Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

domingo, 15 de agosto de 2010

418. MARNIE, CONFISSÕES DE UMA LADRA (1964)

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O mestre do suspense enveredou pelos caminhos tortuosos do inconsciente para realizar " Marnie, Confissões de uma Ladra ". Nesta obra singular de Hitchcock, Mark Rutland (Sean Connery) apaixona-se por uma funcionária (Tippi Hedren) de sua empresa. Ela de fato é linda. Mas sua especialidade é utilizar falsas identidades e disfarces para aplicar grandes golpes em empresários, levando deles somas consideráveis. Ao descobrir que foi roubado, Mark tem uma atitude inusitada: casa-se com a ladra. Ele descobre que seu verdadeiro nome é Marnie, e que ela tem uma profunda aversão por homens. Casou-se apenas para não ser presa. Por trás das estranhas atitudes de Marnie, há um terrí­vel segredo, do qual ela mesma não tem consciência. Mas Mark está disposto a descobri-lo.

Crítica
Adornado por um péssimo subtítulo brasileiro, Marnie - Confissões de uma Ladra é mais um trabalho muito bem executado por Alfred Hitchcock. Se aqui não há o suspense que caracteriza muitas de suas produções, outros elementos surgem para capturar o interesse do público. Marnie conta a história de uma moça (Tippi Hedren) que costuma limpar o cofre da empresa em que trabalha e depois sumir. Ela utiliza o dinheiro para sustentar a mãe. Além disso, sabe-se que estranhos traumas atormentam Marnie. As coisas ganham novo rumo quando seu novo patrão (Sean Connery) a reconhece e, mais que isso, passa se interessar por ela.

Marnie é, acima de tudo, um filme de personagem. Na verdade, de uma só: embora Sean Connery tenha uma presença forte, seu Mark Rutland apenas serve de amparo para o desenvolvimento e a construção da complexidade de Marnie. É nisso que o filme se baseia: nos dois eixos da ladra. Um é o caminho adiante, a trajetória dela que está sendo contada; outro é uma busca atrás de respostas no seu passado que ajudem a entender o comportamento no presente narrativo.

A opção por executar um movimento em ambas as direções funciona, pois mantém duas tensões armadas: os conflitos que acontecem e a busca pelos que aconteceram. Para tornar a trama mais tensa, vários elementos são adicionados, como o constante medo de que ela seja descoberta. É interessante o fato de Rutland fazer um esforço enorme para, ao mesmo tempo, esconder dos outros o passado da amada e tentar, ele, desvendar os mistérios dela.

Hedren consegue personificar toda a frieza da personagem. Seu olhar tem o tom exato, em que há alguma docilidade por trás da fortaleza exibida. Talvez seja isso que desperte o interesse do personagem de Connery: ter visto a fragilidade por trás da mulher de pedra. Essa dualidade no caráter de Marnie é mais um elemento que enriquece o filme.

Há, no entanto, problemas. O roteiro não é, pode-se dizer, redondo, e algumas coisas parecem ficar fora do lugar, enquanto que outras são explicativas demais, quando poderia haver mais espaço para a construção do público. Além disso, a solução final tem algo de artificial. É esse traço meio caricato, que surge em determinadas situações – como em momentos da própria atuação de Hedren –, que diminui um pouco o impacto. O que poderia ter sido uma obra-prima torna-se apenas um bom filme.

É evidente que isso não é pouco, e Marnie tem seus méritos. Há diversas cenas construídas com brilho, como a do roubo (em que há tensão total) e a do beijo, visualmente belíssima. O domínio da linguagem cinematográfica por Hitchcock é evidente, porém o diretor parece ter sido menos perfeccionista nesta obra que em outras que o consagraram. Mesmo assim, Marnie é válido pela boa narrativa e pela complexa composição da protagonista.

(por Rodrigo Rosp - Cineplayers)

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416. SCORPIO RISING (1964)

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Em “Scorpio Rising”, Kenneth Anger retrata de forma mistificada uma gang de motociclistas hiper-masculinos, de forma a explorar fantasias do imaginário homossexual com extremo lirismo e profunda ironia. Justapondo referências a Jesus Cristo, James Dean e Marlon Brando, iconografia nazista, fetiche por couro e canções doo-wop (pop americano vocal dos anos 40), Anger constrói uma obra de ritmo cativante e envolvente. Um filme experimental pouco pretensioso e por isso mesmo muito bem sucedido. Stan Brakhage fez ao longo de seus mais de 40 anos de carreira, cerca de 400 filmes que o marcaram como principal e mais influente de todos os cineastas “experimentais”.

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sábado, 14 de agosto de 2010

415. 007 CONTRA GOLDFINGER (1964)

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Desde a explosiva abertura até a fuga no último minuto no jatinho pessoal do Presidente, esta terceira aventura de James Bond é ágil e excitante! Sean Connery encarna novamente o Agente 007 e tem que enfrentar um vilão maníaco determinado a destruir todo o ouro de Fort Knox e a acabar com a economia mundial!

Premiações
*Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhores Efeitos Sonoros

Indicações
*Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Direção de Arte

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domingo, 1 de agosto de 2010

414. O CRIADO (1963)

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Jovem rico acaba de comprar residência no centro de Londres e contrata criado para lhe auxiliar. A relação dos dois é um pouco complicada e, aos poucos, a insubordinação vai tomando proporções catastróficas, que resultam em uma estranha inversão de papeis.

Crítica
De todos os diretores americanos que tiveram de se exilar por causa do macartismo, o mais bem-sucedido foi sem dúvida Joseph Losey (1909-1984). Foi na Inglaterra que ele pôde desenvolver seu estilo rebuscado e barroco, recorrendo a atores europeus e bons roteiristas. Entre outros, fez parceria com o famoso e elíptico dramaturgo Harold Pinter, Nobel da Literatura em 2005 e que aparece rapidamente na cena do restaurante. Esta é considerada a obra-prima da dupla.

Eles criaram juntos uma fábula obscura e alegórica, com bastante erotismo e muito sarcasmo direcionado à rígida separação de classes inglesa. Dirk Bogarde, um dos atores prediletos do diretor, faz um criado que se emprega na casa de um jovem rico e indolente, levemente alcoólatra (James Fox, que faria toda uma carreira interpretando ingleses chatos e inflexíveis), e aos poucos o domina, tornando-se indispensável e abusado.

Há um leve subtexto homossexual, mas o filme fala mesmo é de poder, da tortuosa ascensão social baseada na submissão e na troca de papéis, e em última análise da luta entre o bem e o mal (com o último mais poderoso, ao gosto do diretor). As excelentes atuações de Bogarde e Fox renderam a eles os prêmios Bafta (o Oscar inglês). O filme também ganhou o de fotografia e foi o melhor roteiro do ano para os críticos de Nova York.

Com uso criativo de movimentos de câmera e muitos espelhos, e de uma canção jazzística interpretada por Cleo Laine, "O Criado" é um filme especial. Pode ser apaixonante, graças ao cinismo de sua proposta e à competência da realização. Isso o fez muito influente, provocando uma sucessão de outros filmes sobre empregados que controlam ou seduzem os patrões, inclusive "Teorema", de Pier Paolo Pasolini.

Curiosidade: na história, o projeto profissional do personagem de Fox é vir ao Brasil derrubar parte da selva para construir três cidades onde viveriam e trabalhariam operários asiáticos.

Por Rubens Ewald Filho CineUol

Crítica Contracampo
Adaptação de um conto de Robin Maugham, essa foi a primeira das colaborações entre Joseph Losey e Harold Pinter para o cinema. O Criado é uma incitação sem rédeas ao famoso - e injusto - sistema de classes na Grã Bretanha, sendo o primeiro filme a tocar explicitamente nessa questão. Faz parte do movimento British New Wave, que mais tarde produziria outras grandes obras abordando a mesma questão (entre os quais, A Taste of Honey e o mais extremado If...). O filme conta com uma fotografia impecável, uma direção elegante e excelentes atuações (especialmente de Dirk Bogarde, o criado). Consegue manter o impacto ao lidar com questões de poder (entre diferentes classes e diferentes sexos), mesmo passados quase cinqüenta anos de sua feitura. A maneira como é construída a narrativa faz com que tenhamos a impressão de que o filme e suas personagens hão-de explodir a qualquer instante, pois estão sempre a negociar o poder entre si de modo sempre sutil, mas sufocante. Atenção para o uso constante de espelhos no filme: é uma sugestão de que a imagem do poder é tão importante quanto o próprio poder em si.

Premiações
- BAFTA Film Award, 1964: Melhor ator, fotografia e ator iniciante;
- British Society of Cinematographers, 1963: Melhor fotografia;
- Italian National Syndicate of Film Journalists, 1966: Melhor diretor;
- New York Film Critics Circle Awards, 1964: Melhor roteiro.
- Writers' Guild of Great Britain, 1964: Melhor roteiro.

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413. A VINGANÇA DO ATOR (1963)

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Em uma excursão com seu grupo de teatro kabuki, Yukinojo, ator principal da companhia, acaba cruzando com os três homens que levaram seus pais ao suicídio, 20 anos atrás. Yukinojo, então, trama sua vingança, primeiro seduzindo a filha de um deles e depois os levando à ruína.

Crítica
Este é um dos mais ultrajantes e divertidos filmes jamais produzidos no Japão.Na época da produção o diretor Kon Ichikawa tinha caído em desgraça junto ao estúdio pois seus últimos dois filmes haviam dado prejuízo. Como punição havia sido designado para fazer uma obra que celebrasse a tricentézima aparição na tela do legendário ator Kazuo Hasegawa. A idéia era refilmar a película mais popular de Hasegawa, um melodrama embolorado chamado A Vingança de Yukinojo. Hasegawa reprisaria seu papel duplo: um ator do teatro Kabuki especializados em papéis femininos que vinga a morte dos pais e o ladrão que o ajuda. Na época do primeiro filme , Hasegawa estava com 27 anos. Dessa vez, tinha chegado aos 55.

Ao Invés de tentar disfarçar as incongruências do projeto, Ichikawa alegremente acentua tudo o que a história tem de artificial e teatral, fazendo alterações súbitas no tom e linguagem. Ele lança mão de seu passado como artista de histórias em quadrinhoscom balões de pensamento dos personagens cenários assumidamente pobres, música anômala e distorções visuais. As convenções do teatro Kabuki são parodiadas com acrinho, com iluminação ultra-estilizada e amplas tomadas horizontais que varrem a cena. E Ichikawa aproveita ao máximo as possibilidades que a trama oferece para explorar a ambiguidade sexual: a certa altura Hasegawa como homem, observa a si mesmo travestido fazendo amor com uma mulher.
(Philip Kemp)

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

412. DESAFIO DO ALÉM (1963)

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O Dr. Markway (Richard Johnson) faz uma pesquisa para provar a existência de fantasmas e, com isso, se interessa pela Hill House, uma mansão com 90 anos localizada na Nova Inglaterra e que tem em sua história mortes, violência e loucura. Junto com ele estão Luke Sanderson (Russ Tamblyn), um cético que está para herdar a casa, a misteriosa e clarividente Theodora (Claire Bloom) e a insegura e carente Eleanor Lance (Julie Harris), cujos dons psà­quicos a transformam no instrumento de ligação com os espà­ritos da velha mansão. Gradativamente fica óbvio que eles encontraram algo muito maior e aterrorizante do que poderiam imaginar.

Curiosidade
- Foi refilmado em 1999, sob o título A Casa Amaldiçoada

Premiações
Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Direção.

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The.Haunting.(1963).DVDRip.AC3.XviD-COOLdUdE.avi

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The.Haunting.(1963).DVDRip.AC3.XviD-COOLdUdE.ptbr.srt
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411. KHANEH SIAH AST (1963)

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"A Casa é Escura" é um curta-metragem iraniano que mostra, misturando realismo e poesia, um pouco do cotidiano de uma comunidade de leprosos.

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Khaneh.siah.ast.(aka.The.House.Is.Black).(ENG.Subbed).(1963).DVDRip.XviD.avi

(Release com legendas embutidas em Inglês, mas as imagens são por demais significativas para necessitarem de palavras)