Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

304. RASTROS DE ÓDIO (1956)

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Um veterano do exército confederado, volta para a casa de seu irmão após anos de luta no exército americano. Logo após sua chegada, a casa é atacada por índios, que matam seu irmão, cunhada, sobrinhos e raptaram sua sobrinha. A partir daí ele e um sobrinho adotado começam uma caçada que dura anos a procura de sua sobrinha caçula, e dos índios que a seqüestraram.

Crítica
"Rastros de Ódio" é considerado por muitos críticos o maior filme que John Ford já realizou. Pessoalmente, considero este e "No Tempo das Diligências" de 1939, suas maiores realizações. Porém temos de considerar que "Rastros de Ódio" é uma obra muito mais madura de Ford, e uma espécie de síntese da carreira vitoriosa no cinema, de um homem que praticamente criou e consolidou um gênero: o Western.

Existem vários aspectos a serem abordados neste filme. A princípio a trama é absolutamente comum, os índios vilões, contra o americano herói. Mas com um olhar mais aprofundado neste filme, percebemos muitas sutilezas que Ford quis mostrar. Primeiramente na construção do personagem Ethan, interpretado por John Wayne. Ford constrói um homem sério, destruído, amargurado, um verdadeiro soldado americano, que não permite para sí mesmo a idéia da derrota, já que perdeu a Guerra Civil, mas nunca vai perder a noção de honra e dever.

Percebemos isto logo no começo do filme. Quando os índios vão atacar, e o Reverendo local faz Ethan jurar obediência a ele, para combaterem os Comanches, Ethan logo diz : "Já fiz um juramento a Federação".

Outro personagem interessante de ser comentado é Martin, filho adotado do irmão de Ethan. Na verdade foi este que o salvou muitos anos atrás em um ataque de índios na casa de sua verdadeira família. Martin na verdade é um mestiço, fato que causa em Ethan um certo desprezo, mas é ele que parece estar mais preocupado em encontrar sua meio irmã, Debbie, mais preocupado do que o verdadeiro tio, que demonstra estar mais interessado em matar os índios, e até mesmo matar a sua sobrinha se esta tiver, através do tempo, assimilado a cultura indígena, e ter se transformado em índia também. Mas é com um mestiço, que ele próprio salvou tempos atrás, que durante 5 anos eles vasculham todo o deserto à procura de sua sobrinha. Seria tudo isto um castigo para Ethan que no passado abandonou sua família para se alistar no exército. Esta brilhante construção central dá a tônica principal ao filme.

A construção dos personagens femininos também é muito interessante, Ford deixa transparecer que naquela época só as mulheres sabiam ler. As diversas cartas que Martin manda para Laurie, sua namorada, nunca é lida por nenhum homem. Ou seja enquanto os homens trabalhavam para a construção de um oeste forte e soberano, as mulheres iam para a escola. A própria mãe de Laurie diz em um certo momento que são elas que dão força e sustentação para a construção do Texas. Outro aspecto a ser abordado é a espera de Laurie durante anos, aguardando a volta de Martin, até que um dia ela se cansa de esperar, e se casa com outro, deixando transparecer que muitas mulheres tiveram que passar por isso na época, principalmente aquelas que tinham seus namorados, ou maridos alistados no exército da Federação.

Ford constrói também um personagem com problemas mentais, mas que na verdade é o mais lúcido naquele meio, e que consegue prever tudo o que vai acontecer antes de todo o mundo, como um cego que tudo vê. Cabe também uma análise sobre o papel do índio no filme. Ford não os trata só como os vilões da trama, tanto que em um determinado momento Debbie, agora já transformada em índia, diz ter muito orgulho de ser o que é. Mesmo assim os índios são vistos como vilões, e transmitem raiva para o público. Apesar desta questão, entre brancos e índios, ser secundária, o que importa mesmo é abordar bem a amargura de Ethan. Não podemos esquecer também que a região que se passa o filme era uma região de muitas mistura de raças, índios, mexicanos e americanos, e aquele, era o momento decisivo de consolidação do território.

A meia hora final é cheia de reviravoltas e cenas de grande impacto. Com o tempo Ethan começa a adquirir carinho e respeito por Martin, tanto que faz um testamento onde deixa todo o seu dinheiro para Martin após sua morte. Outra cena belíssima é o momento do encontro entre Martin, Ethan, e Debbie. Ethan percebe que esta se transformou em uma índia e resolve matá-la, Martin se põe na frente da meia irmã impedindo, Debbie sai correndo, Ethan vai atrás até que ela escorrega e cai. O tio olha bem para ela e, ao invés de atirar, a pega no colo e diz "Let’s go home, Debbie". Este é, sem dúvida, um dos mais belos planos do cinema . A cena final é um daqueles raros momentos de beleza que só o cinema pode proporcionar. Ethan vai partir, mas antes se vê Martin com Laurie e Debbie. Neste momento a camêra vai para dentro da casa, e mostra Ethan de costas partindo, se afastando; ele hesita um pouco como se quisesse também integrar-se ao conforto daquela ordem, que ele sabe com que preço foi restaurada. Mas logo, Laurie e Martin, entre beijos de namorados, pedem passagem; Ethan cede o passo e eles entram. Novamente só, Ethan contempla da entrada da varanda a harmonia restabelecida. Dá meia volta. O seu futuro é permanecer na paisagem, é dissolver-se na luz vermelha do Monument Valley. O guerreiro jamais ficará em paz com a sua guerra. A vida dele não era ficar alí, ele já tinha cumprido sua missão e, se tinha alguma dívida, já havia pago. Agora só resta partir, deixando alí as sementes para a continuação da história do Oeste.

A música de Max Steiner e a bonita fotografia de Winton C. Hoch pelo processo VistaVision, tirou o máximo proveito das belas locações no Monument Valley, cenário favorito de Ford, e colaboram muito para a força do filme. Apesar de mal recebido na época do lançamento, ele conseguiu se impor através dos anos, e hoje figura como um dos mais perfeitos retratos da solidão e amargura humana. Ethan é um herói romântico castigado pelo seu destino de perdedor. Não tem recursos para se agregar a nova sociedade que então se molda, permanece à margem, escorado num código moral primitivo, é um selvagem, ainda que vista a roupa dos brancos. É uma espécie de Ulisses que não pode voltar para casa depois de ter perdido a Guerra Civil, derrota que jamais aceitará.

Martin, um mestiço de branco com índio que foi salvo ainda menino por Ethan, assume a função de domar o bicho John Wayne, valendo-se seja da sensibilidade dos brancos, seja da sensibilidade dos índios, de que só ele dispõe.
Artigo de Carlos Augusto Calil para a Folha de São Paulo no dia 29/01/95

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

303. A HARPA DA BIRMÂNIA (1956)

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Uma tropa, liderada por um capitão apaixonado por música, e que ensinou seus comandados a cantar, entrega as armas para os ingleses já quase na fronteira com a Tailândia depois de terem notícias do fim da guerra. A um dos soldados, o harpista, é delegado uma tarefa inglória: subir até uma montanha nas redondezas e convencer os demais soldados a abandonarem os postos e se entregarem. Chegando lá, é mal compreendido (acusado de traição) e, frente à continuação dos ataques, são todos massacrados pelos canhões britânicos. O harpista escapa roubando as roupas de um monge.

Crítica
Ichikawa fez parte de um grupo de cineastas japoneses que, nos anos 50 e 60, ajudaram a projetar o cinema do país em todo o mundo ao modernizar a maneira de filmar, associando técnicas narrativas ocidentais e abandonando as tradicionais formas de interpretação dos atores, vindas do teatro kabuki e Nô. São os chamados “sete samurais” do cinema, referência ao filme de Akira Kurosawa, ele próprio um dos cavaleiros – os demais são, além de Kurosawa e Ichikawa, Mikio Naruse, Masaki Kobayashi, Hiroshi Teshigahara, Hideo Gosha e Kihachi Okamoto.

O que fez de A Harpa da Birmânia um filme clássico no ocidente, além das inovações técnicas, é mesmo a cativante história do harpista desgarrado de seu grupo que, quando tem oportunidade de se juntar a eles novamente, face ao terror da guerra, opta por tornar-se um monge budista e cultuar a memória dos mortos. Sozinho, ele queima e enterra boa parte de seus conterrâneos que estavam sendo devorados ao léu pelas aves de rapina. Ele lhes dá um fim digno, apesar de ter sido humilhado e quase morto por eles. (O roteiro é de Natto Wada, mulher de Ichikawa, que escreveu o roteiro de seus melhores filmes até 1965.)

A Harpa da Birmânia (no original, Biruma no Tategoto) já foi lançada no Brasil com o nome de “Jamais Deixarei os Mortos”. É um filme pacifista que explora por meio de delicadas metáforas os efeitos da dominação ocidental no Japão pós-guerra e as dores causadas pelas perdas no conflito. Fala de um tempo de exceção em que culturas, religiões, países e raças perdem o sentido de serem assim divididos, pois talvez a divisão tenha sido feita apenas para fins de segregação e destruição.

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302. PLANETA PROIBIDO (1956)

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Inspirado na peça A Tempestade, de William Shakespeare, o filme conta a história de uma expedição terrestre para verificar uma colônia de cientistas em um planeta distante. No local eles encontram dois sobreviventes: o Dr. Morbius, que dobrou seu intelecto com o uso de tecnologia alienígena, e sua filha. Os demais foram atacados por uma força oculta e vagam pelo planeta.

Curiosidades
* O robô Robby fez uma participação especial no episódio 20 ("Guerra dos Robôs") da primeira temporada da série Perdidos no Espaço (Lost in Space), como um personagem diferente. O Robô da série foi diretamente inspirado nele. Apareceu rapidamente no filme Gremlins de 1984, em três episódios da série The Twilight Zone, em um episódio de Columbo, e outro de Mork and Mindy.
* O aço adamantino dos Krell usado por Morbius para proteger seu lar lembra o fictício metal chamado adamantium, muito citado nos quadrinhos do Universo Marvel.

Premiações
Concorreu ao Oscar de Efeitos Especias mas acabou perdendo para Os Dez Mandamentos.

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domingo, 31 de janeiro de 2010

300. O MENSAGEIRO DO DIABO (1955)

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O reverendo Harry Powell não é bem o que aparenta ser: utilizando-se de palavras da Bíblia e belas canções religiosas, e com a ajuda de seu carisma que consegue conquistar rapidamente as pessoas, ele é na verdade um golpista que se aproveita da situação de recém-viúvas para tirar dinheiro delas. Sua nova vítima é Willa Harper (Shelley Winters), que perdeu seu marido, enforcado por assassinato. Mas esta é uma situação especial para Harry Powell: ele acaba descobrindo de Ben, o marido enforcado, enquanto estava preso na penitenciária por furto de carro, que há na cidadezinha onde morava uma fortuna de 10 mil dólares escondida em algum lugar (para a época do filme era uma fortuna, pelo menos). Assim que sai da prisão, Powell investe sua melhor lábia para conquistar a família de Ben e tentar descobrir onde o dinheiro está. A família conta com duas crianças, John e Pearl, que sabem a localização do que Powell mais deseja, mas elas não estão dispostas a dividirem o segredo com ninguém.

Crítica
O Mensageiro do Diabo é um filme que traz à tona diversos dos medos que muitos de nós tínhamos quanto éramos crianças. Medo de perder a família, medo de pessoas desconhecidas, de ter que se virar sozinho no mundo. O filme dirigido por Charles Laughton, alguém totalmente inexperiente na direção, mas que fez trabalhos importantes como ator entre os anos 30 e 60, como Spartacus e O Corcunda de Notre Dame, cria um clima assustador não só para crianças, mas para muitos adultos também. Com a ajuda da maravilhosa fotografia em preto-e-branco, e com um dos personagens "demoníacos" mais interessantes do cinema, este é outro clássico inesquecível que deve ser conferido por todos os cinéfilos.
(Alexandre Koball)

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299. NOITE E NEBLINA (1955)

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Um dos mais importantes documentários da história do cinema mundial. Realizado em 1955, a partir de um convite feito ao cineasta Alain Resnais, pelo Comitê da História da Segunda Guerra Mundial, o filme tinha como objetivo comemorar o segundo aniversário da libertação dos campos de concentração.
Mas o impacto das imagens de Noite e Neblina, que ainda hoje assombram a humanidade, e do texto do escritor Jean Cayrol, um ex-prisioneiro do campo de Orianemburgo, suplantaram a sua intenção de memorial dos desaparecidos e transformaram-se num "dispositivo de alerta" contra o nazismo e todas as formas de extermínio.
Mesclando imagens coloridas dos campos abandonados e filmes de arquivos, Alain Resnais nos dá, segundo François Truffaut, "uma lição de história, inegavelmente cruel, mas merecida".

Crítica
Embora tenha impressionados cinéfilos do mundo inteiro na época do lançamento original e depois, ao longo dos anos, se transformado em paradigma indiscutível do gênero documentário, o filme francês "Noite e Neblina" (Nuit et Brouillard, França, 1955) nunca se tornou muito popular. É fácil entender as razões: 1) é um curta-metragem e, como tal, dificilmente passa nos cinemas; 2) documentários em geral não costumam atrair público; 3) o tema, árido, é o Holocausto, e há boa quantidade de imagens aterrorizantes dos campos de concentração nazistas, material que costuma afastar os espectadores.
Um filme assim parece ter sido talhado para o formato DVD. E "Noite e Neblina" é incontornável. Precisa ser visto, e não apenas pelos cinéfilos. O curta-metragem de 31 minutos é simples e direto, mas funciona ao mesmo tempo como uma homenagem aos nove milhões de vítimas da crueldade nazista e como alerta para aqueles que vêem o regime de Hitler como um momento que pertence ao passado da humanidade. A abordagem de Resnais é espartana, mas transita sem pausas entre o delicado e o brutal, soando como um grito lancinante contra todo e qualquer tipo de intolerância.
A produção de "Noite e Neblina" foi difícil. Resnais hesitou em dirigir a obra, pois temia ficar marcado como diretor de documentários, quando desejava filmar ficção. Ao ser apresentado ao poeta Jean Cayrol, um sobrevivente de campo de concentração, acabou convencido a embarcar na empreitada. Chamou então o músico Hanns Eisler para compor a banda sonora e passou a coletar imagens de cinejornais, fotografias e todo tipo de documento que mostrasse os campos de concentração.
O filme foi feito para comemorar o aniversário de 10 anos da liberação desses campos, em 1945, ao final da Grande Guerra. Resnais teve a idéia de viajar para os locais onde funcionaram os principais, como Auschwitz e Sachsenhausen, e filmá-los em película colorida. O choque das imagens bucólicas – amplos gramados verdes sob céu azul – com o horror dos cadáveres que repousavam nos mesmos lugares, cinzentos e sem vida, apenas alguns anos antes, cria a idéia que percorre todo o filme: o mal está à espreita, em qualquer lugar, a qualquer tempo. É preciso estar sempre atento para que ele não engolfe as cores do mundo.
Em entrevistas posteriores, Resnais confessou que sempre pensou em "Noite e Neblina" como uma sutil condenação à decisão francesa de invadir a Argélia, fato ocorrido na época do lançamento do filme. Embora não haja qualquer menção a isso durante a película, a idéia encaixa perfeitamente no texto delicado, mas firme e cortante de Cayrol. Sim, é um filme sobre o Holocausto, e está repleto imagens da brutalidade inimaginável dos campos de concentração (pilhas de cadáveres mutilados, paredes de câmaras de gás arranhadas pelas unhas dos prisioneiros à beira da morte), mas o filme não deseja simplesmente impressionar através da violência. Ele está além do Holocausto.
É na combinação de três fatores que resulta a beleza de "Noite e Neblina": o contraste entre imagens da guerra e do pós-guerra, a doçura cortante do poema de Jean Cayrol e a delicadeza da música melancólica de Hanns Eilser. Ou seja, este não é um documentário jornalístico, frio e objetivo. Pelo contrário. Imagem, som e texto compõem uma espécie de sinfonia audiovisual que, nas palavras de François Truffaut, é uma "aula de história cruel mas merecida". É isso.
Rodrigo Carreiro

Premiações

Indicado ao BAFTA em 1961 e ganhou o Premio Jean Vigo para curta metragem em 1956.

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298. SORRISOS DE UMA NOITE DE AMOR (1955)

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No final do século XIX, uma atriz é a anfitriã na casa de campo de sua mãe quando um grupo de pessoas a visita. Entre eles está um advogado que já foi seu amante e ela pensa em reconquistar, mas ele está acompanhado de sua mulher. Seu atual amante também está com sua mulher, mas todos acabam envolvidos em situações amorosas, inclusive a empregada.

Premiações
-Festival de Cannes (1956)
* Recebeu o prêmio de melhor humor poético
* Indicado à Palma de Ouro
-BAFTA (1957)
* Indicado nas categorias de melhor filme, melhor actor estrangeiro (Gunnar Björnstrand) e melhor actriz estrangeira (Eva Dahlbeck)
-Prêmio Bodil (1957)
* Venceu na categoria de melhor filme europeu

Curiosidade
Este é o 1º de 13 filmes em que o diretor Ingmar Bergman e a atriz Bibi Andersson trabalharam juntos. Os demais foram O Sétimo Selo (1956),Morangos Silvestres(1957),Bakomfilm Smultronstället(1957),No Limiar da Vida(1958),O Rosto(1958), Rabies(1958),O Olho do Diabo(1960),Para Não Falar de Todas Essas Mulheres(1964), Quando Duas Mulheres Pecam (1966),A Paixão de Ana(1969),A Hora do Amor(1971) e Cenas de um Casamento (1973).

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sábado, 30 de janeiro de 2010

296. JUVENTUDE TRANSVIADA (1955)

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Como seu filho Jimmy acaba arranjando confusão em todos os colégios em que é matriculado, os Stark vivem mudando de cidade em cidade para livrar o filho das más influências. Mas, recém-chegado à Los Angeles, ele é preso por embriaguez e desordem e, no distrito policial, conhece Judy, uma jovem revoltada com o pai, e John Crawford, também conhecido como Plato, um rapaz que atirou em alguns cães. Após ser libertado, tenta se aproximar de Judy, mas cria um desentendimento com o namorado de Judy, que é o líder de uma gangue do colégio. Esta rivalidade vai gerar algumas situações com trágicas conseqüências.

Premiações
Indicado ao OSCAR em 1956 por melhor Roteiro (Nicholas Ray), Atriz (Natalie Wood) e Ator Coadjuvante (Sal Mineo).
Indicado ao BAFTA como melhor Filme e Ator (James Dean).

Crítica
"Juventude Transviada" é mais um clássico do cinema americano dos anos 50. Realizado pelo cineasta Nicholas Ray, sua trama gira em torno da delinqüência juvenil, muitas vezes decorrente de conflitos entre pai e filho, entre pai e mãe, entre jovens e adultos. Se analisarmos o comportamento dos três principais adolescentes, vamos encontrar Jim Stark sofrendo com uma mãe dominadora e um pai totalmente por ela anulado, a jovem Judy revoltada por se sentir completamente rejeitada pelo pai, e o jovem Platão abandonado por ambos os pais.
Nicholas Ray nos apresenta um excelente trabalho na direção, enfatizando os aspectos sociológicos da história. Outros cineastas já haviam abordado o problema da delinqüência juvenil, como foi o caso de László Benedek em "O Selvagem", com Marlon Brando, mas nenhum deles, embora ótimos filmes, alcança o nível de "Juventude Transviada".

Um outro ponto alto desta produção diz respeito ao quesito interpretação: Sal Mineo, Natalie Wood e James Dean estão magníficos em seus respectivos papéis.
(70 Anos de Cinema)

Curiosidades
- Inicialmente Juventude Transviada seria em preto e branco, sendo que inclusive algumas cenas do filme chegaram a ser rodadas desta forma. A mudança para colorido ocorreu devido a uma decisão interna da Warner Bros., que, por razões de prestígio, decidiu que todos os filmes feitos em CinemaScope deveriam ser a cores.
- Nas cenas rodadas em preto e branco o personagem Jim Stark tinha uma concepção diferente, usando uma jaqueta marrom e óculos. Após a Warner ordenar a refilmagem a cores o diretor Nicholas Ray, com o consentimento do figurinista Moss Mabry,
retirou os óculos do personagem e fez com que ele usasse uma jaqueta vermelha.
- O roteiro de Juventude Transviada foi criado se baseando em uma pequena história sobre disputa de gangues de jovens, tendo apenas a sequência do duelo de carros. A Warner comprou esta idéia e, apenas depois, se desenvolveu uma história em torno dela.
- O diretor Nicholas Ray pesquisou o cotidiano das gangues, acompanhando algumas em Los Angeles por várias noites.
- A atriz Jayne Mansfield esteve cotada para interpretar a personagem Judy.
- James Dean teve malária durante as filmagens.
- O ator Frank Mazzola fez parte de uma gangue de rua de Hollywood e ensinou James Dean sobre como lutar de forma realista com uma faca.
- A luta entre os personagens de James Dean e Corey Allen usou facas verdadeiras. Para rodar a cena os atores usaram proteção por baixo de suas roupas.
- A piscina vazia em que os personagens sentam e conversam sobre suas vidas foi especialmente construída para os sets de filmagens de Crepúsculo dos Deuses (1950).
- O orçamento de Juventude Transviada foi de US$ 1,5 milhão.

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Rebel.Without.A.Cause.(1955).(Dual.ENG.PTBR).DVDRip.AC3.XviD.cd2-by.Haas.UnitedShare.sub
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295. UM CERTO CAPITÃO LOCKHART (1955)

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Um intenso drama sobre justiça com as próprias mãos, Um Certo Capitão Lockhart marcou a última e maravilhosa colaboração de um dos mais importantes times dos filmes sobre o Velho Oeste: o diretor Anthony Mann e o astro Jimmy Stewart. Juntos eles deram ao público oito clássicos do cinema, incluindo Winchester 73 e Comandos do Ar.
Sob a soberba direção de Mann, Stewart parte de seus papéis do bem-amado "herói comum" e apresenta sensacionais interpretações como o implacável perseguidor do homem responsável pela morte de seu irmão. Entre os suspeitos estão um arrogante barão do gado (Donald Krispy), seu filho sádico (Alex Nicol) e o capataz de seu rancho (Arthur Kennedy na melhor atuação de sua carreira). Um explosivo confronto, no qual Stewart é arrastado por um cavalo selvagem e atingido na mão à sangue frio, é uma das sequências mais inesquecíveis da história do cinema. Entre os Western filmados em CinemaScope, Um Certo Capitão Lockhart usa a tencologia do widescreen para enfatizar a paisagem e o poder deste emocionante drama de ação, tornando-o um perfeito exemplo do Western como forma de arte norte-americana.

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(Poastado por Maceió no CSTBR.ORG)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

294. A MORTE NUM BEIJO (1955)

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Filme noir clássico, baseado no best-seller de Mickey Spillane Kiss me Deadly e magistralmente dirigido por Robert Aldrich. Mike Hammer, é um investigador particular que tenta desvendar o mistério de estranho assinato de uma bela loira a quem dera carona. Apenas no final do filme, Hammer descobre uma misteriosa caixa preta que contém a solução do assassinato. A trama policial noir expõe elementos da modernidade burguesa em crise, com sua sociabilidade fetichizada. O clima de estranhamento percorre toda a trama de Kiss Me Deadly, auxiliado pelo jogo de luz e sombras, influência do expressionismo alemão, que acaba deixando o filme com uma aparência de pesadelo. O próprio detetive não sabe exatamente o que está procurando em suas investigações. A atmosfera de angústia supõe um universo fechado à la Franz Kafka; uma modernidade fetichizada in extremis, onde o sujeito resiste à sua negação pelas coisas. O final apocalíptico vincula a narrativa de Kiss Me Deadly ao tema do cataclismo nuclear, espectro irremediável da autodestruição humana.

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Kiss.Me.Deadly.(1955).(Dual.Spa.ENG).DVDRip.DivX5

Legenda (by.Palanca CSTBR.ORG)
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293. BOB, O JOGADOR (1955)

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Bob, Le Flambeur, (literalmente: “Bob, o estroina”) conta-nos a história de um antigo bandido que organiza um assalto ao casino de Deauville, cujo principal percalço será a sua própria paixão pelo jogo. Um filme noturno, sincero, dramático, que também é um magnífico retrato de Paris e um dos grandes momentos da obra de Melville, diretor imensamente admirado pelos maiores nomes da Nouvelle Vague

Curiosidade
Segundo a lenda, quando François Truffaut assistiu a Bob Le Flambeur gritou: "É isso que nós queremos fazer"! E assim nasceu a Nouvelle Vague.

Crítica
Se é certo que Godard apelidou Jacques Becker de frére Jacques, não é menos certo que o verdadeiro pai do movimento, aquele que inspirou e incentivou Godard, Truffaut, Rohmer, Rivette e Chabrol a filmar foi Jean-Pierre Melville.
Acaso restassem dúvidas, bastaria um visionamento de Bob le flambeur para confirmar o que acabou de ser dito. Melville tem todos os traços que nos habituaremos a reconhecer em obras seminais como À bout de souffle ou Les quatre cents coups. Melville, cultor de um genero dito menor, o noir, acabou por desconstruí-lo, sublimando-o e elevando-o a patamares de excelência dificilmente alcançáveis, à imagem do que Sergio Leone veio a fazer com o western. Voltando a Bob le flambeur, teremos o prazer de ver o tratamento de histórias simples, banais e, simultaneamente, teremos a oportunidade de ver a Paris nunca vista. A Paris do milieu, dos pequenos marginais, dos reis de bairro, povoada por figuras curiosas, castiças, irónicas. Enfim, por pessoas que todos nós somos capazes de identificar com facilidade na rua. A isto acresce o privilegiamento - óbvio - da luz natural e do som captado ao vivo, bem como um estilo marcado não para hipnotizar o espectador, mas sim, pelo contrário, para lhe apresentar a realidade à imagem de uma qualquer reportagem.
Melville funciona, pois, como pioneiro e, mais importante, é outro dos belos exemplos que comprovam que o Grande Cinema nasce da escassez de meios. Basta lembrar que Bob le flambeur - filme que poderia ser designado, embora de forma altamente redutora, como o filme da noite e das mesas de jogo - apenas privilegiou os espaços públicos em virtude de Melville não dispor dos meios suficientes para construir cenários. E em boa hora que tal aconteceu. Só assim pode ver a luz do dia uma das obras mais singulares e marcantes do Cinema. Em qualquer caso, essa escassez de meios foi compensada pelos inúmeros movimentos de câmara que, o mais das vezes, fazem com que tudo pareça deslizar diante dos nosssos olhos. Exemplos manifestos de virtuosismo e de talento. Para fazer Cinema é quanto basta.
E assim tivemos a oportunidade de ver, antes do tempo, ambientes em tudo semelhantes aos de obras posteriores como À bout de souffle de Godard ou de Tirez sur le pianiste de Truffaut, obras maiores da Sétima Arte. Porque todos têm gurus e mentores, nunca será demais lembrar e conhecer Melville. Porque é Cinema. Porque é Vida.

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Bob.Le.Flambeur.(1955).DVDRip.DivX5.avi

Legenda (PTBR.SPA.ENG)(exclusiva by. Shenmue_GdA para o MKO)
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

292. A PALAVRA (1955)

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Uma família de fazendeiros, unida por fortes laços emocionais, passa por momentos de tensões provocados por pequenas desavenças. Sua rotina, após retorno de um dos filhos do patriarca, é modificada pela sua aparente loucura, que tudo indica, deriva de um estudo radical teosófico, que o fez acreditar ser Jesus Cristo. Nem todos aceitam que Johannes Borgen seja demente e fanático. E essa situação estará à prova, depois que um ente querido fica doente. Adaptação da peça teatral de Kaj Munk, pastor e dramaturgo, muito conhecido nos países escandinavos, que foi assassinado pelos nazistas. A Palavra é considerado uma obra-prima dentre os filmes que exploram o poder da fé, do amor e do sobrenatural. Isso se deve a maneira "realista" e "naturalista" que enfoca o tema. Ovacionado no Festival de Veneza, com o Leão de Ouro em 1955, é considerado um dos mais belos filmes em preto-e-branco já produzidos. É possível que este filme não influencie a nossa crença religiosa, mas, por meio dele, presenciemos um dos momentos mais marcantes da história da sétima arte.

Premiações
Leão de Ouro em Veneza - 1955
Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro - 1955

Curiosidades
Obra-prima falada do genial Carl Theodor Dreyer. Um dos raros diretores da história da sétima arte que conseguiram fazer obras primas tanto no cinema mudo como no cinema falado. Fundamental diretor da primeira fase do cinema.

Crítica
Há toda uma mítica em torno do cineasta dinamarquês Carl Theodor Dreyer. Muitos consideram seu cinema, de longos e lentos planos-seqüência, insuportável, difícil a beira do irracional, acusando-o por seu rigor excessivo e perfeccionismo. Já uma grande leva de críticos endeusam o diretor a ponto de compará-lo aos grandes mestres do cinema da primeira fase, aqueles que passaram do mudo para o falado, como David W. Griffith e Sergei Eisenstein. Contribui para a aura o fato de sua carreira ter sido um fiasco e de uma de suas atrizes, Maria Falconetti, ter ficado louca depois de ter filmado sua obra mais conhecida, O Martírio de Joana D’Arc (para conseguir o olhar desesperado da personagem, o diretor a trancafiou numa cela por uma semana).

Praticamente desconhecido no Brasil, Carl Dreyer teve seis de seus 14 longa-metragens lançados recentemente pelo selo Magnus Opus. Traz três de seus filmes mudos (A Quarta Aliança da Sra. Margarida, O Martírio de Joana d'Arc e Mikael), os maiores fracassos (O Vampiro e Dias de Ira), além de obras-referência para outros grandes cineastas: A Palavra e Gertrud.

Os elogios, quando existem, são extremos. André Bazin, diretor da Cahiers du Cinéma, disse que, depois de A Palavra, o cinema poderia se render a cor, pois o que era para ser feito em preto-e-branco Dreyer o fez nesse filme. Idem para François Truffaut, ainda crítico na mesma revista, antes de ser tornar cineasta, que tentou entender como o diretor conseguiu o tom leitoso de branco em A Palavra e sua beleza fantasmagórica, que casava com perfeição com a história do filme, praticamente um ensaio metafísico sobre religião, crença, estar no mundo e aceitação da natureza humana.

A história é simples. Um fazendeiro viúvo, ferrenhamente religioso, tem três filhos. O mais velho é ateu. O mais novo quer se casar com a filha do alfaiate, mas ela é de outra religião e o pai não permite. O do meio, para não fugir da sina de rebelde, foi estudar para ser padre, mas, remoído de dúvidas, é acometido de um transe teosófico e pensa que é Jesus Cristo. A aparente loucura do filho é motivo de incômodo para toda a família, que se desmorona quando a mulher do filho mais velho, Ingrid, morre ao tentar dar a luz ao filho. É quando o louco, pensando ter os poderes de Cristo, tenta ressuscitá-la.

Dreyer era religioso fervoroso e adaptou uma peça do padre Kaj Munk, assassinado pelos nazistas - a crítica mais conservadora impôs a Dreyer o estigma de cineasta a serviço do protestantismo. Obcecado com detalhes, foi à loja de roupas com a atriz Birgitte Federspiel para comprar as meias que ela usaria em cena. Não permitia que seus atores se movimentassem em cena nunca mais do essencialmente necessário – e isso poderia significar apenas uma leve inclinação na cabeça durante vários minutos. Esse zelo irascível é considerado o maior responsável por seu fracasso no cinema (vivia das rendas de um teatro público que dirigia) e, claro, sua marca indelével como diretor.

A Palavra é uma epifania e, para quem conseguir entrar no ritmo do cineasta, um dos grandes filmes do cinema. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1955, foi considerado, à época, ultrapassado, pois segundo os jornalistas que cobriram o evento ele tinha uma estética que remetia ao cinema mudo. Sem dúvida, Dreyer com seus planos miraculosos, lembra os quadros maneiristas e o jogo de sombra e luz de Rembrandt e Velásquez em sua composição, de perfeição formal fora do comum, dos melhores diretores da fase áurea da década de 20, como Murnau e Fritz Lang. Portanto, é melhor entender a crítica aqui como um elogio, não o apontamento de um defeito.

Não há motivo para se ter medo de Carl Dreyer. Seu cinema não é tão terrível assim. Apesar de lento, tem senso agudo de narrativa (mas o diretor jamais cedeu a nenhum apelo dramático e nunca acelera a trama, nem nos momentos mais angustiantes). Os diálogos, tensos e densos, são bonitos e sensíveis. Seus atores declamam o texto impassíveis, o que causa distanciamento com o público, é verdade, mas também permite uma profunda identificação com os temas propostos sem tomar para si nenhum ponto de vista.

De qualquer forma, ver A Palavra tem pelo menos um grande motivo: tem uma das mais belas fotografias da história do cinema, quiçá a mais bela de todas. Há também a cena do pai procurando o filho louco pelas belas planícies dinamarquesas. Ou a cena do alfaiate chegando com a filha ao funeral. Todas de uma beleza, não só plástica, mas também sensorial, que faz de A Palavra um momento único e inesquecível.

Por Demetrius Caesar
13/09/2006

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

291. MARTY (1955)



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No Bronx vive Marty Piletti (Ernest Borgnine), um açougueiro italiano solitário com 34 anos que acha que nenhuma mulher vai se interessar por ele, apesar de sua mãe insistir que ele deve encontrar uma jovem para se casar. Numa noite dele sábado, por insistência da mãe, ele vai dançar e conhece uma professora (Betsy Blair), que sente-se rejeitada como ele. Entre os dois surge algo que esperavam há muito tempo, mas ambos também são dominados por uma forte dose de insegurança, que pode prejudicar a relação.

Premiações
- Ganhou 4 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Ernest Borgnine) e Melhor Roteiro. Foi ainda indicado em outras 4 categorias: Melhor Ator Coadjuvante (Joe Mantell), Melhor Atriz Coadjuvante (Betsy Blair), Melhor Direção de Arte - Preto e Branco e Melhor Fotografia - Preto e Branco.
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Drama (Ernest Borgnine).
- Ganhou 2 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Ator Estrangeiro (Ernest Borgnine) e Melhor Atriz Estrangeira (Betsy Blair). Foi ainda indicado na categoria de Melhor Filme.
- Ganhou a Palma de Ouro e o Prêmio OCIC, no Festival de Cannes.
- Ganhou o Prêmio Bodil de Melhor Filme Americano.

Curiosidades
- Foi exibido em Moscou em 1959, como parte de um programa cultural de trocas feito na época entre os Estados Unidos e a União Soviética. Com isso tornou-se o primeiro filme americano a ser exibido na cidade desde o término da 2ª Guerra Mundial.
- É o filme de menor duração na história a ter ganho o Oscar de melhor filme.
- O orçamento de Marty foi de US$ 350 mil.

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sábado, 23 de janeiro de 2010

290. O QUINTETO DA MORTE (1955)

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Quinteto da Morte, apesar do nome, é uma divertida comédia conduzida por cinco distintos bandidos e uma senhora muita esperta.Para elaborar um plano de assalto, uma gangue decide alugar uma casa nos arredores de Londres. A dona do lugar, uma velhinha alcoviteira de olhos bem abertos, descobre a tramoia e acaba se tornando alvo dos bandidos.Só que eles não esperavam que seria tão difícil matar uma mulher...

Premiações
* Recebeu 4 indicações ao Bafta (1957), ganhando em duas categorias: Melhor Atriz - Katie Johnson e Melhor Roteiro - William Rose
* Recebeu uma indicação ao Oscar (1956), Melhor roteiro Original - William Rose

Crítica
A estréia do filme aconteceu no mesmo mês em que foi anunciada a venda da Ealing para a BBC. Ele forma, com As Oito Vítimas, de Robert Hamer, também com Guinness, a dupla de comédias de mais humor negro da Ealing, e é o melhor filme de Alexander Mackendrick. A personagem central é a viúva Louisa Wilberforce, encantadoramente interpretada por Katie Johnson, que nunca fez tão bem a típica velhinha inglesa, personagem que repetiu em outros filmes.

Ela mora numa decadente casa vitoriana, perto da estação ferroviária de St. Pancras (as filmagens foram em King's Cross e nos estúdios de Londres). E vive freqüentando a delegacia local, onde já é bem conhecida, para falar sobre crimes que jura ter testemunhado. Mrs. Wilberforce admitiu um inquilino, o estranho professor Marcus, de dentadura proeminente e cara simpática. Este talvez seja o disfarce mais engraçado de Alec Guinness, que o ator Peter Ustinov costumava chamar de "o máximo poeta do anonimato". Marcus tem quatro bizarros companheiros, que o visitam regularmente, com a finalidade de - segundo explicam a ela - formar um conjunto que toca música de câmera. Na verdade, eles planejam um grande assalto a um trem, que traz um carregamento de dinheiro, e pretendem usar a casa como base de operações.

O grupo é bem heterogêneo. One-Round (Green) é um lutador peso-pesado meio retardado. O Major Courtney (Parker), um ex-oficial que vive de vigarices. Harry (Sellers), ex-delinqüente juvenil, agora delinqüente adulto. E Louie (Lom), um gângster do Soho londrino. A presença desses dois últimos antecipa a participação deles na série da Pantera Cor-de-Rosa, de Blake Edwards, uma década depois. Mrs. Wilberforce acaba descobrindo a intenção dos "músicos", mas trata-os como crianças que se comportam mal na creche. Eles resolvem matá-la mas não chegam a uma conclusão sobre qual deles vai cometer o assassinato. O final do filme é original e amoral.

Um dos poucos filmes da Ealing em cores (Technicolor), a direção de arte produz um delicioso cenário, com a delicadeza da decoração vitoriana, em contraste com a violência pretendida pelo quinteto. Há, ainda um papagaio - o General Gordon - que proporciona momentos de pura farsa, quando escapa e tem que ser capturado pelo inquilino e seus amigos. O mundo da Ealing não ficou datado. Isso fica bem comprovado tanto nos aspectos técnicos - direção de arte, iluminação - quanto na excelência dos roteiros e diálogos (no caso, o fino humor negro: "Não, não, não. Não na frente do papagaio", diz o major, quando designado para matar Mrs. Wilberforce).

A velhinha é a Inglaterra do cotidiano, sem sofisticações, quando suspira: "Já passou muiito da minha hora de dormir, e tive um dia exaustivo", ou quando se lembra do falecido marido. Marcus é um grande personagem inglês, meio monstro, meio acadêmico. Os outros são produtos híbridos do cinema britânico da década de 1950 e criminosos típicos do cinema americano. A comicidade está, principalmente, no contraste entre a brutalidade dos homens e a fragilidade de Mrs. Wilberforce. A cena do chá entre os assaltantes e os convidados dela é um dos pontos altos do filme. Foi o último de Mackendrick para a Ealing. Depois, ele partiu para os Estados Unidos.

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288. OS MESTRES LOUCOS (1955)

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Filmado em apenas um dia, o filme revela as práticas rituais de uma seita religiosa. Os praticantes do culto Hauka, trabalhadores nigerienses reunidos em Accra, se reúnem à ocasião de sua grande cerimônia anual. Começa o rito da possessão, saliva, tremedeiras, respiração ofegante…são os signos da chegada dos 'espíritos da força', personificações emblemáticas da dominação colonial : o cabo da polícia, o governador, o doutor, a mulher do capitão, o general, o condutor da locomotiva, etc… A cerimônia atinge seu ápice com o sacrifício de um cão, o qual será devorado pelos possuídos. No dia seguinte, os iniciados retornam às suas atividades cotidianas.

Crítica
Foi provavelmente da paixão pela etnologia que nasceu o ímpeto documentarista de Jean Rouch. Com uma câmera - instrumento seu de investigação e registro, porém sempre voltado à experimentação - partiu para a África em expedição, descendo o Niger da nascente até o mar. E dessa sua primeira experiência cinematográfica (em 1946), levaria influências que marcariam o seu cinema. Uma delas, e talvez a mais evidente, é a sua paixão pelo continente africano. Outras, certamente mais conceituais, o levariam a delinear um dos grandes movimentos cinematográficos: o Cinema Verdade.

Encampando o esforço de uma revolução técnica – a invenção do som direto e de câmeras mais ágeis; renovando a linguagem do documentário – antes sedimentada na forma de exposição didática; Jean Rouch projeta sua câmera – e por vezes a si mesmo – para dentro da cena. Negando a participação silenciosa, tida como regra para documentaristas, Rouch ilustra em seus filmes que a presença da câmera e da equipe podem trabalhar como estimuladores das verdades de seus personagens, criando situações e propondo espaços que a princípio as personagens não teriam acesso.

Claro exemplo desta tese é o filme Crônica de Um Verão que, com a 'simples' questão: "Você é feliz?", promove uma experiência única. Tanto em um nível pessoal, na medida em que obriga as personagens a pensarem sobre sua própria vida no momento de sua fala e a repensarem em um momento posterior à visualização do filme (também documentado); quanto em um nível cinematográfico, quando seu filme difunde um novo conjunto de propostas que iriam influenciar a Nouvelle Vague francesa. Ainda hoje a influência de Jean Rouch e de seu 'cinema verdade' têm caráter fundamental na cultura documental brasileira – exemplo máximo se transfigura na obra de Eduardo Coutinho ( Cabra Marcado para Morrer , Edifício Máster e Peões entre outros ) .

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Les.Maitres.Fous.(1955).(Legendado.PTBR).DVDRip.DivX5

287. CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO (1955)

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1945, dois meses após o fim da 2ª Guerra Mundial. No vilarejo de Black Rock chega um idoso desconhecido, John MacReedy (Spencer Tracy), que tem só um braço. Apesar da sua idade e deficiência física, sua presença incomoda cada vez mais os moradores do local, em parte por ser o primeiro visitante em 4 anos (literalmente o trem nunca parava ali) e também por ficar cada vez mais claro que todos estão escondendo algo. Quando ele diz que está procurando Komoko, um japonês, a tensão aumenta e parece que todos obedecem Reno Smith (Robert Ryan), o "dono" de Black Rock.

Curiosidades
Lee Marvin e Ernest Borgnine mais uma vez interpretam uma dupla de vilões dos mais sórdidos, o que era comum para eles nos anos 50. Mas nesse mesmo ano Borgnine ganharia o Oscar por Marty (derrotando o indicado Tracy por este filme), passando a interpretar também com sucesso homens do povo. Já Marvin só ganharia o seu prêmio em 1965 (Cat Ballou), transformando-se definitivamente em astro dos filmes de ação.

Premiações
- Recebeu 3 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Ator (Spencer Tracy) e Melhor Roteiro.
- Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme.
- Ganhou o prêmio de Melhor Ator (Spencer Tracy) no Festival de Cannes.

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286. A CANÇÃO DA ESTRADA (1955)

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Uma das obras-prima do cinema mundial, inédita no Brasil e nas Américas. Este filme foi a estréia espetacular de Satyati Ray. Recuperada a finais dos anos 90, pois um incêndio destruiu os negativos originais, esta é a primeira fita, que deu origem a Trilogia de Apu. Nela se narra a comovente história de uma família de Bengali perseguida pela má sorte. O pai, Harihara, é um sacerdote mundano, curandeiro, sonhador e poeta. Sabajaya, a mãe trabalha para alimentar a uma família, que recebe com alegria e esperança a chegada de um novo filho, Apu.

Crítica
Díficil falar, mesmo tendo muito o que dizer. Além da clara descrição da condição humana na India, em meados do século XX (impossível, pra mim, definir a data certa, o filme não revela, talvez perto do início do século), esse é um filme sobre coisas que foram esquecidas, ou perderam o valor: a família sentada na porta de casa, durante a noite, o pai escrevendo uma peça de teatro, desejando conseguir dinheiro com ela; o filho aprendendo, com a ajuda do pai, a escrever; a mãe ajeitando o cabelo da filha; e o silêncio da noite sendo quebrado somente pelas vozes. A câmera mostra cada um deles, para depois se afastar, e pintar um quadro de toda a família. É sobre brincar na chuva e, depois, se esconder embaixo de uma árvore pedindo a volta do sol; ver uma peça de teatro e sonhar com um mundo quase irreal; é quando o vendedor de doces passa e as crianças correm em volta dele. A sensibilidade de Ray para mostrar a passagem de tempo consegue emocionar um bloco de cimento: ele mostra o Grande Mundo que ataca a pequena vila: o sistema elétrico passando pelo campo, o trem que também corta o campo, e deixa as crianças curiosas; e, no pequeno mundo da vila, os animais crescendo, uma planta, cuidada por uma velha senhora, se desenvolvendo, o primeiro encontro com a morte. É também um filme sobre a relação entre Natureza-Homem: um jardim de frutas que ajuda a sustentar famílias, e é motivo de briga; a chuva se impondo como uma constante ameaça. É o tipo de filme que provoca lágrimas, e eu não tenho mais o que pedir do cinema.

Premiações
British Academy of Film and Television Arts (1957) -Best Film - Any Source
Cannes Film Festival (156)-International Human Document Prize
National Board of Review (1958)-Best Foreign Film
San Francisco International Film Festival (2007)-Film Presented

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sábado, 9 de janeiro de 2010

282. O INTENDENTE SANSHÔ (1954)

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No final do período Heian (século XI-XII), uma mulher da aristocracia, acompanhada do filho Zushio, da filha Anju e de uma serva, viaja por uma praia de Echigo. A mulher é Tamaki, esposa de Masauji Taira, exilado por tentar defender camponeses pobres. Durante a jornada, os viajantes são enganados por mercadores de escravos. Tamaki é levada para a longíqua ilha Sado, a criada se mata e os dois irmãos são vendidos como escravos ao cruel intendente Sansho.
Passam-se dez anos. Quando chega ao campo de trabalho uma escrava vinda de Sado, os irmãos ficam sabendo que na ilha vive uma mulher que todos os dias canta uma triste canção por Zushio e Anju. Para que o irmão consiga fugir do campo, Anju atrai os guardas e sacrifica sua vida. O jovem vai a Kyoto, apela para o conselheiro do imperador e consegue provar que é filho do finado Masauji Taira.
Nomeado governador de Tango - a província onde fica o campo de trabalho do intendente Sansho - Zushio liberta todos os escravos e confisca a propriedade. Dando por encerrada sua tarefa, Zushio renuncia ao cargo de governador e parte para a ilha Sado à procura da mãe.

Premiações
O filme recebeu o Leão de Prata em 1954, dando a Mizoguchi seu terceiro prêmio consecutivo no Festival de Veneza.

Curiosidade
O filme se baseia no romance de Ogai Mori ( 1862-1922), que por sua vez se inspirou no conto popular conhecido como Anju e Zushio. Mizoguchi faz uma descrição realista do sistema feudal e da escravidão no período medieval japonês. Além de sua equipe habitual, o diretor contou com a colaboração de especialistas como Yoshikasu Fujiwara (arquitetura) e Hosei Ueno (figurinos). Elogiado pela perfeição visual, "O Intendente Sansho" é ritmado pelo canto da mãe que chama pelos filhos. Através da lenta elaboração dos elementos visuais e sonoros, o estilo de Mizoguchi conduz a um sutil despertar dos sentidos. Em sua última noite de liberdade, os irmãos vão procurar lenha para o fogo e penduram-se num galho que se quebra. Os dois caem por terra, e nesse momento ouvem a voz da mãe, que modula seus nomes em infinitas variações. Dez anos depois, no campo de Sansho, Anju é fiel ao passado mas Zushio endureceu-se com os sofrimentos da escravidão. Uma noite, sem se dar conta, os dois repetem os gestos do passado. O galho partido provoca uma vaga lembrança e novamente se ouve a voz da mãe. Real ou fantástico, o chamado tem o dom de provocar a súbita iluminação de Zushio.

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Sansho.the.Bailiff.(1954).CRiTERiON.B&W.FS.DVDRip.XviD-[gx].avi

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

278. OS SETE SAMURAIS (1954)

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No Japão do século XVI, durante a Era Sengoku, uma aldeia de lavradores sofre freqüentes ataques de bandidos, que saqueiam sua produção e levam suas mulheres. Sofrendo grande miséria por causa dessa condição, os moradores decidem resistir aos ataques, mas para isso precisam de pessoas que conheçam a arte da guerra. Alguns deles, tendo como recurso apenas comida, saem para contratar Ronins (samurais sem um senhor) que os defendam. Nessa busca encontram Shimada e pedem a ele ajuda. Unindo-se com outros sete ronins eles passam a ser Os Sete Samurais. O grupo reunido começa a ensinar às pessoas da aldeia a se defenderem em troca de comida. Cada um dos sete samurais era detentor de habilidades específicas, incluindo uso da espada, visão estratégica, coragem, sabedoria, liderança, comicidade. Vários temas são levantados referentes à cultura japonesa, como a morte, o aprendizado, a miséria, a estratégia militar, a obediência, a castidade, a piedade, as diferenças sociais e o respeito.

Premiações
-Recebeu 2 indicações ao Oscar nas categorias Melhor Direção de Arte - Preto e Branco e Melhor Figurino - Preto e Branco.
-Academia Britânica - Indicado aos Prêmios de Melhor Filme e de Melhor Ator Estrangeiro (Toshirô Mifune e Takashi Shimura).
-Festival de Veneza - Indicado ao Prêmio Leão de Ouro.

Curiosidades
-As filmagens de Os Sete Samurais tiveram que ser interrompidas por diversas vezes devido à falta de cavalos para a realização das cenas finais de batalha.
-O ator Seiji Miyaguchi, que interpreta o samurai Kyuzo, nunca havia tocado em uma espada antes de rodar Os Sete Samurais. Foi graças à uma cuidadosa edição usada no filme que o ator pôde passar para o público a impressão de que ele era um mestre na arte espadachim.
-Quando foi lançado pela primeira vez nos Estados Unidos e na Europa foi exibida uma versão de Os Sete Samurais que tinha apenas 141 minutos.
-Foi refilmado como Sete Homens e Um Destino (1960)

Crítica
Honra de miseráveis
por Radamés Manosso

Aprendemos a ver os samurais como uma versão japonesa dos cavaleiros andantes, como guerreiros obcecados pela honra, pelo aperfeiçoamento de suas habilidades e imbuídos de nobres ideais. Assim como os cavaleiros andantes, os samurais tiveram seu tempo até que o mundo deles começou a desmoronar. Bem, os sete samurais do filme têm todas essas características, mas também são seres humanos com história e sentimentos e enfrentam a miséria em uma época de provações terríveis.

Akira Kurosawa compôs um painel social amplo de um Japão conturbado por guerras intermináveis e classes sociais em conflito. Temos os camponeses oprimidos pelos poderosos e atormentados por bandoleiros. Temos os samurais que vagueiam pelas vilas em busca de trabalho e, por fim, os bandoleiros que também não passam de miseráveis e vivem do saque. A história se passa no século XVI e começa quando um camponês flagra a conversa de um grupo de bandoleiros. Eles planejam o ataque à aldeia do camponês assim que terminar a colheita, para que o saque seja mais proveitoso. Os pobres camponeses se reúnem para ver o que pode ser feito e decidem contratar os serviços de alguns samurais para protegê-los. O problema é que os lavradores são miseráveis e não têm como pagar pelos serviços. Depois de muitas dificuldades e peripécias, finalmente os camponeses conseguem trazer até a aldeia um grupo de sete samurais. Não é um grupo ideal, convenhamos, mas no calor da batalha é que se forjam os heróis. Um longo treinamento e uma dura batalha espera os camponeses que agora contam com proteção.

Os camponeses são miseráveis, mas ricos psicologicamente: o velho patriarca é cheio de astúcia; o jovem Rikichi é o líder que não se rende ao conformismo; o velho Manzo é o pai mesquinho que esconde a filha por medo de que os samurais a desonrem. Cada samurai também tem muito a dizer. Shimada é o líder. Homem desprendido e generoso, é um guerreiro experiente e líder astuto. É ele que monta a estratégia para a batalha. Kyuzo é um samurai litúrgico, austero, espadachim exímio, para quem ser samurai é um sacerdócio. Superar limites e executar missões impossíveis é com ele. Katsushiro é um rapaz inexperiente que tem veneração pelos samurais e quer a todo custo se tornar um deles. Só que para isso, ele precisa crescer e se tornar um homem. Kikuchiyo é um bufão ridicularizado por todos que tenta se unir ao grupo a todo custo. Para conquistar seu espaço ele tem que mostrar a que veio e precisa enfrentar seu passado obscuro e terrível.

É preciso pensar com uma cabeça oriental, para aproveitar o máximo que este filme têm a nos oferecer. É um filme com longos silêncios, com interpretações estilizadas e teatrais e fala sobre um universo estranho para os ocidentais. Quem no ocidente se preocupa com honra? Mas o shakespeariano Kurosawa tem a força: o enredo é envolvente e denso, as cenas de batalha são exuberantes, os personagens são complexos e a fotografia é magnífica. Tudo isso é universal e perfeitamente assimilável por um ocidental.

Os sete samurais é um filme sobre miséria extrema e nobres guerreiros desprezados. Na cena final, Akira compõe a última pintura viva do filme: os sete samurais aparecem juntos mais uma vez. Poderosa reflexão sobre vitória e derrota. Uma reflexão universal, mas com uma dimensão maior para o povo japonês que, em 1954, ainda se recompunha da derrota na Segunda Guerra Mundial.

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

277. A ESTRADA DA VIDA (1954)

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A história passa-se na Itália do pós-guerra e mostra um homem, Zampanò (Anthony Quinn), um artista mambembe, que exibe os seus atributos físicos de força. Necessitado de uma assistente, acaba por comprar os serviços da filha de uma mulher pobre, possibilitando que a família desta consiga algum dinheiro para comer. Gelsomina (Giulietta Masina, esposa de Fellini) é uma simplória, mas uma tocante personagem que acompanha o rude Zampanò na sua jornada. A dupla cai na estrada, ganhando dinheiro em apresentações em pequenas cidades, nas quais Gelsomina é a responsável pelos toques de tambor. Ambos não têm nada em comum: o jeito ingênuo e humilde da jovem é o oposto da rudeza de Zampanò. A chegada de um equilibrista que admira especialmente Gelsomina trará acontecimentos inesperados.

Premiações
-Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original.
-Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro
-Festival Internacional de Veneza, Itália
Prêmio Leão de Prata de Melhor Direção (Federico Fellini), Indicado ao Leão de Ouro
-Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca
Bodil de Melhor Filme Europeu
-Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália
Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Italiano (Federico Fellini)
Prêmio Fita de Prata de Melhor Produção

Crítica
"A Estrada" é mais uma obra-prima do neo-realismo italiano. Realizado pelo grande mestre, Federico Fellini, que também trabalhou na elaboração do roteiro, o filme apresenta um vigor e uma dramaticidade inesquecíveis.

Com um magistral trabalho de direção, Fellini desenvolve a trama concentrando-se em três personagens apaixonantes. As interpretações de Giulietta Masina e Anthony Quinn são simplesmente magníficas. Completando o trio principal, Richard Basehart também está ótimo.

Finalmente, "A Estrada" apresenta ainda a maravilhosa música de Nino Rota, injustamente não premiada.
70 anos de Cinema

"Desde o momento que nascemos passamos a procurar algo. Busca-se uma forma de complementar a vida para que nos sintamos completos. Numa linguagem que transita entre o cômico mais infantil e simples chegando a cenas de uma tristeza avassaladora, A Estrada da Vida, de Fellini, apresenta este dilema simples e pungente, inerente a todos os homens. Aliado a força das imagens, da trilha sonora e de atuações espetaculares formam um filme único, de linguagem universal e fácil de ser assimilado.
Esta é a mágica do cinema de Fellini. Do começo sabe-se que tudo é falso, fabricado propositalmente, para a representação de um filme. No fim, já não se tem mais certeza."
Por RAPHAEL ANTONIO MORAIS RUELA

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OU (Um Rip de melhor Qualidade porque este filme merece.., postado por deadmeadow do MKO )

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

276. A CONDESSA DESCALÇA (1954)

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Com extraordinária beleza, talento e graça, a dançarina espanhola Maria Vargas (Ava Gardner) nasceu para tornar-se uma estrela. Ajudada pelo diretor de cinema americano Harry Dawes (Humphrey Bogart), ela alcança grande sucesso e fortuna na terra de sonhos de Hollywood. Mas, embora ela esteja disposta a dar tudo por seu estrelato, existe uma coisa da qual ela nunca estará disposta a abrir mão - sua alma. Não importa o que custar, A Condessa Descalça nunca dançará nenhuma música além da sua própria.

Premiações
- Ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Edmond O'Brien), além de ter sido indicado na categoria de Melhor Roteiro.
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante (Edmond O'Brien).

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Legenda (postado por Festat do MKO, legenda ripada do DVD)
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275. NASCE UMA ESTRELA (1954)

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Nasce uma Estrela marca o retorno de Judy Garland ao cinema após quatro anos de ausência, no primeiro musical e também primeiro filme colorido do diretor George Cukor. É ainda um grande mostruário das belas canções de Harold Arlen/Ira Gershwin em stereo, outra novidade da época. Garland vive a cantora Esther Blodgett, um inegável talento emergente. Ela se apaixona por Norman Maine (James Mason), um ator alcólatra cuja carreira está em declínio, e esse encontro transforma suas vidas. Apenas um deles sobreviverá no disputado mundo do show business. Encurtado após sua estréia, o filme renasceu das cinzas em 1983, quando o historiador Ronald Haver encontrou quase todas as sequências cortadas e supervisionou a reconstrução da obra de Cukor quase à sua minutagem original.

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

274. JANELA INDISCRETA (1954)

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1950 - Em Greenwich Village, Nova York, o fotógrafo profissional L. B. Jefferies se vê obrigado a ficar confinado numa cadeira de rodas, em seu apartamento, enquanto se restabelece de um acidente no qual quebrou a perna.
Para passar seu tempo, ele começa a observar o que ocorre com os moradores dos prédios que ficam do outro lado do pátio que dá para sua janela. Tal passatempo termina se transformando numa forte obsessão pelos dramas privados dos seus vizinhos. Há a Srta. Coração Solitário, tão desesperada com seu amante imaginário, a ponto de sempre colocar um prato na mesa de jantar para ele. Há um compositor frustrado que passa algum tempo em seu piano. Há a escultora que toma banho de sol, a escultural bailarina, o casal de meia-idade com seu cachorro... e um vendedor que vive com sua esposa.
Um dia, quando a mulher do vendedor desaparece misteriosamente, ele se convence de que o homem que ele observava, matara sua esposa e escondera seu corpo. O que o desespera é o esforço para convencer sua deslumbrante namorada e 'socialite', Lisa, sua enfermeira, seu melhor amigo e até outros vizinhos, do que vira... até que o assassino se prepara para matar outra vez. A partir daí, Jefferies tenta, com suas limitações físicas, investigar a cadeia de acontecimentos altamente suspeitos e pede que Lisa o ajude nessa tarefa.
Premiações
Grace Kelly recebeu o prêmio de Melhor Atriz pelo Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA. E janela Indiscreta foi indicada aos Oscars de Melhor Fotografia, Melhor Direção (Alfred Hitchcock),Melhor Gravação de Som e Melhor Roteiro.

Curiosidades
- Em suas clássicas aparições em seus filmes, Alfred Hitchcock surge aos 26 minutos, ajustando o relógio do compositor, que mora no prédio em frente ao apartamento de Jeffries.
- O set de filmagens de Janela Indiscreta foi todo ele baseado em uma quarteirão real da cidade de Nova York. O filme inclusive indica o endereço do apartamento de Jeffries - 125 7th Street -, mas este endereço não existe realmente.
- A trilha sonora de Janela Indiscreta feita por Franz Waxman recicla músicas de outras duas trilhas sonoras feitas por ele: Um Lugar Ao Sol (1951) e No Caminho dos Elefantes (1954).
- Em 1954, quando Janela Indiscreta foi lançado nos cinemas, a distribuição coube à Paramount. Já em 2000, quando foi lançada uma nova cópia remasterizada, a distribuição coube à Universal Pictures.
- Janela Indiscreta teve uma refilmagem em 1998, de mesmo nome e protagonizada por Christopher Reeve e Daryl Hannah.
- Janela Indiscreta esteve inacessível ao público em geral durante décadas. Isto porque Hitchcock comprou de volta os direitos de 5 de seus filmes e os deixou de legado para sua filha. Estes filmes receberam o apelido de "os 5 filmes perdidos de Hitchcock" e apenas estiveram novamente ao alcance do público em 1984, quando foram relançados nos cinemas, com uma distância de quase 40 anos desde seu primeiro lançamento. Os demais filmes do pacote eram Festim Diabólico (1954), O Homem Que Sabia Demais (1956), Um Corpo Que Cai (1958) e O Terceiro Tiro (1955).

Crítica
"Janela Indiscreta" é mais um excelente filme de Hitchcock, com alguns momentos maravilhosos. Com um ótimo roteiro e um suspense crescente, o filme prende a atenção do espectador até a última cena. Os diálogos são inteligentes.

Grace Kelly e James Stewart estão perfeitos em seus papéis. O elenco de apoio também tem uma atuação de destaque, com ênfase para Thelma Ritter, como a enfermeira Stella, e Wendell Corey, como o tenente Doyle.

Entretanto, a grande estrela do filme é a direção de Hitchcock.
(Fonte)

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

273. A REVOLUÇÃO DOS BICHOS (1954)

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Desenho animado produzido na Inglaterra que faz adaptação do clássico de George Orwell, a obra que narra a história do fazendeiro Jones, um homem beberrão e cruel que explora seus animais. Revoltados com seu proprietário, os animais se organizam e tomam posse das terras, passando a controlar o lugar e decretando uma série de novas regras. Os porcos, no entanto, querem uma sociedade ideal por meio da opressão, o que faz surgir uma revolução.

Curiosidade
Animal Farm é um livro clássico lançado nos finais da Segunda Guerra Mundial, em 1945, da autoria de Eric Blair, conhecido pelo pseudónimo de George Orwell. Orwell era socialista e criticava abertamente tanto o comunismo como o capitalismo. Neste livro o autor constrói uma sátira em que critica a Rússia Soviética e o autoritarismo stalinista, ambos resultantes da Revolução Soviética. Devido ao facto de à época da sua primeira publicação, a URSS ser aliada da Inglaterra, o autor teve complicações em publicar o livro.

Crítica
A Revolução dos Bichos preserva de forma fiel a raiva, a compaixão e o humor sarcástico do romance de Orwell. A crueldade de certos incidentes não é atenuada - para desespero dos pais da época, que levaram suas crianças ao cinema esperando sentimentalismo ao estilo Disney. Apenas o final foi modificado para algo mais otimista - De Rochemont (Produção) e Halas-Batchelor (Direção) concordaram que a desolação sombria do original era demais para o público. A mudança também pode reivindicar uma certa justificativa histórica: Stalin morreu enquanto o filme estava em produção.

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domingo, 27 de dezembro de 2009

272. AS DIABÓLICAS (1954)

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Christina Delasalle é uma rica herdeira, proprietária e professora de um colégio para garotos, cuja administração acha-se a cargo de seu marido, Michel. Ele dirige o colégio com mãos de ferro, bate na mulher, a humilha, serve comida estragada no refeitório, é odiado por todos, professores e alunos, além de ser amante de Nicole, uma das professoras. Sabendo que Christina é constantemente maltratada pelo marido e que tem problemas cardíacos, Nicole a procura e lhe diz que Michel só se casou com ela pelo seu dinheiro e que torce para que ela sofra um infarto fulminante e, assim, ele possa herdar toda a sua fortuna. Em seguida, sugere um plano para, juntas, assassiná-lo

Premiações
- Melhor Filme Estrangeiro, Edgar Allan Poe Awards
- Melhor Filme Estrangeiro, New York Film Critics Circle Awards
- Prix Louis Delluc

Crítica
As Diabólicas é um clássico do cinema francês. Realizado pelo grande cineasta Henri-Georges Clouzot que, além da direção, assina a produção e participa da elaboração do roteiro, o filme é realmente imperdível, principalmente para os amantes de filmes-noir. Apresentando um ritmo perfeito e construído com uma habilidade extraordinária, As Diabólicas atinge um alto nível de suspense, principalmente em sua primeira metade. É virtualmente impossível assistir a esse filme sem ocasionalmente não sentir um arrepio de medo. Além do magnífico trabalho de Clouzot, o filme destaca-se, ainda, pela maravilhosa fotografia em preto-e-branco de Armand Thirard e pelas excelentes atuações de Simone Signoret, Véra Clouzot e Paul Meurisse.

(Info postadas por Distanásia no MKO)

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271. SETE NOIVAS PARA SETE IRMÃOS (1954)

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O ano é 1850, o local é o interior do Oregon. Os 7 irmãos Pontipee, Adam, o mais velho, Benjamin, Caleb, Daniel, Ephraim, Frank e Gideon, vivem numa fazenda de onde tiram o seu sustento. Como o trabalho no campo é pesado, Adam sente a falta de uma mulher para cuidar da casa e dele mesmo. Assim, quando vai à cidadezinha mais próxima para vender um lote de peles de castor e comprar os suprimentos de que precisam, para enfrentarem o inverno que se aproxima, ele toma a decisão de encontrar uma mulher para se casar. Desse modo, as coisas ficam diferentes para os rapazes Pontipee, agora que seu irmão mais velho arrumou uma esposa, chamada Milly, e a trouxe para morar em sua cabana. De fato, os irmãos solteirões estão tão inspirados que eles resolvem invadir a cidade para conseguir se casar também! Um grande musical, do mesmo diretor de "Cantando na Chuva", assistam e confiram!

"Um dos melhores musicais que já assisti, minha infância foi recheada de bons filmes tks God...rsrsr"

Premiações
- Ganhador do Oscar de Melhor Trilha Sonora, além das indicações para Melhor Filme, Melhor Fotografia - Colorido, Melhor Montagem e Melhor Roteiro;
- Indicado ao BAFTA de Melhor Filme.

Curiosidades
- Como uma camisa de flanela favorita, tudo se ajusta nesta diversão rústica dirigida por Stanley Donen, coreografada por Michael Kidd e acompanhada por uma excitante trilha musical assinada por Gene dePaul e Johnny Mercer, que ganhou o Oscar.
- "Sete Noivas Para Sete Irmãos" é mais um musical de sucesso dos anos dourados de Hollywood. Depois de ter realizado, dois anos antes, "Cantando na Chuva", a comédia musical que permanece como uma das mais célebres da história do cinema, Stanley Donen investiu nesse novo projeto, totalmente pessoal, que veio a ser seu 6º musical. Coisa rara no gênero, "Sete Noivas Para Sete Irmãos" trata-se de uma uma versão musical do conto "O Rapto das Sabinas" (The Sobbin' Women), de Stephen Vincent Benet, uma idéia original, já que a grande maioria dos musicais se trata de uma adaptação de algum sucesso da Broadway ou de qualquer outro grupo teatral, apesar de que muitos ainda o confundem como se ele fosse ;
- Repleto de excelentes números de dança, magistralmente concebidos pelo emérito coreógrafo da Broadway, Michael Kidd, o filme conta com a carismática voz de barítono de Howard Keel e a agradável voz de soprano de Jane Powell. Esta também se sai muito bem como dançarina. Os dois são apoiados por um elenco de coadjuvantes, basicamente formado por excepcionais dançarinos e não atores, como o bailarino Jacques d'Amboise, membro do corpo permanente do Ballet de Nova Iorque durante mais de 20 anos. São inúmeros os momentos inesquecíveis como, por exemplo, as seqüências do celeiro, da disputa das garotas no baile da temporada e a que eles aprendem a cortejar uma garota;
- Stanley Donen, nascido na cidade de Columbia, na Carolina do Sul, EUA, em 13 de Abril de 1924, é um coreógrafo, bailarino e Diretor de cinema americano. Embora tenha começado sua carreira como bailarino, ficou mais conhecido nos teatros da Broadway, e em 1943 foi chamado a Hollywood por iniciativa de seu amigo Gene Kelly. Bailarino e coreógrafo nos estúdios da produtora MGM, realizou como director, junto com Gene Kelly, "Um Dia em Nova York (On The Town), de 1949, e o clássico "Cantando Na Chuva (Singin' In The Rain), de 1952, que obteve um grande êxito e se converteu em um clássico do cinema musical, além de outras comédias musicais, entre elas "Procura-se Uma Estrela (Give A Girl A Break), de 1953, este "Sete Noivas Para Sete Irmãos", de 1954 e "Cinderela Em Paris" (Funny Face), de 1957. Mais tarde se orientou para a comédia pura, onde mostrou sua elegância e seu talento na direção de atores famosos, em filmes como "Indiscreta (Indiscreet), de 1958, "Charada" (Charade), de 1963 e "Um Caminho Para Dois" (Two for the road), de 1967;
- Como, talvez, o maior destaque desse musical, acha-se a memorável trilha sonora, ganhadora do Oscar da categoria e a cargo de Adolph Deutsch e Saul Chaplin;
- Jane Powell e Howard Keel estrelam, apoiados por um elenco de incríveis dançarinos e belas dançarinas. Somente as seqüências do celeiro - os giros, a atlética coreografia com bastões - deixa um sorriso duradouro. "Bless Yore Beautiful Hide", uma canção para todos vocês, noivos e irmãos!

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Seven.Brides.For.Seven.Brothers.(1954).(Dual.PTBR.ENG).DVDRip.XviD.cd1-UnitedShare.Hass.avi
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270. SINDICATO DOS LADRÕES (1954)

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Terry Malloy (Marlon Brando) é um ex-boxeador que costumava ser grande, mas que se tornou pequeno ao entrar para a gangue exploradora de Johnny Friendly (Lee J. Cobb). Quando uma trabalhador inocente morre, Terry sente-se culpado e começa a tentar consertar suas ações passadas lutando diretamente contra o sindicato, sofrendo também as conseqüências. Durante a luta, acaba por se apaixonar pela irmã do falecido, a jovem e inocente Edie Doyle (Eva Marie Saint).

Premiações
- Ganhou 8 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Marlon Brando), Melhor Atriz Coadjuvante (Eva Marie Saint), Melhor Direção de Arte - Preto e Branco, Melhor Fotografia - Preto e Branco, Melhor Edição e Melhor Roteiro. Recebeu ainda mais 3 indicações, nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Karl Malden, Lee J. Cobb e Rod Steiger) e Melhor Trilha Sonora.
- Ganhou 4 Globos de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Marlon Brando) e Melhor Fotografia - Preto e Branco.
- Ganhou o BAFTA de Melhor Ator Estrangeiro (Marlon Brando), além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Filme e Melhor Revelação (Eva Marie Saint).
- Ganhou o Leão de Prata, no Festival de Veneza.
- Ganhou o Prêmio Bodil de Melhor Filme Americano.

Curiosidades
Sindicato de Ladrões foi inspirado em "Crime on the Waterfront", série de artigos publicados no New York Sun que rendeu a Malcolm Johnson o Pulitzer, em 1949.
- O roteiro de Sindicato de Ladrões foi recusado pelo produtor Darryl F. Zanuck, na época o responsável pela 20th Century Fox.
- Elia Kazan recebeu o salário de US$ 100 mil mais 25% das bilheterias para dirigir Sindicato de Ladrões.
- Arthur Miller chegou a ser contratado para escrever o roteiro de Sindicato de Ladrões, mas posteriormente deixou o projeto.
- Frank Sinatra chegou a estar cotado para interpretar o personagem Terry Malloy, tendo até mesmo conversado com o diretor Elia Kazan sobre o papel. A escolha por Marlon Brando foi do produtor Sam Spiegel, acreditando no maior apelo do ator junto às bilheterias.
- Marlon Brando recebeu o salário de US$ 100 mil para atuar em Sindicato de Ladrões.
- Este é o 3º filme em que o diretor Elia Kazan e o ator Marlon Brando trabalharam juntos. Os demais foram Uma Rua Chamada Pecado (1951) e Viva Zapata (1952).
- Grace Kelly recusou a personagem Edie Doyle, tendo preferido atuar em Janela Indiscreta (1954).
- Este é o último de 4 filmes em que o diretor Elia Kazan e o ator Karl Malden trabalharam juntos. Os demais foram O Justiceiro (1947), Uma Rua Chamada Pecado (1951) e Boneca de Carne (1956).
- Estréia de Eva Marie Saint, Pat Hingle, Martin Balsam e Fred Gwynne no cinema.
- Tony Galento, Tami Mauriello e Abe Simon eram lutadores de boxe profissionais na época das filmagens, com todos tendo enfrentado o campeão mundial Joe Louis.
- É o único filme sem ser musical que teve sua trilha sonora composta por Leonard Bernstein.
- O Oscar ganho por Marlon Brando posteriormente desapareceu, sendo que até hoje não se sabe se o ator o perdeu ou se ele foi roubado. Brando conseguiu recuperar a estatueta por acaso, graças ao contato de uma casa de leilões de Londres, que pretendia negociá-la.

Crítica
"Sindicato de Ladrões" é um filme magnífico, um verdadeiro clássico dos anos 50. Violento, é entretanto, envolvente e emocionante. Com uma excelente direção, Kazan faz uma dura crítica à corrupção que reinava, na época, na área portuária, mostrando com sua câmera os privilégios dos que apoiavam os negócios ilícitos da cúpula do sindicato, bem como, a forma violenta com que eram tratados os que se opunham ao sistema reinante.

Marlon Brando, no papel do ex-boxeador, dá uma verdadeira aula de interpretação, o que lhe valeu o Oscar de Melhor Ator. Eva Marie Saint, uma das musas de Hitchcock, aparece muito bem como uma garota simples mas determinada, sendo agraciada com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Lee J. Cobb, Karl Malden e Rod Steiger, com destaque para o primeiro, que rouba muitas das cenas em que aparece, estão também ótimos em seus papéis.

O filme conta, ainda, com um ótimo roteiro, uma bela fotografia e uma excelente trilha sonora.
(70 anos de Cinema)

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269. JOHNNY GUITAR (1954)

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Dona de um saloon num lugar esquecido por Deus, vê suas esperanças renascerem com a possibilidade de a ferrovia passar próximo ao seu comércio. Mas ela tem de resolver um problema: a hostilidade do xerife local e os capangas de sua inimiga mortal: uma fazendeira que a quer fora da cidade . Para enfrentar as adversidades, numa luta sangrenta que está por começar, ela conta com a ajuda do antigo amor Johnny Guitar, músico e pistoleiro.Western muito famoso, em aprte pela particularidade de contar com duas mulheres nos papéis principais. Johnny Guitar é um dos trabalhos mais elogiados do mestre Nicholas Ray, o "poeta maldito de Hollywood". No elenco, atuações memoráveis de Joan Crawford e Mercedes McCambridge. Assista e descubra porque este filme, um dos maiores faroestes de todos os tempos, é cultuado por gerações de cineastas, como Pedro Almodóvar, Martin Scorsese e François Truffaut.

Curiosidades
- Joan Crawford insistiu para que seus close-ups fossem somente filmados em estudio, onde a luz poderia ser rigidamente controlada. Então, nenhum close da atriz foi feito durante as filmagens nas locações.

- A cena onde os cavalos estão passeando perto da cachoeira foi filmada com os cavalos vendados. Eles estavam com tanto medo da queda d'água que nunca se aproximavam.

- A mistura de gêneros foi uma conseqüência natural de um movimento, colocada em prática por Hollywood, para recuperar o público desgarrado de alguns estilos. Assim, a inclusão de elementos românticos (estórias de amor, mulheres como personagens principais, canções) em gêneros tipicamente masculinos como o western (a exemplo de “Duelo ao sol”, de King Vidor, 1946; “Johnny Guitar”, de Nicolas Ray, 1954 ; ou “Sete noivas para sete irmãos”, de Stanley Donen, 1954) ocorreu com o objetivo de trazer para esse tipo de filmes o público feminino, que não se sentiria, a princípio, atraído por estórias de mocinhos/bandidos e por perseguições a cavalo.

Crítica
“ Neste filme, Joan Crawford e Sterling Hayden protagonizaram um dos diálogos fetiche mais memoráveis da história do cinema. Johnny pergunta a Vienna: "how many men have you forgotten?" Vienna responde, "as many women as you've remembered". Johnny dirige-se a Vienna, "don't go away" e Vienna esclarece, "I haven't moved".

Quando pela primeira vez vi Os Sonhadores de Bernardo Bertolucci ficou-me gravada na mente uma cena em que Théo pergunta a Matthew: "Do you know what Goddard says about Nicholas Ray? He says, Nicholas Ray is le cinèma". Faço tais citações de cor numa mescla de inglês e francês que não sei se está em exata conformidade com a frase do filme, mas essas mesmas palavras me bailavam na mente quando há uns dias me dirigia ao cinema para ver Johnny Guitar, obra escrita e realizada por Ray em 1954, um dos seus mais célebres filmes.
Há algum tempo que um fascínio quase apenas teórico por Nicholas Ray se apossou de mim. Rebel Without a Cause e toda a sua poesia visual, verbal e vivencial apaixonaram-me desde o primeiro visionamento e várias coisas que li sobre outras obras deste realizador me fizeram sentir que iria amar todos os seus filmes. E Johnny Guitar é isso mesmo, um filme apaixonante.
Um filme de regressos e recordações, como o evocava João Bénard da Costa na sinopse distribuída na Cinemateca, Johnny Guitar conta-nos o reencontro de Johnny (Sterling Hayden) e Vienna (fabulosa Joan Crawford) no saloon desta última para onde Johnny é convidado a vir tocar a guitarra que lhe dá o epíteto. Ostracizada pela comunidade local, Vienna tem como camaradas um bando de pequenos outsiders que servirão de argumento para a sua perseguição. Joan Crawford, cuja beleza estonteante recordava de Grand Hotel, surge aqui como um mulher madura e forte, tão fácil de amar como de detestar. E essa força de sentimentos surge plenamente concretizada na sua relação com Johnny, o único homem que verdadeiramente ousou amar mas que partiu , quando ela quis a ele se entregar, forçando Vienna a cerrar o seu coração (mas não o corpo) para o resto da vida. O seu regresso traz o reviver de um passado que julgou passar e vai pôr à prova decisões que tomara e rumos que traçara.
Neste western cheio de amor, escondido, reprimido ou abertamente expresso, há sempre a morte a espreitar por entre as sombras das personalidades e da vida. Por isso, sendo tudo nele simples, como os cenários, tudo nele é extremamente arrebatado e complexo, como se estivéssemos perante seres de coração apertado entre as mãos cerradas da vida, capazes (ou não, no caso máximo de Emma) de ter coragem de agir de acordo com o sentimento.
Estamos perante um daqueles filmes que poderiam gerar conversas imensas, mas que funcionam bem melhor se o virmos e o apreciarmos, se nos deixarmos envolver e tocar pela trágica humanidade das suas personagens.
E lembrando a canção que canta Peggy Lee e com a qual termina o filme:

Whether you go, whether you stay, I love you
But if you're cruel, you can be kind I know
There was never a man like my Johnny
Like the one they call Johnny Guitar

Magnífico.
(Info postadas originalmente por Zape no MKO)

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

267. OS BRUTOS TAMBÉM AMAM (1953)

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Pistoleiro solitário chega a um vilarejo e decide ajudar os pequenos proprietários locais contra um rico fazendeiro e explorador. Ao encarar a batalha decisiva, Shane (Alan Ladd) vê o final de seu próprio estilo de vida. A lendária versão do mais perfeito mito do gênero western, do aclamado diretor George Stevens.

Prêmios
Ganhou o Oscar de Melhor Fotografia e foi Indicado para Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção (George Stevens), Melhor Ator Coadjuvante (Jack Palance, Brandon De Wilde),Melhor Roteiro
Na Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra indicado aos Prêmios de Melhor Filme e Melhor Ator Estrangeiro (Van Heflin)

Crítica
Baseado no best-seller homônimo de Jack Schaefer, "Os Brutos Também Amam" é, sem dúvida, um dos melhores faroestes produzidos por Hollywood nos anos 50. Realizado pelo cineasta George Stevens, o filme aborda temas como amizade, lealdade, honra e coragem. Embora haja uma meia-dúzia de mortes, este faroeste gira mais em torno de princípios do que de ação.

Partindo de um excelente roteiro, assinado por A. B. Guthrie Jr., e contando com a bela fotografia de Loyal Griggs e com uma magnífica trilha sonora, Stevens realiza um trabalho exemplar na direção desse clássico. As locações levadas a efeito na região noroeste do Estado do Wyoming, capturam ao fundo a beleza das montanhas que formam a cordilheira de Grand Tetons.

Embora em nenhum momento seja explicitado, fica patente a atração que Marion e Shane sentem um pelo outro, principalmente por parte dela.

O elenco é de primeira linha, com atuações marcantes de Van Heflin, Jack Palance e Brandon De Wilde, este último com apenas 11 anos de idade. Merecem ainda ser mencionadas as boas atuações de Alan Ladd, Elisha Cook Jr., Edgar Buchanan, Ben Johnson e Jean Arthur.

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Shane.( 1953).(Dual.SPA.ENG).DVDRip.DivX5.avi

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266. CONTOS DA LUA VAGA (1953)

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Durante a guerra civil japonesa no século 16, dois camponeses ambiciosos pretendem fazer fortuna. O ceramista Genjuro quer vender toda sua mercadoria por um preço alto. O cunhado Tobei deseja se tornar um samurai. Mas quando o vilarejo deles é atacado, ambos se vêem na obrigação de priorizar seus objetivos. E o primeiro deles é defender suas famílias.

Premiações
Indicado ao Oscar de Melhor Figurino em 1956 e Ganhou o Leão de Prata no festival de Veneza de 1953

Crítica
Obra-prima do diretor japonês Kenji Mizoguchi (1898-1956), o filme mais famoso de sua curta carreira de apenas dez anos, durante a qual ficou conhecido como o "cineasta das mulheres", por sua paixão em retratar o sofrimento e espírito de sacrifício femininos. Que tinha origem na infância do diretor, quando o pai se envolveu em negociações infelizes dilapidando a fortuna da família e levando a irmã querida a ser vendida como gueixa.

Daí ser muito pessoal e próxima ao diretor essa fábula baseada em contos famosos de Akinari Ueda e que se passa no Japão feudal do século XVI, durante a guerra civil, tratando justamente da ambição sem consciência que leva à ruína e tragédia. Não aos homens que buscam miragens, mas sim às suas sensatas e amorosas esposas. Tudo é narrado com poesia e grande beleza visual em uma cuidadosa reconstituição de época, com muitos planos gerais em belos enquadramentos e movimentos de câmera delicados e discretos.

E mais um toque de sobrenatural, com a predileção que os japoneses têm por fantasmas e espíritos que voltam do além. Um grande clássico do cinema japonês, ganhador do Leão de Prata em Veneza (e que, curiosamente, concorreu ao Oscar de melhor figurino). A cena mais lembrada do filme é a do lago que sintetiza seu clima misterioso. A tradução literal do título original é "Contos da Lua Vaga Depois da Chuva". A atriz que faz o fantasma Machiko Kyo é a mesma de "Rashomon", de Kurosawa, e trabalhou no cinema americano em "A Casa de Chá do Luar de Agosto" (1956), com Marlon Brando. por Rubens E.F.

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Ugetsu.Monogatari.(1953).(Dual.JAP.+ENG.Commentary).CRiTERiON.DVDRip.XviD.avi

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Ugetsu.Monogatari.(1953).(Dual.JAP.+ENG.Commentary).CRiTERiON.DVDRip.XviD.srt

(Postado Originalmente pelo amigo UserOffline do CSTBR.ORG)

265. ROMANCE NA ITÁLIA (1953)

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Um casal em crise viaja para a Itália a fim de vender a propriedade que herdou. Em suas andanças pelas belas paisagens do país, os dois descobrem um novo sentido para suas vidas e, sobretudo, para seu amor. Katherine pressentirá, no contato com o passado italiano - tão remoto, e ao mesmo tempo tão próximo - a existência de um outro tempo, muito diferente do que rege a sociedade moderna. Nesse abismo entre o imediato e o eterno, ela começa notar a falta de sentido de sua vida sem amor. Enquanto isso, Alexander, num encontro casual com uma prostituta, se depara também com seu próprio vazio existencial. Ao final, a viagem à Itália se revela um mergulho no grande mistério da existência.
Marco do cinema moderno, o filme influenciou grandes cineastas, como Michelangelo Antonioni, François Truffaut e Jean-Luc Godard

Crítica
Katherine (Ingrid Bergman) experimenta uma crise conjugal enquanto faz turismo em Nápoles. Sente ciúmes e ressentimento do marido, que faz questão de fazer seus passeios sozinho. Assustada e ao mesmo tempo ávida em parecer indiferente diante de sua dependência afetiva, ela arrisca ir também sozinha aos lugares de seu interesse. Num museu, ao deparar-se com monumentos milenares, a heroína não reage, não sorri, não fala, talvez esboce algum desconforto no olhar. Ela apenas foi ao museu; ela apenas viu as estátuas. Seus problemas conjugais fogem – ou não são evidentes - nesta e noutras seqüências, mas existem na esfera global que é erigida a partir da mera exposição de semelhantes fragmentos de puro real. Noutro destes fragmentos, ela dirige o automóvel entre edifícios arruinados e vê populares correndo para todos os lados; suas faces silenciosas deduzem inquietação. Mas o que presumir de tal indício?

Tudo o que temos à frente é mise-en-scène, encarada agora como a instituição que distancia a subjetividade da heroína do nosso entendimento imediato, ao mesmo tempo esclarecendo-a. Tudo parece simultaneamente óbvio e obtuso. A princípio, não há função narrativa em tais seqüências (quando há, a impressão provém justamente do caráter global supracitado, que diz respeito ao contexto ao qual se inserem os fragmentos); tampouco razão documental - como deixava entrever os primeiros filmes neo-realistas. Temos o primado do factual e estamos em 1953, onde o neo-realismo não morreu: ao contrário, e graças a Rossellini, intensificou-se e atingiu a plenitude estética.

Muito polêmicas foram as mudanças de postura de Rossellini, que foi injustamente acusado pela crítica italiana de abandonar e involuir a causa social do neo-realismo para retratar a burguesia através de um posicionamento cada vez mais ambíguo. A sua defesa, claro, veio da França, de onde, evocada pela voz de André Bazin, a crítica argumentou a respeito do neo-realismo não como manifestação datada, mas como arcabouço de inúmeras potencialidades que não se limitam ao uso temático que outrora lhe dera origem, nome e condição. E, segundo eles, Rossellini foi o grande responsável por este desdobramento.

Para Bazin e seus discípulos, Rossellini detinha uma consciência global sobre os fatos, e tal consciência, antes de ser virtuosismo do artista, fazia parte de sua moral. Então, o que acontecia quando ele fazia filmes era a transformação de sua consciência e de sua moral em estilo, sendo este a quintessência do neo-realismo, que transcende a mera abordagem social defendida pelos italianos.

Não é difícil reconhecer nestas assertivas dados do aporte do que viria a se condensar na rubrica “Política dos Autores” e o papel fundamental de Rossellini no ensejo, mesmo incônscio, deste contexto. A obra está, enfim, aberta; e o cinema moderno, devidamente alicerçado.

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Viaggio.In.Italia.(1954).DVDRip.XviD.avi

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sábado, 12 de dezembro de 2009

264. AS FÉRIAS DO SR. HULOT (1953)

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Sr. Hulot sai de férias para um hotel na praia, mas sua chegada transtorna a vida dos veranistas, pois não há ninguém como ele para provocar catástrofes, e suas melhores intenções degeneram em desastres que só o seu otimismo permite suportar alegremente. Apesar das confusões, Hulot consegue despertar simpatia, admiração e amizade. No filme, Tati satiriza a burguesia francesa caricaturando seus personagens.

Crítica - Contracampo

Premiações
Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original e História em 1956 e No Festival de Cannes de 1953 indicado Jacques Tati ao Grande Prêmio do Festival.

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Les.Vacances.de.Monsieur.Hulot.(1953).FS.B&W.CRiTERiON.DVDRip.XviD-FRAGMENT.avi

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263. OS CORRUPTOS (1953)

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O sargento Bannion (Glenn Ford) está investigando o aparente suicídio de um policial corrupto e inesperadamente é ordenado a interromper o trabalho. Tentado a descobrir o mistério, Bannion continua investigando, até que uma explosão destinada a ele mata sua esposa. Ele deixa a polícia e logo descobre que por trás de tudo está o poderoso submundo liderado por Mike Lagana (Alexander Scourby) levando-o a um confronto de vida ou morte.

Críticas
Tal como em You Only Live Once, de 1937, Fritz Lang trata de instituições sociais que se voltam contra um cidadão comum. No caso de The Big Heat, é a instituição policial que está degradada pela corrupção. É contra ela que o justiceiro indignado reage e busca fazer justiça com as próprias mãos. De um lado, a sociedade burguesa degradada e suas instituições sociais; de outro o pequeno homem que busca justiça. É o ideal de justiça que move o herói problemático. A justiça como fonte da lei e do direito. Mas a indignação do herói hollywoodiano possui, antes de mais nada, uma motivação pessoal particular; no caso de The Big Heat, vingar-se do assassinato da mulher amada. É um tema candente na filmografia de Fritz Lang e que percorre os filmes de Hollywood, inclusive, este é o mote trágico do filme histórico, O Gladiador, de Oliver Stone. Fonte

Clássico considerado um dos melhores films noirs já produzidos. De fato, pode ser considerado o melhor Fritz Lang, capaz de reviver a atmosfera assustadora de "M". Glenn Ford dá um show como o ex-policial que planejava levar uma vida pacata, mas tem que encontrar o assassino de sua mulher. Lee Marvin faz o bandido sádico, no filme que o transformou em astro. Mas quem domina as cenas em que aparece é Gloria Grahame, como a namorada do bandido, que simpatiza com Ford e o ajuda. A cena em que Marvin joga café quente em seu rosto é uma das mais marcantes do gênero. Fonte

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(Postado Originalmente por Distanásia do MKO)

262. OS HOMENS PREFEREM AS LOIRAS (1953)

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Lorelei (Marilyn Monroe) e Dorothy (Jane Russell) são duas belas dançarinas que embarcam em um cruzeiro rumo à Paris, bancado pelo noivo de Lorelei. Porém, seu sogro contrata um detetive particular para tentar confirmar sua desconfiança de infidelidade da moça, criando muitas confusões.

Curiosidades
Existiu uma versão muda de Gentlemen Prefer Blondes, dirigida por Malcolm St. Clair em 1928, e co-escrito por Anita Loos, autora do romance original em que se baseou o roteiro do filme. Não se conhece a existência de exemplares; presume-se perdido desde então.

Inicialmente, a Fox pretendia contratar Betty Grable para para o papel de Lorelei. Entretanto, após o sucesso de Torrente de Paixão, de 1953, o estúdio decidiu chamar a novata Marilyn Monroe, por acreditar que ela daria ao filme um maior sex appeal, além de seu salário ser bem menor que o de Grable. Marilyn Monroe ganhou cerca de 18 mil dólares para integrar o elenco de Gentlemen Prefer Blondes. O salário de Jane Russell, a outra estrela da produção, girava em torno de cem mil dólares.

O número de Diamonds Are a Girl's Best Friend, uma das canções interpretadas por Monroe, foi copiado por Madonna, Kylie Minogue e Anna Nicole Smith. A canção Diamonds Are a Girl's Best Friend foi adaptada e inserida ao filme Moulin Rouge!.

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(Postado Originalmente pelo amigo Palanca do CSTBR.ORG)

261. ANJO DO MAL (1953)

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O ladrão Skip McCoy rouba a bolsa de uma mulher no metrô, sem saber que dentro dela está um microfilme com segredos de governo. Ele passa, então, a ser perseguido pela vítima do roubo e por agentes.

Premiações
Indicado ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Thelma Ritter ) em 1954 e em 1953 Indicado ao Prêmio de Melhor Diretor no Festival de Veneza.

Crítica
Admirável lição de cinema da qual cada plano é marcado pela sensibilidade vibrante de Fuller, Anjo do mal é ao mesmo tempo o mais impessoal e mais autoral de seus filmes. Ele se inscreve na veia documentária do filme noir, ou seja: é um filme que utiliza diversas externas e descreve uma investigação que poderia dar um excelente artigo de jornal.

Quando era jornalista, Fuller com frequência andou pelos meios marginais aqui representados. Os méritos de Pick up são aqueles de um bom filme de ação, sacudidos ainda pelo frêmito elétrico que Fuller impõe a todas as suas histórias: caracterização aguda dos protagonistas secundários, e mesmo das "pontas" (o homem se empanturrando de arroz que vende informações para Jean Peters e cata com pauzinhos as notas que ela põe sobre a mesa); tempo vivo e às vezes ofegante; sábia utilização da profundidade de campo e de longos movimentos de câmera, com o fim de dar à ação sua dose justa de pimenta e realismo. (Aliás, o barroco de Fuller privilegia sempre os planos muito comprimidos ou muito largos, em detrimento dos planos médios).

Não esqueçamos também o humor, um certo humor sardônico e insolente que não é exclusividade de Fuller (ver os filmes de Don Siegel) e que tem um duplo efeito contraditório, muito freqüente no cinema hollywoodiano do pós-guerra; num certo grau, este humor distancia o espectador do filme. Mas ao mesmo tempo liga este espectador de modo mais eficaz à ação, solicitando sua cumplicidade. Fuller, aliás, deixa de lado este humor quando lhe parece adequado, ou seja, no meio da história.

Podemos julgar a respeito de seu talento, virtuosidade e controle do filme pelo fato de que a cena mais engraçada e a seqüência mais trágica da intriga tenham por protagonista o mesmo personagem, a velha Moe (interpretada pela perfeita Thelma Ritter, cujas composições foram inesquecíveis em Lettres to three wives, The mating season de Mitchell Leisen, 1951, e Janela indiscreta, etc).

Na primeira destas sequências, ela vende Widmark à polícia, segundo seus hábitos “profissionais”. Na segunda seqüência, ela se deixa assassinar, velha mulher fatigada, corajosa e íntegra à sua maneira, clamando pela morte como uma libertação.

Passemos ao aspecto mais estritamente “fulleriano” do filme. Toda a ação é vista segundo a perspectiva de dois exluídos socialmente, dois personagens que “de nada valem”, segundo os valores burgueses da sociedade; vistos, portanto, como traidores destes mesmos valores.

A semelhança profunda que existe entre Jean Peters, a aventureira e Richard Widmark, o batedor de carteiras (passado suspeito, dinamismo e vitalidade poderosos, situação precária de sobrevivência na selva das cidades) torna crível a paixão fulminante – “coup de foudre”- que eles, entre uma porrada e outra , passam a sentir um pelo outro. (Aliás, eles não vão parar de “se pegar” ao longo do filme).

O ponto de vista de Fuller é o de mostrar uma certa solidariedade, uma certa integridade entre estes personagens marginais, assumindo mais ou menos sua condição e adeptos semi-conscientes de uma moral que eles poderiam facilmente voltar contra os pilares sociais.

Personagens deslocados, desorientados, constantemente em desequilíbrio entre o universo dos bons e dos maus e sem pertencer propriamente a nenhum desses, eles permitem ao autor exprimir, no seio de seu pessimismo explosivo, uma visão moral e anti-convencional do mundo.

O anti-comunismo tratado no filme serve de critério de julgamento acerca da relativa putrefação dos personagens. Aqueles aos quais Fuller particularmente se identifica, como o batedor de carteiras interpretado por Widmark, se postam no limite do mal absoluto, mas jamais ultrapassam esta tênue fronteira. Quando são tentados a fazê-lo, seu anjo bom os impede (cena onde Jean Peters arrasta Richard Widmark).

Talvez por serem estes personagens os mais “superexpostos”, são também - dramática e moralmente - os mais tocantes.

Nota: Em uma sequência de emissão televisiva Cinéma Cinémas, Fuller comenta na moviola os primeiros planos de seus filmes e indica, em especial, que a estação do metrô e a cabine são, contra toda espectativa, cenários construídos no estúdio.

Jacques Lourcelles. Tradução de Luiz Soares Júnior. Fonte

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Pickup.on.South.Street.(1953).CRiTERiON.FS.DVDRip.XviD-FiNaLe.avi

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(Postado Originalmente por macbeth e Ângelo no MKO)

260. O PREÇO DE UM HOMEM (1953)

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Howard Kemp (James Stewart) é um caçador de prêmios em busca do criminoso Roy Andersen (Ralph Meeker), cuja captura vale uma generosa recompensa. Contudo, quando o consegue apanhar, a situação já se alterou consideravelmente. Primeiro, porque Roy Andersen não andava a monte sozinho; acompanhava-o a jovem Lina Patch (Janet Leigh), filha de um outro criminoso. E segundo, porque entretanto, Howard Kemp fez dois sócios sem querer: o garimpeiro Jesse Tate (Millard Mitchell) e o ex-soldado Ben Vandergroat (Robert Ryan). Assim, o que se iniciou como uma simples perseguição do rato e do gato, culmina num jogo a cinco, com uma recompensa no meio.

Premiações
Indicado ao Oscar de melhor Roteiro Original.

Curiosidades
- Este é o 3º de 8 filmes em que o diretor Anthony Mann e o ator James Stewart trabalharam juntos. Os demais foram Winchester'73 (1950),E o Sangue Semeou a Terra
(1952),Borrasca (1953),Música e Lágrimas(1953),Região do Ódio(1954),Comandos do Ar
(1955) e Um Certo Capitão Lockhart(1955).

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The.Naked.Spur.(1953).DVDRip.XviD-iMMORTALS.avi

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

259. O SALÁRIO DO MEDO (1953)

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Mario (Yves Montand) é um estrangeiro que vive de bicos na América do Sul e sonha em voltar para a França. Uma companhia de petróleo americana, que domina a região, propõe a Mario e outros três homens estrangeiros que levem um carregamento de nitroglicerina para explodir um poço de petróleo em chamas. Em troca eles receberão U$ 2 mil dólares. Todos estão dispostos a arriscar a vida e fazem a viagem nas esburacadas estradas, onde qualquer solavanco mais forte poderá jogar os aventureiros pelos ares.

Premiações
- Ganhou o BAFTA de Melhor Filme.
- Ganhou o Grande Prêmio do Festival e uma Menção Especial (Charles Vanel), no Festival de Cannes.
- Ganhou o Urso de Ouro, no Festival de Berlim.

Curiosidades
- O Grande Prêmio do Festival de Cannes, ganho por O Salário do Medo, é o equivalente da época à hoje chamada Palma de Ouro.
- Em seu lançamento nos Estados Unidos O Salário do Medo sofreu um corte de 21 minutos. As cenas cortadas mostravam os interesses comerciais dos Estados Unidos na exploração da América Latina.
- Refilmado como O Comboio do Medo (1977).

Crítica
Logo nas primeiras cenas, Clouzout expõe a síntese cruel daquele cenário urbano degradado onde irá se desenrolar o thriller em seus primeiros momentos: uma criança nativa brinca com insetos numa poça de lama. A seguir, vislumbra-se o cenário de subdesenvolvimento absoluto. Ao lado de transeuntes miseráveis, vê-se alguém pedindo esmolas. Uma mulher carrega uma lata d’água na cabeça (é provável que não exista saneamento básico em Las Piedras). Uma senhora idosa vende algum petisco num carrinho. Aos seus pés, um vira-lata atento ao que se passa. Enfim, o thriller de O Salário do Mêdo passa-se num cenário de subdesenvolvimento perverso, típica "República das Bananas", quintal do imperialismo yankee. É o cenário pleno da exceção da modernização capitalista. É nele que se desenrola o drama existencial de homens estranhados imerso num thriller de mêdo e de angústia. Fonte

Crítica Cineplayers - Alexandre Koball

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The.Wages.Of.Fear.(1953).iNT.DVDRip.XviD.cd1-NewMov.avi
The.Wages.Of.Fear.(1953).iNT.DVDRip.XviD.cd2-NewMov.avi

Legendas.Tv (by.novatoepm)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

258. A PRINCESA E O PLEBEU (1953)

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A Princesa e o Plebeu é uma espécie de história de Cinderela às avessas. Uma princesa riquíssima tem uma crise nervosa por causa da agenda cheia de compromissos repetitivos e entediantes: o que ela quer é apenas viver como uma garota normal. Então durante a noite foge do seu palácio e acaba encontrando não um príncipe encantado, e sim um jornalista interesseiro, que a reconhece (embora ela não saiba disso) e quer conseguir uma reportagem exclusiva que lhe renderá uma enorme quantia de dinheiro.

Curiosidades
- O projeto de levar às telas de cinema A Princesa e o Plebeu inicialmente era do diretor Frank Capra, que tinha a intenção de colocar nos papéis principais do filme os atores Cary Grant e Elizabeth Taylor.
- O diretor William Wyler inicialmente queria que a atriz Jean Simmons interpretasse a Princesa Ann. Quando ele soube que Simmons não poderia atuar em A Princesa e o Plebeu Wyler chegou inclusive a cancelar temporariamente a produção do filme.
- Quando a cena em que a princesa se despede de Joe foi rodada, a atriz Audrey Hepburn não conseguia de maneira alguma derramar as lágrimas necessárias na cena. Após várias tomadas desperdiçadas, o diretor William Wyler reclamou com ela e fez com que Hepburn começasse a chorar. Somente após isto ocorrer a cena pôde ser rodada com sucesso.
- Após o término das filmagens, o ator Gregory Peck disse aos produtores que, como era bem provável que Audrey Hepburn fosse indicada ao Oscar por seu papel em
A Princesa e o Plebeu , que seria melhor que o nome dela aparecesse logo após o título do filme.
- Na década de 70 chegou a ser proposta uma sequência para A Princesa e o Plebeu , que reuniria mais uma vez Audrey Hepburn e Gregory Peck. No filme Ann já seria uma rainha e Joe Bradley um romancista de sucesso, com a história central se passando entre seus filhos, que se apaixonariam. Porém, tal filme nunca chegou a sair do papel.
-A Princesa e o Plebeu foi refilmado para a TV americana em 1987.

Premiações
Oscar 1954 (EUA)
* Venceu nas categorias de melhor atriz (Audrey Hepburn), melhor figurino - preto e branco e melhor roteiro original.
* Indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (Eddie Albert), melhor roteiro, melhor edição, melhor direção de arte - preto e branco e melhor fotografia - preto e branco.
Globo de Ouro 1954 (EUA)
* Venceu na categoria de melhor atriz - drama (Audrey Hepburn).
BAFTA 1954 (Reino Unido)
* Venceu na categoria de melhor atriz britânica (Audrey Hepburn).
* Indicado nas categorias de melhor filme e melhor ator estrangeiro (Gregory Peck e Eddie Albert).
NYFCC Award 1953 (New York Film Critics Circle Awards, EUA)
* Venceu na categoria de melhor atriz (Audrey Hepburn).

Crítica
A comédia romântica é um gênero ingrato. Nos dias de hoje, tem contra si o facto de ser direccionada muito acentuadamente ao público feminino (o que afasta muitas vezes o público masculino da sua visualização), e o de ser um gênero onde a inovação é muito pouca; aliás, arrisco-me até a dizer que, se ao filme lhe fosse dado a optar, decerto que a comédia romântica seria das últimas escolhas que ponderaria. Isto, hoje, porque, na sua golden age, Hollywood produziu comédias românticas que podem muito bem ser consideradas alguns dos melhores filmes de sempre.

É o caso deste "Roman Holiday" (Férias em Roma). Esqueçam Love Actually ou The Holiday; por muito que as comédias românticas contemporâneas divirtam, Roman Holiday está numa liga completamente diferente, à qual pertence também o incontornável The Philadelphia Story.
Realizado por William Wyler, este foi o filme-catapulta para Audrey Hepburn, que recebeu um Oscar pela sua interpretação de Ann, uma princesa jovem e cansada de todas as obrigações implicadas pela sua posição na sociedade. A história, resumidamente, segue as suas aventuras em Roma a partir da sua fuga nocturna, em que lhe é possível fazer coisas com que sempre sonhou, com a ajuda de Joe Bradley (Gregory Peck), um jornalista que vê na entrevista com ela a solução para os seus problemas financeiros e Irving Radovich (Eddie Albert), o companheiro fotógrafo dele.

O argumento é uma delícia. As personalidades das personagens, que os diálogos rápidos e perspicazes que estabelecem entre si vão revelando, e as situações originadas pelos seus actos formam um cocktail imperdível. A mestria com que Hepburn se transforma de uma cena para a seguinte, retratando ora a curiosidade juvenil e a vivacidade de Ann, ora a tristeza da castração a que é submetida, merece ser aplaudida. Gregory Peck confere charme a um Joe Bradley perto da ruína, mas mesmo assim fascinado pela companhia da princesa; já Eddie Albert encarna o terceiro elemento deste triângulo, criando com Peck um estado de conflito hilariante entre as duas personagens. Tudo isto acompanhado por uma realização impecável, que se adapta às diferentes fases do filme e respectivas exigências.

Roman Holiday é um clássico imperdível, que consegue fazer-nos rir com uma inteligência graciosa, e que nos comove sem se tornar piegas ou recorrer ao habitual melodrama. Durante grande parte da sua duração, trata-se de um filme alegre, contagiado pelo estado de espírito da sua própria protagonista, à medida que ela descobre a vida e, mais inesperadamente, o amor. A cena da moto é um ponto-chave da história, uma vez que personifica a liberdade à qual Ann sempre aspirou, e a imagem do casal em cima do veículo é memorável. Isto só para exemplificar.

Porém, é nas últimas cenas que o filme se torna verdadeiramente comovedor, à medida que o dia de sonho chega ao fim e os protagonistas voltam à realidade. A cena no carro, por exemplo, é das mais poderosas a que já assisti. Conseguindo despertar no espectador emoções distintas daquelas até aí proporcionadas, o final é a prova derradeira de que filmes como este são cada vez mais uma raridade. Roman Holiday brinda-nos com uma cena magnífica e que significa, para as duas personagens principais, a promessa incerta de algo improvável de acontecer, e tem a coragem de terminar numa nota realista e séria, que merece também ser louvada. Os últimos segundos do filme, o último plano, são, a meu ver, algo de fenomenal, e compõem um dos melhores finais que o Cinema já produziu.
Em suma: um filme obrigatário.

Ruben Gonçalves

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Roman.Holiday.(1953).FS.DVDRip.DivX3LM.cd1-SChiZO
Roman.Holiday.(1953).FS.DVDRip.DivX3LM.cd2-SChiZO

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Roman.Holiday.(1953).FS.DVDRip.DivX3LM-SChiZO

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

257. ERA UMA VEZ EM TÓQUIO (1953)

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Um casal de idosos vai a Tóquio visitar seus filhos. Eles percebem então que a relação entre eles mudou. A Vida os tornou mestre de suas próprias existências, com seus acertos e erros. Eles apesar de até quererem, não possuem mais tempos para os pais. Eles encontram no entanto a compreensão na viúva de um dos filhos.Existe ali a ternura oriunda de buscarem cada um no outro traços daquele que já partiu dessa vida. Eles também encurtam a estadia em Tóquio. Ao retornarem ao seu lar a mãe tomba esgotada. Desconfia-se que foi devido a tristeza que ela imagina ter causado ao seus filhos.A doença faz com que seus filhos façam a viagem inversa, mas é tarde.Muitos consideram a obra de Ozu conformista demais.É ledo engano, Ozu talvez seja um conformado.É preciso aceitar aquilo que não pode ser mudado: a velhice, a morte, as doenças. Em suma é a ordem natural das coisas. Em Ozu, a câmera parece estar num canto, tamanha a captação do cotidiano que surge naturalmente diante de nossos olhos. È sabido que Ozu a mantém na altura do olhar de uma pessoa sentada no tatame. Este filme faz parte das obras que elevaram o cinema ao posto de arte. Considerado a obra-prima máxima do diretor.

Crítica (Contracampo)

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

256. A UM PASSO DA ETERNIDADE (1953)

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Em 1941, Robert E. Lee Prewitt (Montgomery Cliff) pede transferência do exército e vai parar na base militar de Schofield, no Havaí. Seu novo capitão, sabendo que ele é um exímio boxeador, deseja que ele faça parte da equipe de boxe, mas ele se recusa terminantemente. Irritado, o capitão consegue que seus subordinados transformem a vida do novo recruta em um inferno. Paralelamente, o Sargento Warden (Burt Lancaster), ouvindo histórias que a esposa do capitão procura relações extra-conjugais por ter sérios problemas no casamento, começa a se interessar por ela e acaba sendo correspondido. Para complicar a situação na base, Maggio (Frank Sinatra), um amigo de Prewitt, é vítima de Fatso (Ernest Borgnine), um sádico sargento, e Prewitt se apaixona por uma prostituta. Mas enquanto todos estes acontecimentos têm andamentos algo muito mais grave está para acontecer: o ataque japonês a Pearl Harbor.

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255. DESEJOS PROIBIDOS (1953)

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Esta interessante história gira ao redor de um par de brincos dados a uma mulher, Louise, pelo seu marido e os quais ela tem de vender para pagar dívidas pessoais, sem o marido saber. Por sua vez, o marido compra-os de novo e através de sua amante, os brincos vão parar nas mãos de um diplomata (interpretado por Vittorio de Sica) por quem Louise se apaixona.

Curiosidades
Max Ophuls é considerado um importante estilista e mestre do cinema. Entrou para a história como o cineasta da valsa. Nenhum outro diretor mexeu tanto a câmera, utilizando-a para criar um bailado com (e em torno) de seus personagens.

Kubrick amava Ophuls, cujos travellings homenageou em "Glória Feita de Sangue" e "2001", dois filmes que bebem na fonte deste sensível e refinado judeu austríaco que foi um dos maiores diretores do cinema sem ter, a rigor, nada parecido com ele. Grande Ophuls. O cineasta, filho de industriais nascido em Sarrebruck, operava, de dentro do romantismo aristocrático e burguês, a destruição do segundo.

Max Ophuls foi jornalista durante a 1a. Guerra Mundial e depois tornou-se francês por adoção. Estreou no teatro em 1919 como ator para depois se desenvolver como diretor, encenando desde o teatro clássico até a opereta, No cinema, começou como assistente de Anatole Litvak, em 1930, ano em que realizou seu primeiro filme.

O primeiro sucesso só veio com Uma história de amor, realizado na Alemanha com o título de Libelei, em 1932. Neste filme, seu estilo elegante e refinado já se definia na adaptação de Arthur Schnitzler, em quem Ophuls mais tarde se inspiraria para criar um dos seus mais importantes filmes, Conflitos de amor, em 1950.

A ascensão de Hitler ao poder na Alemanhar obrigou Ophuls a abandonar o país e a instalar-se na França, onde o êxito de Uma história de amor lhe permitiu prosseguir carreira - com o parênteses de duas obras realizadas na Itália e na Holanda. Na França, pôde desenvolver um estilo romântico e nostálgico e de grande elaboração formal em filmes de sucesso como La tendre ennemie (1936), Sans Lendemain (1939) e De Mayerling a Saravejo (1940), onde narrou os amores do Arquiduque Francisco Fernando com a condessa tcheca Sofia Chotek.

O avanço das tropas alemãs levou-o à Suíça e, em seguida, aos Estados Unidos, onde a ajuda de Douglas Fairbanks lhe possibilitou continuar sua carreira, a partir de 1947, com The exile, Cartas de uma desconhecida, em 1948 - uma adaptação de Stefan Zweig - e The reckless moment, de 1949, seu último filme na América.

Em 1950, reiniciou sua filmografia na França onde, com o prestígio de ter sido descoberto pela nova crítica da revista Cahiers du Cinéma, realizou suas obras de maturidade. A este período de apogeu correspondem Conflitos de amor — novamente uma adaptação de Arthur Schnitzler; O prazer - baseado em várias narrativas de Maupassant; Madame De... - segundo uma novela de Louise de Vilmorin - e a reconstituição romanceada da vida da bailarina de flamenco Lola Montez, filme que sofreu a mutilação de uma remontagem, perpetrada pela produtora com vistas à sua distribuição comercial.

Nesta obra, Ophuls realizou — da mesma forma que seus contemporâneos Vidas Amargas de Elia Kazan e Nasce uma estrela de George Cukor - a primeira utilização esteticamente criativa do então discutido formato Cinemascope.

A mutilação de sua obra mais importante e ambiciosa abalou Max Ophuls que — afetado por problemas cardíacos — morreu um mês depois da apresentação da nova montagem, em 1957. Até 1968 - quando graças ao produtor Pierre Braunberger - foi relançada a versão integral de 140 minutos, só se pôde conhecer a discutível edição realizada pelos produtores, suprimindo quase todas as cenas do circo, que representavam a parte mais contundente do filme.

Max Ophuls, no entanto, não estava só. Uma "carta aberta" redigida por famosos diretores da França - que atendiam ao apelo de François Truffaut de que "é necessário participar" - protestava contra os ataques sofridos pelo filme à época do seu lançamento, em dezembro de 1955, afirmando que "o filme faz pensar e acreditamos que o público queira pensar".

Foi debaixo de chuva que uma multidão entusiasmada fez fila para ver a versão restaurada de Lola Montès no Festival de Cannes 2008, a obra-prima de Max Ophuls. O que Cannes fez foi uma justiça histórica, devolvendo Lola Montès, de roupa nova, para o reconhecimento que Ophuls não teve, na época, salvo por alguns solitários defensores.
Fonte

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(Informações by.deadmeadow MKO)

254. A RODA DA FORTUNA (1953)

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Astro decadente pretende reviver seus dias de glória nos palcos da Broadway. Seus melhores amigos, também compositores, conseguem com que o melhor diretor de teatro do momento aceite o desafio de dirigi-lo e torná-lo novamente famoso. Mas Hunter descobrirá que o novo teatro é bem diferente daquele a que ele estava acostumado.

Premiações
Indicado a 3 Oscars, Melhor Figurino, Trilha Sonora e Roteiro.

Curiosidades
A canção "That's Entertainment", composta para esse filme, se tornou uma das mais famosas da história do cinema e deu título à famosa série de documentários sobre os musicais da Era de Outro da MGM.

O filme é baseado em situações reais. Fred Astaire estava de fato considerando aposentadoria na época, acreditando que sua carreira havia chegado ao fim.

Crítica
"O maior de todos os musicais." - Stuart Klawans, THE NATION

Habilmente dirigido por Vincente Minnelli, Fred Astaire encanta seus fãs com números encenados em uma estação de trem (cantando By Myself), em uma passarela (cantando A Shine on Your Shoes), no Central Park (ao som de Dancing in the Dark) e em um café enfumaçado (ao som de Girl Hunt), algumas vezes acompanhado pela incomparável Cyd Charisse. E quando ele, Nanette Fabray e Jack Buchanan interpretam bebês que "se odeiam muito uns aos outros!" no inesquecível Triplets, se tem mais uma razão para idolatrar muito está produção. E como se costumou dizer nos palcos da Broadway e nos bastidores do cinema, o show não pode parar! (Contra-capa do dvd)

Um dos últimos grandes musicais de Hollywood – e ponha-se grande nisso. Como Cantando na Chuva, escrito pela mesma dupla de roteiristas, Betty Comden e Adolph Green, um ano antes, o filme dirigido pelo veterano Vincente Minnelli é uma história de bastidores que tira suas piadas sem dó (mas com muita classe) da experiência real dos envolvidos. (Estação Veja)

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domingo, 29 de novembro de 2009

253. O BÍGAMO (1953)

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Harry Graham (Edmond O'Brien), um pacato vendedor ambulante de San Francisco, é casado há vários anos com Eve (Joan Fontaine). O casal decide adotar uma criança, mas o comportamento suspeito de Graham durante a entrevista na agência acaba chamando a atenção do responsável pelo processo de adoção (Edmund Gwenn). Ele investiga a vida de Graham e passa a desconfiar de suas repetidas viagens a Los Angeles, até finalmente descobrir que Harry tem uma vida dupla. Um filme belo e sensível que bem representa a curta porém brilhante filmografia de Ida Lupino atrás das câmeras.

Crítica - Contracampo

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(Traduzida e sync para ptbr por Vicente Ribeiro do MKO)

252. A CARRUAGEM DE OURO (1952)

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Uma das obras-primas de Jean Renoir (1894 - 1974), o grande mestre do cinema francês, diretor dos geniais "A Regra do Jogo", "A Grande Ilusão", entre outros. A inesquecível atriz Anna Magnani ("Roma, Cidade Aberta") brilha como Camilla, a estrela de uma trupe italiana de commedia dell'arte que viaja para se apresentar em uma colônia espanhola da América Latina no século XVIII. Junto com a companhia teatral, chega da Europa uma carruagem de ouro encomendada pelo vice-rei. É o início de uma série de eventos inusitados. Renoir experimenta com a cor e brinca com a fronteira entre a realidade e a representação da realidade nesta monumental homenagem ao teatro.

Crítica
Com a eclosão da Segunda Guerra, Jean Renoir mudou-se para os Estados Unidos. Ao contrário de seus compatriotas René Clair e Julien Duvivier, sua experiência americana não foi bem-sucedida. Talvez por ser o mais francês dos diretores, na afirmação de Georges Sadoul, ele não tenha conseguido se adaptar à cultura daquele país, nem ao processo de produção de filmes em Hollywood. Ele só voltaria ao cinema europeu, não na França, mas na Itália, com "A Carruagem de Ouro", e entre este e seu último filme americano, realizou, na Índia, "The River", que Andrè Bazin alçou à altura de obra-prima.
Pelo que se depreende do depoimento de Renoir nos Extras do DVD, a peça "Le Carrose de Saint Sacrement", de Prosper Mérimée, serviu, digamos, apenas como um ponto de partida para a concepção de "A Carruagem de Ouro". Na verdade, um amante do teatro, Renoir foi movido pelo propósito de prestar uma homenagem à "Commedia dell' Arte", um popularíssimo gênero teatral originário da Itália. Ele pretendeu fazer um filme que absorvesse o espírito do gênero, isto é, que a trama tivesse que se despojar de qualquer resquício de realismo, ou naturalismo. E além disso, eliminasse a fronteira entre o que se passa no palco e na realidade - realidade aqui no sentido da trama do filme. Quer dizer: que as apresentações realizadas pela trupe italiana que vai parar numa colônia espanhola (não identificada) na América do Sul se confundissem com a história (realidade) do filme. É o que ocorre com Colombina (Anna Magnani) no palco e, fora deste, Camila, cortejada por três homens: o Vice-Rei (Duncan Lamont), que lhe presenteia a carruagem de ouro que mandara buscar na Itália e transportada no mesmo navio em que Camila viera; o oficial espanhol Felipe (Paul Campbell), que a acompanhara na excursão, e o toureiro Ramon (Riccardo Rioli). No envolvimento com este, aliás, há um momento em que Camila passa de atriz para espectadora. Uma cena de belo efeito cinematográfico, iniciada com um "close" do rosto dela, seguida por um "traveling" que vai até à arena.
Por falar em Anna Magnani, não se pode deixar de relevar o desafio de Renoir ao escolhê-la para viver um personagem tão diverso, até mesmo antagônico, dos que ela interpretara até então. E devido à natureza do seu personagem, La Magnani contém certos excessos que marcaram os seus desempenhos, a despeito do seu inquestionável talento interpretativo. Ela, inclusive, teve que aprender inglês (o filme tem uma versão nesse idioma, que é a deste disco, com vistas a atingir o mercado anglo-americano), porque Renoir pretendia que o inglês falado pela atriz, impurificado pelo forte acento italiano, tivesse um efeito expressivo, confrontado com o dos intérpretes nativos da Inglaterra, que compõem a maioria do elenco.
Com uma carreira iniciada ainda no cinema mudo, apenas pela segunda vez Renoir fazia uso da cor, sendo a primeira no já mencionado "The River". E ela constitui-se em um elemento fundamental no resultado do filme. Contando com a colaboração valiosa do fotógrafo e seu sobrinho Claude (com quem trabalhou em tantos filmes), o diretor empenhou-se em que a cor casasse perfeitamente com o cenário, os figurinos e a iluminação. Há outro importante colaborador, e, como diz Renoir em tom de "blague", é do tipo que não dá problema, que concorda com o realizador em tudo, pois já não está neste mundo. Trata-se de Vivaldi, que com seu peculiar estilo musical contribui para que o filme tenha a leveza de outros tantos do diretor.
Pelas qualidades artísticas e pela atração do enredo, "A Carruagem de Ouro" talvez seja o filme em que Renoir tenha conseguido promover a união dessas duas categorias geralmente inconciliáveis, ou seja, a crítica e o público.

Escrito por Francisco Sobreira

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(Postado Originalmente por Mfcorrea do MKO)

sábado, 28 de novembro de 2009

251. UMBERTO D. (1952)

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Itália, início dos anos 50. Enquanto a economia do país renasce das ruínas da Segunda Guerra, os idosos sofrem com as suas miseráveis aposentadorias. Em Roma, Umberto Domenico Ferrari, um funcionário público aposentado, é ameaçado de despejo por não conseguir pagar o aluguel. Na companhia de seu único amigo, o cachorrinho Flike, Umberto vaga pelas ruas, buscando apenas um objetivo: viver com dignidade.

Premiações
De Sica levou 3 prêmios de Melhor Direção.O Filme foi indicado para o Grande Prêmio do Festival de Cannes e ainda indicado ao Oscar de Melhor Roteiro.

Crítica
Umberto D. é um clássico sobre o drama do abandono na velhice, marcando o apogeu da parceria entre o mestre Vittorio De Sica e o roteirista Cesare Zavattini, a dupla responsável por obras-primas do neo-realismo italiano, como Ladrões de Bicicleta, Milagre em Milão e Vítimas da Tormenta.

História sensível e comovente em um clássico europeu de personagens fortes e marcantes.Considerado o grande filme de Vittorio de Sica ao lado de Ladrões de Bicicletas (embora bem menos popular do que este último), Umberto D. conta, em sua narrativa, os problemas enfrentados por um senhor aposentado em uma Itália afundada na crise econômica. Apesar de possibilitar várias leituras, considerando os contextos políticos (governo irresponsável), sociais (crise de emprego) e até mesmo geográficos (Itália pós-guerra), a minha preferida é a mais óbvia, e é a leitura que vem da enorme sensibilidade da história. Umberto D. faz de tudo para sobreviver (dê uma ênfase ao prefixo “sobre”), e acompanhar sua jornada é simplesmente emocionante.
Apesar de se passar na Itália em um período específico da história daquele país (o pós-Guerra, quando a inflação devorava rapidamente o dinheiro do povo), a situação de Umberto Ferrari é atemporal e, também, poderia se passar em qualquer país. Desde os problemas comuns e mais abrangentes como o abandono dos idosos, governo irresponsável, arrogância dos ricos para com os pobres; até situações mais pessoais, como a solidão e a tristeza. O filme funciona como um prato-cheio de emoções tristes. Não há como não torcer para que Umberto encontre um final feliz. Mas, ao fazer isso, o espectador sabe que pode estar se enganando: como terminar bem com um cenário tão ruim ao seu redor?
Umberto tem apenas duas coisas com quem contar: seu cachorro (que acabaria por ser o responsável por um dos finais mais arrebatadores, em minha opinião, do cinema da década de 1950) e a empregada da pensão, uma jovem grávida que possui seus próprios problemas e, por isso talvez, entenda os problemas de Umberto muito bem. Todos os outros personagens significam adversidade: desde a dona da pensão até os velhos amigos que não querem (ou não podem) ajudar Umberto financeiramente. Por conta das adversidades, Umberto nem sempre consegue ser um personagem moralmente estável. Quando a necessidade aperta, ele é capaz de tomar decisões bastante desumanas, o que torna seu personagem completo e real, acima de tudo.
À época de seu lançamento, o filme foi um fracasso de crítica e de público. Talvez este não tenha gostado de assistir a uma história tão deprimente, sendo que o mundo ainda reconstruía-se depois da guerra. Hoje o filme é revisitado por críticos e cinéfilos e reverenciado como um ótimo exemplo de cinema, o que pode ser visto como uma atitude bem merecida. De Sicca conseguiu criar um filme cheio de complexidades que se mantém simples em sua essência, atingindo quaisquer objetivos que o diretor tenha almejado com total eficiência.
Tecnicamente belo, o trabalho do diretor italiano encontra-se situado em um momento de transformação do cinema. O filme encontra resquícios do cinema clássico, do expressionismo (longas sombras projetadas), mas serve para apresentar, de certa forma, o novo cinema, o cinema que ficaria famoso em Fellini, principalmente por este também ser italiano, e Antonioni. O cinema sendo utilizado como crítica social e política, mais do que nunca.
Agora, independente da técnica utilizada, o filme deixa sua marca na história do cinema é pela sua belíssima história. Como comentei lá no começo desta matéria, Umberto D. possui personagens muito fortes (mesmo o cãozinho tem grande importância e significado) e humanos, capazes de realizarem boas e más ações, geralmente com boas intenções (e por isso não há personagens estereotipados). Permanece aqui, então, a recomendação de mais um clássico do cinema europeu, tão ou mais valoroso que o popular Ladrões de Bicicletas.
Por Alexandre Koball, 02/10/2007

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(Legenda e info by Cris bsb do MKO)

domingo, 22 de novembro de 2009

250. MATAR OU MORRER (1952)

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Numa manhã de domingo do fim do século XIX, Will Kane, o xerife resignatário do povoado de Hadleyville, no Oeste dos Estados Unidos, está se casando com a quaker e, por conseguinte, pacifista, Amy Fowler, e vai com ela partir para uma nova vida em outro lugar. É quando chega a notícia de que Frank Miller, o pistoleiro que Kane mandara para a cadeia para o resto da vida, obteve o livramento condicional após cumprir cinco anos de pena e vem no trem do meio dia para executar a ameaça de vingança feita no passado. Ele está apoiado por três cúmplices que já estão na vila. Apesar de Amy, sua noiva quaker, argumentar que devem ir embora, ele acha que terá que fugir para sempre se não enfrentar a situação. O xerife tenta recrutar novos auxiliares, mas a população temerosa, hipócrita e até, em parte, exultante, com raras exceções, deixa-o sozinho com seu destino, se refugiando sem ajudá-lo, apesar dele pedir aos cidadãos para enfrentarem o pistoleiro e seus cúmplices. Um clássico do faroeste, que deixa frente a frente um homem e suas reações, frente a um desafio que ele teme, mas não tenta evitar. Imperdível!!!

Premiações
- Ganhou 4 Oscars, nas categorias de Melhor Ator para Gary Cooper, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição e Melhor Canção Original com "High Noon (Do Not Forsake Me, Oh My Darlin)", tendo recebido ainda outras 3 indicações, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro;
- Ganhou os prêmios de Melhor Filme e Direção dados pela Associação de Críticos de Cinema de Nova York;
- Ganhou 4 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Ator - Drama com Gary Cooper, Melhor Atriz Coadjuvante com Katy Jurado, Melhor Fotografia - Preto e Branco e Melhor Trilha Sonora;
- Ganhou o Prêmio Bodil de Melhor Filme Americano.

Curiosidades
- A ação de "Matar ou Morrer" transcorre em tempo real, ou seja, começa às 10:40 h e vai andando, minuto a minuto, até o meio-dia, o que nos dá a exata dimensão do suspense e da tensão a que o personagem principal está passando, e é exatamente aí que reside toda a graça do filme, o tempo se esgotando e o mocinho da história cada vez mais caminhando para a morte certa nas mãos dos pistoleiros vingativos, com toda a população da cidade lhe dando as costas de maneira covarde e cínica;
- Gary Cooper, como William Kane, tem uma atuação maravilhosa neste filme, não por isso lhe rendeu seu segundo Oscar. O delegado Kane é um homem resoluto, que não pretende abrir mão de seu orgulho frente aos foras-da-lei, mesmo que isso custe sua vida. No entanto, ele não é um destes xerifes unidimensionais que povoam o gênero: ele tem medo, hesita, precisa de ajuda. Kane tem pouco mais de uma hora para conseguir auxílio entre os habitantes do lugarejo, pois ele sabe que quatro homens armados representam a sentença de morte para quem quiser enfrentá-los sozinho. E não é só isso: ele não sabe, exatamente, o porquê de não aceitar deixar a cidade. Orgulho? Preocupação com a população local? Determinação? Estupidez? Sua expressão tensa, carregada durante todo o filme, é um indicativo de seu conflito interior, e não é só isso, afinal Cooper estava com a úlcera supurada, sangrando durante todo o processo de filmagem;
- Faroeste ou “western” é um gênero especificamente norte-americano, que explora principalmente marcos históricos como a Guerra de Secessão e a Conquista do Oeste. Caracteriza-se, tradicionalmente, por apresentar um esquema narrativo simples, uma ação episódica intensa e uma paisagem física e humana peculiar. Além de possuir valores inerentes de ritmo e movimento, impõe uma universalidade por criar um tipo de herói mitológico cuja vida é lutar pela justiça. O mocinho é geralmente representado pelo caubói ou pelo xerife solitário, destemido e justiceiro que desafia o bandido ou fora-da-lei;
- Gary Cooper, nascido em 7 de maio de 1901 em Helena, Montana, e falecido a 13 de maio de 1961, em Hollywood, California, foi um ator anglo-estado-unidense duas vezes vezes vencedor do prêmio Oscar de melhor ator. Sua carreira durou desde a década de 1920 até o ano de sua morte, tendo atuado em mais de cem filmes. Ele era reconhecido por seu forte estilo de atuação, e pelos vários papéis que teve em filmes de Faroeste. Em toda sua vida, Cooper recebeu cinco indicações aos prêmios Oscar de melhor ator, tendo ganhado duas vezes, o primeiro em 1941 com "Sargento York" (Sergeant York), depois em 1952 com este "Matar ou Morrer" (High Noon). Ele também recebeu um prêmio honorário da Academia em 1961. Em 1999, o American Film Institute nomeou Cooper como o décimo-primeiro maior ator de todos os tempos. O nome verdadeiro do ator era Frank James Cooper, e nasceu em Helena, Montana, mas viveu grande parte da sua infância em Dunstable na Inglaterra. Quando tinha treze anos de idade, machucou-se num acidente automobilístico, e teve que se mudar para o rancho de gado de seu pai em Montana para se recuperar. Lá, aprendeu a montar cavalos e fez amizade com a futura estrela Myrna Loy, que tinha dez anos de idade, que morava por perto. Quando adulto, sua altura era de 1,91m, ocnferindo a ele o porte necessário para as produções da época. Talvez uma das suas poucas decepções tenha sido não aceitar o convite de Alfred Hitchcock para estrelar "Correspondente Estrangeiro" (Foreign Correspondent), de 1940 e "Sabotador" (Saboteur), de 1942. Cooper em entrevista anos mais tarde admitiu ter errado em não aceitar a proposta do aclamado diretor;
- O personagem Will Kane foi inicialmente oferecido pelo produtor Stanley Kramer ao ator Gregory Peck, que o recusou por considerá-lo muito parecido com o papel que fizera em "O Matador" (The Gunfighter), de 1950;
- A forte trilha sonora de Dmitri Tiomkin (que atinge seu clímax no minuto final, antes da chegada do trem) e a belíssima música High Noon (Do Not Forsake Me, Oh My Darlin’), também de Tiomkin em parceria com Ned Washington. A música, que acompanha o personagem de Gary Cooper durante todo o filme, cria uma clima de solidão e angústia em torno de Kane, sendo de muita importância para a narrativa;
- O filme é inovador em vários pontos. Foi a primeira vez que um filme foi narrado em tempo real, foi também o precursor do western psicológico e utilizou pela primeira vez o suspense no gênero, afinal, toda hora aparece o relógio para lembrar o tempo restante e aumentar ainda mais a tensão;
- O ator Lee Van Cleef não tem um único diálogo durante todo o filme, apesar de estar muito destacado, sendo o primeiro personagem a aparecer na tela;
- John Wayne declarou uma vez que “Matar ou Morrer” foi o maior filme antiamericano já feito. Wayne estava aparentemente ofendido com o trecho do filme que mostra o xerife tirando seu distintivo do peito e o jogando fora com ar de desprezo para ele e para com a perplexa população da cidade;
- A cidade mostrada em "Matar ou Morrer" chama-se Hadleyville. Apesar de em nenhum momento do filme o nome da cidade ser dito, ele é bem visível na estação de trem mostrada no filme;
- "Matar ou Morrer" teve uma polêmica em seu elenco, a indicação de Gary Cooper, pois, apesar de ele ter ganho um Oscar por sua atuação neste filme, foi considerado velho demais para o papel, afinal, ele contava com 50 anos, trinta a mais que Grace Kelly;
- Seguido por "Matar ou Morrer 2 - A Volta de Will Kane" (High Noon Part II: The Return Of Will Kane), de 1980, feito para a TV norte-americana;
- Refilmado para a TV norte-americana como "Matar ou Morrer" (High Noon), de 2000, com o ator Tom Skerrit no papel principal;
- Este é um filme imprescindível, contribuiu para consolidar a carreira do super-star Gary Cooper, colocou em evidência a belíssima atriz Grace Kelly, que interpretou seu primeiro papel importante, e confirmou Zinnemann como um dos mais célebres cineastas do mundo. Clássico absoluto do gênero!

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High.Noon.(1952).(Dual.ENG.PTBR).DVDRip.XviD-by.Maceio.avi

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Postado originalmente por Maceió no CSTBR.ORG mais informações retiradas do MKO adicionadas pelo usuário ElWoOdBlUeS

249. O RIO DA AVENTURA (1952)

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Jim Deakins é um negociante que entra numa jornada com um grupo de homens pelo rio Missouri. O problema é que eles sofrem problemas com a hostilidade em território indígena, o que faz, pouco a pouco, eles desistirem da empreitada. Hawks deixa de lado o aspecto aventureiro da conquista do Oeste e lança um olhar sobre a amizade que une dois aventureiros.

Premiações
Indicado ao Oscar de Melhor ator Coadjuvante (Arthur Hunnicutt) e Melhor Fotografia em 1953

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Sem Legendas até o Momento

248. ASSIM ESTAVA ESCRITO (1952)

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Jonathan Shields (Kirk Douglas) é um produtor de filmes de Hollywood corrupto, amoral e que está vivendo uma fase ruim em seus negócios. Neste drama em preto e branco sensacional Kirk Douglas é uma pessoa que freqüentemente considerou a indústria cinematográfica como algo para satisfazer seus próprios interesses.
A história tem seu inicio em uma reunião entre a atriz Gloria Lorrison (Lana Turner), o diretor Fred Amiel (Barry Sullivan) e o roteirista James Lee Bartlow (Dick Powell) para a assinatura de um novo projeto cinematográfico. Eles são convidados a pedido do produtor Harry Pebbel (Walter Pidgeon). Pebbel está trabalhando no estúdio principal com Jonathan Shields, estúdio esse que está em dificuldade financeira e precisa de um golpe de blockbuster para se superar e para isso ele conta com os três.
Uma sucessão de mentiras, conflitos sucederiam este encontro, mostrando o quanto brilhantes estão os atores na interpretação desta história com um enredo surpreendente, The Bad and the Beautiful ganhou cinco Prêmios da Academia de Hollywood, inclusive Melhor Enredo e a Melhor Fotografia em Preto e Branca dada a Robert Surtees em 1953.

Premiações
Venceu o Oscar de 1953 nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Figurino, Melhor Fotografia , Melhor Roteiro e Melhor Direção de Arte. Indicado ao Oscar no mesmo ano de Melhor ator (Kirk Douglas) e indicados ao Globo de Ouro para Melhor Ator Coadjuvante (Gilbert Roland) e Melhor Atriz Coadjuvante (Gloria Grahame)

Curiosidades
- O filme Swimming with Sharks de 1994 é um outro bom resultado de críticas à indústria cinematográfica. - Uma continuação feita pelo próprio Minnelli chamada "Two Weeks in Another Town", com Kirk Douglas foi lançada no ano de 1962.

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247. EUROPA 51 (1952)

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Após a morte do filho de 12 anos, mulher entra em profunda crise. Um primo comunista tenta ajudá-la a encontrar novo sentido para a vida, mas ela acaba sendo presa. Considerada louca, é internada numa clínica psiquiátrica.

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Europa.51.(1952).iTALiAN.RESTORED.UNCUT.DVDRip.XviD-VTG-CC.avi


Legenda (Traduzida pelo usuário guilherme giorgio do MKO...many tks)
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246. VIVER (1952)

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Considerado por muitos como a maior obra do mestre Akira Kurosawa, "Ikiru" (Viver) apresenta a visão da compaixão, mostrando a beleza da vida de um homem a partir da explosão de sua morte. Takashi Shimura interpreta Kanji Watanabe, um idoso burocrata com câncer no estômago forçado a buscar o significado de sua existência nos seus dias finais. Narrado em duas partes, \"Ikiru\" mostra os questionamentos de Watanabe no presente, através de uma série de retrospectivas de sua vida. O resultado é um olhar multifacetado da vida e suas perspectivas, num complexo retrato de um homem incompreendido e cheio de conflitos.

Curiosidades
- A alcunha de mestre invariavelmente atribuída ao nome de Akira Kurosawa não é à gratuita: poucos cineastas como ele tem uma filmografia marcada por tantas obras-primas, de temáticas que, aparentemente regionais, extrapolam fronteiras geográficas, configurando-se naquele tipo de arte universal própria dos artistas superiores.
- Akira Kurosawa nasceu em 23 de Março de 1910 em Omori, Tokyo, faleceu em 6 de Setembro de 1998. Kurosawa foi um dos cineastas mais importantes do Japão, seus filmes influenciam uma grande geração de cineastas do mundo todo. Caçula de oito filhos de um administrador militar, tentou ser pintor sem sucesso. Em 1936 viu um anúncio no jornal para um teste de assistente de diretor, desde então foi o começo de uma longa e aclamada carreira no cinema.
Seu primeiro trabalho foi Sugata Sanshiro (1943) e o último foi "Depois da Chuva" (Ame agaru) (1999) concretizado postumamente por Takashi Koizumi, seu discípulo. Foi o introdutor do gênero samurai no Cinema, com temas como a honra acima de tudo. Sofrendo de fadiga mental em 1971, tentou um mal sucedido suicídio ao cortar os pulsos. Em 1985 O Festival de Cinema de Cannes homenageou-o pelo seu filme "Ran" do qual ele mesmo dizia que era a "obra de sua vida". "Ran" foi baseado em adaptações do livro Rei Lear de William Shakespeare. Kurosawa também adaptou obras de do russo Dostoiévski. Muitos de seus filmes tiveram refilmagem na Europa e EUA, como Ikiru, que foi refilmado em 2005 nos EUA com Tom Hanks no papel principal.

Premiações
Recebeu o Prêmio Especial do Senado de Berlim no Festival de Berlim em 1954.
Toshiro Mifune foi indicado ao BAFTA na categoria de melhor ator estrangeiro em 1960.

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Em Breve

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Ikiru.(1952).DVDRip.XviD-parkyns.avi

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(Postado originalmente por Parkyns no MKO e por LordByron no CSTBR.ORG)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

245. CANTANDO NA CHUVA (1952)

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Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) são dois dos astros mais famosos da época do cinema mudo em Hollywood. Seus filmes são um verdadeiro sucesso de público e as revistas inclusive apostam num relacionamento mais íntimo entre os dois, o que não existe na realidade. Mas uma novidade no mundo do cinema chega para mudar totalmente a situação de ambos no mundo da fama: o cinema falado, que logo se torna a nova moda entre os espectadores. Decidido a produzir um filme falado com o casal mais famoso do momento, Don e Lina precisam entretanto superar as dificuldades do novo método de se fazer cinema, para conseguir manter a fama conquistada.

Premiações
- Recebeu 2 indicações ao Oscar: Melhor Atriz Coadjuvante (Jean Hagen) e Melhor trilha Sonora.
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia/Musical (Donald O'Connor).

Curiosidades
- O roteiro de Cantando na Chuva foi escrito apenas após a escolha das canções que fariam parte do filme.
- A chuva que aparece no filme enquanto Gene Kelly canta "Singin'in the rain" na verdade não é apenas água, mas sim uma mistura de água com leite.
- Gene Kelly estava com febre durante as filmagens da famosa cena em que canta "Singin'in the rain".
- O primeiro ator cogitado para o papel de Cosmo Brown foi Oscar Levant.
- Algumas das roupas utilizadas em Cantando na Chuva foram utilizadas posteriormente em outro filme, Deep In My Heart, de 1954.

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Singin.in.the.Rain.(1952).iNT.FS.DVDRip.AC3.XviD.cd1-NewMov.avi
Singin.in.the.Rain.(1952).iNT.FS.DVDRip.AC3.XviD.cd2-NewMov.avi

Legenda
Singin.In.The.Rain.(1952).iNT.FS.DVDRip.XviD.iNT-NewMov.srt

Postado Originalmente por arf100c do CSTBR.ORG