Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

454. QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF ? (1967)

Image Hosted by ImageShack.us



O estreante diretor Mike Nichols fez um excelente trabalho ao levar o roteiro adaptado da peça de Edward Albee para as telonas. Elizabeth Taylor e Richard Burton dão vida a Martha e George, um casal de meia-idade que vivem num mundo de ironia e sarcasmo, e que aproveitam da visita de outro casal para colocar os “pingos nos is” na sua relação.
Em meio a álcool e ofensas, o casal começa a se despir (metaforicamente falando) de todos os pudores e ilusões, fazendo com que a gente perceba o quanto se esconde debaixo do tapete de casamentos por conveniência. Anos de hipocrisia vão aparecendo, até que a mais grave das ilusões é desvendada.

Curiosidades
- Estréia de Mike Nichols na direção. - Este é o 4º de 11 filmes em que Richard Burton e Elizabeth Taylor trabalham juntos. Os demais foram Cleópatra (1963), Gente Muito Importante (1963), Adeus às Ilusões (1965), A Megera Domada (1967), Dr. Faustus (1967), Os Farsantes (1967), Homem que Veio de Longe (1968), Ana dos Mil Dias (1969), Unidos pelo Mal (1972) e Divórcio Dele, Divórcio Dela (1973).
- O personagem Nick chegou a ser oferecido ao ator Robert Redford, que recusou o papel.
- A atriz Sandy Dennis, que estava grávida durante as filmagens de Quem Tem Medo de Virginia Woolf? , teve um aborto espontâneo bem nos sets de filmagens.
- Todos os integrantes do elenco de Quem Tem Medo de Virginia Woolf? foram indicados ao Oscar. O único filme que repetiu esta façanha foi Trama Diabólica (1972).
- O autor da peça desejava Bette Davis e James Mason para os papéis principais, tanto que escreveu uma fala (What a dump!) para o personagem Martha retirada do filme Beyond the Forest, de 1949, interpretado por Davis.
- O nome da peça parodia a célebre canção infantil Quem tem medo do lobo mau? (Who's Afraid of the Big Bad Wolf?) do desenho animado da Disney, Os Três Porquinhos.
- O filme foi realizado na época em que Elizabeth Taylor e Richard Burton eram casados na vida real e os rumores são de que o casal talvez tenha se inspirado nas suas brigas e bebedeiras para interpretar com maestria os protagonistas.

Premiações
*Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Atriz (Elizabeth Taylor)
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Sandy Dennis)
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Figurino
*Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Ator Britânico (Richard Burton)
Prêmio de Melhor Atriz Britânica (Elizabeth Taylor)
*Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Atriz (Elizabeth Taylor)
Foi ainda Indicado ao Oscar de Melhor Filme ,Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Trilha Sonora ,Melhor Edição ,Melhor Ator Coadjuvante (George Segal) ,Melhor Ator (Richard Burton) ,Melhor Roteiro Adaptado ,Melhor Direção (Mike Nichols).
Também Indicado ao Prêmios Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme - Drama ,Melhor Ator Coadjuvante (George Segal) ,Melhor Roteiro ,Melhor Direção (Mike Nichols) ,Melhor Atriz em um Drama (Elizabeth Taylor) ,Melhor Ator em um Drama (Richard Burton) e Melhor Atriz Coadjuvante (Sandy Dennis)

O Filme ocupa o 67° Lugar na lista dos 100 Melhores Filmes Americanos segundo a AFI.

Crítica
"Mike Nichols teve a inteligência básica de não complicar, e soube fazer um filme totalmente carregado de diálogos ficar interessante e dinâmico. O primoroso trabalho de fotografia do Haskell Wexler também ajudou bastante, o preto e branco do filme é lindíssimo... já tinha visto esse filme anos antes, e tinha a noção errada de que o filme era meio "pobre" visualmente, mas não é nada disso, a memória prega peças na gente, às vezes.

Logo, esse filme é fortemente baseado no roteiro e, também, nas interpretações. Pausa para falar das interpretações. É possível que seja o conjunto de interpretações mais brilhante a atuar em um filme... talvez apenas "Uma rua chamada pecado", com Marlon Brando, Vivien Leigh e grande elenco, sejam da mesma excelência artística. Elizabeth Taylor, Richard Burton, Sandy Dennis e George Seagal dão um show do começo ao fim, é de ficar com a boca aberta. Elizabeth Taylor, então, está fenomenal, sendo sempre fantástica em toda a gama de emoções de seu grande papel: Ela é agressiva, bruxa, carente, frágil, estúpida, bêbada, violenta, chorosa... é uma aula de interpretação pelo preço de uma locação (eu recomendo comprar o filme...). Está gorda nesse filme, não está nem um pouco bonita, e isso foi fundamental para sua personagem. De deixar embasbacado mesmo, deve ter ganho o oscar por unanimidade. Richard Burton também está magnífico, sempre variando entre agressor e agredido, com sua inteligência privilegiada. Mesmo George Seagal e Sandy Dennis estão ótimos, seus papéis são riquíssimos, cheios de nuances (principalmente o de Sandy Dennis)... esse é o tipo de filme que demanda que o assistamos várias vezes, para podermos pegar todos os detalhes dele (o roteiro é, por vezes, razoavelmente enigmático). Aliás, deveria ser até proibido se assistir esse filme uma vez só...

"Quem tem medo de Virginia Wool?" é um filme pesado, agressivo, carregado, que definitivamente não é para todos os gostos. Quem gosta só de filmes levinhos deve ignorar totalmente os meus elogios, já que provavelmente detestaria esse filme. É um filme tão tenso e ousado, que no final do filme estamos tão cansados e extenuados como os personagens, depois daquela noite terrível... sentimos como se estivésssemos mesmo no meio daquele fogo cruzado de alto nível. Várias vezes me ajeitei na cadeira, como se fosse eu o próximo a ser debochado! Aliás, esse filme foi o que praticamente botou a pá de cal no Código Hayes, já que Mike Nichols e Edward Albee acabaram conseguindo (depois de muita luta) manter todo o teor da peça no filme (palavrões inclusive). Depois disso a abertura total veio de roldão, beneficiando vários filmes: Porteira que passa boi, passa boiada..."
por Marcelo Renno - Movieland

Screens


Link ed2K
Who's.Afraid.of.Virginia.Woolf.(1966).DVDRip.DivX5.avi

Legenda
Who's.Afraid.of.Virginia.Woolf.(1966).DVDRip.DivX5.ptbr.srt
ou
Link Direto

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

453. NO CALOR DA NOITE (1967)

Image Hosted by ImageShack.us



Ao viajar ao sul do país, Virgil Tibbs, um detetive negro do departamento de homicídios da Philadelphia, acaba involuntariamente envolvido na investigação do assassinato de um importante empresário local, sendo primeiramente acusado do crime e depois convidado a solucioná-lo. Encontrar o assassino torna-se particularmente difícil pois seus esforços são constantemente boicotados pelo preconceituoso Delegado local(Steiger). Mas nenhum dos dois pode resolver este caso sozinho e, colocando de lado suas diferenças e preconceitos, unem forças em uma corrida desesperada contra o tempo que os levará a descobrir a chocante verdade.

Premiações
*Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Roteiro Adaptado
Oscar de Melhor Ator (Rod Steiger)
Oscar de Melhor Edição
Oscar de Melhores Efeitos Sonoros
Indicado ainda ao Oscar de Melhor Direção (Norman Jewison)e de Melhores Efeitos Sonoros.
*Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (Rod Steiger)
Prêmio Nações Unidas (Norman Jewison)
Indicado aos Prêmios de Melhor Filme e de Melhor Ator Estrangeiro (Sidney Poitier)
*Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Ator (Rod Steiger)
*Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme - Drama
Prêmio de Melhor Roteiro
Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Rod Steiger)
Indicado aos Prêmios de Prêmio de Melhor Direção (Norman Jewison), Melhor Ator em um Drama (Sidney Poitier) e Melhor Atriz Coadjuvante (Quentin Dean, Lee Grant)

Curiosidades
- Este é o 1º de 3 filmes em que o ator Sidney Poitier interpretou o personagem Virgil Tibbs. Os demais foram Noite Sem Fim (1970) e A Organização (1971).
- No Calor da Noite foi o 1º filme com classificação de censura PG a ganhar o Oscar de melhor filme.
- Rod Steiger recebeu a sugestão do diretor Norman Jewison de mascar chiclete sempre que estivesse em cena. Inicialmente Steiger relutou à idéia, mas terminou por aderi-la. Durante as filmagens ele mascou 263 chicletes.
- A cena feita na casa do xerife Bill Gillespie foi feita de improviso pelos atores Sidney Poitier e Rod Steiger.
- O orçamento de No Calor da Noite foi de US$ 2 milhões.

Crítica
Apenas a introdução de In the heat of the night é suficientemente poderosa para ganhar o espectador acima da média. Com uma fotografia esplendorosa, exibe um trem chegando a uma cidade em meio a neblinas e luzes suaves. Logo depois saberemos que a cidade chama-se Sparta, no estado do Mississippi, e nela desembarca Virgil Tibbs (Sidney Poitier – primeiro negro a ganhar o Oscar de melhor ator principal), um especialista em homicídios que se envolverá na investigação do assassinato de um importante e ousado (no sentido social) empresário local, que acabara de ser encontrado morto pelo policial Sam Wood (Warren Oates).

Tibbs não havia sido convocado para participar do caso – é, na verdade, algemado por Wood à espera do trem que o levaria de volta à Filadélfia após simples visita à mãe: sua suspeita baseia-se unicamente no fato de ser um negro próximo ao local do crime. É levado à delegacia (chefiada por Bill Gillespie, em atuação de Rod Steiger) e, após as ofensas “naturais”, revela sua ocupação sob os olhares surpresos dos seus “colegas de profissão”.

Em poucos minutos de filme, já estão expostas as várias mazelas sulistas, que vão além do racismo secular – passam por ineficiência na Justiça, irresponsabilidade na averiguação dos fatos, baixos investimentos no combate ao crime, escassa qualificação técnica e educacional – e, nesse aspecto, a principal denúncia do filme reside na discreta, porém sempre alarmante, comparação entre o Norte e Sul dos Estados Unidos – uma discrepância que precisa ser urgentemente combatida.

Em In the heat of the night é um negro, proveniente do norte, que lidera o combate (por ser o melhor especializado dentre todos), não a uma realidade geral, mas a um caso específico que expõe, em apenas alguns dias, várias deficiências históricas que persistem. Mas este não é um filme “de denúncia”, ainda que esta seja parte relevante dele. É, antes de tudo, uma sensacional narrativa policial e também um noir moderno: os fatos estão embaçados e, a qualquer momento, uma reviravolta pode surgir indicando um contorno diferente ao desfecho – ainda que exista uma ligação “maior” entre eles, a realidade sulista .

Dirigido por Norman Jewison, vencedor de cinco Oscar, com trilha sonora de Quincy Jones e música-tema de Ray Charles, In the heat of the night é uma obra que se eleva ao entretenimento que possui: é poderosa por apresentar várias camadas, desde o aspecto cinematográfico pulsante (que seria ainda mais explorado nos filmes policiais setentistas) à importante essência temática.

Fonte: Alexandre Carneiro - Cineplayers

Screens


Link ed2K
In.The.Heat.Of.The.Night.(1967).DVDRip.XviD-C00LdUdE.avi

Legenda
In.The.Heat.Of.The.Night.(1967).DVDRip.XviD-C00LdUdE.ptbr.srt
ou
Link Direto

sábado, 16 de outubro de 2010

452. O SEGUNDO ROSTO (1966)

Image Hosted by ImageShack.us



Arthur Hamilton (John Randolph) é um homem de meia idade, vice-presidente de um banco, que vive com a esposa numa confortável casa de subúrbio. Insatisfeito com sua vida, contrata uma empresa especializada em "renascimentos". A organização forja sua morte e, após determinados procedimentos cirúrgicos, faz com que ele renasça na figura de Anthiocus Wilson (Rock Hudson), um pintor de sucesso. Renovado por fora, Hamilton (ou Wilson) enfrentará o desafio da segunda chance.

Premiações
Indicado ao Oscar de Melhor Fotografia em 1967 e Indicado ao Palma de Ouro no mesmo ano no Festival de cannes.

Crítica - 50 Anos de Filmes

Screens


Link ed2K
Seconds.(1966).DVDRip.DivX4-iNCiTE.avi

Legenda
Seconds.(1966).DVDRip.DivX4-iNCiTE.ptbr.srt
ou
Link Direto

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

450.AS PEQUENAS MARGARIDAS (1966)

Image Hosted by ImageShack.us Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us Image Hosted by ImageShack.us



Sob o bombardeio de um velho mundo dominado por forças masculinas e engrenagens vermelhas de liberdades impossíveis, surgem duas jovens moças em cores berrantes resmungando sobre os dilemas da vida. Dedo no nariz, nota torta no trompete, uma parede em ruínas desaba. A conclusão do papo detona a anarquia que se estende por cada imagem do filme tcheco Daisies: “se tudo vai mal no mundo, também seremos más.”
Fonte: portal rock press

Curiosidade
Incomodado pelo desperdício de comida nas seqüências onde Marie I e Marie II se refestelam, o Governo da antiga Tchecoslováquia impôs sérias perseguição à fita.

Crítica
Parte da extinta Cortina de Ferro, a Tchecoslováquia dificilmente veria sua excelente produção cinematográfica exposta à avaliação Ocidental, como bem faria jus esta legítima expressão de vanguarda assinada por Vera Chytlová em 1966. Com o beneplácito dos pouquíssimos privilegiados que puderam assistir a As Pequenas Margaridas (Sedmikrasky) por meio dos cineclubes, o filme acabou inspirando até à detestável geração de produtores de videoclipes para a MTV norte-americana. O detalhe é que na época da filmagem, artifícios como colorização de fotogramas, sincronismo perfeito de cenas e uso de trilha-sonora concretista, sequer sonhavam com o advento do computador.
Por esse detalhe, Daisies ainda intriga aos pesquisadores de Cinema, impressionados com sua técnica transgressora, tanto em narrativa (?) como nos recursos cenográficos utilizados. Chytilová trabalha sobre uma metáfora feminista centrada em duas entidades anarquistas interpretadas pelas excelentes Marie Cesková e Jitka Cerhová. O filme transcorre numa seqüência absurda de sketches interligados por elipses provocadas pelos próprios personagens, todas a partir de atos propositalmente banais (a queda de um candelabro, o esvoaçar de uma coroa de flores). Os diálogos, por sua vez, destilam um tipo de ironia difícil de ser suportada pela mentalidade da mulher como “caça” do macho. Chytilová inverte os papéis e faz com que Marie I e Marie II enfileirem uma seqüência de vítimas atoleimadas, conduzidas a almoços e jantares nababescos. Quase todos terminam em patética despedida na estação de trem de Praga. Homens, por sinal, são tratados com total desprezo pelas duas jovens, uma loura, outra do tipo eslavo, numa série de situações que beiram a escatologia.Admiravelmente bem conduzida, a sonoplastia funciona no papel de complemento às gags tratadas com rigor plástico baseado em ampla signagem cromática: quando conversam, Marie II e Marie I motivam a acelaração do ritmo da montagem, sempre num crescendo emotivo de conseqüências imprevisíveis; outras vezes, a relação tempo-espaço -absolutamente caótica- fica presa por um fio ao capricho narrativo do texto, porém sem que se comprometa o discurso pretendido pela realizadora. Sedmikrasky, transgressor e visionário como fora concebido, chegou ao status de “cult”, merecendo modesta edição em DVD pela independente Facets Video depois de anos no underground. Muito superior às patuscadas de Richard Lester e a meio mundo “freak” tido como genial à mesma época do seu lançamento.

fonte: fatorh.blogspot

Screens


Link ed2K
Sedmikrasky.(aka.Daisies).(1966).DVDrip.XviD-NOT.hardsubbed.avi

Legenda (ptbr.spa.en)
Sedmikrasky.(aka.Daisies).(1966).DVDrip.XviD-NOT.hardsubbed.ptbr.spa.en.srt
ou
Link Direto

Todas as informações do post foram retirados da postagem do usuário lllTgolll do MKO (obrigado)

domingo, 10 de outubro de 2010

449. TRÊS HOMENS EM CONFLITO (1966)

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us



Em plena Guerra Civil Americana, três homens, Tuco, Blondie e Angel Eyes, buscam um tesouro enterrado em um cemitério, mas cada um deles apenas tem conhecimento de uma parte do mapa, em suas cabeças, e um depende do outro para chegar ao tesouro. Para isso, não há limites para trapaças e tentativas de um sobrepujar o outro em seu intento. Clint Eastwood, apresenta a figura do requintado, chamado pelo Feio por loirinho, fica com a figura, na versão brasileira de o Bom. Eli Wallach, faz o papel de canastrão, nada requintado e bem mal educado, Tuco, fica com a alcunha de o Feio. Lee Van Cleef, o Mau, é mau em todos os sentidos. E o filme, até para o estilo moderno, não poupa violência, mas tem um toque de humor ácido.

Curiosidades
- Três Homens em Conflito é o último filme da trilogia que Clint Eastwood fez com o diretor Sergio Leone. Os demais filmes foram Por um Punhado de Dólares (1964) e Por uns Dólares a Mais (1965). (A Trilogia dos Dólares)
- O orçamento de Três Homens em Conflito foi de US$ 1,3 milhão.
- Foi filmado na Espanha. Como nos outros filmes da trilogia, os atores americanos e os italianos atuaram em suas respectivas línguas, unificado depois com dublagem.

Crítica
O clássico máximo do gênero western. Engraçado é o fato de não possuir John Wayne em seu elenco. Mas tem Clint Eastwood, então estamos em boas mãos. O fato é que o filme dirigido por Sergio Leone, hoje, praticamente 40 anos após seu lançamento, pode ser considerado intocável. Este é o melhor trabalho que explica o tão simples e ao mesmo tempo tão deslumbrante gênero conhecido aqui no Brasil popularmente por "bangue-bangue". Há de tudo: o deserto, o confronto de pistolas, os bandidos e mocinhos sujos e barbados, cavalos, prostitutas... faltaram talvez as diligências. Mas o que realmente faz desse filme o mais especial desse gênero hoje já praticamente abandonado?

Chamar Sergio Leone de mestre dos faroestes é baba! É óbvio! Fica até chato. Alguns sempre ficarão do lado de John Ford. Mas ninguém foi tão regular como o diretor italiano. Aqui, ele demonstra estar tecnicamente perfeito. Sua sede pelo perfeccionismo em seus enquadramentos é assustadora. O duelo final, então, envolvendo o Bom, o Mau e o Feio, serve como uma perfeita síntese de toda a emoção e maravilhas que um bom bangue-bangue pode proporcionar. São aproximadamente cinco minutos - a impressão que se tem é que passa-se uma eternidade - entre olhares, suor escorrendo, mãos preparando-se para empunhar o revóver... Os cortes acompanham a crescente tensão que um espectador que se deixa levar pode sentir juntamente com os personagens: vão ficando mais rápidos e nervosos à medida que o momento do clímax vai se aproximando. Pode ser agora, pode ser agora... foi! Tudo, no final, resume-se a um ou a dois tiros, mas a jornada até ali valeu muito.

O filme não é fácil! Não possui um estilo comum. Os 10 minutos iniciais, aproximadamente, não possuem uma fala sequer. Leone gasta-os para montar o clima, apresentar seu mundo - nada agradável para os olhos - e alguns de seus personagens sujos e fétidos. Até a história estar completamente formada, passa-se mais de uma hora de projeção. Descobrimos finalmente que há um tesouro enterrado em um cemitério. A localização está dividida na cabeça de três sujeitos diferentes: os já citados Bom, Mau e Feio (seus nomes são irrelevantes para a trama), interpretados respectivamente por Clint Eastwood, Lee Van Cleef e Eli Wallach. Apesar dos nomes, não há mocinhos no filme todo. Os três roubam, trapaceiam e querem realmente achar o tesouro a qualquer custo. Eastwood, obviamente pelos seus traços mais requintados (seu apelido é "Blondie" no filme, ou "Loirinho", segundo a dublagem brasileira), acabou ganhando a conotação de "bom".

Os três personagens são absolutamente perfeitos para a história. Suas interpretações são também incríveis. Por mais que muitos críticos insistam que o gênero não costumava ser muito forte em termos artísticos - afinal, são só um bando de machões falando palavrões e atirando uns contra os outros - este filme pode ser analisado como muito forte nessa categoria. Possui sentimento, raiva, comicidade (sempre em momentos oportunos). A maneira canastrona de Eastwood é de arrepiar. O modo desajeitado e sem educação de Eli Wallach (muitos consideram este o papel de sua carreira) como o bandido Tuco - o Feio - fazem deste uma antítese perfeita à classe de Eastwood. Lee Van Cleef, como o Mau, consegue ser assustador em cena para os outros personagens. O filme não mede palavras e ações, há um nível de violência razoavelmente acentuado até para os dias de hoje, o que o torna, de certa forma, mais realista, pelo menos ao tentarmos imaginar como realmente era o Velho-Oeste.

A busca pelo tesouro pelos três personagens é somente um dos temas abordados pelo roteiro. É a parte mais divertida, mas a história foi encaixada no meio da Guerra Civil norte-americana (segunda metade do século XIX) de uma forma muito interessante. No meio da jornada dos personagens, estes se deparam com soldados e acabam entrando no meio da batalha, onde mais de mil extras foram utilizados nas filmagens. Uma outra curiosidade é o fato de Orson Welles ter sugerido a Sergio Leone não utilizar o contexto da Guerra Civil no roteiro, devido ao fato desse tema ser um fracasso de bilheteria naquela época. Que nada! O filme arrecadou muito mais de dez vezes o que custou. Obviamente não daria para esperar um grande aprofundamento no tema (o filme não é sobre a guerra), bem pelo contrário, os personagens "brincam" de serem soldados somente com o propósito de chegarem mais perto de sua meta final.

O tema musical de Ennio Morricone hoje é uma das músicas mais lembradas da história do cinema. Serviu e ainda serve para dezenas de paródias - muitos conhecem a música sem sequer terem ouvido falar do filme. Isso acontece muito raramente - 2001: Uma Odisséia no Espaço me vêm à cabeça nesse momento. Inspirado pelo uivo dos coiotes, o tema reflete a força das imagens e dos personagens de Leone, sempre tocado em momentos-chave do filme. O resto da trilha sonora também funciona de forma bastante apropriada, embora não haja algo tão interessante do que a música que Morricone compôs para ser o tema central do filme. Nem de perto!

Três Homens em Conflito não está livre de algumas imperfeições. Elas serão sentidas em maior ou menor proporção dependendo de cada espectador. Há muitos que repudiam o gênero western. Não vêem nada nele além de um conjunto de diálogos forçados e tiroteios baratos. Vendo da superfície, isso também vale para o filme de Sergio Leone. Porém, a construção da história é um pouco mais sofisticada que a média desse tipo de filme, não sendo muito linear e apresentando algumas pequenas reviravoltas interessantes. Por vezes, ele torna-se arrastado demais (não necessariamente a sequência inicial que não possui diálogos), e para a história configurar-se clara ao espectador demora um bocado. Finalmente, fora os três personagens principais, todos os coadjuvantes são deveras subdesenvolvidos. Mas, no final das contas, isso pouco importa, afinal os personagens principais preenchem o longo período do filme de maneira que não há necessidade de se ter grandes coadjuvantes.

Este filme encerrou a trilogia do diretor conhecida por Trilogia dos Dólares, formada também por Por um Punhado de Dólares e Por uns Dólares a Mais. Sergio Leone faria ainda na década de 1960 um outro western, Era Uma Vez no Oeste. Porém, embora mais rico em narrativa e desenvolvimento dos personagens, não é um filme tão divertido e completo quanto este (embora seja mais sério e forte). Três Homens em Conflito (o título ficou mau no Brasil, o que não é nenhuma novidade), permanece, então, como seu melhor filme do gênero (embora todos eles de maneira geral sejam excepcionais e muito acima da média). Um filme que sobrevive já há mais de uma geração e que, enquanto o cinema existir, continuará sendo lembrado. Mesmo sem John Wayne no elenco - o astro máximo desse tipo de filme - este é o faroeste definitivo.

Alexandre Kobal - Cineplayers

Screens


Links ed2K
The.Good.The.Bad.And.The.Ugly.(1966).DVDRip.AC3.XviD.cd1-OS.iLUMiNADOS
The.Good.The.Bad.And.The.Ugly.(1966).DVDRip.AC3.XviD.cd2-OS.iLUMiNADOS
The.Good.The.Bad.And.The.Ugly.(1966).DVDRip.AC3.XviD.cd3-OS.iLUMiNADOS

Legenda
The.Good.The.Bad.And.The.Ugly.(1966).DVDRip.AC3.XviD-OS.iLUMiNADOS.ptbr.srt
ou
Link Direto

448. BLOW UP: DEPOIS DAQUELE BEIJO (1966)

Image Hosted by ImageShack.us



O fotógrafo profissional Thomas não viu nada - e viu tudo. Ampliações de fotos que ele tirou secretamente de um casal no parque revelam um assassinato em progresso. Revelam mesmo? Ganhador dos prêmios de Melhor Filme e Diretor em 1966 pela National Society of Film Critics, "Depois Daquele Beijo" de Michelangelo Antonioni é um influente e estiloso estudo sobre a paranóia e a desorientação. É também uma cápsula do tempo para Londres, mostrando o que era moda na época, como o amor livre, as festas intermináveis, a música (Herbie Hancock escreveu a trilha e The Yardbirds tocam em um clube) e os ritmos. David Hemmings interpreta o fotógrafo cansado estimulado pelo mistério de suas fotografias.Vanessa Redgrave é a mulher evasiva mostrada nas fotos. Mas cabe a você resolver o que há de verdade naquilo que você vê, naquilo que você não vê e aquilo que só a câmera consegue enxergar.

Crítica
Blow Up é um filme de passagem. A transformação interna de um sujeito que olha demais para as coisas em si mesmas – e, com muita soberba, ele crê que controla as coisas com o seu olhar de fotógrafo de modelos femininas – para um sujeito que vai passar a olhar o seu próprio olhar sobre as coisas, dentro de um angustiante processo de questionamento (das coisas) e de auto-questionamento (do seu próprio olhar). Para alguém tão vaidoso quanto este fotógrafo, é difícil abrir mão da segurança do olhar direto e claro. Ele tenta de todas as maneiras descobrir a “verdade”, mas só lhe é concedida a dúvida. Mais tarde, quando ele descobrirá alguma verdade, esta será apenas parcial. E ainda há o fato de que, sabendo ou não dos fatos, as possibilidades que este sujeito tem de agir em relação a eles é praticamente nula. Não há nada a fazer e quase nada a ver. Mas, no fundo, não importa ao filme a verdade dos fatos. O problema colocado aqui não é a incerteza em relação ao que é real e ao que não é. O problema é a insegurança do olhar.

O que interessa é o olhar que “constrói” a realidade, ainda mais na impossibilidade de uma ação concreta que interfira nela e a transforme. Eis a frustração básica do personagem: o fotógrafo que olha com volúpia e age construindo e transformando o pequeno universo de suas fotos (particularmente as fotos de modelos, e mais particularmente ainda as próprias modelos) não poderá ser mais do que testemunha casual e distante do “homicídio” no parque. Em relação a tal acontecimento, o homem com a câmera não poderá interferir, sequer olhar claramente para ele, captando e compreendendo todos os seus elementos factuais. E não haverá tecnologia capaz de ajudá-lo nesta tarefa ingrata. Por isso é que se chega ao absurdo fantástico do pedaço de foto imensamente ampliado que mostra (?) uma figura humana (?) escondida no meio dos arbustos. Mas o “rosto” desse “homem” mais parece uma mistura da granulação da imagem excessivamente ampliada com as folhas da própria vegetação. É como aquele rosto no solo de Marte. Será visto o que se quiser ver. Como num teste de Rorsarch, o sujeito verá o que ele tiver de ver ali, subjetivamente...

Assim sendo, pode-se confiar no olhar? Em que medida? Se não se confia no olhar, não se confia em si mesmo. O indivíduo, enquanto subjetividade, desmorona. E o mais interessante, neste filme de Michelangelo Antonioni, é que todas essas dúvidas e problemáticas vão surgindo e se desenvolvendo vagarosamente, com muita sutileza, “por debaixo dos panos” (para não cair no excesso de erudição de dizer “sub-repticiamente”), como que ao acaso, utilizando os “tempos mortos” da narrativa. Também aqui, temos uma passagem: como se do inconsciente ao consciente, do banal ao extraordinário que, não obstante, já se encontrava intrínseco ao banal. O extraordinário que se revela no banal, eis uma melhor definição. E é isso exatamente o que define o gênero da literatura fantástica e a obra de um dos seus principais representantes: Julio Cortázar – “Blow Up” é um conto de sua autoria, adaptado aqui pelo próprio Antonioni, que se valerá de toda a maestria da sétima arte.

O filme tem pelo menos dois momentos de grande cinema, de um uso muito significativo da estética própria do cinema. Primeiro, a montagem das fotografias que mostrariam o homicídio e que o fotógrafo prega na parede, umas ao lado da outras, para estudá-las. Ocupando todo o plano da tela que o espectador vê, as fotos vão se sucedendo, na ordem em que as colocou o personagem, e formando uma pequena cena narrativa com uma montagem especificamente cinematográfica – variando, inclusive, os diferentes tipos de planos (uns mais próximos, outros mais afastados). Dessa maneira, o olhar do personagem, identificado com o do diretor, forma um filme dentro do filme, uma história dentro da história. Segundo momento memorável: a panorâmica que acompanha, quase que em primeiro plano, a bola de tênis imaginária. Nunca o invisível foi tão visível, nunca o nada foi tanto. Esse mote pode se aplicar ao filme como um todo.

A fenomenologia do olhar, do apenas olhar (e ainda assim não captar totalmente o seu objeto) numa situação em que toda ação “motora”, toda interferência concreta é de todo impossível, é o que marca o cinema de Antonioni – mais do que a já muito discutida questão da incomunicabilidade (faço coro aqui às idéias de Gilles Deleuze em A Imagem-Tempo). Em Depois Daquele Beijo (o ridículo título em português de “Blow Up”), temos uma forte presença da ironia e do olhar distanciado do diretor – como ocorre nos filmes de Jacques Tati, mas sem a complacência humanista dele. A sessão de fotos de modelos, o show de rock dos Yardbirds (o filme é de 1966), a festa regada a drogas... percebe-se em tais cenas uma ironia muito sutil, porém, profundamente sarcástica. Ainda no espírito da ironia, podemos concluir o seguinte: Se a ação concreta é impossível e o olhar verdadeiro também o é, o que é que se pode fazer? Mergulhar numa busca vã e ensandecida mesmo assim? Afastar-se de tudo, caindo no tédio e na melancolia? Nada disso. Vamos brincar, fingir, fazer de conta que... entrando no espírito do jogo de esconde-esconde e de pega-pega que é a vida e o mundo. Vamos virar todos pantomimos.

por: André Renato

Premiações
*Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Palma de Ouro (Michelangelo Antonioni)
*Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro
*Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália
Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (Michelangelo Antonioni)
*Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Indicado ao Oscar de Melhor Direção (Michelangelo Antonioni)
Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original
*Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Indicado ao Prêmio de Melhor Filme Britânico
Indicado ao Prêmio de Melhor Direção de Arte Britânica
Indicado ao Prêmio de Melhor Fotografia Britânica
*Prêmios Globo de Ouro, EUA
Indicado ao Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro de Língua Inglesa

Curiosidades

-Alguns artistas já conhecidos em 1966 aparecem no filme, outros se tornariam celebridades depois dele. The Yardbirds, a primeira banda conhecida de Jimmy Page e Jeff Beck, faz uma apresentação num clube londrino e Antonioni pediu a Beck que refizesse a cena de Pete Townshend, do The Who, destruindo suas guitarras e amplificadores no palco, ato pelo qual o cineasta era fascinado. Veruschka, modelo já famosa na Europa, que intepreta a si mesmo, depois do filme se tornaria uma celebridade em todo mundo. Michael Palin, comediante britânico que aparece numa das festas, alguns anos depois ficaria internacionalmente famoso como um dos criadores do grupo Monty Phyton
-O filme Um Tiro na Noite, de Brian De Palma, de 1981, é influenciado pela trama de Blow-Up. No filme entretanto, o recurso usado é o sonoro, quando pistas de um assassinato são dadas por sons num gravador. Francis Ford Coppola, que também usou o recurso do som como suspense em seu A Conversação, de 1974, também admite no DVD de seu filme, que foi inspirado por Blow-Up para escrever a trama do longa-metragem. O filme Austin Powers - Um Agente Nada Discreto, de Mike Myers, faz uma paródia-homenagem às cenas da sessão de fotos de Thomas com Veruschka.

Screens


Link ed2K
Blowup.(1966).DVDRip.XviD.cd1-FRAGMENT.avi
Blowup.(1966).DVDRip.XviD.cd2-FRAGMENT.avi

Legenda
Blowup.(1966).DVDRip.XviD-FRAGMENT.ptbr.srt
ou
Link Direto

sábado, 9 de outubro de 2010

446. O HOMEM DA CABEÇA RASPADA (1965)

Image Hosted by ImageShack.us Image Hosted by ImageShack.us



Govert Miereveld (Senne Rouffaer) é um professor de meia-idade que sustenta uma obsessão por uma de suas alunas, Fran (Beata Tyszkiewicz). Sem ser correspondido, ele tenta fugir, mudando de casa e de emprego. Alguns anos depois, a serviço do Departamento de Justiça, acompanha o médico Professor Mato (Hector Camerlynck) e seu assistente Dr. Verbrugge (Paul S'Jongers) a uma autópsia para identificação de um corpo. A experiência, extremamente traumática para Miereveld, abala sua consciência e o leva a encontrar sua antiga aluna, agora uma atriz famosa, abrindo a possibilidade de não mais fugir de seu amor. O filme revela traços do diretor que permeariam seu trabalho – o contraste entre sonho e realidade, beleza e feiúra.

Premiações
Vencedor do Sutherland Trophy no British Film Institute Awards em 1966

Curiosidades
- Filme de estreia de André Delvaux.
- Baseado em romance de 1947, L'Homme au crâne rasé, de Johan Daisne.
- A voz de Beata Tyszkiewicz foi dublada por Yvonne Lex para a canção, e por Dora van der Groen para as falas.

Screens


Link ed2K
The.Man.Who.Had.His.Hair.Cut.Short.(1965).DVDRip.XviD.avi

Legenda
The.Man.Who.Had.His.Hair.Cut.Short.(1965).DVDRip.XviD.ptbr.srt
ou
Link Direto