Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

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sábado, 30 de julho de 2011

525. LARANJA MECÂNICA (1971)

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O anti-herói do filme é Alex DeLarge, um jovem líder de uma gangue de delinqüentes, amantes de leite drogado e música clássica. Tem por diversão bater, estuprar, matar... Enfim, cometer qualquer brutalidade que tenha vontade, não se importando com as leis ou o senso humanitário. Quando finalmente é pego pela polícia, sofre um tratamento duro de reabilitação. Quando Alex volta às ruas, totalmente regenerado, passa a sofrer com aqueles que antes eram as vítimas.

Premiações
*Oscar 1972 (EUA)
-Indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição.
*Globo de Ouro 1972 (EUA)
-Indicado nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Malcolm McDowell.)
*BAFTA 1973 (Reino Unido)
-Indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia,
Melhor Direção de Arte, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.
*NYFCC 1971 (EUA)
-Venceu nas categorias de Melhor Filme e Melhor Diretor.
*Italian National Syndicate of Film Journalists 1973 (Italia)
-Vencedor na Categoria de Melhor Direção em Filme estrangeiro.

Crítica
É difícil para as gerações mais novas compreenderem filmes como Laranja Mecânica em sua totalidade. Isto pelo simples fato de não terem acesso ou lembranças do impacto que o lançamento de obras como a de Kubrick causaram em suas épocas. O mundo era muito diferente quando Laranja Mecânica chegou aos cinemas e, de certa forma, o próprio cinema era muito diferente. Porém, conquanto muito tenha mudado desde então, estas obras conseguem manter-se atuais ao longo dos anos, em grande parte devido às suas mensagens atemporais. É essa longevidade que caracteriza um clássico.

Roteirizado pelo próprio Kubrick a partir da obra literária de Anthony Burgess, Laranja Mecânica segue a trajetória de Alex, um jovem morador de alguma cidade inglesa em um futuro próximo. Na companhia de seus amigos, ou drugues, como o chama, Alex tem o costume de praticar atos de violência, como estupro, espancamento e até assassinato por simples prazer. Porém, quando capturado pela polícia, Alex é submetido a um tratamento inovador que busca eliminar o instinto violento de criminosos como ele.

Laranja Mecânica tem mais de 30 anos de existência e, mesmo assim, conta-se nos dedos os filmes que conseguem ser tão completos quanto ele. Mais do que um impecável exemplo de utilização da técnica cinematográfica, Laranja Mecânica consegue levantar uma série de questões de cunho social e filosófico, constantemente indagando o espectador sobre diversos assuntos.

O roteiro brilhantemente construído por Kubrick é de uma riqueza impressionante. Pontuado por uma incômoda ironia, o cineasta apresenta um mundo que, superficialmente, difere em muito do nosso, mas traz em sua essência os mesmos valores e problemas que enfrentamos, tanto hoje quanto na época de lançamento no filme. Desta forma, ao situar a trama em algum ponto indefinido do futuro, Kubrick realiza uma espécie de sátira, repleta de humor negro, para transmitir sua contundente mensagem.

Ao contrário do que muitos já disseram, Laranja Mecânica não é um libelo contra ou mesmo a favor da violência. A trama do filme não se posiciona a este respeito, preferindo apenas mostrar que a violência é algo intrínseco ao ser humano e, por fazer parte de seus instintos básicos, não adianta reprimi-la.

Mas a trama não versa unicamente sobre a violência. Ao longo das mais de duas horas de produção, Kubrick encontra espaço para tocar em temas como a liberdade de cada pessoa dentro de uma sociedade ou mesmo a influência que o meio provoca sobre o indivíduo. Na primeira questão, Kubrick envereda por um assunto semelhante ao levantado pelo recente Minority Report: até que ponto pode-se ceder a liberdade em prol de um bem maior? Qual seria o limite? Em certo momento, um dos personagens afirma: “Quando um homem não pode escolher, deixa de ser homem”.

Mas tão importante quanto o que Laranja Mecânica tem a dizer é a forma como Kubrick diz. Assim toda obra do diretor, a narrativa é irrepreensível, contando com um requinte visual e um domínio da técnica cinematográfica que talvez ainda não tenha sido igualado por outro cineasta. Sabe-se que Kubrick era perfeccionista ao extremo e tal dedicação é percebida em cada instante de Laranja Mecânica.

Desde a impecável cena inicial com Alex olhando fixamente para a câmera ao final aberto a interpretações, Laranja Mecânica parece ter sido concebido com muita calma e preciosismo. A impressão que fica é a de que cada plano – e, conseqüentemente, cada gesto dos atores e objetos colocados em cena – foi exaustivamente estudado, ponderando a participação dos mínimos detalhes que aparecem na tela. Kubrick tem a capacidade de tirar o máximo de cada tomada. É a forma completando o conteúdo.

Assim, Laranja Mecânica possui seqüências brilhantemente concebidas e executadas, trazendo imagens que já se tornaram icônicas. Imagens como a de Alex no tratamento Ludovico, com os olhos arregalados, ou o espancamento ao som de Singin’ in the Rain ou Beethoven se tornaram parte do imaginário da cultura ocidental.

A música, aliás, como é comum nas obras de Kubrick, é parte essencial de Laranja Mecânica. O cineasta é capaz de encontrar a sinergia perfeita entre imagem e som, como fica claro nas cenas comentadas no parágrafo acima. Mais do que isso, em Laranja Mecânica a música ainda faz parte da história, uma vez que o personagem é devotado a Beethoven e fica proibido de escutar o mestre após passar pelo tratamento.

Sendo Laranja Mecânica um filme mais de história e forma do que de personagens, há pouco espaço para os atores brilharem. O único que recebe devido tempo em tela para isso é Malcolm McDowell, no papel de Alex, e ele encarna a oportunidade com grande devoção. Seu Alex passa pelos mais diversos estados de espírito e o ator transita entre as diversas mudanças com talento. Reparem na diferença entre o Alex do início do filme, o Alex da prisão e o Alex perdido, após a cena em que ele é recusado por seus pais quando volta para casa.

Polêmico (há uma cena em que o protagonista se imagina flagelando Cristo na cruz), Laranja Mecânica é um filme obrigatório de ser assistido. Certamente, nem todos irão gostar e menos irão entender tudo aquilo que Kubrick quis dizer com a obra. Esta, porém, é uma das grandes qualidades de Laranja Mecânica: além da técnica e da narrativa irrepreensíveis, o filme levanta muitas questões e é passível de múltiplas interpretações. Resta ao espectador tirar as suas.

Por Silvio Pilau em Cineplayers

“Laranja Mecânica expõe duas formas distintas de violência, cada qual com suas origens e conseqüências. Existe a violência do indivíduo, ancestral e intrínseca no ser humano quando não reprimida pela convivência social, e existe a violência do Estado, institucionalizada, amparada pela Lei e justificada pela manutenção do status quo e controle do coletivo. O filme de Kubrick trata destas duas formas dedicando a cada uma delas metade do filme”.
Jorge Ghiorzi

"Stanley era o grande mestre do cinema. Ele nunca copiou ninguém, ao passo que todos nós lutávamos por imitá-lo".
Steven Spielberg

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

488. 2001, UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (1968)

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Uma Odisséia no Espaço é uma contagem regressiva para o futuro, o mapa para o destino da humanidade, uma indagação para o infinito. Ele é fascinante, vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Especiais (1968), mostra o drama entre a máquina e o homem envolto em música e movimento, um trabalho tão influente que Steven Spielberg o comparou com o "Big Bang" dos produtores de sua geração. Talvez seja o maior trabalho do diretor Stanley Kubrick (que escreveu o roteiro junto com Arthur C. Clarke) que ainda inspira e fascina inúmeras gerações.Para começar sua viagem pelo futuro, Kubrick visita nosso passado ancestral, então salta milênios (em um dos maiores cortes já concebidos) para o espaço colonizado onde o astronauta Bowman (Keir Dullea) entra realmente no universo, talvez até mesmo para a imortalidade. "Abra a porta HAL". Deixe o medo e o mistério da aventura invadir você.


Premiações
* Oscar 1969 , EUA
-Venceu na categoria de Melhores Efeitos Especiais (Douglas Trumbull); Concorreu nas categorias de Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Diretor.
*BAFTA Awards 1969, Inglaterra
- Venceu nas categorias de Melhor Direção de Arte (Anthony Masters, Harry Lange and Ernest Archer), Melhor Fotografia (Geoffrey Unsworth), Melhor Trilha Sonora (Winston Ryder) ; Indicado ao Premio de Melhor Filme
*Cinema Writers Circle 1969, Espanha
-Venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro
*Premio David di Donatello 1969, Itália
- Venceu na categoria de Melhor Produção Estrangeira (Stanley Kubrick)

Curiosidades
- Este filme foi lançado um ano antes (verão norte americano de 1968) da primeira viagem tripulada do homem à lua, que foi realizada em 20 de julho de 1969, com o desembarque dos astronautas na lua, sendo que o filme gerou uma grande polêmica, com deputados conservadores norte americanos querendo saber se houve vazamento de informações secretas para a equipe de efeitos especiais e filmagem, dada a precisão e realismo das cenas, das maquetes e das naves utilizadas em cena;

- O nome do computador HAL é uma referência indireta à IBM, gigante do ramo de computação, que ficou indignada quando soube que o computador se tornaria um vilão ao longo do filme, retirando seu apoio e patrocínio. Cada letra de HAL é exatamente uma anterior, em relação ao alfabeto, às letras de IBM;

- Douglas Rain, intérprete da voz do computador HAL, não chegou a ir aos sets de filmagem um único dia sequer;

- O relançamento de "2001: Uma odisséia no espaço" reserva aos espectadores brasileiros duas seqüências não apresentadas no lançamento original do filme em 4 de julho de 1968: a primeira na abertura do filme e a outra no início da sétima parte, ambas no escuro total, apenas com uma suave música que induz ao relaxamento e à introspecção. A primeira introdução em negro dura exatos 55 segundos. A segunda dura dois minutos e dezenove segundos;

- Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke desenvolveram simultaneamente a história de "2001 - Uma Odisséia no Espaço". Enquanto Kubrick trabalhava em cima do roteiro, Clarke escrevia o livro "A Sentinela", com ambos trocando idéias e opiniões durante o trabalho. Era inclusive intenção de Clarke, ao lançar o livro, colocar Stanley Kubrick como co-autor da história, mas o diretor não autorizou a utilização de seu nome, já que Clarke havia iniciado seu trabalho antes de Kubrick;

- Sim, Kubrick sabe ser sentimental também, mas com classe. A sequência próxima do final, em que ele mostra a evolução do homem, é belíssima, assim como a sequência inicial, com os homens pré-históricos e sua evolução;

- O filme custou cerca de US$10 milhões, mas arrecadou mais de US$190 milhões em todo o mundo;

- A música de abertura do filme, é de autoria de Richard Strauss, e é parte do poema sinfônico "Assim falou Zaratustra" ou em alemão "Also sprach Zarathustra", e a música da sequência no espaço se chama "Danúbio Azul" ou "An der schönen, blauen Donau" de Johann Strauss;

- Entre as curiosidades de "2001: Uma Odisséia no Espaço", está uma avaliação da época do lançamento original do filme sobre a razão de tanto sucesso entre o publico jovem. Tal sucesso era então atribuído às suas imagens psicodélicas nas seqüências do túnel de luz, considerada a visão mais próxima possível dos efeitos de uma viagem de LSD, sem se ter tomado a droga;

- O filme prima pelos efeitos especiais, até então inéditos e revolucionários, sendo que alguns inexplicáveis até hoje. A belíssima arte, a recriação do espaço, o nível de detalhes, o som magnificamente bem trabalhado, fazem de "2001: Uma Odisséia no Espaço" um dos melhores e mais importantes filmes de toda a história do cinema, ou como diz Friedrich Nietzsche no livro que dá título ao tema musical do filme, “o homem é uma corda estendida entre o animal e o além-do-homem”. E assim falou Kubrick, nesse clássico do cinema moderno.

Crítica
Passaram-se mais de 40 anos desde que este filme estreou...e a face da ficção cientifica nunca mais foi a mesma. Anos antes de "A Guerra das Estrelas", uma década antes de "Blade Runner" e quase 30 anos antes de "Matrix", apareceu esta obra-prima, este marco do cinema que ainda hoje nos seduz e fascina...apetece dizer que é como o Vinho do Porto, quanto mais velho melhor!
Partindo de um pequeno conto chamado "The Sentinel" de Arthur C.Clarke, Stanley Kubrick fez o que poucos conseguiram ou conseguem fazer; um filme que fica para a posteridade e que será lembrado e falado muito depois dos seus autores terem desaparecido.
Dividido em três partes, todas elas distintas, têm apenas uma coisa em comum: o Monólito negro(inteligência? conhecimento?) que interage com as personagens nos três estádios da evolução humana.
Aliando o seu perfeccionismo lendário e uma realização rigorosa, Kubrick criou imagens e cenas que são hoje lendárias; como a cena em que o macaco (homem?) atira o osso para o ar e, num belissimo plano, este transforma-se em nave espacial; ou o maravilhoso baile das naves espaciais ao som de "O Danúbio Azul"; não esquecendo o tema "Assim falava Zaratrusta" de Richard Strauss no inicio do filme com o alinhamento da terra, e do sol sob a apresentação do filme,criando aquela que será talvez a melhor abertura cinematográfica de todos os tempos, e no final do filme com o olhar da criança-estrela apontado para o planeta terra; inesquecível é também "a trip" de Dave Bowman através das estrelas.
Filme incontornável na história do cinema, "2001:Uma Odisseia no espaço" mantém ainda hoje a frescura e a mesma inovação de hà mais de 40 anos, convidando-nos em cada novo visionamento a questionarmo-nos sobre o que seria do cinema se ele não existisse!
obrigatório!
Por Rui Cunha

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sábado, 28 de agosto de 2010

421. DR FANTÁSTICO OU COMO APRENDI A PARAR DE ME PREOCUPAR E AMAR A BOMBA (1964)

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Um general completamente insano, Jack Ripper, ameaça, durante uma reunião entre nações, neutralizar a U.R.S.S. com bombas nucleares, o que poderia gerar um Holocausto fulminante na Terra. Todos os outros membros fazem de tudo para evitar. Entre eles está o ator Peter Sellers, que retrata três das pessoas que podem impedir a tragédia: o Capitão britânico Mandrake, o presidente norte-americano Merkin Muffley e o alemão bêbado Dr. Fantástico.

Premiações
* Recebeu quatro indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Peter Sellers) e Melhor Roteiro Adaptado.
* Ganhou três prêmios no BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Filme Britânico, Melhor Filme e Melhor Direção de Arte em um Filme Britânico. Recebeu ainda outras 3 indicações, nas seguintes categorias: Melhor Ator Britânico (Peter Sellers), Melhor Ator Estrangeiro (Sterling Hayden) e Melhor Roteiro de um Filme Britânico.
* Ganhou o Prêmio Bodil de Melhor Filme Americano.

Curiosidades
* O título que Dr. Strangelove recebeu em Portugal é nada mais do que a simples tradução do título original do filme: Dr. Estranhoamor. Já o subtítulo pelo qual foi lançado no Brasil "Ou Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba", com o tempo foi abreviado apenas para Dr. Fantástico.
* Dr. Fantástico é baseado no livro "Alerta Vermelho", escrito pelo ex-tenente da Força Aérea Britânica Peter George, que lançou o livro sob o pseudônimo de Peter Bryant em 1958. Porém, Kubrick só conheceu o livro em 1961 em uma visita ao Instituto de Estudos Estratégicos de Londres, quando comprou os direitos para sua adaptação para o cinema.
* No livro de Peter George o qual Dr. Fantástico foi baseado as duas bombas H eram chamadas de "Hi There!" e "Lolita". Por coincidência, o diretor Stanley Kubrick havia dirigido justamente Lolita dois anos antes de rodar Dr. Fantástico.
* Dr. Fantástico foi filmado nos estúdios Shepperton, em Londres, especificamente para acomodar Peter Sellers, que precisava estar na Inglaterra para dar andamento ao seu processo de divórcio.
* Como já mencionado, o ator Peter Sellers inicialmente faria não três mas quatro personagens em Dr. Fantástico. Havia a versão de que ele não interpretara também o personagem Major T.J. "King" Kong devido ao grande esforço físico que o papel lhe exigia e pelo fato de Sellers ter quebrado o tornozelo após terminar a filmagem dos outros três papéis.
* O ator George C. Scott declarou certa vez que a performance sua em um filme que mais lhe agradou foi justamente a que teve em Dr. Fantástico.
* Ao longo do filme há várias referências de que os acontecimentos do filme ocorrem em 1963. Na verdade Dr. Fantástico seria lançado nos cinemas americanos em dezembro deste ano, mas sua estréia terminou sendo adiada para o ano seguinte devido à proximidade com o assassinato do presidente americano John F. Kennedy, que ocorreu em 22 de novembro de 1963.
* Dr. Fantástico é a estréia nos cinemas do ator James Earl Jones.
* O filme foi escolhido para ser preservado pelo Registro Nacional de Filmes (National Film Registry) dos Estados Unidos. Em 2000, os leitores da revista Total Film votaram-no como a 24ª maior comédia de todos os tempos. É um dos poucos filmes a terem recebido a classificação de 100% "Fresh" no site Rotten Tomatoes, e é considerado o 15º melhor filme de todos os tempos pelo site TopTenReviews Movies. Obteve a sexta posição na tabela de melhores de todos os tempos da seção de vídeo/DVD do site Metacritic, com uma média de 96,e atualmente ocupa a 30ª posição na lista de maiores filmes de todos os tempos do Internet Movie Database. O crítico de cinema americano Roger Ebert colocou Dr. Strangelove em sua lista de Grandes Filmes, afirmando que ele é "possivelmente a melhor sátira política do século". Também obteve o quinto lugar na lista das melhores direções do cinema feito pelo Instituto de Cinema do Reino Unido (British Film Institute), sendo a única comédia entre os dez primeiros.

Crítica
Baseado no livro "Alerta Vermelho", escrito pelo ex-tenente da Força Aérea Britânica, Peter George, o filme "Dr. Fantástico" dirigido por Stanley Kubrick (que também dirigiu "2001: Uma Odisséia no Espaço", "Lolita" e "Laranja Mecânica") é uma das mais famosas e cultuadas comédias de humor negro já produzidas.

Para escrever uma crítica à altura deste clássico não basta apenas falar das atuações, da trilha sonora ou do roteiro. É necessário dissecar o filme em todos os aspectos. Para os mais atentos, tudo no filme tem um duplo sentido e os menores detalhes (aqueles que passam desapercebidos) se bem observados lhe darão outra visão da história.

A começar pela atuação do primoroso Peter Sellers (considerado um dos melhores comediantes do cinema, que estrelou também “A Pantera Cor de Rosa”), em Dr. Fantástico representa três personagens, dando um tom único ao filme. Sellers interpreta o inglês Capitão Mandrake, da RAF (Royal Air Force); o presidente dos Estados Unidos, Mr. Muffley e finalmente o Dr. Fantástico, um ex-cientista nazista que com o fim do III Reich se torna o conselheiro do presidente americano (sim, o roteiro é recheado dessas ironias).

Sellers é tão genial em suas atuações que quase não percebemos que esses três personagens são interpretados pela mesma pessoa. Por exemplo, quando está representando o presidente dos EUA, sua voz é calma, controlada, porém ele sempre se apresenta tenso. Como oficial da RAF ele muda a voz e tem sotaque inglês. É desastrado, porém disciplinado, como todo inglês. Entretanto é como Dr. Fantástico que Sellers se supera, falando com sotaque alemão e preso a uma cadeira de rodas.

Dr. Fantástico não tem o controle de suas mãos e faz a todo tempo, involuntariamente, a saudação nazista “Zieg Hail” para o presidente dos EUA - vejam só, novamente, que ironia. É interessante também observar as caras e trejeitos que o presidente dos EUA faz quando é “saudado” e a expressão no rosto do Dr. Fantástico quando seu braço simplesmente se contrai seguindo de um estrondoso “Hail!”.

Sua tripla atuação, representando papéis antagônicos, significou para a indústria cinematográfica uma inovação, afinal de contas, temos momentos em que dois de seus personagens dialogam entre si, configurando desta maneira uma novidade no cinema até então. Mérito para Kubrick e Sellers. Na realidade Peter faria inicialmente quatro papéis, interpretando também o piloto do avião bombardeiro Major T.J. “King” Kong.

Para continuar dissecando o filme é interessante falar um pouco do roteiro. O filme, de 1964, foi indicado a quatro estatuetas do Oscar e conta a história de um ataque nuclear "acidental". Filmado durante o auge da Guerra Fria, mostra o General Jack D. Ripper (nome dado em referência a Jack, o Estripador) enlouquecido e convencido de que os comunistas estão poluindo "os preciosos fluídos corporais da América" e por conta disso ordena um ataque nucelar a União Soviética.

Seu ajudante, o inglês Capitão Mandrake (Peter Sellers), tenta desesperadamente uma maneira de suspender o ataque. Sellers protagoniza uma das cenas mais hilariantes do filme, quando tenta de qualquer maneira explicar, sob a mira de um fuzil, para um soldado americano a senha para cancelar o ataque, enquanto fala de um telefone público. Enquanto isso, o presidente dos EUA (Sellers, novamente) liga, do famoso telefone vermelho de emergência, para explicar para o bêbado premier soviético, que os EUA irão explodir uma bomba nuclear, acidentalmente, na URSS, explicando para o premier que impedir o ataque é erro tolo.

A partir de então a história é alternada sempre em três cenários: a sala de guerra; a base militar onde o general Ripper está sitiado e o avião bombardeiro que carrega a temida bomba atômica, pilotado pelo texano Major T.J. “King” Kong (a ironia do nome deste personagem está no final do filme, que é simplesmente fantástico!).

A propósito, sobre o Major T.J. “King” Kong cabe um destaque. Observando bem o filme eu percebi que em um certo momento sua voz mudava de intensidade e parecia que havia sido dublado. Depois de pesquisar um pouco descobri que realmente havia sido dublado um pequeno trecho do filme. Trata-se de uma mudança feita de última hora – feita pouco antes do lançamento – é uma fala do diálogo do Major, dentro do avião, com seus pilotos. No momento em que ele revisa o kit de sobrevivência à bomba, o Major diz que o kit é tão completo que daria para passar bons momentos em Dallas, entretanto foi feita uma modificação e o ator dublou por cima a palavra Vegas. Isso porque o presidente Kennedy tinha acabado de ser assassinado em Dallas, em novembro de 1963.

Além de fazer uma ácida crítica à Guerra Fria, Stanley Kubrick aproveita também para criticar a libido masculina. Por exemplo, o General Turgidson (nome que faz referência a sua libido inchada), é um dos conselheiros do presidente. Turgidson é convocado as pressas para compor a mesa da Sala de Guerra (um imenso cenário, onde o presidente se reúne com os conselheiros). O telefonema para o general é atendido por sua secretária, com quem ele tem um caso, que por sua vez aparece apenas de calcinha e sutiã deitada na cama. Em paralelo, no avião bombardeiro, um local apertado e claustrofobórico um soldado folheia uma Playboy, em que a modelo da capa é justamente a secretária do general. (Ora veja só, mais uma ironia!) De volta à sala de guerra, o general Turgidson (que nutri verdadeiro ódio aos comunistas), recomenda veemente ao presidente que o melhor mesmo é de fato explodir bombas nucleares na URSS e que os comunistas são um perigo a nação.

Neste meio-tempo o embaixador russo Sadesky (que recebe esse nome no filme em homenagem ao Marquês de Sade) revela a existência de um dispositivo de retaliação automático caso haja um ataque à Rússia. A existência da máquina é confirmada pelo Dr. Fantástico, que sugere uma saída para a crise. A construção de um imenso bunker nas cavernas, onde a proporção de mulheres para homens seria de 10 para 1, lógico que o general Turgidson aprova a idéia instantaneamente.

Dentre as várias ironias da história outra que é impossível deixar de citar é quando o presidente dos EUA tenta separar uma briga entre o embaixador Sadesky e o general Turgidson, dizendo: “Vocês não podem brigar aqui, por Deus, aqui é a Sala de Guerra!”. Outra sacada de Kubrick é mostrar insistentemente na base militar um letreiro que diz: “Paz é a nossa profissão”, quando na realidade estamos prestes a provocar uma tremenda guerra nuclear.

É difícil escrever uma crítica sobre um filme que eu considero um dos melhores já feitos. Principalmente quando estamos falando dos filmes de Stanley Kubrick, que já havia filmado antes outras obras primas, entretanto é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores, deste diretor que é considerado pela crítica mundial como um gênio do cinema. Entre seus melhores filmes, alguns já citados acima, estão também: “Laranja Mecânica”, “De Olhos Bem Fechados” e “Nascidos para Matar”.
(Fonte - Felipe CRuz - Cineplayers)

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Dr.Strangelove.Or.How.I.Learned.to.Stop.Worrying.and.Love.the.Bomb.(1964).SE.DVDRip.XviD-TLF.avi

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domingo, 18 de julho de 2010

390. LOLITA (1962)

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Adaptação do romance homônimo de Vladimir Nabokov, "Lolita" narra a trágica história de Humbert, um homem de meia-idade, erudito professor universitário britânico, que vai trabalhar nos Estados Unidos e lá fica tão obcecado por uma ninfeta de 14 anos, chamada Lolita, tornando-se ela sua paixão e obsessão. O professor Humbert Humbert vê a garota pela primeira vez tomando sol de maiô. Como num conto de fadas, Kubrick cria, então, um caso de amor entre o príncipe Humbert, a princesa Lolita, e a bruxa má, a mãe da menina, que está sempre perto pra atrapalhar. No desespero da paixão, Humbert decide se casar com a mãe da garota para se aproximar da filha, porém, quando a esposa morre atropelada ele acredita ser o momento adequado para seduzir a enteada, mas algo acontece que pode prejudicar seus planos.

Curiosidades
- Laurence Olivier, Noel Coward e David Nivem foram considerados para o papel de Humbert.
- Tuesday Weld foi considerada para o papel título.
- Errol Flynn também foi considerado para o papel de Humbert, mas acabou morrendo antes.
- Sue Lyon foi considerada para o papel em parte devido ao tamanho de seus seios, já que os censores não permitiriam uma garota tão infantilizada.
- A Lolita do livro tinha 12 anos, no filme tem 14.
- Quase 800 garotas fizeram o teste para seleção da personagem Lolita.
- Cary Grant ficou indignado com o convite para o filme.
- Este foi o primeiro filme de Stanley Kubrick produzido de forma independente, na Inglaterra.
- Primeiro filme de Ed Bishop.
- No romance, Lolita é uma morena, no filme loira.
- Rumores indicam que o livro de Vladimir Nabokov foi baseado na história real de Charles Chaplin e sua segunda esposa, Lita Grey, mais conhecida como Lolita.

Premiação
- Indicação ao Oscar de Roteiro Adaptado.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

367. SPARTACUS (1960)

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Spartacus (Kirk Douglas), um homem que nasceu escravo, labuta para o Império Romano enquanto sonha com o fim da escravidão. Ele, por sua vez, não tem muito com o que sonhar, pois foi condenado à morte por morder um guarda em uma mina na Là­bia. Mas seu destino foi mudado por um lanista (negociante e treinador de gladiadores), que o comprou para ser treinado nas artes de combate e se tornar um gladiador. Até que um dia, dois poderosos patrà­cios chegam de Roma, um com a esposa e o outro com a noiva. As mulheres pedem para serem entretidas com dois combates até à morte e Spartacus é escolhido para enfrentar um gladiador negro, que vence a luta mas se recusa a matar seu opositor, atirando seu tridente contra a tribuna onde estavam os romanos. Este nobre gesto custa a vida do gladiador negro e enfurece Spartacus de tal maneira que ele acaba liderando uma revolta de escravos, que atinge metade da Itália. Inicialmente as legiões romanas subestimaram seus adversários e foram todas massacradas, por homens que não queriam nada de Roma, além de sua própria liberdade. Até que, quando o Senado Romano toma consciência da gravidade da situação, decide reagir com todo o seu poderio militar.

Premiações
*Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Peter Ustinov)
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Figurino
*Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme - Drama

Indicações

*Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Edição
Oscar de Melhor Trilha Sonora
*Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
*Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Direção (Stanley Kubrick)
Prêmio de Melhor Trilha Sonora Original
Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Laurence Olivier)
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Peter Ustinov e Woody Strode)

Curiosidades
- Além de estrelar Spartacus , o ator Kirk Douglas foi também produtor executivo do filme.
- Em 1991 foi lançada uma versão restaurada de Spartacus , que continha 13 minutos a mais que o original. Nesta nova versão, o ator Anthony Hopkins dublou a voz de Laurence Olivier na cena de banho entre seu personagem, Crassus, e Antoninus (Tony Curtis).
- Inicialmente, o filme seria dirigido por Anthony Mann, que inclusive dirigiu a cena inicial do filme. Entretanto, desentendimentos com os produtores fizeram com que ele se afastasse do projeto e Stanley Kubrick assumisse seu lugar.
- O som da multidão gritando "Spartacus! Spartacus!" foi na verdade gravado durante uma partida de futebol americano no Spartan Stadium, sede do time da Universidade de Michigan.
- Mais de 8500 extras foram utilizados nas cenas de batalha entre o exército romano e a rebelião liderada por Spartacus.
- Refilmado para a TV como Spartacus (2004).

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Spartacus.(1960).(Dual.PTBR.ENG).WS.DVDRip.AC3.XviD.Parte.1-by.costantini.avi [1.75 Gb]
Spartacus.(1960).(Dual.PTBR.ENG).WS.DVDRip.AC3.XviD.Parte.2-by.costantini.avi [1.37 Gb]

Legenda (ptbr e eng)
Spartacus.(1960).(Dual.PTBR.ENG).WS.DVDRip.AC3.XviD.Parte.1.e.Parte.2-by.costantini.ptbr.en.srt
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