Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

Ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores, o livro traz lado a lado as obras mais significativas de todos os gêneros - de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem ficção científica. Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite. Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, "1001 filmes para ver antes de morrer" inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.
É claro que eu, amante das duas coisas Sétima Arte e Listas , não podia deixar passar a oportunidade de trazer para vocês a lista dos filmes e os respectivos links na nossa querida mulinha que vai trabalhar sem parar por um bom tempo...rsrsrs
Lembrem-se que as datas e traduçoes dos títulos dos filmes segue a lista do livro e não do IMDb.
Sempre que necessitarem de fontes na mula é só solicitar. Abraços a todos.

NOSSOS DIRETORES

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

266. CONTOS DA LUA VAGA (1953)

Image Hosted by ImageShack.us

IMDb Image Hosted by ImageShack.us

Durante a guerra civil japonesa no século 16, dois camponeses ambiciosos pretendem fazer fortuna. O ceramista Genjuro quer vender toda sua mercadoria por um preço alto. O cunhado Tobei deseja se tornar um samurai. Mas quando o vilarejo deles é atacado, ambos se vêem na obrigação de priorizar seus objetivos. E o primeiro deles é defender suas famílias.

Premiações
Indicado ao Oscar de Melhor Figurino em 1956 e Ganhou o Leão de Prata no festival de Veneza de 1953

Crítica
Obra-prima do diretor japonês Kenji Mizoguchi (1898-1956), o filme mais famoso de sua curta carreira de apenas dez anos, durante a qual ficou conhecido como o "cineasta das mulheres", por sua paixão em retratar o sofrimento e espírito de sacrifício femininos. Que tinha origem na infância do diretor, quando o pai se envolveu em negociações infelizes dilapidando a fortuna da família e levando a irmã querida a ser vendida como gueixa.

Daí ser muito pessoal e próxima ao diretor essa fábula baseada em contos famosos de Akinari Ueda e que se passa no Japão feudal do século XVI, durante a guerra civil, tratando justamente da ambição sem consciência que leva à ruína e tragédia. Não aos homens que buscam miragens, mas sim às suas sensatas e amorosas esposas. Tudo é narrado com poesia e grande beleza visual em uma cuidadosa reconstituição de época, com muitos planos gerais em belos enquadramentos e movimentos de câmera delicados e discretos.

E mais um toque de sobrenatural, com a predileção que os japoneses têm por fantasmas e espíritos que voltam do além. Um grande clássico do cinema japonês, ganhador do Leão de Prata em Veneza (e que, curiosamente, concorreu ao Oscar de melhor figurino). A cena mais lembrada do filme é a do lago que sintetiza seu clima misterioso. A tradução literal do título original é "Contos da Lua Vaga Depois da Chuva". A atriz que faz o fantasma Machiko Kyo é a mesma de "Rashomon", de Kurosawa, e trabalhou no cinema americano em "A Casa de Chá do Luar de Agosto" (1956), com Marlon Brando. por Rubens E.F.

Screens


Link ed2K
Ugetsu.Monogatari.(1953).(Dual.JAP.+ENG.Commentary).CRiTERiON.DVDRip.XviD.avi

Legenda
Ugetsu.Monogatari.(1953).(Dual.JAP.+ENG.Commentary).CRiTERiON.DVDRip.XviD.srt

(Postado Originalmente pelo amigo UserOffline do CSTBR.ORG)

265. ROMANCE NA ITÁLIA (1953)

Image Hosted by ImageShack.us

IMDb Image Hosted by ImageShack.us Image Hosted by ImageShack.us

Um casal em crise viaja para a Itália a fim de vender a propriedade que herdou. Em suas andanças pelas belas paisagens do país, os dois descobrem um novo sentido para suas vidas e, sobretudo, para seu amor. Katherine pressentirá, no contato com o passado italiano - tão remoto, e ao mesmo tempo tão próximo - a existência de um outro tempo, muito diferente do que rege a sociedade moderna. Nesse abismo entre o imediato e o eterno, ela começa notar a falta de sentido de sua vida sem amor. Enquanto isso, Alexander, num encontro casual com uma prostituta, se depara também com seu próprio vazio existencial. Ao final, a viagem à Itália se revela um mergulho no grande mistério da existência.
Marco do cinema moderno, o filme influenciou grandes cineastas, como Michelangelo Antonioni, François Truffaut e Jean-Luc Godard

Crítica
Katherine (Ingrid Bergman) experimenta uma crise conjugal enquanto faz turismo em Nápoles. Sente ciúmes e ressentimento do marido, que faz questão de fazer seus passeios sozinho. Assustada e ao mesmo tempo ávida em parecer indiferente diante de sua dependência afetiva, ela arrisca ir também sozinha aos lugares de seu interesse. Num museu, ao deparar-se com monumentos milenares, a heroína não reage, não sorri, não fala, talvez esboce algum desconforto no olhar. Ela apenas foi ao museu; ela apenas viu as estátuas. Seus problemas conjugais fogem – ou não são evidentes - nesta e noutras seqüências, mas existem na esfera global que é erigida a partir da mera exposição de semelhantes fragmentos de puro real. Noutro destes fragmentos, ela dirige o automóvel entre edifícios arruinados e vê populares correndo para todos os lados; suas faces silenciosas deduzem inquietação. Mas o que presumir de tal indício?

Tudo o que temos à frente é mise-en-scène, encarada agora como a instituição que distancia a subjetividade da heroína do nosso entendimento imediato, ao mesmo tempo esclarecendo-a. Tudo parece simultaneamente óbvio e obtuso. A princípio, não há função narrativa em tais seqüências (quando há, a impressão provém justamente do caráter global supracitado, que diz respeito ao contexto ao qual se inserem os fragmentos); tampouco razão documental - como deixava entrever os primeiros filmes neo-realistas. Temos o primado do factual e estamos em 1953, onde o neo-realismo não morreu: ao contrário, e graças a Rossellini, intensificou-se e atingiu a plenitude estética.

Muito polêmicas foram as mudanças de postura de Rossellini, que foi injustamente acusado pela crítica italiana de abandonar e involuir a causa social do neo-realismo para retratar a burguesia através de um posicionamento cada vez mais ambíguo. A sua defesa, claro, veio da França, de onde, evocada pela voz de André Bazin, a crítica argumentou a respeito do neo-realismo não como manifestação datada, mas como arcabouço de inúmeras potencialidades que não se limitam ao uso temático que outrora lhe dera origem, nome e condição. E, segundo eles, Rossellini foi o grande responsável por este desdobramento.

Para Bazin e seus discípulos, Rossellini detinha uma consciência global sobre os fatos, e tal consciência, antes de ser virtuosismo do artista, fazia parte de sua moral. Então, o que acontecia quando ele fazia filmes era a transformação de sua consciência e de sua moral em estilo, sendo este a quintessência do neo-realismo, que transcende a mera abordagem social defendida pelos italianos.

Não é difícil reconhecer nestas assertivas dados do aporte do que viria a se condensar na rubrica “Política dos Autores” e o papel fundamental de Rossellini no ensejo, mesmo incônscio, deste contexto. A obra está, enfim, aberta; e o cinema moderno, devidamente alicerçado.

Screens


Link ed2K
Viaggio.In.Italia.(1954).DVDRip.XviD.avi

Legenda
Viaggio.In.Italia.(1954).DVDRip.XviD.srt

sábado, 12 de dezembro de 2009

264. AS FÉRIAS DO SR. HULOT (1953)

Image Hosted by ImageShack.us

IMDb Image Hosted by ImageShack.us

Sr. Hulot sai de férias para um hotel na praia, mas sua chegada transtorna a vida dos veranistas, pois não há ninguém como ele para provocar catástrofes, e suas melhores intenções degeneram em desastres que só o seu otimismo permite suportar alegremente. Apesar das confusões, Hulot consegue despertar simpatia, admiração e amizade. No filme, Tati satiriza a burguesia francesa caricaturando seus personagens.

Crítica - Contracampo

Premiações
Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original e História em 1956 e No Festival de Cannes de 1953 indicado Jacques Tati ao Grande Prêmio do Festival.

Screens


Link ed2K
Les.Vacances.de.Monsieur.Hulot.(1953).FS.B&W.CRiTERiON.DVDRip.XviD-FRAGMENT.avi

Legenda
Les.Vacances.de.Monsieur.Hulot.(1953).FS.B&W.CRiTERiON.DVDRip.XviD-FRAGMENT.srt

263. OS CORRUPTOS (1953)

Image Hosted by ImageShack.us

IMDb Image Hosted by ImageShack.us

O sargento Bannion (Glenn Ford) está investigando o aparente suicídio de um policial corrupto e inesperadamente é ordenado a interromper o trabalho. Tentado a descobrir o mistério, Bannion continua investigando, até que uma explosão destinada a ele mata sua esposa. Ele deixa a polícia e logo descobre que por trás de tudo está o poderoso submundo liderado por Mike Lagana (Alexander Scourby) levando-o a um confronto de vida ou morte.

Críticas
Tal como em You Only Live Once, de 1937, Fritz Lang trata de instituições sociais que se voltam contra um cidadão comum. No caso de The Big Heat, é a instituição policial que está degradada pela corrupção. É contra ela que o justiceiro indignado reage e busca fazer justiça com as próprias mãos. De um lado, a sociedade burguesa degradada e suas instituições sociais; de outro o pequeno homem que busca justiça. É o ideal de justiça que move o herói problemático. A justiça como fonte da lei e do direito. Mas a indignação do herói hollywoodiano possui, antes de mais nada, uma motivação pessoal particular; no caso de The Big Heat, vingar-se do assassinato da mulher amada. É um tema candente na filmografia de Fritz Lang e que percorre os filmes de Hollywood, inclusive, este é o mote trágico do filme histórico, O Gladiador, de Oliver Stone. Fonte

Clássico considerado um dos melhores films noirs já produzidos. De fato, pode ser considerado o melhor Fritz Lang, capaz de reviver a atmosfera assustadora de "M". Glenn Ford dá um show como o ex-policial que planejava levar uma vida pacata, mas tem que encontrar o assassino de sua mulher. Lee Marvin faz o bandido sádico, no filme que o transformou em astro. Mas quem domina as cenas em que aparece é Gloria Grahame, como a namorada do bandido, que simpatiza com Ford e o ajuda. A cena em que Marvin joga café quente em seu rosto é uma das mais marcantes do gênero. Fonte

Screens


Link ed2K
The.Big.Heat.(1953).DVDRip.XviD-MakingOff.avi

Legenda
The.Big.Heat.(1953).DVDRip.XviD-MakingOff.srt

(Postado Originalmente por Distanásia do MKO)

262. OS HOMENS PREFEREM AS LOIRAS (1953)

Image Hosted by ImageShack.us

IMDb Image Hosted by ImageShack.us

Lorelei (Marilyn Monroe) e Dorothy (Jane Russell) são duas belas dançarinas que embarcam em um cruzeiro rumo à Paris, bancado pelo noivo de Lorelei. Porém, seu sogro contrata um detetive particular para tentar confirmar sua desconfiança de infidelidade da moça, criando muitas confusões.

Curiosidades
Existiu uma versão muda de Gentlemen Prefer Blondes, dirigida por Malcolm St. Clair em 1928, e co-escrito por Anita Loos, autora do romance original em que se baseou o roteiro do filme. Não se conhece a existência de exemplares; presume-se perdido desde então.

Inicialmente, a Fox pretendia contratar Betty Grable para para o papel de Lorelei. Entretanto, após o sucesso de Torrente de Paixão, de 1953, o estúdio decidiu chamar a novata Marilyn Monroe, por acreditar que ela daria ao filme um maior sex appeal, além de seu salário ser bem menor que o de Grable. Marilyn Monroe ganhou cerca de 18 mil dólares para integrar o elenco de Gentlemen Prefer Blondes. O salário de Jane Russell, a outra estrela da produção, girava em torno de cem mil dólares.

O número de Diamonds Are a Girl's Best Friend, uma das canções interpretadas por Monroe, foi copiado por Madonna, Kylie Minogue e Anna Nicole Smith. A canção Diamonds Are a Girl's Best Friend foi adaptada e inserida ao filme Moulin Rouge!.

Screens


Link ed2K
Gentlemen.Prefer.Blondes.(1953).FS.DVDRip.XviD-SOUTHSiDE.avi

Legendas

Gentlemen.Prefer.Blondes.(1953).FS.DVDRip.XviD-SOUTHSiDE.srt

(Postado Originalmente pelo amigo Palanca do CSTBR.ORG)

261. ANJO DO MAL (1953)

Image Hosted by ImageShack.us

IMDb Image Hosted by ImageShack.us

O ladrão Skip McCoy rouba a bolsa de uma mulher no metrô, sem saber que dentro dela está um microfilme com segredos de governo. Ele passa, então, a ser perseguido pela vítima do roubo e por agentes.

Premiações
Indicado ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Thelma Ritter ) em 1954 e em 1953 Indicado ao Prêmio de Melhor Diretor no Festival de Veneza.

Crítica
Admirável lição de cinema da qual cada plano é marcado pela sensibilidade vibrante de Fuller, Anjo do mal é ao mesmo tempo o mais impessoal e mais autoral de seus filmes. Ele se inscreve na veia documentária do filme noir, ou seja: é um filme que utiliza diversas externas e descreve uma investigação que poderia dar um excelente artigo de jornal.

Quando era jornalista, Fuller com frequência andou pelos meios marginais aqui representados. Os méritos de Pick up são aqueles de um bom filme de ação, sacudidos ainda pelo frêmito elétrico que Fuller impõe a todas as suas histórias: caracterização aguda dos protagonistas secundários, e mesmo das "pontas" (o homem se empanturrando de arroz que vende informações para Jean Peters e cata com pauzinhos as notas que ela põe sobre a mesa); tempo vivo e às vezes ofegante; sábia utilização da profundidade de campo e de longos movimentos de câmera, com o fim de dar à ação sua dose justa de pimenta e realismo. (Aliás, o barroco de Fuller privilegia sempre os planos muito comprimidos ou muito largos, em detrimento dos planos médios).

Não esqueçamos também o humor, um certo humor sardônico e insolente que não é exclusividade de Fuller (ver os filmes de Don Siegel) e que tem um duplo efeito contraditório, muito freqüente no cinema hollywoodiano do pós-guerra; num certo grau, este humor distancia o espectador do filme. Mas ao mesmo tempo liga este espectador de modo mais eficaz à ação, solicitando sua cumplicidade. Fuller, aliás, deixa de lado este humor quando lhe parece adequado, ou seja, no meio da história.

Podemos julgar a respeito de seu talento, virtuosidade e controle do filme pelo fato de que a cena mais engraçada e a seqüência mais trágica da intriga tenham por protagonista o mesmo personagem, a velha Moe (interpretada pela perfeita Thelma Ritter, cujas composições foram inesquecíveis em Lettres to three wives, The mating season de Mitchell Leisen, 1951, e Janela indiscreta, etc).

Na primeira destas sequências, ela vende Widmark à polícia, segundo seus hábitos “profissionais”. Na segunda seqüência, ela se deixa assassinar, velha mulher fatigada, corajosa e íntegra à sua maneira, clamando pela morte como uma libertação.

Passemos ao aspecto mais estritamente “fulleriano” do filme. Toda a ação é vista segundo a perspectiva de dois exluídos socialmente, dois personagens que “de nada valem”, segundo os valores burgueses da sociedade; vistos, portanto, como traidores destes mesmos valores.

A semelhança profunda que existe entre Jean Peters, a aventureira e Richard Widmark, o batedor de carteiras (passado suspeito, dinamismo e vitalidade poderosos, situação precária de sobrevivência na selva das cidades) torna crível a paixão fulminante – “coup de foudre”- que eles, entre uma porrada e outra , passam a sentir um pelo outro. (Aliás, eles não vão parar de “se pegar” ao longo do filme).

O ponto de vista de Fuller é o de mostrar uma certa solidariedade, uma certa integridade entre estes personagens marginais, assumindo mais ou menos sua condição e adeptos semi-conscientes de uma moral que eles poderiam facilmente voltar contra os pilares sociais.

Personagens deslocados, desorientados, constantemente em desequilíbrio entre o universo dos bons e dos maus e sem pertencer propriamente a nenhum desses, eles permitem ao autor exprimir, no seio de seu pessimismo explosivo, uma visão moral e anti-convencional do mundo.

O anti-comunismo tratado no filme serve de critério de julgamento acerca da relativa putrefação dos personagens. Aqueles aos quais Fuller particularmente se identifica, como o batedor de carteiras interpretado por Widmark, se postam no limite do mal absoluto, mas jamais ultrapassam esta tênue fronteira. Quando são tentados a fazê-lo, seu anjo bom os impede (cena onde Jean Peters arrasta Richard Widmark).

Talvez por serem estes personagens os mais “superexpostos”, são também - dramática e moralmente - os mais tocantes.

Nota: Em uma sequência de emissão televisiva Cinéma Cinémas, Fuller comenta na moviola os primeiros planos de seus filmes e indica, em especial, que a estação do metrô e a cabine são, contra toda espectativa, cenários construídos no estúdio.

Jacques Lourcelles. Tradução de Luiz Soares Júnior. Fonte

Screens


Link ed2K
Pickup.on.South.Street.(1953).CRiTERiON.FS.DVDRip.XviD-FiNaLe.avi

Legenda
Pickup.on.South.Street.(1953).CRiTERiON.FS.DVDRip.XviD-FiNaLe.srt
(Postado Originalmente por macbeth e Ângelo no MKO)

260. O PREÇO DE UM HOMEM (1953)

Image Hosted by ImageShack.us

IMDb Image Hosted by ImageShack.us

Howard Kemp (James Stewart) é um caçador de prêmios em busca do criminoso Roy Andersen (Ralph Meeker), cuja captura vale uma generosa recompensa. Contudo, quando o consegue apanhar, a situação já se alterou consideravelmente. Primeiro, porque Roy Andersen não andava a monte sozinho; acompanhava-o a jovem Lina Patch (Janet Leigh), filha de um outro criminoso. E segundo, porque entretanto, Howard Kemp fez dois sócios sem querer: o garimpeiro Jesse Tate (Millard Mitchell) e o ex-soldado Ben Vandergroat (Robert Ryan). Assim, o que se iniciou como uma simples perseguição do rato e do gato, culmina num jogo a cinco, com uma recompensa no meio.

Premiações
Indicado ao Oscar de melhor Roteiro Original.

Curiosidades
- Este é o 3º de 8 filmes em que o diretor Anthony Mann e o ator James Stewart trabalharam juntos. Os demais foram Winchester'73 (1950),E o Sangue Semeou a Terra
(1952),Borrasca (1953),Música e Lágrimas(1953),Região do Ódio(1954),Comandos do Ar
(1955) e Um Certo Capitão Lockhart(1955).

Screens

Link ed2K
The.Naked.Spur.(1953).DVDRip.XviD-iMMORTALS.avi

Legendas
The.Naked.Spur.(1953).DVDRip.XviD-iMMORTALS.srt

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

259. O SALÁRIO DO MEDO (1953)

Image Hosted by ImageShack.us

IMDb

Mario (Yves Montand) é um estrangeiro que vive de bicos na América do Sul e sonha em voltar para a França. Uma companhia de petróleo americana, que domina a região, propõe a Mario e outros três homens estrangeiros que levem um carregamento de nitroglicerina para explodir um poço de petróleo em chamas. Em troca eles receberão U$ 2 mil dólares. Todos estão dispostos a arriscar a vida e fazem a viagem nas esburacadas estradas, onde qualquer solavanco mais forte poderá jogar os aventureiros pelos ares.

Premiações
- Ganhou o BAFTA de Melhor Filme.
- Ganhou o Grande Prêmio do Festival e uma Menção Especial (Charles Vanel), no Festival de Cannes.
- Ganhou o Urso de Ouro, no Festival de Berlim.

Curiosidades
- O Grande Prêmio do Festival de Cannes, ganho por O Salário do Medo, é o equivalente da época à hoje chamada Palma de Ouro.
- Em seu lançamento nos Estados Unidos O Salário do Medo sofreu um corte de 21 minutos. As cenas cortadas mostravam os interesses comerciais dos Estados Unidos na exploração da América Latina.
- Refilmado como O Comboio do Medo (1977).

Crítica
Logo nas primeiras cenas, Clouzout expõe a síntese cruel daquele cenário urbano degradado onde irá se desenrolar o thriller em seus primeiros momentos: uma criança nativa brinca com insetos numa poça de lama. A seguir, vislumbra-se o cenário de subdesenvolvimento absoluto. Ao lado de transeuntes miseráveis, vê-se alguém pedindo esmolas. Uma mulher carrega uma lata d’água na cabeça (é provável que não exista saneamento básico em Las Piedras). Uma senhora idosa vende algum petisco num carrinho. Aos seus pés, um vira-lata atento ao que se passa. Enfim, o thriller de O Salário do Mêdo passa-se num cenário de subdesenvolvimento perverso, típica "República das Bananas", quintal do imperialismo yankee. É o cenário pleno da exceção da modernização capitalista. É nele que se desenrola o drama existencial de homens estranhados imerso num thriller de mêdo e de angústia. Fonte

Crítica Cineplayers - Alexandre Koball

Screens


Link ed2K
The.Wages.Of.Fear.(1953).iNT.DVDRip.XviD.cd1-NewMov.avi
The.Wages.Of.Fear.(1953).iNT.DVDRip.XviD.cd2-NewMov.avi

Legendas.Tv (by.novatoepm)
ou
Link Direto

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

258. A PRINCESA E O PLEBEU (1953)

Image Hosted by ImageShack.us

IMDb Image Hosted by ImageShack.us

A Princesa e o Plebeu é uma espécie de história de Cinderela às avessas. Uma princesa riquíssima tem uma crise nervosa por causa da agenda cheia de compromissos repetitivos e entediantes: o que ela quer é apenas viver como uma garota normal. Então durante a noite foge do seu palácio e acaba encontrando não um príncipe encantado, e sim um jornalista interesseiro, que a reconhece (embora ela não saiba disso) e quer conseguir uma reportagem exclusiva que lhe renderá uma enorme quantia de dinheiro.

Curiosidades
- O projeto de levar às telas de cinema A Princesa e o Plebeu inicialmente era do diretor Frank Capra, que tinha a intenção de colocar nos papéis principais do filme os atores Cary Grant e Elizabeth Taylor.
- O diretor William Wyler inicialmente queria que a atriz Jean Simmons interpretasse a Princesa Ann. Quando ele soube que Simmons não poderia atuar em A Princesa e o Plebeu Wyler chegou inclusive a cancelar temporariamente a produção do filme.
- Quando a cena em que a princesa se despede de Joe foi rodada, a atriz Audrey Hepburn não conseguia de maneira alguma derramar as lágrimas necessárias na cena. Após várias tomadas desperdiçadas, o diretor William Wyler reclamou com ela e fez com que Hepburn começasse a chorar. Somente após isto ocorrer a cena pôde ser rodada com sucesso.
- Após o término das filmagens, o ator Gregory Peck disse aos produtores que, como era bem provável que Audrey Hepburn fosse indicada ao Oscar por seu papel em
A Princesa e o Plebeu , que seria melhor que o nome dela aparecesse logo após o título do filme.
- Na década de 70 chegou a ser proposta uma sequência para A Princesa e o Plebeu , que reuniria mais uma vez Audrey Hepburn e Gregory Peck. No filme Ann já seria uma rainha e Joe Bradley um romancista de sucesso, com a história central se passando entre seus filhos, que se apaixonariam. Porém, tal filme nunca chegou a sair do papel.
-A Princesa e o Plebeu foi refilmado para a TV americana em 1987.

Premiações
Oscar 1954 (EUA)
* Venceu nas categorias de melhor atriz (Audrey Hepburn), melhor figurino - preto e branco e melhor roteiro original.
* Indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (Eddie Albert), melhor roteiro, melhor edição, melhor direção de arte - preto e branco e melhor fotografia - preto e branco.
Globo de Ouro 1954 (EUA)
* Venceu na categoria de melhor atriz - drama (Audrey Hepburn).
BAFTA 1954 (Reino Unido)
* Venceu na categoria de melhor atriz britânica (Audrey Hepburn).
* Indicado nas categorias de melhor filme e melhor ator estrangeiro (Gregory Peck e Eddie Albert).
NYFCC Award 1953 (New York Film Critics Circle Awards, EUA)
* Venceu na categoria de melhor atriz (Audrey Hepburn).

Crítica
A comédia romântica é um gênero ingrato. Nos dias de hoje, tem contra si o facto de ser direccionada muito acentuadamente ao público feminino (o que afasta muitas vezes o público masculino da sua visualização), e o de ser um gênero onde a inovação é muito pouca; aliás, arrisco-me até a dizer que, se ao filme lhe fosse dado a optar, decerto que a comédia romântica seria das últimas escolhas que ponderaria. Isto, hoje, porque, na sua golden age, Hollywood produziu comédias românticas que podem muito bem ser consideradas alguns dos melhores filmes de sempre.

É o caso deste "Roman Holiday" (Férias em Roma). Esqueçam Love Actually ou The Holiday; por muito que as comédias românticas contemporâneas divirtam, Roman Holiday está numa liga completamente diferente, à qual pertence também o incontornável The Philadelphia Story.
Realizado por William Wyler, este foi o filme-catapulta para Audrey Hepburn, que recebeu um Oscar pela sua interpretação de Ann, uma princesa jovem e cansada de todas as obrigações implicadas pela sua posição na sociedade. A história, resumidamente, segue as suas aventuras em Roma a partir da sua fuga nocturna, em que lhe é possível fazer coisas com que sempre sonhou, com a ajuda de Joe Bradley (Gregory Peck), um jornalista que vê na entrevista com ela a solução para os seus problemas financeiros e Irving Radovich (Eddie Albert), o companheiro fotógrafo dele.

O argumento é uma delícia. As personalidades das personagens, que os diálogos rápidos e perspicazes que estabelecem entre si vão revelando, e as situações originadas pelos seus actos formam um cocktail imperdível. A mestria com que Hepburn se transforma de uma cena para a seguinte, retratando ora a curiosidade juvenil e a vivacidade de Ann, ora a tristeza da castração a que é submetida, merece ser aplaudida. Gregory Peck confere charme a um Joe Bradley perto da ruína, mas mesmo assim fascinado pela companhia da princesa; já Eddie Albert encarna o terceiro elemento deste triângulo, criando com Peck um estado de conflito hilariante entre as duas personagens. Tudo isto acompanhado por uma realização impecável, que se adapta às diferentes fases do filme e respectivas exigências.

Roman Holiday é um clássico imperdível, que consegue fazer-nos rir com uma inteligência graciosa, e que nos comove sem se tornar piegas ou recorrer ao habitual melodrama. Durante grande parte da sua duração, trata-se de um filme alegre, contagiado pelo estado de espírito da sua própria protagonista, à medida que ela descobre a vida e, mais inesperadamente, o amor. A cena da moto é um ponto-chave da história, uma vez que personifica a liberdade à qual Ann sempre aspirou, e a imagem do casal em cima do veículo é memorável. Isto só para exemplificar.

Porém, é nas últimas cenas que o filme se torna verdadeiramente comovedor, à medida que o dia de sonho chega ao fim e os protagonistas voltam à realidade. A cena no carro, por exemplo, é das mais poderosas a que já assisti. Conseguindo despertar no espectador emoções distintas daquelas até aí proporcionadas, o final é a prova derradeira de que filmes como este são cada vez mais uma raridade. Roman Holiday brinda-nos com uma cena magnífica e que significa, para as duas personagens principais, a promessa incerta de algo improvável de acontecer, e tem a coragem de terminar numa nota realista e séria, que merece também ser louvada. Os últimos segundos do filme, o último plano, são, a meu ver, algo de fenomenal, e compõem um dos melhores finais que o Cinema já produziu.
Em suma: um filme obrigatário.

Ruben Gonçalves

Screens


Link ed2K
Roman.Holiday.(1953).FS.DVDRip.DivX3LM.cd1-SChiZO
Roman.Holiday.(1953).FS.DVDRip.DivX3LM.cd2-SChiZO

Legenda
Roman.Holiday.(1953).FS.DVDRip.DivX3LM-SChiZO

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

257. ERA UMA VEZ EM TÓQUIO (1953)

Image Hosted by ImageShack.us

IMDb Image Hosted by ImageShack.us

Um casal de idosos vai a Tóquio visitar seus filhos. Eles percebem então que a relação entre eles mudou. A Vida os tornou mestre de suas próprias existências, com seus acertos e erros. Eles apesar de até quererem, não possuem mais tempos para os pais. Eles encontram no entanto a compreensão na viúva de um dos filhos.Existe ali a ternura oriunda de buscarem cada um no outro traços daquele que já partiu dessa vida. Eles também encurtam a estadia em Tóquio. Ao retornarem ao seu lar a mãe tomba esgotada. Desconfia-se que foi devido a tristeza que ela imagina ter causado ao seus filhos.A doença faz com que seus filhos façam a viagem inversa, mas é tarde.Muitos consideram a obra de Ozu conformista demais.É ledo engano, Ozu talvez seja um conformado.É preciso aceitar aquilo que não pode ser mudado: a velhice, a morte, as doenças. Em suma é a ordem natural das coisas. Em Ozu, a câmera parece estar num canto, tamanha a captação do cotidiano que surge naturalmente diante de nossos olhos. È sabido que Ozu a mantém na altura do olhar de uma pessoa sentada no tatame. Este filme faz parte das obras que elevaram o cinema ao posto de arte. Considerado a obra-prima máxima do diretor.

Crítica (Contracampo)

Screens


Link ed2K
Tokyo.Story.(1953).DVDRip.XviD.cd1-FRAGMENT.avi
Tokyo.Story.(1953).DVDRip.XviD.cd2-FRAGMENT.avi

Legendas
Tokyo.Story.(1953).DVDRip.XviD-FRAGMENT.srt