (na Cinecittà, em Roma) custou 1 milhão de dólares. Nessa sequência - dirigida em 94 dias por Andrew Marton, Mario Soldati e Yakima Canutt, especialista em cenas de perigo - , utilizaram-se cinco câmeras, 8.000 extras e 76 cavalos.
- Para a entrada dos corredores, o diretor de fotografia Robert Surtees usou uma grua de mais de 30 metros de altura: o espectador vê as quadrigas desfilando na pista como se estivesse sobrevoando o circo. O efeito é realçado pela utilização do processo cinematográfico Camera 65, um aperfeiçoamento do cinemascope.
- Apesar de haver na Itália cavalos brancos, os quatro cavalos brancos utilizados durante as filmagens vieram da Tchecoslováquia, trazidos na primeira classe de um avião fretado para o transporte e que teve seus assentos retirados.
- O estádio confeccionado para Ben-Hur foi feito seguindo detalhes do estádio utilizado na versão da história lançada nos cinemas em 1926.
- Após o término das filmagens, os cenários utilizados em Ben-Hur foram todos destruídos por ordem do produtor Sam Zimbalist, que temia que eles fossem utilizados em produções menores realizadas por produtores italianos.
- Miklós Rózca compôs a trilha sonora de Ben-Hur em 8 semanas.
- Esta é a 3º adaptação para as telas de cinema de Ben-Hur. As anteriores ocorreram em 1907 e em 1926, ambas sendo mudas e também se chamando Ben-Hur.
-Ben-Hur é um dos recordistas de Oscars recebidos, com 11 estatuetas, estando empatado com Titanic (1997) e O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei (2003).

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sábado, 22 de maio de 2010

341. QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (1959)

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Chicago, 1929. Joe e Jerry são músicos desempregados, que estão desesperados por trabalho. Eles acidentalmente testemunham o Massacre do Dia de São Valentim, assistindo o criminoso Spats Colombo e seu cúmplice aniquilarem Toothpick Charlie e sua gangue. Forçados a apressadamente deixarem a cidade, Joe e Jerry pegam o primeiro trabalho que podem arrumar: tocar na banda de garotas da Sweet Sue e suas Sincopadoras. Em trajes femininos, os dois se juntam ao resto da banda em um trem que vai para Miami, Flórida. Diante desta situação, Joe adota o nome de Josephine e Jerry torna-se Daphne. De repente eles vêem Sugar Kane, a vocalista da banda de Sweet Sue. Jerry se apaixona na hora, mas Joe o lembra que ele não pode se fazer notar. Porém, após chegarem a Miami, um milionário se apaixona por Daphne e Joe resolve se fazer passar por um milionário para tentar conquistar Sugar, tudo isto em meio à uma reunião dos Amigos da Ópera Italiana, uma convenção de criminosos que traz à cidade Spats Colombo e sua gangue.

Premiações
- Ganhou o Oscar de Melhor Figurino - Preto e Branco, além de ter recebido outras 5 indicações: Melhor Diretor, Melhor Ator (Jack Lemmon), Melhor Direção de Arte - Preto e Branco, Melhor Fotografia - Preto e Branco e Melhor Roteiro Adaptado.
- Ganhou 3 Globos de Ouro: Melhor Filme - Comédia/Musical, Melhor Ator - Comédia/Musical (Jack Lemmon) e Melhor Atriz - Comédia/Musical (Marilyn Monroe).

Curiosidades
- Inicialmente era idéia do diretor Billy Wilder que Frank Sinatra interpretasse Jerry e Daphne.
- A escolha inicial de Billy Wilder para a personagem Sugar Kane não foi Marilyn Monroe, mas sim Mitzi Gaynor.
- Marilyn Monroe queria que "Quanto Mais Quente Melhor" fosse rodado a cores, já que seu contrato estipulava que todos os seus filmes deveriam ser a cores. Monroe somente concordou com que o filme fosse rodado em preto e branco após ser convencida por Billy Wilder, que usou como argumento o fato de que a maquiagem utilizada por Jack Lemmon e Tony Curtis ao se travestirem de mulher deixava suas peles com um tom esverdeado.
- Foram necessárias 47 tomadas para que a cena em que a personagem de Marilyn Monroe diz a fala "It's me, Sugar" ficasse pronta. A atriz sempre trocava a fala ou para "Sugar, it's me" ou para "It's Sugar, me". Após a 30ª tomada, o diretor Billy Wilder resolveu escrever em um quadro-negro a fala correta, para que Monroe não mais se confundisse.
- Outra cena que precisou de um grande número de tomadas foi quando a personagem de Marilyn Monroe procurava em várias gavetas e precisava dizer "Where's the bourbon?". A atriz trocava sempre a fala para "Where's the whiskey?", "Where's the bottle?" ou "Where's the bonbon?" e, após a 40ª tomada, o diretor Billy Wilder resolveu escrever dentro de uma das gavetas a frase correta. Como ainda assim Monroe se confundia, pois se esquecia em qual gaveta estava a fala que precisava dizer, Wilder escreveu "Where's the bourbon?" dentro de todas as gavetas as quais a atriz precisaria abrir. Esta cena precisou ser rodada 59 vezes até que ficasse na forma correta.
- Após várias tomadas de uma cena em que precisava beijar Marilyn Monroe, o ator Tony Curtis comparou a sensação de beijar a atriz como sendo idêntico a beijar Adolph Hitler.
- Em uma pré-estréia de teste, o público riu tanto na cena em que Jack Lemmon anunciava seu noivado que muitos diálogos não foram acompanhados pelo público. O diretor Billy Wilder resolveu então rodar novamente a cena, colocando algumas pausas entre as falas e adicionando o movimento dos chocalhos, feito por Lemmon.

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domingo, 4 de outubro de 2009

232. A MONTANHA DOS SETE ABUTRES (1951)

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Albuquerque, Novo México. O repórter veterano Charles Tatum (Kirk Douglas) foi despedido de 11 jornais, por 11 razões diversas. Ele está sem dinheiro, então pede a Jacob Q. Boot (Porter Hall), o dono do jornal local, que lhe dê um emprego e consegue. Seu plano era trabalhar ali no máximo dois meses, mas após um ano não surgiu nenhuma boa oportunidade nem aconteceu nada bem interessante que rendesse uma boa matéria. Tatum sente-se totalmente entediado e sem motivação, então recebe ordem para cobrir uma corrida de cascavéis. Aparentemente seria outra matéria sem o menor atrativo, mas ruma para o local acompanhado por Herbie Cook (Robert Arthur), um misto de auxiliar, motorista e fotógrafo. No meio do caminho param para abastecer o carro e Tatum acaba descobrindo que Leo Minosa (Richard Benedict) ficou preso em uma mina quando procurava por "relíquias indígenas". Tatum sente que esta reportagem pode ser a chance que ele esperava, mas para isto precisa ter controle da situação. Ele transforma o resgate de Leo em um assunto nacional, atraindo milhares de curiosos, cinegrafistas de noticiários e comentaristas de rádio, além de forçar Lorraine (Jan Sterling), a mulher de Leo, a se fazer passar como uma esposa arrasada. Na verdade ela ia abandonar Leo neste trágico momento, mas Tatum a fez ver que ela iria ganhar um bom dinheiro na sua lanchonete quando as pessoas chegassem para ver o acontecia. Para prolongar o circo Tatum reduz deliberadamente a velocidade do resgate de Leo, pois o ideal é ter ele preso por seis dias e não apenas por algumas horas.

Curiosidades
- O ator Victor Desny entrou com um processo contra os produtores de
A Montanha dos Sete Abutres , por quebra de direitos autorais. Desny possuía os direitos da história de Floyd Collins, que ficou preso em uma montanha anos antes do início das filmagens. O processo foi analisando durante o desenvolvimento do roteiro, tendo sido concluído ainda antes do início das filmagens.
- Quando A Montanha dos Sete Abutres foi lançado o filme recebeu críticas ruins e fracassou nas bilheterias. Os produtores decidiram, sem a autorização do diretor Billy Wilder, mudar o título original para “The Big Carnival”.
- O orçamento de A Montanha dos Sete Abutres foi de US$ 1,8 milhão.
- Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original em 1952.

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(Postado originalmente por zumzum no CSTBR.ORG)

sábado, 15 de agosto de 2009

229. CREPÚSCULO DOS DEUSES (1950)



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No início um crime é cometido e uma voz em off começa a narrar que tudo começou quando Joe Gillis (William Holden), um roteirista fugindo de representantes de uma financeira que tentava recuperar o carro por falta de pagamento e se refugia em uma decadente mansão, cuja proprietária, Norma Desmond (Gloria Swanson), era uma estrela do cinema mudo. Quando Norma tem conhecimento que Joe é roteirista, contrata-o para revisar o roteiro de Salomé, que marcaria o seu retorno às telas. O roteiro era insuportável, mas o pagamento era bom e ele não tinha o que fazer. No entanto, o que o destino lhe reservava não seria nada agradável.

Premiações
- Ganhou 3 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Direção de Arte - Preto e Branco, Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro. Foi ainda indicado em outras 8 categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (William Holden), Melhor Atriz (Gloria Swanson), Melhor Ator Coadjuvante (Erich von Stroheim), Melhor Atriz Coadjuvante (Nancy Olson), Melhor Edição e Melhor Fotografia - Preto e Branco.
- Ganhou 4 Globos de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Atriz - Drama (Gloria Swanson) e Melhor Trilha Sonora.

Curiosidades
- O ator Montgomery Cliff chegou a assinar contrato para interpretar Joe Chillis em Crepúsculo dos Deuses, mas resolveu por rescindi-lo apenas duas semanas antes do início das filmagens.
- Após a desistência de Montgomery Cliff, o diretor Billy Wilder convidou Fred MacMurray para interpretar o personagem, mas este recusou o papel.
- A personagem Norma Desmond chegou a ser oferecida para Mae West, Mary Pickford e Pola Negri, antes da atriz Gloria Swanson ficar com o papel.
- O filme que Joe e Norma assistem em uma sala privada é Queen Kelly (1929), que ainda não havia sido lançado comercialmente nos cinemas americanos e havia sido dirigido por Erich von Stroheim, que também atua em Crepúsculo dos Deuses.
- Na versão inicial do roteiro de Crepúsculo dos Deuses o nome do personagem Joe Gillis era Dan.
- Crepúsculo dos Deuses foi o último filme produzido por um grande estúdio de Hollywood a ser realizado com negativos de emulsão de nitrato.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

179. FARRAPO HUMANO (1945)

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Em Nova York, Don Birman (Ray Milland) sonhava ser escritor, mas não consegue seu objetivo por estar sofrendo de um bloqueio. Assim, é completamente dominado pelo álcool e passa a ter como única meta obter dinheiro para continuar se embriagando, se esquecendo que as pessoas que o rodeiam sofrem por vê-lo neste estado e tudo fazem para afastá-lo da bebida. Mas enquanto a namorada, Helen St. James (Jane Wyman), editora de uma revista, quer ajudá-lo, ele bebe cada vez mais.

Premiações
- Ganhou 4 Oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Ray Milland) e Melhor Roteiro Adaptado. Foi ainda indicado em outras 3 categorias: Melhor Fotografia em Preto e Branco, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição.
- Ganhou 3 Globos de Ouro: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor e Melhor Ator - Drama (Ray Milland).
- Ganhou o prêmio de Melhor Ator (Ray Milland) e o Grande Prêmio do Júri, no Festival de Cannes.

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

172. PACTO DE SANGUE (1944)

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Pacto de Sangue, dirigido por Billy Wilder, marca a transição dos filmes noirs de 1940. Uma adaptação do romance de James M. Cain, onde um homem fraco e ganancioso é seduzido e enganado por uma mulher diabólica. Phyllis Dietrichson (Barbara Stanwyck) seduz o investigador de seguros Walter Neff (Fred MacMurray), para que ele mate o marido dela, deixando-a assim com o dinheiro do seguro. O crime ocorre como combinado, mas as coisas começam a complicar quando o chefe de Walter, Barton Keyes (Edward G. Robinson), toma conta do caso. O filme teve 8 indicações ao Oscar em 1944 e entrou, em 1998, para lista dos 100 melhores filmes do American Filme Institute.

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(Postado originalmente pelo amigo palanca do cstbr.org)