Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

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sábado, 23 de outubro de 2010

457. A GRANDE TESTEMUNHA (1966)

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Este filme conta a vida triste e a morte de Balthazar, um jumento , desde sua infância idílica cercado por crianças que o adoravam, até a idade adulta, tiranizado como animal de carga. Sua vida é contada juntamente com a da menina que lhe deu o nome: enquanto ele é maltratado pelo dono, ela será humilhada por um amante sádico. Só vai encontrar um pouco de paz no dia que é empregado por um velho moleiro, que acredita ser o burro uma reencarnação de um santo. Este drama de cortar o coração é, na realidade, uma crônica cruel e irônica, uma reflexão sobre a natureza humana. Conhecido pelo rigor formal absoluto e pela obsessão em construir narrativas cada vez mais despidas de emoções manipuladoras, Bresson preferia empregar atores não-profissionais, pois achava ser mais fácil obter deles desempenhos neutros, sem expressões faciais exageradas.

Premiações
Ganhou o OCIC Award no Festival de veneza em 2006 e em 1967 o Prêmio da Crítica no French Syndicate of Cinema Critics

Crítica
No trabalho do cineasta francês Robert Bresson, falecido em 1999, não havia espaço para atores profissionais. Conhecido pelo rigor formal absoluto e pela obsessão em construir narrativas cada vez mais despidas de emoções, Bresson preferia empregar atores não-profissionais, pois achava ser mais fácil obter deles desempenhos neutros, sem expressões faciais. Por isso, "A Grande Testemunha" (Au Hasard Balthazar, França/Suécia, 1966) costuma ser considerado o filme mais bressoniano de Robert Bresson, já que o protagonista é um animal, e não um ser humano. Ao decidir narrar a história da vida de um burro, do nascimento até a morte, o cineasta francês foi duplamente coerente com os princípios que regem seu trabalho. Primeiro porque, como é óbvio, um animal é o ator perfeito para um diretor como Bresson. Um jumento não tem expressão facial, e qualquer sentimento que porventura pareça sentir aparece apenas na cabeça do espectador, previamente treinado – pelos filmes ditos "normais", que usam a gramática regular do cinema – para sentir aquilo que o personagem principal sente. Além disso, a história tem ecos bíblicos. Balthazar, nome que o burrinho de focinho branco ganha ao nascer, é um nome oriundo da Bíblia (um dos três reis magos que visitou Jesus na manjedoura tinha esse nome). A trajetória do animal, que muda de dono diversas vezes e é freqüentemente maltratado por eles, é uma paixão semelhante à vivida por Cristo. Trata-se de uma história de aceitação e disciplina, bem ao gosto de Bresson. Finalmente, o cineasta tomou o cuidado de incluir, logo nos primeiros momentos de projeção, uma cena curta que mostra Balthazar sendo "batizado", segundo os preceitos cristãos, por três crianças. Bresson era um autor católico que seguia uma doutrina radical, parecida com o budismo. O jansenismo prega a disciplina rígida de corpo e mente para atingir a transcendência. O estilo seco, gélido, distante de Bresson, completamente oposto ao melodrama tradicional, tenta transportar para o cinema a teologia desta doutrina. Pode parecer esquisito, mas o resultado obtido pelo diretor é freqüentemente perturbador. Os filmes de Bresson são a epítome da objetividade. Foram feitos para que o espectador não sinta nada, apenas interprete objetivamente as ações e reflita sobre elas. Filmes assim exigem uma reeducação do olhar. Não têm nada a ver com Hollywood. "A Grande Testemunha" é, em última instância, o maior triunfo de Bresson, pois é capaz de fazer a platéia se comover, sentir pena, fúria e compaixão, apenas através do uso da técnica, sem que seja preciso utilizar um pingo sequer de melodrama. Trata-se, enfim, de um filme belissimamente realizado, cujo paralelo que Bresson consegue traçar entre o burrinho e sua primeira dona, Marie (Anne Wiazemsky), uma jovem apaixonada por um rapaz malvado que judia tanto dela quanto de Balthazar, é cinematograficamente impecável.

Fonte - Rodrigo Carreiro (Cine Repórter)

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

350. PICKPOCKET - O BATEDOR DE CARTEIRAS (1959)

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Michael é um jovem que começa a bater carteiras por prazer e pela emoção de roubar. Mas o hábito acaba tornando-se uma compulsão. Ele é preso e passa a refletir sobre seus atos, ao perceber o forte choque causado em sua mãe, família e em seus amigos. Ainda assim, ao ser solto, ele volta ao crime, juntando-se a um ladrão veterano. Mais uma vez sua consciência vai pesar, agora também porque ele se apaixonou por Jeanne. Inspirado no romance "Crime e Castigo", de Dostoievski.

Crítica
Michel é um homem amargurado e depressivo que tenta sua sorte nas ruas de Paris, roubando bolsas e carteiras. A estória começa logo com Michel nas corridas de cavalo, se remoendo de dúvidas sobre roubar ou não a mulher à sua frente. Ele sabe que não é um grande ladrão, faz isto por pura necessidade e, se for pego, não há caminho de volta; ele está arriscando sua liberdade em troca do que tiver dentro da bolsa da mulher. Com tantas pessoas à sua volta, ele receia ser visto e, após alguns momentos de exitação, enfia a mão trêmula dentro da bolsa e tira um chumaço de dinheiro. Cria-se um nó na garganta quando a mulher de repente se vira mas, para a tranquilidade de Michel, era apenas a corrida que havia acabado. Filmada de uma forma inteiramente impessoal e controlada, como um teatro de marionetes, toda a tensão da cena não está no que ocorre, mas no que não ocorre, e é assim pelos outros 73 minutos do filme.

Uma das características mais marcantes do cinema de Bresson é a total passividade dos atores e da câmera que, à primeira vista, pode espantar os espectadores desacostumados com o estilo. Se na superfície o filme parece emocionalmente morto, são nas pequenas nuances e detalhes que ele revela toda sua força. Encarnando um personagem camuseano de uma complexidade invejável, Michel é um sujeito que, ao mesmo tempo se corrói por uma culpa passada, mas não faz nada para mudar seu estilo de vida. Desempregado e pobre, ele é um fiel seguidor de sua vontade, e considera-se de valor indispensável para a sociedade. Em um dado momento, ele conta ao inspetor de polícia sua filosofia de que alguém que faça tão bem para os outros não mereceria ser condenado por eventuais pequenos crimes que comete, mas, seria Michel uma dessas pessoas? Provavelmente não, e no fundo ele sabe disso, e recusa a ajuda de emprego de seu amigo Jacques por temer provar-se um inútil; a vida do crime é mais fácil. Ele tem como livro de cabeceira o "Prince of the Pickpockets", de George Barrington, que conta a história de um lendário batedor de carteiras da Londres vitoriana, mas, mesmo com esse "guia", ele não é um grande ladrão, e suas ações desajeitadas e muitas vezes frustradas chamam a atenção de um ladrão profissional, que o toma como pupilo e o ensina toda a arte de bater carteiras.

Sim, é uma arte, e um dos aspectos fascinantes do filme é mostrar isso; Michel passa o dia inteiro treinando suas recém-adquiridas habilidades, seja jogando pinball para exercitar os reflexos ou aperfeiçoando a mão leve na técnica de de roubar um relógio do pulso de alguém, e se sente muito bem com isso. Finalmente ele é bom no que faz. Mas toda sua atenção para o ofício faz com que se descuide da vida, e outras pessoas passem a suspeitar dele, incluindo Jacques e o inspetor de polícia. A única que nada percebe é Jeanne, vizinha de sua mãe e agora namorada de Jacques. À medida em que o tempo passa, as ações de Michel vão ficando mais ousadas, culminando numa incrivelmente coreografada sequência na estação de trem, onde ele e outros comparsas vão roubando diversos passageiros à medida que andam, sem jamais levantarem suspeitas. Com o inspetor cada vez mais perto, Michel usa sua pequena fortuna para viajar, mas retorna a Paris dois anos depois, falido, onde a vida do crime o esperava. Desta vez, entretando, ele tem a oportunidade de fazer uma boa ação, roubando de um senhor que ele julga ter conseguido o dinheiro ilegalmente. Mas desta vez era uma cilada, e ele é preso. Na prisão, Jeanne (agora mãe solteira) vai visitá-lo, e disso começa a nascer um romance que o faz se arrepender de sua vida passada.

É um final talvez abrupto, mas ao meu ver encerra brilhantemente o filme. Não é um simples romance, a última cena mostra que era algo que Michel desejava há tempos, o que nos leva a perceber que, na verdade, há outro filme sendo rodado por trás deste. Não só em muitos casos a ação principal é omitida por fade-outs inesperados, como a própria estória está presente em fragmentos. Michel não é apenas o personagem principal, ele está presente em todas as cenas, e o nosso conhecimento está diretamente ligado ao dele. Vemos o que ele vê, ouvimos o que ele ouve, e por aí vai... mas todo o filme é um relato escrito por ele na cadeia, e nisso, detalhes importantes de sua vida são completamente esquecidos, como, por exemplo, seu amor secreto por Jeanne. Michel sempre foi egocêntrico, e esse novo relacionamento é uma chance de construir uma vida compartilhada com outra pessoa; também é a possibilidade de consertar aquilo que mais o corroía, não os crimes, e sim sua solidão. Ele sempre viveu isolado de todos, mesmo de seu amigo ou de sua mãe, e seu apartamento se transformou ao mesmo tempo em seu refúgio e sua prisão. Mas ao menos lá, ele tinha total controle sobre o espaço, e se sente extremamente orgulhoso quando a polícia investiga seu quarto atrás de provas e não consegue achá-las. Ao contrário do personagem de "Crime e Castigo", Michel não se sente bem na prisão, e busca refúgio em seus pensamentos, onde ele transcende as barras e paredes, mas aumenta assim sua isolação do mundo, e é aí que entra Jeanne.

Tecnicamente o filme também impressiona, com uma edição ao mesmo tempo ágil mas quase invisível, alternando a imobilidade e o movimento com grande destreza. A fotografia é belíssima e bastante nítida, trabalhando minimamente com variações de luz nos interiores. As atuações estão praticamente omissas, uma vez que Bresson não permite que ninguém atue em seus filmes, e o fato de transporem tamanha simpatia e cumplicidade ao espectador apenas com o olhar e as falas prova não só a genialidade do diretor, mas dos próprios atores (cuja atenção principal é Martin Lasalle como Michel, já que ele é quem tem mais tempo de tela). Mas, se por um lado as expressões e ações são tão contidas, um elemento se desprende do resto e parece assumir vida própria, que são as mãos. Tão presentes quanto os rostos, senão mais, as mãos estão sempre a fazer algo, por mais detalhado que seja, com destaque (é claro) para as cenas de furto. A já citada sequência na estação de trem nos proporciona com um verdadeiro balé de mãos, que estão sempre a roubar alguém e passar o produto para o cúmplice de trás, numa perfeita e incessante coreografia, que mostra toda a audácia e organização do grupo (em especial uma cena onde um deles rouba a carteira de um homem na sua frente, tira o dinheiro e a devolve no mesmo lugar). Toda a sequência é filmada mostrando apenas as mãos, em vários cortes desconexos que nos dão a sensação do espaço como um todo (Eisenstein teria se orgulhado se estivesse vivo).

Minimalista ao extremo, este filme consolida o estilo tão característico do diretor, e é talvez a melhor introdução a este, uma vez que esse estilo bressoniano de filmar não está tão presente em obras anteriores, e é muito forte a partir de A Grande Testemunha, culminando no insuportavelmente inerte Lancelot. Filmado na mesma época do nascimento da Nouvelle Vague, esse filme prova que Bresson estava anos a frente de seus conterrâneos, e era bastante admirado por estes, em especial Truffaut e Godard (este homenageou Pickpocket ao dar o nome ao personagem de Acossado de Michel). Aliás, faço das palavras de Jean-Luc as minhas: "Bresson é o cinema francês, assim como Dostoiévsky é a literatura russa e Mozart é a música alemã".

Por Roberto Ribeiro
28/05/2005

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

305. UM CONDENADO À MORTE ESCAPOU (1956)

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Baseado na história do ativista da resistência francesa Andre Devigni, que acaba preso durante a ocupação alemã na França e é condenado à morte. O que alimenta sua esperança é a preparação de um plano para fugir do seu destino.

Crítica
Quando ouvimos termos como “ode à liberdade” vemos paisagens com elementos naturais, o céu, o mar, as montanhas, e sentimos, decerto, até a brisa do vento como fossemos pássaros cujo destino é onde a vontade e o desejo levem. Ou vemos pessoas, circulando por todos os lados, num fluxo contínuo na qual, nós mesmos, nos perdemos anonimamente. Observarmos, num e noutro caso, antes de tudo, o movimento, serenos ou rápidos, da vida. É aqula ausência de responsabilidades, sem amarras

No entanto, “Um condenado à morte escapou” de Robert Bresson, é diametralmente o oposto daquelas imagens. Também ode à liberdade, é realizada dentro de uma prisão nazista, onde os prisioneiros não podem conversar, sequer olhar para os companheiros, todos à espera de seu veredito, em regra, a morte. Tudo é árido, especialmente na cela onde o protagonista, André Devigni, passa a maior parte do filme, num regime de rigor extremado; há até mesmo escassez de diálogos, e quando, em dado momento, aparece um companheiro de cela, ficam a dúvida se não se trata de um nazista infiltrado. O titulo sugere tudo o que nos é mostrado numa história baseada em livro ( e também no passado real pois o próprio Bresson esteve preso por mais de um ano em razão da resistência ao nazismo).

Mas, à essa espera da morte e com várias idéias fatalistas cruzando no monólogo interior do personagem, Robert Bresson nos mostra que a luta pela vida se impõe. Apesar de ser um dos melhores dramas já mostrados, pode se assistir a esta película como uma aventura, não daquelas românticas, mas da aventura do real, do trabalho meticuloso da fuga numa situação extrema. O filme é essa construção e o que vemos são cenas de uma perfeição raras vezes vista.

Rigor e formalismo são a essência do cinema de Bresson que se expressam através de seu minimalismo, onde nada, nenhuma cena, sobra. O cinema, segundo Bresson, é um movimento interior e, deste modo, antes de minimalista, podemos afirmar que é essencialista, uma vez que trata dos valores fundamentais mas que só se revelam quando postos em cheque, quando nos vemos enclausurados por qualquer dessas estruturas do poder, seja ela qual for. Há, no processo meticuloso e planejamento e execução da fuga, mais que motivações idealistas: a busca da liberdade para Bresson é sobretudo espiritual ainda que, para atingi-la, se enfrente os riscos da morte e os muros de concreto. Filme francês essencial e ótima chance para resgatar esse grande cineasta que foi Robert Bresson.

por Edson Kyo em kynemafylmz

Premiações
Em 1957 Ganhou o premio de Melçhor Diretor em Cannes e foi indicado ao Palma de Ouro no mesmo ano, também indicado ao BAFTA de Melhor Filme em 1958.

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Un.Condamné. à.Mort.S'est.Échappé.(aka.Le.Vent.Souffle.où.il.Veut).(1956).DVDRip.DivX3.cd1.avi
Un.Condamné. à.Mort.S'est.Échappé.(aka.Le.Vent.Souffle.où.il.Veut).(1956).DVDRip.DivX3.cd2.avi

Legenda (PTBR e ENG)
Un.Condamné. à.Mort.S'est.Échappé.(aka.Le.Vent.Souffle.où.il.Veut).(1956).DVDRip.DivX3.srt
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domingo, 4 de outubro de 2009

238. DIÁRIO DE UM PADRE (1951)

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Um jovem padre é nomeado pároco em Ambricourt, uma pequena aldeia em Artois, na França. Os moradores locais o recebem com certa hostilidade. Com uma personalidade frágil e saúde debilitada, o padre tem dificuldades em se impor aos paroquianos. Busca, então, conforto moral e espiritual com o pároco da cidadela vizinha.
Foi nesta obra-prima, profunda e intimista, que o estilo de Robert Bresson se definiu plenamente, através do rigor na direção dos atores (não profissionais) e do pleno domínio na composição visual e sonora desta obra. Naquela época, não teve boa aceitação pelo público e tampouco foi compreendido pela crítica, pelas interpretações e exageros nos diálogos. Bresson adaptou quase frase por frase o romance de Bernanos, porém, com enfoques distintos: onde Bernanos foi violento, exuberante, concreto e visual, Bresson foi seco, contido, abstrato e intelectual.

Premiações
Em 1951 Venceu em tres categorias o Festival de Filmes de Veneza , além de ser indicado ao BAFTA Film Award em 1954

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Diary.of.a.Country.Priest.(1951).FS.CRiTERiON.DVDRip.XviD-FRAGMENT.avi

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Diary.of.a.Country.Priest.(1951).FS.CRiTERiON.DVDRip.XviD-FRAGMENT.srt