Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

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domingo, 15 de maio de 2011

508. TRISTANA, UMA PAIXÃO MÓRBIDA (1970)

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Tristana é uma órfã que é entregue aos cuidados de Don Lope, um homem idoso. A relação, que a princípio era de mentor e aluna, se transforma em um caso amoroso, que se estende até ser abalado pela chegada do um bonito jovem chamado Horacio.

Premiações
*Oscar 1971 (EUA)
-Indicado ao melhor filme em língua estrangeira.
*Fotogramas de Plata 1971 (Espanha)
-Venceu na categoria de melhor ator de cinema espanhol (Fernando Rey).
-Indicado na categoria de melhor atriz de cinema espanhol (Lola Gaos).
*Prêmios Sant Jordi 1970 (Espanha)
-Venceu nas categorias de nelhor filme espanhol e melhor interpretação em filme espanhol (Fernando Rey).

Curiosidades
-Baseado no romance homônimo de Benito Pérez Galdós, estrelado por Catherine Deneuve e Fernando Rey e foi filmado em Toledo, Espanha.
-Tristana foi exibido no Festival de Cannes 1970, mas não foi inscrito na competição principal.
-As vozes da atriz francesa Catherine Deneuve e ator italiano Franco Nero foram dublados para o espanhol.

Crítica
...E não é que a obra do pai do surrealismo nos faz sentir como se estivesse lendo um romance de Machado de Assis? A ironia com que Buñnuel retrata a sociedade em questão é incólume. Fernando Rey, impávido, está lá como um velho hipócrita, no melhor estilo Machadão. O bizarro se faz presente, sim, mas a minha leitura fica no plano da hipocrisia e das relações sociais mesmo. Afinal, Tristana também é tão hipócrita quanto Lope, e o pintor interpretado por Franco Nero também pode ser um baita de um hipócrita, diferente dos tipos irreais que costumam aparecer em fitas de Hoolywood (não pude deixar de pensar no medíocre Jack Dawson de Titanic como a epítome do clichê desses roteiristas vagabundos a povoar o mundo: o pintorzinho que é pobre, altruísta, humano, romântico, etc. enquanto que o capitalista interpretado por Billy Zane é um escroque, machista, ignorante, inescrupuloso e etc.). O homem não hesita em desferir um soco na cara do velho, por exemplo, e depois ir pedir desculpas, quando a sua mulher, que abandonara o ancião para ficar com ele, adoece e necessita de cuidados médicos que estão além de seus horizontes financeiros. Não que a moça estivesse agindo erroneamente nessa conduta, que o velho era um baita de um tirano travestido sob o verniz de liberal, e um grande libidinoso que queria ser ao mesmo tempo 'pai' e 'marido' de Tristana.

Voltando ao Bizarro: cabeça de Lope como badalo de sino; uma espécie de arauto do que Tristana também é, chamando pelo futuro que está reservado também a ela, a degeneração moral de ambos em criaturas sórdidas. Tristana acaba revelando que não era coitadinha. Não há mocinhos, fórmulas, vilões, roteiros engessados em fôrmas de videogame com chefão e tudo. Foda-se! O próprio Buñuel disse: "Nada me enojaria moralmente mais do que ganhar um Oscar".

sábado, 13 de novembro de 2010

463. A BELA DA TARDE (1967)

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Esta é a história de Séverine, jovem rica, casada com um cirurgião de sucesso e infeliz, que procura um discreto bordel para realizar suas fantasias sexuais e conseguir o prazer que seu marido não consegue lhe dar. Curiosa, Séverine termina acostumando-se a uma vida dupla. Até o aparecimento de Marcel, um delinqüente que se enamora da mulher e complica a cômoda situação da protagonista. Baseado no romance de Joseph Kessel.

Premiações
*Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca
Bodil de Melhor Filme Europeu
*Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França
Prêmio da Crítica de Melhor Filme
*Festival Internacional de Veneza, Itália
Prêmio Leão de Ouro (Luis Buñuel)
Prêmio Pasinetti de Melhor Filme (Luis Buñuel)

Indicado ainda ao BAFTA (Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra) - Prêmio de Melhor Atriz (Catherine Deneuve)

Crítica
Séverine, a Belle de Jour, sonha com os olhos abertos. No entanto, caminha pelas ruas com óculos escuros, como a persistir nos sonhos e em uma noite interior. Quando fixa o olhar em algum ponto, o que vê não é necessariamente o que está diante de seus olhos. Há, neste modo particular de ver, uma espécie de cegueira iluminada que nasce da maneira como a personagem vivida por Catherine Deneuve se deixa penetrar pelas imagens. Conscientemente ou não, Séverine descansa o olhar naquilo que está oculto, ou excessivamente aparente: os objetos, as pessoas, as ruas, os parques e o quarto no qual se prostitui falam de outro modo para ela. E para nós, espectadores, é quase mesmo impossível delimitar, sem reduzir, o que são as "imagens reais" e o que são as "imagens criadas" pela imaginação fértil (ou super-receptiva?) de Séverine. Já não há fronteiras, nem mesmo universos paralelos: o cinema é o espaço da desarticulação total do que é "subjetividade" e "realidade concreta". Em Bela da Tarde tudo é movimento, e o que interessa - como num bom filme de ação - é acompanhar os deslocamentos dos personagens (e da câmera que os segue).

Bela da Tarde (1967) é possivelmente o filme mais conhecido de Luis Buñuel. Pertence à fase madura de sua obra, que compreende títulos como Viridiana (1961), O Anjo Exterminador (1962), Diário de Uma Camareira (1964), Simão do Deserto (1965), Tristana (1970), O Discreto Charme da Burguesia (1972), O Fantasma da Liberdade (1974) e Esse Obscuro Objeto do Desejo (1977). Pertence, portanto, a uma fase na qual se cristalizou um certo "estilo buñueliano", bastante diverso da primeira fase surrealista (Um Cão Andaluz, L'Age D'Or) e dos filmes realizados no México, durante a década de 1950. E poderíamos falar aqui em "estilo buñueliano" como se fala em um estilo "hitchcockiano", ou seja, como uma "marca registrada", o que inclui certo apelo à cumplicidade do espectador, que já sabe o que esperar - ou melhor, no caso de Buñuel, o que não esperar - do filme que irá assistir. A Bela da Tarde, aliás, não deixa de ser um "filme de mistério" (já que mencionamos Hitchcock). O suspense, porém, é de outra ordem: o que nos inquieta não é a fatalidade trágica, mas o acaso. O fio narrativo, de ressonância melodramática, é inteiramente subvertido pela forma como Buñuel sublinha o gesto concreto quando tudo é fantástico; abrir e fechar uma porta ou andar pela rua são atos igualmente carregados de absurdo.

Com a fluidez de um filme de gênero (mistério? melodrama?) e a ambigüidade característica de Buñuel, Bela da Tarde é sobretudo ritmo. Eliminando por completo a música de fundo, o filme se torna ainda mais musical, numa perspectiva próxima a de Robert Bresson, por exemplo. O som, os ruídos, realistas ou não, são sempre elementos que sublinham musicalmente as ações: passos que ecoam em um corredor ou sussurram em tapetes; os sinos de uma igreja ao longe; os cincerros das vacas, os guizos de uma carruagem, os cascos dos cavalos, o miar de um gato, os sons de uma buzina e o ruído dos automóveis. Buñuel se atém ao universo aparente do sensível: a mise-en-scène requer apenas a eficiência do gesto e do enquadramento. O corte não apenas nos faz sair de um lugar (espaço físico) para outro, mas nos transporta para percepções diferentes. Acompanhando a trajetória de Séverine, experimentamos o que é viver com a sensação permanente de uma suspensão temporal.

Filmando desta forma, Buñuel evita o que poderia fazer de A Bela da Tarde um péssimo filme: a construção moralista de personagens psicologizados. De fato, as motivações que levam Séverine a se prostituir (imaginariamente ou não) importam tanto quanto o conteúdo da misteriosa caixinha que o "cliente asiático" leva ao bordel de Anais. Buñuel não se interessa pelo "drama burguês". Prefere filmar os burgueses debatendo-se em seus dramas, da forma mais exterior possível (mesmo que o que vemos represente a subjetividade da protagonista). E é por isto que há tanto humor nos filmes de Buñuel (nem tanto em Bela da Tarde, mas principalmente em trabalhos como Simão do Deserto e O Fantasma da Liberdade). Mais uma vez, o gesto mais comum é tão perverso quanto os mais obscuros fetiches dos clientes do bordel. Pierre (Jean Sorel), o marido de Séverine, e seu sorriso empastelado; Husson (Michel Picolli) e sua polidez sarcástica; todos os tipos que passam pela Belle de Jour - pervertidos ou não - são tão ou mais monstruosos quando aparentam uma pretensa normalidade. O jovem Marcel (Pierre Clementi), o bandido que se apaixona por Séverine, é talvez o único personagem que escapa da galeria dos hipócritas - mas a ele é conferido um destino apropriado aos "personagens de exceção"...

Resolvendo trabalhar pela primeira vez na vida, Séverine decide optar pela mais antiga das profissões. Seu nome de guerra, Bela da Tarde, não somente indica a sua beleza, mas seu horário de trabalho, e a este horário Séverine agarra-se como a única bóia de salvação. Com um nome de guerra, ela termina por nomear seu próprio cotidiano. Mas não é a intenção de Buñuel nos guiar através do "dia-a-dia" de uma "mulher em busca de si mesma". Em A Bela da Tarde nenhum personagem merece o "privilégio da identificação" com o espectador, já que todos são filmados com absoluto rigor por uma câmera que os torna fantasmas de realidades múltiplas. Se Séverine se apresenta como um veículo para nos abandonarmos e nos entregarmos ao devaneio, tanto pior para ela: das duas às cinco da tarde, nós também somos donos da Belle de Jour e dela nos afastamos assim que soam as seis horas e ela se torna Séverine, a mulher frígida de Pierre. Ou melhor: é então que voltamos a observá-la enquanto ela vive seus sonhos ou pesadelos. De olhos bem abertos, que é, de resto, a maneira de se sonhar no cinema.

Fonte : Luís Alberto Rocha Melo - Contracampo

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La.Belle.De.Jour.(1967).(Dual.SPA.FR).DVDRip.DivX.avi

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sábado, 12 de junho de 2010

360. A ADOLESCENTE (1960)

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Uma pérola rara na carreira do mestre do surrealismo. Inspirado num conto do escritor Peter Matthiessen, A Adolescente, é o único filme dirigido nos Estados Unidos pelo cineasta espanhol, que construiu carreira entre a Espanha, o México e a França. A produção, que conta com a brilhante fotografia em preto e branco de Gabriel Figueroa, e tem como tema central a história de um homem que vive em uma ilha isolada na costa da Carolina, tendo como companhia apenas uma adolescente. Porém, um clima de tensão é formado com a chegada de um fugitivo negro e de um padre. Tocante!

Premiações
Buñuel Ganhou uma Menção Especial no Festival de Cannes, por "La Jovem" (1960)
Foi indicado à Palma de Ouro em 1960

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sábado, 15 de agosto de 2009

230. OS ESQUECIDOS (1950)

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Nos subúrbios da Cidade do México um grupo de jovens delinqüentes passa os dias cometendo pequenos roubos. Um fugitivo de um reformatório, Jaibo (Roberto Cobo), por ser mais velho e experiente se torna o líder natural deles. Um dia, na companhia de Pedro (Alfonso Mejía), Jaibo se descontrola e espanca Julian (Javier Amézcua) até a morte, pois supostamente este o teria delatado. Pedro, que tem uma grande necessidade de carinho materno mas é ignorado por sua mãe (Estela Inda), carrega um sentimento de culpa por se considerar cúmplice de Jaibo, que se comporta como se nada tivesse acontecido. Jaibo ainda tenta seduzir a mãe de Pedro, que não lhe dá nenhuma abertura, fazendo com que o confronto entre Jaibo e Pedro seja algo inevitável.

Premiações
Prêmio de melhor direção no Festival de Cannes de 1951, indicado ao BAFTA em 1953

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

77. TERRA SEM PÃO (1933)



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Documentário de Luis Buñuel sobre a vida difí­cil em uma região montanhosa no oeste da Espanha, perto de Portugal. Os camponeses empilhavam pedras ao longo dos cursos d'água, construindo verdadeiros canteiros preenchidos com a terra fértil trazida do mato.A região de Las Hurdes, próxima a Salamanca, é praticamente isolada do resto do mundo. Para chegar a Las Hurdes é necessário atravessar a cidade de La Alberca, região de muitos costumes incomuns. Os próprios Hurdanos vivem em uma região montanhosa, próxima a um vale onde há ruínas de um convento. O estilo de vida dos Hurdanos é tão primitivo que até o pão era um alimento desconhecido.


"Terra sem Pão, o documentário que Buñuel filmou, em 1932, na remota região montanhosa de Las Hurdes é uma descrição da pobreza, doença, desnutrição e ignorância que grassam numa nação supostamente civilizada e cristã."

"Cruel, gélido e pungente como o acido sulfurico, Terra sem Pão é, mesmo assim, um filme de estranha beleza."

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sábado, 2 de maio de 2009

48. A IDADE DO OURO (1930)



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Primeiro longa-metragem do diretor Luis Buñuel, essa obra surrealista tenta passar o desconforto e o espanto com imagens cruas de morte, espancamento, fetichismo.A história tem roteiro assinado em conjunto pelo pintor Salvador Dali (também responsável pela cenografia), a partir de uma série de contos do Marquês de Sade. A trama envolve um homem e uma mulher que estão apaixonados, mas todas as tentativas de consumar o romance são frustradas pelas famílias de ambos, a igreja e a sociedade burguesa. Glauber Rocha teria se inspirado nesse filme para realizar ''Cabezas Cortadas''.

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La.Age.Dor.(1930).(Dual.FR.ENG).(Legendado.ENG).DVDRip.DivX5.avi

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La.Age.Dor.(1930).(Dual.FR.ENG).(Legendado.ENG).DVDRip.DivX5.ptbr

domingo, 26 de abril de 2009

40. UM CÃO ANDALUZ (1928)



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Este filme marca a estréia de Buñuel como diretor cinematográfico e é considerado o primeiro filme surrealista da história. Com o roteiro co-escrito por ninguém mais ninguém menos que o fantástico pintor Salvador Dali, Um Cão Andaluz foi lançado em 1928 e os dois escritores (Dali e o próprio Buñuel) foram obrigados a deixar o cinema correndo, sob a ameaça de linchamento. O motivo? As pessoas provavelmente não estavam preparadas para o que estes homens estavam mostrando na tela.

Crítica
"Em Um cão andaluz, o cineasta tomou posição pela primeira vez num plano puramente Poético-Moral (o termo Moral deve ser tomado no sentido do que governa os sonhos ou as compulsões parassimpáticas). Na elaboração da trama, todas as idéias de preocupação racional, estética ou outras com assuntos técnicos foram rejeitadas como irrelevantes. O resultado é um filme deliberadamente antiplástico e antiartístico, quando medido pelos cânones tradicionais. A trama é o resultado de um automatismo psíquico Consciente e, dentro desse padrão, não procura narrar um sonho, embora se aproveite de um mecanismo análogo ao dos sonhos. As fontes em que o filme vai buscar inspiração são as da poesia, livres do lastro de razão e tradição. Seu objetivo é provocar no espectador reações instintivas de atração e repulsa. A experiência demonstrou que este objetivo foi plenamente alcançado."

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Un.Chien.Andalou.(1929).DVDRip.DivX5.avi

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